Norte e Sul

Norte e Sul Elizabeth Gaskell




Resenhas - Norte e Sul


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Claire Scorzi 30/03/2011

Herdeira de Charlotte
Elizabeth Gaskell era amiga e biógrafa de Charlotte Brontë. Parece ter aprendido com a amiga a importância da paixão - não como algo censurável ou 'inadequado' (como às vezes Jane Austen parecia achar), mas como uma característica humana e mesmo enobrecedora.
Seu herói, John Thornton, é descrito como um homem capaz de paixão, intensa e sofrida (o que atrai nossas simpatias). Margaret Hale, a heroína, é uma jovem racional e sensata, cujo despertar sentimental parece ocorrer mais devagar do que em Thornton - e ambos, admiravelmente descritos pela autora.
Uma narrativa onde os sentimentos são expressos nos diálogos com contenção, mas mostrados em profundas análises do interior das personagens. Uma bela história de amor e de crítica social (esta uma marca da autora, vista também em seus outros romances).
Érika dos Anjos 31/03/2011minha estante
Hummm, adoro este tipo de livro! Com vc dando nota máxima então! Vai para a lista de desejados!


Daniela Tiemi 18/12/2011minha estante
É tãooo, tãooo lindo este livro! Ai, Mr. Thornton!*_* Muitos, e muitos suspiros... rs.


Vera 14/07/2013minha estante
Acabei de adquiri-lo e parece que fiz uma ótima escolha!


Hester 18/05/2016minha estante
Adorei sua resenha. Nao sabia da amizade da autora com Charlotte Bronte. Mas o livro nos remete a ela ou Jane Austen que tb amo. O livro é maravilhoso, o amor de Thornton por ela é comovente, pois nem mesmo morrendo de ciúmes ele é injusto com ela. Os diálogos, as descricoes dos personagens e mesmo o pano de fundo para o romance dos dois, ou seja, a revolucao industrial, as dificuldades que as pessoas enfrentavam morrendo de fome muitas vezes. É tudo tocante no livro e o filme tb é maravilhosos. No filme gosto dos olhares deles, eles falam com os olhos. Maravilhoso!


Evelize Volpi 10/07/2017minha estante
Ótimo comentário querida Claire.
Vou iniciar a leitura hoje!


Jordan 30/12/2017minha estante
Gostei do comentário, Claire! ''Norte e Sul'' foi uma descoberta maravilhosa para mim. Pretendo ler mais coisas da Gaskell.


Silvia.Garcia 02/02/2018minha estante
Gostaria de deixar aqui minha opinião após uma analise da série e livro;
Margareth parece ser uma pessoa contraditória pois ao mesmo tempo que é amorosa com os pobres tem um tratamento grosseiro e preconceituoso com os mais abastados, seu julgamento para com John é precipitado e mesmo após várias demonstrações de que ele era um homem digno ela não se sente tocada a rever sua opinião negativa.
Me parece que todas as "heroínas" dessa época (um ex Orgulho e Preconceito) são descritas como mulheres racionais, orgulhosas, preconceituosas, rígidas em suas opiniões e julgamentos.
São verdadeiras "juízes" mas me parece que Margareth extrapola em suas atitudes duras que se contrapõem a um coração amoroso e bom para com os pobres.
John é gentil com a sua família todo o tempo, salva-a de sofrer um inquérito e nada absolutamente nada muda esse coração duro.
Houve muitas oportunidades no livro para que ela mudasse mas a autora (magnifica ) deixou para os últimos minutos, ultimas páginas um quebrantamento desse coração e mesmo nesse momento que ela deveria ter pedido perdão a ele por tanto tempo julgando-o constantemente até o último momento.
Um detalhe que na série BBC eles copiam a cena de Orgulho e Preconceito onde Elizabeth beija a mão de Darcy .. Margareth beija a mão de John.
Amei a série , estou lendo o livro mas dificil compreender porque manter essa dureza de coração que demonstra uma certa ignorância , ou ao menos, uma falta de inteligencia emocional até o último momento.




Carla 27/02/2011

Desde o momento em que o John Thornton viu a Margaret pela primeira vez, estampei um sorriso bobo na cara e fiquei assim até terminar a leitura!
Pra quem viu a séria da BBC, que por sinal foi muito bem feita, pode ter certeza que o livro é muito melhor. Os sentimentos do John são tão bonitos, pena que a Margaret não aceitou seu pedido de casamento pela primeira vez, tadinho, ele sofreu muito, mas ela amadureceu seus sentimentos e entendeu o quanto ele era importante para ela. Mas venhamos, ela sofreu muito tendo que passar por tudo que ela passou e ainda ter que dar forças para a família e amigos, sem nenhum ombro para chorar.
O final é rápido assim como na série, mas toda a leitura do livro compensa...
Posso afirmar com certeza que Norte e Sul está para mim em igual escala de admiração como Orgulho e Preconceito. Jane Austen e Elizabeth Gaskell já são minhas autoras favoritas, e espero que os demais livros da Elizabeth sejam lançados no Brasil.
Lu 27/02/2011minha estante
Ótima resenha, Carla! Eu adorei a série da BBC e fiquei super feliz quando vi Norte e Sul na livraria. Definitivamente é um must have!


