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    O Silêncio das Águas (Elementos #3) -

    Brittainy Cherry, Brittainy C. Cherry

    Record
    2017
    364 páginas
    12h 8m
    ISBN-13: 9788501109644
    Português Brasileiro
    4.3
    20334 avaliações
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    Favoritos4201Desejados10484Avaliaram20334

    Da autora de O Ar Que Ele Respira e A Chama Dentro de Nós, uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos. Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?

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    Alane Sthefany picture
    Alane Sthefany14/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Silêncio das Águas – Brittainy C. Cherry

    O livro inicia com Maggie chegando em um novo lar. Porque o seu pai, Eric, casa-se novamente, então eles se mudam para a casa da madrasta – uma casa alegre, amorosa e com mais duas crianças, Cheryl e Calvin. Seu novo irmão tem um melhor amigo incrível, o Brooks Griffin, e logo Maggie descobre que está apaixonada por ele. Mesmo na inocência de seus dez anos, ela sente que Brooks é o homem da sua vida. Já o garoto não suporta que ela fique correndo atrás dele e dizendo que um dia os dois vão se casar, e tenta esquivar da companhia indesejada sempre que pode. No entanto, as coisas mudam quando os dois trocam o primeiro beijo. Depois desse dia Brooks passa reparar mais na Maggie e logo começa a gostar dela. E então, seguimos com uma história que corre pelos anos e mostra o que o futuro fez com eles. Eles se amam, mas foram separados por uma tragédia. Um dia ela é exposta a um trauma terrível ao qual leva a sua voz. Ela deixa de falar, apavorada com o que presenciou com os seus próprios olhos. A família de Maggie tenta ajudá-la, mas sem sucesso. Apesar disso, Maggie passa a conviver com seus ataques de pânico e a mão amiga de Brooks... Todos os personagens são bem construídos, amei todos, o Eric é um paizão, que exemplo de pai, fiquei apaixonada pela forma que ele cuida, enxerga e ama a filha 🥰 Adorei a Maggie, ela é muito gentil e perfeita🥺 O Brooks, nossa! Amei ele do início ao fim. ❤️ Só a irmã e mãe (que é a madrasta) da Maggie que me deu nos nervos umas horas, mas amei elas também 🤭 Esse livro é incrível! 😍 Super recomendo, e para nós que somos leitores, o livro menciona diversos livros durante a leitura, nesse romance, a forma como a Maggie e o Brooks conversam através de livros, é o sonho de todo leitor 💞😻 ⚠️ Spoiler ⚠️ . Série Elementos (Livro 3) . Todos os trechos que eu gostei ✍🏻📚❤️ . Minha mãe sempre diz que um bom relacionamento precisa de duas coisas importantes: o casal tem que amar as semelhanssas, semelhãssas, semelhansas coisas que têm em comum e também respeitar as diferenças. (A Maggie novinha, é muito engraçada, sem saber escrever 😂) Sempre que Cheryl e eu brigamos, mamãe diz isso para mim: a família sempre se apoia. Principalmente nos dias difíceis, quando é complicado até olhar para a outra pessoa. [...] sempre nos apoiaríamos. Porque é isso que as famílias fazem. Se já aprendi alguma coisa na vida é que não ajuda nada ficar sentado, repassando uma situação várias vezes na cabeça. Você não pode mudar o passado, mas pode moldar o futuro com o que fizer agora. As batidas do seu coração fazem o mundo continuar girando. Ela precisava que alguém entrasse nas lembranças dela e apagasse as águas escuras nas quais ela nadava todos os dias. Todo mundo tem cicatrizes. Algumas só são mais fáceis de serem escondidas. Uma pessoa nunca relê um livro excepcional e segue em frente com as mesmas crenças. Ele sempre surpreende e desperta novas ideias, novas formas de olhar para o mundo, não importa quantas vezes as palavras foram lidas. Você não pode simplesmente ler esses livros e achar que está vivendo. É a história deles, não a sua, e é de partir o coração ver alguém tão jovem desperdiçar a chance de escrever a própria história. As pessoas conseguiam esconder quem eram de verdade por um tempo, mas, depois, as máscaras sempre caíam. Tudo aquilo era culpa da leitura. Ler era uma bênção e uma maldição para mim. Aqueles livros faziam com que eu conseguisse escapar para um mundo que nunca havia experimentado, mas, ao mesmo tempo, eles me lembravam de tudo que eu estava perdendo. E aqueles