A Balança e a Espada

A Balança e a Espada Miguel Reale




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Com a redemocratização do país, em 1945, não adere ao Partido de Representação Popular (PRP), que Plínio Salgado fundara para reunir os remanescentes do integralismo. Após uma frustrada tentativa de criar um Partido Popular Sindicalista, que não decola por falta de votos, Reale opta pelo Partido Social Progressista (PSP), capitaneado por Adhemar de Barros, que se elege governador de São Paulo em 1947 e o nomeia secretário da Justiça do estado. Nessa função, o ferrenho anticomunista Reale não titubeia em firmar aliança com os integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que com 11 deputados superava a bancada de apenas 9 do PSP na Assembleia Legislativa. Mais do que isso, nos anos seguintes ele atuaria ao lado do intelectual comunista Caio Prado Júnior no Instituto Brasileiro de Filosofia, que presidiu por duas vezes.

Na década de 1950, dedica-se a escrever livros sobre direito e filosofia, chefia a delegação brasileira que combateu o trabalho escravo em reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e funda a Sociedade Interamericana de Filosofia. Em 1963, novamente secretário da Justiça nomeado por Adhemar de Barros, participa intensamente das articulações que derrubam o presidente João Goulart, no ano seguinte.

Durante a ditadura recusa, segundo afirma no segundo volume de memórias (A Balança e a Espada, Editora Saraiva), dois convites para ser juiz do Supremo Tribunal Federal, mas colabora com os militares na revisão da Constituição de 1967 e na elaboração do Tratado de Itaipu, com o Paraguai.

Eleito em 1975 para a cadeira número 14 da Academia Brasileira de Letras, participa do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Sesc e Senac durante as décadas de 1960 e 70, quando também escreve artigos para Problemas Brasileiros. Em 2002, aos 91 anos, profere uma palestra no conselho sobre o Código Civil que ajudara a elaborar, na qual afirma profeticamente: “Não pensem que porque houve a queda do Muro de Berlim tenha desaparecido do cenário humano a questão social”. Morre em 2006 de enfarte, deixando os filhos Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça e professor de direito penal, e a historiadora Ebe Reale.





A Balança e a Espada

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Resenhas para A Balança e a Espada (1)

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Ótimo livro


Foi muito bom ler um livro, com já trinta anos de idade, com uma visão ímpar dos acontecimentos da história politica do Brasil. Segundo Tancredo Neves, um homem de invejável cultura jurídica e honradez pessoal, Miguel Reale até nos acontecimentos da sua vida pessoal deixa lições....