Daniela Tiemi 27/02/2011minha estante
Estou louca por este livro!!! =0)


juliana 04/09/2011minha estante
eu já vi a série da BBC, é muito linda!!
estou com muita vontade de ler o livro, ainda mais depois de ter lido isso:

"está para mim em igual escala de admiração como Orgulho e Preconceito"

eu AMO Orgulho e Preconceito, então provavelmente irei AMAR Norte e Sul *-*


Carla 23/09/2011minha estante
Julia, pode ler sem medo, me lembrou muito Orgulho e Preconceito....MARAVILHOSOS!!!!!


Luana 06/09/2012minha estante
Eu assisti a série e é incrível! Linda demais!


Ana Karla 10/03/2013minha estante
Amei a tua resenha! Eu vi a série e me encantei com o romance do John e da Magaret, mas tava receosa de ler o livro achando que tinham "romanceado" demais a série só para agradar o público. Mas como você está dizendo que o livro é muito melhor que a série com certeza o colocarei na minha meta de leitura desse ano.


Ane 15/05/2014minha estante
Acabei assistindo a série da BBC antes e me apaixonei por esse romance. Enrolei um pouco e enfim pedi o livro está para chegar e não vejo a hora de ler, ainda mais depois de ler a sua resenha!!!


Caroljf 31/10/2014minha estante
Já havia assistido a série e sempre quis ler o livro.O livro é muito bom, e a série não fica muito atrás!!


Ariane 04/04/2016minha estante
A editora Pedrazul está lançando os outros livros da autora




Coruja 19/12/2011

Normalmente leio primeiro o livro antes de partir para uma adaptação. Norte e Sul foi um daqueles casos em que fiz o caminho inverso: primeiro (e já faz algum tempo) assisti a série e só depois (muito depois) fui atrás do livro. Mais de uma vez cheguei a colocá-lo – em inglês, pois ainda não tinha saído a tradução – na minha cesta de compras. Sei lá porque motivo eu acabava tirando ele na hora de ir para o caixa; o caso é que, no começo do ano encontrei a versão bilíngüe numa promoção e comprei antes que decidisse priorizar algum outro título.

Antes de lê-lo, conheci outra obra da autora que também já resenhei aqui – o divertido Cranford. Ainda assim, embora já tivesse tomado contato com o estilo da autora, acabei estranhando um pouco de início.

Exlico... tendo conhecido Gaskell primeiro por suas adaptações em série pela BBC, tinha a impressão de que ela era uma autora análoga a Austen... e claro, não podia estar mais errada.

Elizabeth Gaskell viveu e escreveu em plena Revolução Industrial e assistiu de perto às transformações sociais que ela ocasionou. Isso transparece bem em Norte e Sul, cuja trama se passa no Norte fortemente industrializado da Inglaterra, na cidade de Milton, um pólo têxtil conhecido. Seu herói é Mr. Thornton, um industrial que fez sua própria fortuna à custa de muito esforço e dedicação.

Essas mudanças estão presentes em todas as relações que Margareth Hale, a heroína, trava ao se mudar com a família para Milton – não é apenas com o rico Mr. Thornton que ela dialoga, mas também com os Higgins; o pai, Nicholas Higgins, um operário e representante do Sindicato e suas filhas, uma delas doente em conseqüência da poluição industrial.

A sociedade pela qual todos esses personagens transitam não poderia ser mais diferente do que aquela que é o foco de Austen. E não apenas são diferentes em conteúdo, mas também em estilo – Gaskell pertence integralmente ao Romantismo, ela é intensamente descritiva, sés personagens são passionais e a ironia está praticamente ausente.

Não digo isso para desfavorecer Madame Gaskell, mas para que vocês não se enganem e levem gato por lebre. Gaskell tem seus próprios (grandes) méritos – ela é ágil, apaixonante, capaz de criar personagens desde adoráveis (como as boas senhoras de Cranford) a profundos retratos do caráter humano (e tanto Margaret como Thornton como Higgins se encaixam aqui).

Você pode lê-la pela paixão que a figura régia de Margaret inspira em Mr. Thornton; para compreender as mudanças sociais e conseqüências imediatas trazidas pela industrialização; para assistir o início dos sindicatos ainda imbuídos do sentimento de união e solidariedade; para acompanhar a maneira com que relacionamentos e gestos simples são capazes de mudar as pessoas... está tudo lá, para todos os gostos e objetivos de leitura.

