Memórias de uma moça bem-comportada

Memórias de uma moça bem-comportada Simone de Beauvoir




Resenhas - Memórias de uma Moça Bem-Comportada


13 encontrados | exibindo 1 a 13


carolyamate 01/09/2010

"life changing".
"Juntas [Simone e Zaza] havíamos lutado contra o destino abjeto que nos espreitava, e pensei durante muito tempo que pagara minha liberdade com a sua morte."

Particularmente não sei dizer se todas que concluíram esse livro sofreram da mesma angústia que eu. Sinto que a minha própria liberdade foi paga com a morte da adorável e instigante Zazá - ou uma visão mais assutadora ainda, que eu poderia ter um desfecho tão trágico quanto.

Lendo "A força da idade" notei que a Simone passou por diversas obras tentando contar a história de Zaza e a sua própria: como se libertou de todos os moldes que a cercavam, e encontrou para ela mesma seu próprio jeito de viver e ser feliz. No entanto, sem dar a história o brilho certo da realidade, não parece convicente. Posso dizer com total certeza (se é que a Simone se importaria :)...) que a compreendi completamente.
Mariana 30/07/2013minha estante
Nossa Carol, a morte de Zazá para mim também foi muito angustiante e trágica! Fico pensando na escolha de Simone em finalizar o livro com esse relato... muito simbólico para retratar o sofrimento das mulheres com uma educação moral extremamente opressora.




Bianca 03/01/2010

Romântico!
Neste livro, Simone foca sua infância e adolescência. Os relatos de sua convivência com Elizabeth Mabille, a eterna Zaza, são comoventes.
Dentre todas as obras autobiográficas da autora, esta se destaca. Extremamente poético e emocionante, Simone cria uma atmosfera romântica ao descrever seus primeiros passos como escritora.
Obra fundamental para quem quer conhecer melhor uma das feministas mais famosas da literatura.
comentários(0)comente



Cacá 07/09/2016

Memórias
Me identifiquei tanto com algumas passagens que é até dificil de falar. As memórias de Simone neste livro nos parece uma amiga que nos conta sua história. Me fez querer também escrever as minhas memórias, me fez refletir as coisas maravilhosas e os aprendizados que nossas memórias nos trazem. Encantador, forte e tocante, como foi Simone.
comentários(0)comente



Ruh Dias (Perplexidade e Silêncio) 13/07/2017

Já Li
"Memórias de uma Moça Bem Comportada" é um livro autobiográfico de Simone, dividido em três partes: infância, adolescência e vida adulta. O tom de crítica à sociedade burguesa e aos valores impostos às mulheres começa logo no título, pois a "moça bem comportada" é exatamente o que Simone não conseguiu ser.

Na primeira parte da autobiografia, o leitor se aproxima da infância de Simone, vinda de uma família rica e influente da França. Ela conta que, quando criança, era bastante temperamental e sensível, chorando e reclamando ao menor sinal de adversidade. Naquela época, no entanto, sua família se desdobrava em atender aos seus caprichos, coisa que parou de acontecer quando ela entrou na adolescência. Simone também descreve a proximidade de sua mãe e de sua irmã, mas a ausência de seu pai. Ela se esforçava em atender as expectativas de sua família.

"Eu me metamorfoseara definitivamente em menina bem-com-portada. No início, criara artificialmente a personagem: valera-me tantos elogios, de que tirei tão grandes satisfações, que acabei me identificando com ela: tornou-se minha única verdade." (Memórias de uma Moça Bem Comportada, de Simone de Beauvoir)

Simone estudou em uma escola católica exclusiva para meninas, que pregava que as meninas serviam para casar ou para ir a um convento. Não tardou para que Simone começasse a questionar estes valores e tal questionamento foi sufocado pela sua mãe, que acreditava nestes mesmos paradigmas. Assim, Simone voltou-se para Zsa Zsa, amiga de infância que a acompanhou no início da adolescência e, diz-se, foi seu primeiro amor. Na vida adulta, Simone teve diversas relações com mulheres, com o consentimento de seu então amante Jean-Paul Sartre.