que acreditam em você quando nem mesmo você acredita mais são justamente aqueles que você precisa manter por perto. Quando eu era mais nova, ler não era o que eu mais gostava de fazer, mas, à medida que os anos se passaram, a leitura se tornou a voz que perdi. Era quase como se os personagens morassem na minha cabeça e compartilhassem seus pensamentos comigo, e vice-versa. Nos últimos oito anos, li mais de oitocentos livros. Vivi mais de oitocentos “era uma vez”. Eu me apaixonei umas seiscentas e noventa vezes, senti desejo umas vinte, odiei alguém umas dez bilhões de vezes. Por meio daquelas páginas, fumei maconha, saltei de paraquedas e nadei pelada. Fui apunhalada pelas costas por amigos tanto física quanto emocionalmente e chorei a perda de entes queridos. Vivi a vida de cada personagem dentro das paredes do meu quarto. Ele sempre fazia com que eu sentisse que era suficiente, e isso bastava. Seu coração batia por mim, e o meu, por ela. Às vezes, as palavras eram mais vazias que o silêncio. Eu não sabia que era possível ouvir tão claramente a voz de alguém no silêncio. Esse tempo todo eu achava que você estava lendo para fugir do mundo, mas agora sei que você lia para descobri-lo. Sabe? Amo tudo em você. Nos dias mais fáceis e nos mais difíceis também. Talvez eu a ame ainda mais nos dias difíceis. Eu me apaixonei por centenas de homens de centenas de livros. Achava que sabia como era o amor com base nas palavras impressas nas páginas que li. Amor era união, força e algo pelo que valia a pena viver. Só não esperava os medos que vinham junto com o amor verdadeiro. O medo de que eu nunca seria o suficiente para ele. De que ele encontrasse outra pessoa. O medo de que às vezes valesse a pena morrer por amor. Ou de que o amor nem sempre fosse o suficiente. Amar alguém significava estar vulnerável à ideia de que um dia a pessoa talvez fosse embora, e tudo o que eu queria era que Brooks ficasse. Eles estavam deixando de se amar bem diante de nós. Deixar de se amar significava não rir mais dos erros do outro. Deixar de se amar significava gritar com o outro. Deixar de se amar significava ir cada um para um lado. Nem tudo que está em pedaços precisa ser consertado. Às vezes, só precisa ser amado. Seria uma pena se só as pessoas inteiras fossem merecedoras de amor. [...] às vezes, quando estamos sentados sozinhos, nossos pensamentos vagam para lugares que não deveriam ir. Às vezes, somos os nossos piores inimigos. Temos que aprender a discernir nossos pensamentos. Temos que ser capazes de distinguir a verdade e a mentira na nossa mente. Caso contrário, viramos escravos das correntes que nós mesmos colocamos em nossos tornozelos. Eu as estendi a Brooks, e, quando ele entrelaçou seus dedos nos meus, a sensação de estar em casa, em meu lar, passou pelo meu corpo. Um prédio com paredes não era um lar. Lar era o lugar onde vivia o tipo mais cálido de amor entre duas pessoas. Sabe aquele momento em que você descobre uma nova música? Você pensa, não é nada demais, já ouvi um monte de músicas novas, e essa vai ser como todas as outras. Mas quando as primeiras notas chegam aos seus ouvidos e atravessam o seu corpo, você a sente nos ossos. Então chega o refrão, e você sabe. Você simplesmente sabe. Sabe que aquela música vai mudar a sua vida para sempre. Você nunca vai conseguir se lembrar da sua vida sem aquele ritmo, sem aquela letra, sem aqueles acordes. Quando a música acaba, você se apressa para tocá-la de novo e, a cada vez que ouve, ela parece melhor do que você se lembrava. Como isso é possível? Como as mesmas palavras podem ter diferentes significados a cada vez? Você a toca inúmeras vezes, até que ela fique impregnada, até que atravesse o seu corpo, se tornando a batida do seu coração. Minhas mãos estremeceram na dele, e as dele, na minha. Nós nos aproximamos, e ele encostou a testa na minha. — Maggie May, você é a minha música favorita. Estou tão dividido, Maggie. Parte de mim quer ir para Los Angeles e correr atrás desse sonho, mas outra parte sabe que você é o meu sonho. Quero lutar por aqueles que não têm voz, mas estão gritando para serem ouvidos. Descobri que sentir saudade de alguém nunca fica mais fácil, só mais tranquilo. Você aprende a viver com a dor da saudade dentro do peito, se entristece pelos instantes que