Como se não bastasse tudo isso, Norte e Sul nos dá um dos protagonistas masculinos mais apaixonantes de todos os tempos. Por vezes brutal em sua sinceridade, firme em seus princípios e eletrizante em sua devoção por Margareth, Mr. Thornton é irresistível.

Em relação à minissérie da BBC, a história sofreu uma série de alterações, mas achei-as bastante positivas: o início do livro mergulha bem mais no cotidiano da família Hale antes de se mudar para Milton e, para ser sincera, Mrs. Hale, a mãe de nossa protagonista, é quase que insuportável nessa primeira patê. O final também foi alterado, mas creio que os dois funcionem muito bem para as mídias (e públicos) a que se destinam.

Minha única crítica é à versão brasileira... considerando o preço do livro, acho que podiam ter feito um trabalho de revisão melhor. Mesmo numa leitura, o número de erros de digitação salta aos olhos. Espero sinceramente que em futuras edições corrijam isso...

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
Ana Karla 08/04/2012minha estante
Ótima resenha!




Blog MVL - Nina 16/10/2012

“Norte e Sul” é um clássico romântico da era vitoriana originalmente publicado em capítulos em uma revista literária chamada “Household Words”, que pertencia ao lendário escritor inglês Charles Dickens. Em 1855 a obra foi lançada em forma de livro com conteúdo inédito e mais complexo do que a pequena novela semanal que fora publicada um ano antes. A proposta do livro é mostrar os contrastes que permeavam a cultura de duas regiões antagônicas na Inglaterra. A forma como a autora encontrou para demonstrar essas diferenças é narrar uma história de amor entre duas pessoas que representam suas origens à perfeição A generosidade e firmeza do Sul contra a violência e individualismo do Norte. Dentro deste contexto a autora introduz a revolução industrial e muito do capitalismo que começava a mostrar a sua face.

A Inglaterra é um país de tradições muito rígidas e até meados do século XVIII a organização hierárquica social baseava-se na intelectualidade (lembremos que a era vitoriana é famosa pelas atividades intelectuais da época) e nobreza de um indivíduo. No auge da revolução industrial, muitas pessoas de baixa escolaridade alcançavam a riqueza ao construírem fábricas e adentrando o mercado têxtil. O capitalismo redefiniu completamente as castas britânicas. Podemos observar isso na obra “Norte e Sul” de várias formas diferentes, mas basta ratificar que o “herói” de Elizabeth Gaskell não é um jovem Conde ou Barão ou proprietário de nenhum tipo de título nobre. John Thornton é um homem um pouco rude, que carece de certa lapidação. E é neste contexto que a autora apresenta seu enredo.

Margaret Hale é filha do pastor de Helstone, uma pequena cidade rural no Sul da Inglaterra. Após um escândalo envolvendo seu irmão (que fora acusada de traição à coroa e vivia isolado na Espanha), sua família encontra dificuldades em continuar na cidade. Seu pai resolve desistir da função de pastor e se tornar professor particular em uma das cidades industriais, onde muitos rudes donos de fábricas precisavam de tutores. Para Margaret, que é apaixonada pela natureza de sua cidade natal, a perspectiva de viver rodeada por fábricas é um verdadeiro pesadelo. Contudo, sendo uma filha que presa, acima de tudo, a felicidade dos pais, Margaret não só concorda com a mudança como auxilia nos preparativos para a viagem. O que a jovem encontra em Milton (a cidade para onde se mudam) é ainda pior do que sua imaginação poderia conjurar. Ruas cinzentas, prédios de pedra, fumaça e neblina se misturando em meio aos trabalhadores de fábricas com aparência pálida e doentia. Para alguém de personalidade solar como Margaret, o lugar parece um dos níveis infernais de Dante.

Seu pai começa a lecionar para o industrial mais poderoso da região. Mr. John Thornton. Oriundo de origens humildes, Mr. Thornton sabe o valor do dinheiro e está completamente envolvido em levar seus negócios à frente. Quando ele vê Margaret pela primeira vez, mal consegue acreditar que exista uma mulher que poderia conjurar todas as qualidades que ele deseja em uma companheira e que lhe inspira emoções tão conflitantes. Pois logo fica claro que apenas a aparência da jovem é sóbria. Margaret possui opiniões e as distribui generosamente, dizendo exatamente o que pensa do sistema na qual o Norte se consolida. As diferenças entre eles e as discussões acalorados que ambos travam pode acabar unindo os dois, ou separado o casal de forma definitiva.

