Ao Farol

Ao Farol Virginia Woolf


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Ao Farol





Virginia Woolf passava as férias de verão, até os treze anos, na casa de praia da família em St Ives, na Cornualha, numa baía de onde se avistava o farol da ilha de Godrevy. Esses verões à beira-mar ficaram para sempre na sua memória.

Ao Farol é a transposição artística da memória dos verões passados em St Ives e da relação com os pais. Mas um romance, se bem concebido, nunca é um relato autobiográfico. Tal como no sonho freudiano, a artista procede por condensações, deslocamentos, deformações. Feita dos atos e eventos banais que constituem o material da vida cotidiana. Mas de revelações, de visões, de epifanias. A artista é uma vidente. Ela vê o que não vemos. E o ato artístico supremo consiste em transformar visões em palavras, em frases, em verbo.

Em Ao Farol, as visões, os sons, as cores da infância de Virginia se transformam em imagens literárias, em sonoridades verbais, em coloridos estilísticos. Ela exerce aí, com virtuosidade invulgar, o privilégio supremo da verdadeira artista. Com sorte, teremos, ao lê-lo, as nossas próprias visões, desfrutando, assim, ainda que modesta e brevemente, do precioso dom da vidência. Não se pode querer mais.
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“Ao Farol é a história de um casamento e de uma infância. É um lamento de dor pela perda de pais fortes e amados. Virginia Woolf queria chamá-lo ‘elegia’ em vez de romance. O livro também diz respeito à estrutura de classe inglesa e à radical ruptura com o vitorianismo após a Primeira Guerra Mundial. Ele é a expressão da urgente necessidade de uma forma artística que pudesse registrar e adaptar-se a essa ruptura. Ele é todas essas coisas ao mesmo tempo.”
Hermione Lee

“Virginia Woolf lia Proust enquanto escrevia Ao Farol. Ela intitulou a segunda parte: ‘O Tempo Passa’. Para medir o tempo, precisava de um relógio; ela utilizou uma casa. Quem não viu, quem não sabe como envelhece uma moradia abandonada? E quando o tempo passa, a guerra mata um filho, uma filha morre no parto, mas o melhor dos contadores de tempo continua sendo a morada, muralhas inertes e móveis mudos, em face das terríveis correntes de ar e dos insistentes gotejamentos – verdadeira batalha entre duas forças vivas.”
Michel Ser

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Virginia Woolf foi uma escritora a frente, bem a frente do seu tempo. Deixou uma grande herança literária, dividida em diversos âmbitos. Iniciou seu trabalho em 1904 como crítica literária; no entanto, revelou sua apuradíssima sensibilidade e erudição em seus romances. Ela escreveu nove romances, entre os quais estão: Mrs Dalloway (1925), Ao Farol (1927), Orlando (1928) e As Ondas (1931), mas também ensaios feministas, obras críticas, além dos diários, cartas e demais escritos autobio... leia mais

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