compartilharam e, às vezes, se permite sofrer um pouco também. Na maior parte do tempo, eu nem saía do meu quarto, com medo de encontrar a minha mãe. Ela e meu pai estavam se tornando completos estranhos um para o outro diante dos meus olhos. Sempre que estavam no mesmo aposento, um deles saía. Antes, quando ele ia para o trabalho, dava um beijo na testa dela, mas esses beijos eram apenas lembranças agora. Reli O caçador de pipas. Foi o primeiro livro que você me deu, lembra? Eu não me lembro de ter chorado da primeira vez que li, mas talvez o tempo mude a nossa perspectiva das histórias. Talvez a gente cresça, e as experiências de vida mudem o significado dos livros. Talvez eu não seja mais a mesma pessoa que era tantos anos atrás, quando o li. Ou talvez eu só esteja com saudades de casa... Quando fui aceita no programa de ensino a distância, chorei. Minha mãe disse que era perda de tempo e dinheiro. Meu pai disse que era um passo rumo ao meu final feliz. (Eu amo o pai dela, o Eric 🥰♥️) A coisa mais triste do mundo era que você poderia encontrar a pessoa que mudou a sua vida para sempre e, ainda assim, acabar não ficando com ela. As pessoas que te ensinavam a amar nem sempre eram as que ficavam ao seu lado. Sinto sua falta, e não sei o porquê, já que você está bem na minha frente. Você está a alguns passos de distância, mas ainda parece que existe algum tipo de muralha entre nós. Como posso sentir saudades quando você está tão perto de mim? Havia um pássaro no peitoril da minha janela, lembrando-me da liberdade que eu perdi. Fiquei sentada ali, lendo e relendo a minha lista de coisas a fazer, até que senti que já a conhecia de trás para a frente. Fechei o livro e o coloquei no peitoril, repassando as palavras da minha mãe. [Quero fazer lista de desejos também] Olhei lá para fora e vi crianças brincando de pique, andando de bicicleta, vivendo mais do que vivi em todos esses anos. Noventa e cinco por cento do meu casamento foi cheio de alegrias. Me casar com o Lucas foi a melhor escolha que fiz na vida, mas houve um momento na nossa história em que os outros cinco por cento apareceram. Vivíamos em uma cidade do interior, e Lucas estava trabalhando no turno da noite como policial. Ele raramente falava sobre as coisas que via, mas eu sabia que elas o afetavam de alguma forma. Ele começou a sorrir menos, na verdade, quase nunca ria, e tudo que eu fazia parecia errado para ele. Ele gritava comigo e brigava pelas coisas mais idiotas. A lavadora de louça que estava vazando, o entregador que jogava o jornal no lugar errado. Esse tipo de coisa o deixava louco da vida, e ele gritava comigo sempre. Eu absorvia a raiva dele, colocava-a como um fardo nos meus ombros, dizendo a mim mesma que ele havia tido um dia difícil. Meu doce Lucas tinha um trabalho difícil. No trabalho dele, a morte era mais comum que a vida. Ele entrava nas casas das pessoas e, às vezes, via crianças que perderam a vida por estarem no meio da briga dos pais. Ele estava cansado, então eu absorvi sua exaustão. Disse a mim mesma que era a sua rocha e, por isso, tinha que aguentar firme por nós dois. Mas a questão em relação às rochas é que, mesmo que sejam fortes, elas não são invencíveis. Alguém pode acertar um martelo em uma delas, sem esperar que ela comece a rachar no instante seguinte. Foi necessário muito esforço, mas conseguimos ultrapassar essa fase quando lembrei a Lucas que eu era sua companheira, não seu saco de pancadas. É hora de deixarmos o passado e olharmos para o futuro. ❤️ Maggie & Brooks ❤️

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    Brittainy C. Cherry

    Brittainy Cherry é formada em artes cênicas, com especialização em escrita criativa pela Carroll University, em Wisconsin. Quando não está escrevendo, adora brincar com seus bichinhos de estimação. Também é autora de Um amor desastroso, Eleanor & Grey, Sr. Daniels, No ritmo do amor, Vergonha, ABC do amor, As cartas que escrevemos e dos títulos da série Elementos: O ar que ele respira, A chama dentro de nós, O silêncio das águas e A força que nos atrai. Também lançou, em parceria com Kandi Steiner, Uma carta de amor escrita por mulheres sensíveis. Ela mora com a família em Milwaukee, Wisconsin.

    107 Livros
    2.08 Seguidores
    Wisconsin, EUA

    Brittainy C. Cherry