“Norte e Sul” é um clássico que contextualiza lindamente uma época da história inglesa que impactou o rumo de grande parte do mundo ocidental. A reflexão proposta pela autora marca o leitor pela atualidade dos conflitos contidos no enredo. A questão das empresas, sindicatos e greves era tão delicada e problemática em 1855 quanto é hoje, em pleno século XXI. O panorama histórico oferecido por Elizabeth Gaskell é incrível e nos dá uma acurada dimensão dos reflexos que o passado tem no presente. O núcleo da trama que narra a amizade de Margaret com a tecelã Bessy, uma jovem que teve a saúde devastada pelo clima poluído da cidade fictícia de Milton, traz à baila as discussões sobre poluição e meio ambiente. Hoje nós sabemos que o crescimento econômico industrial não afetou apenas a saúde dos seres humanos, mas da atmosfera em que vivemos. Elizabeth Gaskell discute de uma forma geral, a qualidade de vida das pessoas. Margaret questiona a todo o momento a vida em Milton. Em um lado estão os trabalhadores pobres passando fome, do outro os ricos que não poupam em festas e jantares. O lado sombrio do capitalismo que vivenciamos até hoje. É a indignação de Margaret com o sistema, que inicia sua hostilidade em relação Mr. Thornton.

No que concerne à história de amor entre os dois, posso afirmar que é uma das mais complexas dos romances históricos que li. Nada mais complicado do que se apaixonar por alguém que se supõe ser o inimigo. John Thornton é um personagem ambíguo. Ele é um homem controlador e tenaz, mas ao mesmo tempo sofre de baixa autoestima, principalmente por não ser um homem instruído. Essa insegurança atrapalha bastante o desenrolar de seu interesse por Margaret. Outro aspecto nítido de sua personalidade é a possessividade. Ele demonstra um comportamento ciumento que acaba infligindo muito sofrimento aos dois. Contudo, ele também tem um lado extremamente positivo. John é incrivelmente doce e protetor, apesar de sua inflexibilidade nos negócios. O típico homem a quem todos temem, mas que se torna completamente indefeso perante a mulher que ama. Já Margaret Hale é uma heroína independente, não só em suas ideias como emocionalmente. Ela se apresenta de forma orgulhosa e distinta, mas após algum tempo de observação o leitor entenderá que suas emoções são violentas e ela tenta proteger a si mesma de sua própria intensidade. Ela tenta ignorar John a maior parte do tempo e algumas pessoas confundem isso com desdém ou preconceito, mas a verdade é que este é um conto do século XIX. Margaret tinha pouca experiência em lidar com homens e preferia mantê-los como amigos. O leitor nota certa hesitação da personagem em assumir que está apaixonada por Mr. Thornton. Quando nos apaixonamos a vida muda, e o mais alarmante, nós mudamos. Margaret tenta se manter afastada do sentimento, pois no fundo ela ainda preferia a segurança que jamais existe na paixão.

“Norte e Sul” é mais do que apenas uma belíssima história de amor cheia de reviravoltas. Elizabeth Gaskell nos presenteou com um relato das emoções humanas em níveis e formas diferentes. É uma leitura que inspira empatia e, sobretudo, discussões saudáveis sobre temas atemporais.

Temas identificados

* Revolução industrial
* Capitalismo
* Sindicatos / Greves
* Diferenças sociais geográficas e preconceitos linguísticos
* Natureza X crescimento econômico
* Religião (A era vitoriana, período em que a obra foi escrita, determinou um momento da história onde a fé religiosa foi colocada à prova. O materialismo desafiava completamente a existência de Deus e outras descobertas científicas desafiavam a existência da criação como é apontada na Bíblia. O personagem de Nicholas, pai de Bessy (amiga de Margaret) faz o papel de contestador da religião. Ele é um homem pobre e líder de uma das greves que acontecem durante a história. Para ele, Deus não existe.).


Juliana24 28/03/2014minha estante
Um dos meus favoritos. Existe um série da BBC. Foi ai que descobri o livro... :)




robertablo 02/08/2011

Não acho palavras para escrever a minha admiração por este livro.
Não faz nem 2 meses que tomei conhecimento de “Norte e Sul”e “Elizabeth Gaskell”. Sou fã das séries da BBC e descobri que eles filmaram uma adaptação deste livro. Como evito ao máximo ver um filme antes de ler o livro, fui logo comprar as 500 e poucas páginas...

No começo a leitura foi calma. Eu ainda não tinha sido agarrada pela estória, mas mesmo assim continuei a ler afincamente pois já sabia que isso não iria demorar para acontecer... e por Deus, fui agarrada, esmagada e acorrentada. Comer, dormir, pra quê? Se eu podia continuar lendo. Nos finalmentes, deixei até de trabalhar para ler mais um ou dois capítulos. Nem Margaret nem Mr. Thornton saíam da minha mente. Queria e não queria que o livro acabasse. Queria que tudo se resolvesse, mas não queria me despedir deste universo ao qual e já fazia parte. Ah, como eu ia sofrer se o lesse em revistas semanais, como foi originalmente publicado.