Na segunda parte do livro, Simone começa a relatar diversos pensamentos e acontecimentos que a tornaram a filósofa feminista que hoje conhecemos. Tudo parece começar com o afastamento forçoso de Zsa Zsa, tanto pela sua família como pela escola, que consideraram Zsa Zsa - geniosa e de opiniões fortes - uma péssima influência ao caráter de Simone. Ela também começa a perceber uma série de falhas na sua família, falhas estas que ela não percebia quando criança, e que a fazem se afastar de sua mãe e irmã. Sozinha, Simone busca conforto no estudo e na leitura de livros "proibidos a moças comportadas" - sobretudo Filosofia.

"No presente e no futuro, eu me gabava assim de reinar sozinha sobre minha própria vida. Entretanto, a religião, a história, as mitologias sugeriam-me outro papel. Imaginava muitas vezes que era Maria Madalena e enxugava os pés de Cristo com meus cabelos compridos. A maior parte das heroínas reais ou lendárias — Santa Blandina, Joana D’Arc na fogueira, Grisélidis, Geneviève de Brabant — só alcançavam a glória e a felicidade, neste mundo ou no outro, através de provações dolorosas infligidas pelos homens." (Memórias de uma Moça Bem Comportada, de Simone de Beauvoir)

Na última parte, que relata o início de sua vida adulta, Simone justifica suas escolhas por estudar Línguas, Matemática e Filosofia. Ela opta, predominantemente, por campos de atuação que irão "ferir" os valores de sua família, por serem contrários aos paradigmas de "uma moça bem comportada". Estes ataques à família e à sociedade burguesa alternam-se em inconscientes e propositais.

"Se a burrice vencesse, não teríamos mais o direito de pensar, de zombar, de sentir desejos autênticos, prazeres verdadeiros. Era preciso combatê-la, ou renunciar a viver." (Memórias de uma Moça Bem Comportada, de Simone de Beauvoir)

Comparando este livro ao "Segundo Sexo", prefiro este último. A autobiografia de Simone não me foi tão interessante como eu imaginava que seria, tanto pela forma arrastada e parcial que ela conta os eventos, quanto pela falta de aprofundamento nas questões pessoais realmente relevantes de sua vida. Acredito que este livro seja uma leitura interessante para admiradores de Simone que já estejam familiarizados com suas idéias e suas outras obras mas, para quem acabou de conhecê-la e deseja saber mais sobre sua filosofia, não é um livro recomendado.

site: http://perplexidadesilencio.blogspot.com.br/2017/07/rory-gilmore-book-challenge-memorias-de.html
comentários(0)comente



Fayetsho 23/03/2020

Não tem muito tempo que terminei a biografia da Simone escrita pela Deirdre Bair, e começar agora a autobiografia dela foi um deleite. Aqui, Beauvoir não tenta necessariamente reconstruir toda sua formação, em quanto pessoa, e abordar os aspectos sociais/históricos da sua época. O livro tem um tom íntimo, confessional. Sinto que o objetivo nem é tanto registar sua história, mas usá-la pra discutir alguns de seus pensamentos (não necessariamente com tanta profundidade). Para mim foi uma nova experiência ver Simone revisitando sua infância e juventude, falar dos amigos.
comentários(0)comente



marcelo.batista.1428 12/04/2020

Nesse livro autobiográfico que abarca infância, adolescência e início da vida adulta, temos mais relatos sobre reflexões e angústias da autora e menos de fatos pessoais e históricos. Isso pode tornar o livro tedioso para alguns, para mim foi uma leitura cativante.
comentários(0)comente



Jamila 09/08/2020

Muito bom
Primeiro livro de Simone de Beauvoir que eu li, fiquei encantada com a escrita.
Perfeita, me senti lá, junto dela, vivendo sua infância e adolescência.
.
Trecho ??
.
?Levando minhas repugnâncias até o vômito, meus desejos até a obsessão, um abismo separava as coisas de que gostava das de que não gostava.?
comentários(0)comente



