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    A Bússola de Ouro (Fronteiras do Universo #1) -

    Philip Pullman

    Objetiva
    2007
    365 páginas
    12h 10m
    ISBN-13: 9788573028423
    Português Brasileiro
    4.2
    20787 avaliações
    Leram37717Lendo1102Querem25187Relendo78Abandonos1089Resenhas1182
    Favoritos2215Desejados25187Avaliaram20787

    O primeiro volume da trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, se passa em um mundo muito parecido com o nosso mas com algumas curiosas diferenças. Ciência e religião se confundem. Neste universo, todo ser humano possui um daemon, um animal inseparável que na infância toma várias formas. E existe um raríssimo objeto que aponta a verdade, mas ninguém sabe fazê-lo funcionar, até que uma garota curiosa toma posse desse objeto e embarca numa jornada de descobertas e conspirações. Lyra é uma menina levada que vive na tranquila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer. E quando seu grande amigo Roger, some, Lyra parte em sua busca, disposta a desafiar seus próprios temores. Na paisagem árida do Norte, Lyra enfrenta uma terrível conspiração que faz uso de crianças cobaias em sinistras experiências. Entre ursos usando armaduras e bruxas que sobrevoam as sombrias geleiras, Lyra terá que fazer alianças inesperadas se quiser salvar o amigo de seu trágico destino.

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    Resenhas (1182)Ver mais
    Jorge Tavares picture
    Jorge Tavares07/09/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Impressões sobre "Fronteiras do Universo"

    Resolvi fazer uma análise um pouco impressionista de "Fronteiras do Universo" de Philip Pullman. Trata-se apenas de uma pequena ponderação de elementos positivos e negativos com que me deparei durante a leitura. Pelo lado positivo, o primeiro ponto que me chamou a atenção foi a maestria com que o autor desenvolveu o enredo. Às vezes, quando a história adquire um bom ritmo, é até difícil parar de ler. Essa, sem dúvida, é a marca do bom escritor. Quando o livro tem essa qualidade, muitos de seus defeitos podem ser perdoados. Mas o que exatamente prende minha atenção como leitor? Acho que é a combinação entre um encadeamento de eventos inteligente e um pouco imprevisível (que me leve sempre a perguntar "O que vem a seguir?") com personagens que despertem meu interesse. Em Fronteiras do Universo, os personagens são muito bem construídos, a começar pela protagonista, cuja personalidade é complexa e cativante. A Senhora Coulter também é uma personagem excepcional. No que tange aos personagens, o autor foge muito bem do maniqueísmo. No decorrer dos três livros, há momentos líricos e de uma beleza ímpar. Isso se deve principalmente à forma muito apropriada com que o autor desenvolveu seus mundos paralelos. Assim, mesmo sendo uma obra que poderia ser rotulada como "low fantasy", o autor consegue criar uma sensação de Maravilhoso que é a marca registrada do gênero Fantasia. E após a longa jornada por universos paralelos e pelo além, o leitor se depara com um final particularmente impactante, apesar de não ser muito surpreendente. Já li críticas sobre o final escolhido pelo autor com base no fato de que não é muito plausível. Não é mesmo. Por outro lado, sou forçado a concordar com Pullman quando afirmou que a história não teria nem um décimo da sua força se o final fosse diferente. O pior defeito do livro, na minha opinião, é o aspecto propagandístico. O autor exagerou um pouco em sua defesa do ateísmo e em sua crítica ao cristianismo. O livro se parece com Narnia, que também exagera, só que no sentido oposto. A vontade de defender certo ponto de vista está muito presente no livro, mas eu, como leitor, não quero ser doutrinado. O livro seria melhor se abrisse espaço para ambigüidades. Se o autor escapa bem do maniqueísmo quando desenvolve seus personagens, mergulha neste problema ao defender uma tese sem hesitações. Em Fronteiras do Universo, a religião é uma coisa ruim, sem aspectos redentores. É uma ferramenta de opressão conduzida por seres mal-intensionados. Para muitas pessoas religiosas essa abordagem deve ser bem irritante, mesmo porque não corresponde à verdade dos fatos. A religião, como tudo na vida, tem pontos positivos e negativos. Outro problema são as falhas no enredo. Por exemplo, a mudança da Senhora Coulter me pareceu brusca demais e pouco convincente. Também não me convenceu a súbita disposição dos fantasmas de serem "desintegrados". Dá para aceitar que alguns deles quisessem. Mas "a vontade de existir" é algo muito fundamental para a maioria das pessoas, algo de que é difícil abrir mão sem um motivo muito forte. Existem muitas outras falhas semelhantes ao longo do livro. Pesando os prós e o contras, Fronteiras do Universo é uma leitura que vale a pena para quem é fã do gênero e não se incomoda em ler uma obra que defende claramente (e sem ambigüidades) determinado ponto de vista.

    129 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 20787
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Philip Pullman profile picture

    Philip Pullman

    Philip Pullman nasceu em Norwich, Inglaterra, no dia 19 de Outubro de 1946. Durante a infância viajou pelo mundo inteiro, pois o seu pai e o seu padrasto eram ambos membros da Real Força Aérea. Passou parte da sua infância na Austrália, onde descobriu as maravilhas das histórias em quadrinhos, e cresceu amando, em particular, o Super-Homem e o Batman. Philip Pullman é o autor de várias obras, cujo a mais famosa é a série Fronteiras do Universo. Aos 11 anos, quando voltou para a Grã-Bretanha, passou a viver no Norte de Gales. Era uma época em que as crianças podiam passear em qualquer lugar, jogar nas ruas, brincar sobre as colinas, e ele tomou plena vantagem disso. A sua professora de inglês, Enid Jones, exerceu uma grande influência sobre Pullman, e ele ainda lhe envia cópias dos seus livros. Depois de sair da escola, Pullman costumava ir à Faculdade de Exeter, Oxford, para ler. Fez alguns serviços temporários, e então voltou a Oxford para tornar-se um professor. Ensinou em várias escolas para crianças de doze anos, e então se mudou para a Faculdade de Westminster, em Oxford, para ser conferencista a tempo parcial. Ensinou cursos sobre Romance Vitoriano e Contos Populares, e também um curso examinando como palavras e imagens poderiam assentir juntas. Ele eventualmente largou o magistério para escrever em tempo integral.

    49 Livros
    1.323 Seguidores
    Norfolk, Inglaterra

    Philip Pullman