Mas, infelizmente, tudo o que é bom acaba. Agora preciso tirar o atraso que coloquei a minha vida, até pelo menos achar outro livro digno e ser agarrada mais uma vez.
Carol 18/08/2011minha estante
a serie é muito boa ainda não li o livro.


robertablo 02/11/2011minha estante
Carol, eu sinceramente não gosto de ler o livro depois do filme, como já disse, mas este vale a pena, recomendo muito!! Como sempre, o livro é melhor!


veronica.conte. 15/12/2015minha estante
Quando vi que faltavam apenas 13 páginas para acabar o livro e muita estória ainda para contar, entrei em pânico. Confesso que gostaria mais de que o entendimento deles não tivesse sido tão sutil. Uma oferta, uma rosa seca...foram o suficiente. Fiquei com a sensação de "é só isso?", quero muito mais. De qualquer forma, assim como O&P, sobrou muito para a imaginação preencher. Talvez seja o charme da obra. Um Coração para Milton já está encomendado. Não será a Gaskell, mas vai suprir o meu "quero mais!!", acredito.




Ana Karla 02/07/2013

Norte e Sul é ambientado no contexto histórico da revolução industrial e narra o contraste existente entre o modo de vida da Inglaterra industrializada do norte e da Inglaterra rural do sul. Esse contraste é feito de forma magistral através do encontro de duas personalidades distintas: Jhon Thornton, que representa os ideais nortistas e progressistas da revolução industrial, e Margaret Hale, filha do pároco da cidade de Helstone, que representa a visão de mundo pacífica e generosa dos habitantes sulistas.

Algumas pessoas dizem que o enredo lembra um pouco o de Orgulho e Preconceito, de certa forma até concordo, pois ambos possuem protagonistas muito bem construídos e que por puro preconceito acabam não simpatizando logo no primeiro encontro. Mas acredito que as semelhanças param por aí, pois a obra de Gaskell, por conta do contexto histórico em que está inserida, vai além disso e aborda questões como: revolução industrial, capitalismo, negociações entre patrões e empregados e também religião.

Devo confessar que só li o livro porque me apaixonei pela série (uma adaptação primorosa da BBC). Também tenho que dizer que gostei tanto da adaptação para a tv que fiquei receosa de ler o livro pensando que a tinham "romanceado" demais só para agradar o público. Ledo engano, o livro não deixou a desejar, pois a história é belíssima e a escrita da Elizabeth Gaskell envolvente. E não, não romancearam a série demais para agradar o público, o Mr. Thornton do livro é até mais tudo de bom do que quiseram mostrar na série. Quase que ele ganhava o lugar do Mr. Darcy de meu personagem de época favorito. Não ganhou, mas acabou entrando para a lista e se tornando o meu segundo favorito.

Demorei bem mais do que costumo para concluir a leitura. Isso por dois motivos: estava lendo em e-book e pelo fato de já ter visto a série e não contar com o elemento surpresa para impulsionar a leitura. Em suma o livro é maravilhoso e se iguala pra mim em termos de estima e admiração a Orgulho e Preconceito.
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Tarsila 22/04/2012

Bem-construído
Quando sua mimada prima Edith casa-se com o Capitão Lennox e viaja para Corfu, a jovem Margaret Hale deixa Londres, onde residiu por alguns anos, e volta para a casa dos seus pais, na bela e tranquila Helstone. Se as queixas da sua viúva Tia Shaw, mãe de Edith, são de ter se casado sem amor, embora que com um homem muito bem-estabelecido, as de sua mãe, Mrs. Hale, são por sua vida humilde, tendo se casado com um simples pároco.
Apesar de tantas enfadonhas reclamações da mãe, a estadia segue em paz até que Mr. Hale anuncia sua decisão de deixar a igreja, tornando-se um dissidente e abandonando seu meio de sustento. Seu padrinho de casamento e acadêmico de Oxford, Mr. Bell, recomenda-lhe a cidade de Milton para trabalhar como professor particular, pois ali encontraria industriais buscando instrução, após terem alcançado ascensão social.
A família então se dirige para lá, sentindo de imediato o choque pela grande distinção entre o sul, da amada, decorosa, inocente e rural Helstone, e o norte, da cheia, agitada, violenta, suja e fria Milton, de pessoas rudes e ocupadas que valorizam a independência.
Milton sofre os impactos da Revolução Industrial, que marcou a Inglaterra no século XIX, e temos o quadro da época, com os donos de fábrica contra os operários, que vivem e trabalham em condições precárias; o início dos sindicatos, com a união dos trabalhadores em busca de direitos; a organização das greves; as ideias socialistas e as progressistas; o louvor e a crítica ao capitalismo. A riqueza histórica do livro é notável.
Mr. Thornton é um dono de uma fábrica têxtil eminente que com muitos esforços e conselhos de sua mãe alcançou a posição de destaque que possui, e se torna o aluno preferido de Mr. Hale, com quem trava discussões, e do qual se torna um amigo.
Miss Hale tem contato com famílias de operários que vivem em estado indigente, em especial com um operário de opiniões firmes que apoiava a greve, Mr. Higgins, e sua filha, Bessy, doente por causa da poluição no trabalho nas fábricas.
Os personagens participam de discussões muito interessantes a respeito das qualidades do norte e do sul, e das relações tão conflituosas entre industriais e operários, que se tratam como inimigos, mesmo dependendo um do outro. Diversas questões são levantadas, e todos os pontos de vista são enfaticamente defendidos; os longos e inteligentes diálogos são um dos pontos altos do livro, promovendo debates válidos.

