O Grito dos Caluniados

O Grito dos Caluniados Sylvia Busko




O Grito dos Caluniados





Irritada com o trânsito após sair de uma sessão de terapia em grupo e indignada com a notícia da morte de um antigo amante que não a via desde que foram separados por uma calúnia, Ághata decide fazer uma pausa em seu trajeto para casa, se encontrando com sua melhor amiga em um “café de esquina”.
Em meio a um debate no estilo “filosofia de boteco”, as duas mulheres iniciam um ferrenho diálogo, alternando considerações acerca de religião, política e comportamento humano, com os relatos das histórias contadas na sessão de terapia.
Ao mesmo tempo em que tenta convencer sua amiga de suas convicções, Ághata passa a travar uma batalha pessoal contra o mundo e contra si mesma, ao expor suas opiniões sobre os perigos da crença cega em um suposto criador em detrimento da criatura e do uso leviano da linguagem, “herança maldita do fruto da árvore do conhecimento”, segundo ela.
Ao final da longa conversa, inebriada por sentimentos de ira e indignação, Ághata acaba por exorcizar sua culpa pela morte de seu amado Fabrício, ao concluir que o dom da linguagem nas mãos de pessoas pequenas possuidoras de mentes fétidas nada mais é do que um objeto de destruição e, sendo este uma arma, assim como a espada, só pode ser combatido com a mesma arma – palavra por palavra.

Ficção

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Pah Aleksandra
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