Lacerda 12/02/2012

Incrível conhcer Simone criança, que com seus 3 anos já sabia manipular os adultos a sua volta e conseguir o que queria. Seus devaneios, indignações; sua revolta com deus e descrença. As amizades que a formaram e pessoas que ela formou. A Simone, moça simples, objetiva, discreta, imperativa,andrógina, mulher, amiga, filósofa, sonhadora. E a história de uma grande amizade que mudou Simone e influenciou seu trabalho.
comentários(0)comente



Vanessa - @livrices 20/06/2019

Favorito da vida
Nesse livro, conhecemos o início da trajetória de Beauvoir, sua infância e adolescência, abrangendo suas relações familiares, sociais, escolares, amorosas e o começo de sua formação intelectual filosófica.
É incrível acompanhar os raciocínios traçados pela menina Simone e como cada um deles formou sua personalidade e desaguou em teorias riquíssimas até hoje por nós estudadas. Aqui estão as bases do pensamento filosófico de Beauvoir (com várias menções às obras em que se debruçava), e ao mesmo tempo o grande amor à literatura e sua ânsia em se transcender como escritora.

Já no início da vida, Beauvoir reconhecia sua situação como mulher (burguesa), manifestando, nas memórias, sua inconformidade com os privilégios masculinos de seus familiares e colegas e criticando as atitudes passivas das mulheres ao seu redor.
Além disso, é maravilhoso acompanhar suas amizades, principalmente com a melhor amiga Zaza, suas primeiras saídas noturnas escondida dos pais e, ao final, seus primeiros contatos, já intensos, com Sartre.

Me identifiquei muito e não queria que a leitura acabasse!

site: https://www.instagram.com/p/By8zVvqja1N/
comentários(0)comente



Marcel 16/11/2018

Cultura!!!
No cenário sócio politico atual, há a necessidade de nós homens, sermos feministas e nos juntamos para um mundo melhor.

Essa leitura me ensinou muito, praticamente pouca coisa mudou do passado jovem da autora para os dias de hoje, mas ela com certeza se sobressaiu e muito em uma época que a modalidade patriarcal ditava as regras do jogo.

Simone provavelmente, ajudou as mulheres se fortalecerem, bem como ajuda aos homens a desconstruirem o machismo enraizado em nossa sociedade.

Zaza e Sartre S2

Vale a leitura!
comentários(0)comente



Théo 28/03/2020

Compreendo a mim mesmo através das memórias da velha Castor. Beauvoir está presente no meu imaginário desde que li, precocemente, O Segundo Sexo no início da minha adolescência e que, com certa urgência, preciso reler. É absoluto conhecer uma Simone pré-Sartre, pré-feminismo, narrando a si mesma da infância até os primeiros anos da Sorbonne, com toda potência, gravidade, sensatez e transparência que lhe são características.
O percurso intelectual trilhado arduamente por ela é inspiração, é preciso desencontrar-se muitas vezes da Filosofia para dedicar-se a ela, sem nunca renunciar o pensamento reflexivo, nem a devoção à literatura.
Compartilho muito com Beauvoir, além do Ideal romântico do "duplo", angústias, projeções e ânsias...
"Há em mim não sei que desejo, talvez monstruoso, desde sempre presente, de ruído, de luta, de selvageria e principalmente de abjeção... O que seria preciso hoje para que eu também me torne morfinômana, alcoólatra, sei lá mais o quê? Uma oportunidade talvez, uma fome um pouco maior de tudo o que não conhecerei nunca..."
comentários(0)comente



Lorena Tostes 04/09/2020

Bem intenso e interessante em descobrir que Simone passou pelas mesmas montanhas russas que toda jovem passa, nisto tudo baseado na época que a mesma viveu! Analisar sua evolução e percepção é incrível. Recomendo para quem tem paciência em profundas análises de si mesma. ;)
comentários(0)comente



13 encontrados | exibindo 1 a 13