“- O senhor não sabe nada do sul. Se há menos aventura e menos progresso – suponho que não devo dizer menos excitação – provocados pelo espírito de jogatina do comércio, que parece forçar a criação dessas maravilhosas invenções, também há menos sofrimento. Vejo homens aqui, andando de um lado para outro nas ruas, que parecem derrotados por alguma perturbadora tristeza ou preocupação, e que não são apenas sofredores, mas inimigos. Lá no sul temos lá os nossos pobres, mas não há nos seus rostos essa terrível expressão de doloroso senso de injustiça que eu vejo aqui.” P. 65

Mr. Thornton admira o caráter de Miss Hale, bela, sensata e orgulhosa, que com todos os seus preconceitos o despreza. Um romance à la Orgulho e Preconceito surge, com diferentes classes sociais, mal-entendidos, julgamentos precipitados, discussões, transformações, desencontros e reencontros.
As personalidades são muito bem-construídas, há os personagens fortes, decididos, orgulhosos, capazes de grandes paixões, os superficiais, vaidosos, passíveis e frívolos, os que lutam e os que se deixam prostrar pela vida. O pensar e o sentir dos personagens são otimamente descritos através de longas reflexões, e assim pode-se acompanhar o seu processo de transformação.

“Lá embaixo, Margaret mantinha-se calma e controlada, pronta para orientar ou aconselhar os homens que haviam se sido chamados para ajudar o cozinheiro e Charlotte. Os dois últimos, chorando sem descanso, imaginavam como a jovem patroa conseguira perseverar até o último dia, e resolveram entre eles que ela já não devia ligar muito para Helstone, tendo passado tanto tempo em Londres. Ali estava ela, muito pálida e calma, com seus olhos grandes e sérios observando tudo – qualquer circunstância, por menor que fosse. O que eles não poderiam entender é como seu coração sofria, o tempo todo, com um peso que não havia suspiro que remediasse ou aliviasse – e como o empenho constante das suas capacidades perceptivas fora o único meio de evitar que gritasse de dor.” P. 44

Os núcleos são bem-trabalhados, a relação entre os donos de fábricas, entre os grevistas, e dentro dos lares é mostrada de forma que se tem uma visão muito clara do que se desenrola interna e externamente. O cenário dos bairros dos operários é bem real, e chocante por vezes; a autora morou em Manchester, cidade que foi modelo para a criação de Milton, e trabalhou com ações filantrópicas, portanto conhecia a fundo a situação da população carente e da desigualdade social.

“(...) há muitos que trabalhavam cardando o algodão e acabaram destruídos, tossindo e cuspindo sangue, justamente porque foram envenenados pela penugem. (...) Algumas pessoas têm uma enorme roda em um canto da sala de cardagem, que joga uma corrente de ar na sala e leva para longe a penugem. Mas essa roda custa muito dinheiro – quinhentas ou seiscentas libras, talvez -, e não dá lucro nenhum. Por isso, só poucos patrões puseram essa roda. E ouvi falar de homens que não querem trabalhar nos lugares onde existe uma roda, pois dizem que sentem fome, depois de terem se acostumado a engolir a penugem por tanto tempo e agora ficam sem, e que têm que receber um salário maior, se trabalharem nesses lugares.” P. 81-82

O livro não possui descrições cansativas, é, na verdade, muito envolvente, e cada capítulo inicia com trechos escritos por algum autor, que só enriquecem o livro.
A BBC produziu uma minissérie baseada em Norte e Sul, a que assisti e considerei fiel o bastante. As cartas de Margaret a Edith são usadas para externar os pensamentos da heroína, e dessa forma tem-se contato com o que se passa dentro dela. As cenas no sul são intensamente luminosas, verdes e repletas de flores; as dos norte são cinzentas e poluídas, com a penugem flutuando como neve, e o único local com vegetação parece ser o cemitério.
Creio que quem gosta da obra de Jane Austen apreciará Norte e Sul. Há pontos em comum no estilo delas, e em suas obras existe a presença de discussões longas, das diferentes classes sociais, do preconceito, dos contrastes entre aparência e a essência de tudo, do amadurecimento dos personagens.
Samyle 27/07/2012minha estante
Amei a sua resenha. Acabei de ver a minissérie da BBC, e me encantei muuito com a história, estou louca para ler o livro, e sua resenha só aumentou a minha vontade. Que trechos perfeitos você trouxe, Gaskell, obviamente, escreve muitíssimo bem!


veronica.conte. 15/12/2015minha estante
Vou ter que reler o livro. Não me lembro desta passagem da página 44.




Nii. 16/09/2011

Thorntonnnnnnnnnn,seu LINDO!
Norte & Sul me conquistou! Primeiro com o livro e depois com uma adaptação a altura da história. Eu gosto bastante do contexto da revolução industrial no qual a história acontece. Esse foi o primeiro ponto positivo para o livro (adoro história!) o resto ficou por conta da narração da Gaskell, que me envolveu completamente.

Os personagens que mais me cativaram estavam no núcleo da família Thornton. Como a narração é em terceira pessoa, foi possível conhecer mais intimamente cada personagem e saber o ponto de vista deles sobre tudo o que acontecia.

Eu imaginei um livro com mais descrições e com isso uma narrativa mais lenta. Mas não foi o que aconteceu. As descrições foram na medida certa. Agora drama, tem bastante. Tanto na história quanto nos personagens. (Acredito que seja da época, tá, talvez não, quem disse que nos nossos dias pessoas dramáticas não existam?)

A história de amor, que é o centro do livro (a riqueza histórica é o grande Bônus, acreditem) é maravilhosa. Desde o primeiro encontro até o final feliz a torcida pelo casal com direito a várias reviravoltas e desencontros, estão garantidos. E os diálogos? Não podiam ser melhores! Eu fiquei a todo o momento torcendo para eles se encontrarem e as inteligentes discussões tomassem conta da cena. (Mais diálogos inteligentes no mundo JÁ!)

continua no blog falando um pouco sobre a adaptação da BBC:
http://fazparte-ni.blogspot.com/2011/09/livro-que-virou-filmeserie-6.html
Daniela Tiemi 18/12/2011minha estante
Thorntonnnnnnnnnn, seu LINDO![2] Apaixonante! *_*


Nii. 22/12/2011minha estante
John é Amor puro haha =)
quero um pra mim, de preferência com a carinha do ator da série da BBC ahah




C de Leitura 06/08/2013

Resenha - Norte e Sul
Se você é fã de romances clássicos, então definitivamente, este é um livro que você não deve deixar de ler. Norte e Sul, de Elizabeth Gaskell, sem dúvida é um dos meus clássicos favoritos!

Porém, tenho uma observação importante, não espere um romance como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, pois posso atestar que não há qualquer semelhança entre os dois livros. Srta. Hale é uma pessoa muito diferente de Srta. Elizabeth Bennet e Sr. Darcy não tem nada a ver Sr. Thornton.

A heroína do romance é Margaret Hale, filha de um ministro britânico que renunciou a seu cargo após uma dissidência teológica.

Forçados a abandonar sua casa no presbitério em sua amada Helstone, a família Hale muda-se para uma cidade no norte da Inglaterra, Milton. Margaret não está apenas deprimida pelos ambientes pesados da cidade industrial e desconfortável com as circunstâncias a que foram reduzidos, mas também revoltada com a atitude do líder da cidade, John Thornton.

John Thornton é uma das primeiras pessoas na cidade que Margaret encontra. Ele é um dos alunos preferidos de seu pai, um fabricante talentoso, que venceu na vida através de seu próprio esforço, proprietário de um moinho e um dos homens mais ricos da cidade de Milton.

Ela é gentil e letrada, ele não tem requinte e uma educação formal. Superficialmente, eles são tão diferentes como os lugares de onde vieram. Ela o confronta, são inúmeras as discussões sobre as diferenças entre o Norte e o Sul, e as questões sociais em Milton, entre os quais está à extensão das responsabilidades sociais e morais dos senhores sobre os seus trabalhadores.

Uma das principais premissas desse romance é o preconceito que Margaret Hale tem contra os senhores de comércio, mas John Thornton, em última análise, muda a sua percepção.

Na maior parte do romance, o pobre Sr. Thornton é extremamente apaixonado por Margaret, mesmo quando rejeitado e com seu orgulho ferido.

Todas as diferenças habituais entre homens e mulheres, e suas formas de lidar com as situações, afetam o relacionamento de Margaret e Sr. Thornton. Além de ser também muito influenciado pelas sutis diferenças entre o norte e o sul, o orgulho, a rapidez para ofender, a corrente da greve, os trabalhadores, os senhores -, bem como, é claro, muitas outras complicações e mal entendidos. O amor deles parece muitas vezes condenado ao fracasso, e as chances de estarem juntos parece muito remota, às vezes. Uma história de amor complexa e, portanto, muito fascinante.

Elizabeth Gaskell tem um grande talento para descrever a natureza humana, reconhecendo como as pessoas agem em determinadas situações e suas diferenças de experiências. O livro é cheio de comparações e pontos de vista contrastantes. Seus personagens são humanos, tão propensos a cometer erros de julgamentos, como qualquer outra pessoa. O livro em essência é a história da transformação de Margaret Hale, de uma menina gentil a uma mulher forte e determinada. A história de amor entre Margaret e Thornton é um dos principais temas do livro, mas não o único. Na verdade, a ideia central desta história é a situação sócia, econômica e política representada em meados do século XIX, tendo como pano de fundo a revolução industrial. A classe média, que em sua maioria era composta por comunidades comerciais, tornaram-se ricas, e o norte ganhou grande destaque. Então, quando Margaret vem do sul para o norte, seus pensamentos, anteriormente preconceituosos contra a classe trabalhadora, sofrem uma mudança gradual. A luta de classes é outro tema principal deste romance, assim como é o socialismo, que, provavelmente, era um conceito crescente naquela época.

Há muitas coisas interessantes sobre este livro, embora eu tenha ficado surpresa com as descrições detalhadas do cenário sócio-político durante a revolução industrial, especialmente por ser através de um romance. Cada personagem foi detalhado de maneira que o leitor possa compreender suas disposições. Este não é um livro dramático como Oliver Twist ou David Copperfild, de Dickens, e nem cheio de angústia como as obras das irmãs Brontë e dificilmente pode se comparar com os romances de Austen. Mas é um livro fantástico, muito envolvente e bem pensado, altamente recomendado e apreciado.

site: www.concertosdeleitura.wordpress.com
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Douglas 26/09/2011

Recomendo!!
Acabei de ler o livro. Ele é ótimo!!! A série teve algumas diferenças do livro, mas posso garantir que o livro é mais apaixonante! Mr. Thornton ainda no livro. Porque ele é desde o início amável e atencioso, e sinceramente, a Margaret não tinha motivos nenhum para rejeitá-lo era só seu preconceito mesmo. Tem uma cena que acho que se tivessem colocado na série seria tudo! É quando ele coloca Margaret no sofá depois do incidente com os grevistas.
Ao longo do século 20, a produção literária de Elizabeth Gaskell foi considerada fora de moda e muito provincial, mas hoje é considerada pela grande maioria da crítica especializada como um dos grandes nomes da literatura vitoriana britânica. Recentemente, análises mais profundas têm tentado delimitar as tênues fronteiras entre ficção e realidade dentro dos romances de Elizabeth, o que, conseqüentemente, tem levado ao um crescimento maior do interesse do público geral sobre a produção dessa grande escritora britânica do século 19.
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Ziza 07/02/2018

Mui agradável
Alguns pontos:
Não conhecia Gaskell e gostei dela;
Achei a protagonista bem "fresca" no começo mas depois as coisas foram melhorando;
Tem como não amar o Mr. Thornton desde o início? O que notei é que apesar do personagem ser muito apaixonado pela mocinha, ele não ficou atrás dela como um "cachorrinho". Gosto de gente assim: que saiba se valorizar acima do que o outro possa pensar a respeito.
Meus personagens favoritos foram o Higgins e o Mr. Bell por ambos expressarem suas opiniões com bastante sinceridade e segundo suas experiências de vida;
Os pais da Margareth ficaram devendo. Só serviram mesmo pra... ah, vocês sabem!
A série da BBC é magnífica e recomendo fortemente! (tem no youtube)

Enfim... Não é Bronte e nem Austen, porém Gaskell soube me cativar! Lerei suas próximas obras.
Jordan 07/02/2018minha estante
Achei muito bacana o processo de amadurecimento de Margaret na obra. Porém, o que mais chamou minha atenção foi o panorama sociopolítico da obra: o funcionamento dos sindicatos, a exploração do operariado pelas indústrias, o bico de sinuca em que ficavam os patrões em serem obrigados a obedecer o sistema; tudo isso sem maniqueísmo: operários bonzinhos e patrões malvados, a receita de bolo abusativa dos romances com visão de lutas de classe. Gaskell foge disso e explora as divergências de classes sociais sem cair no panfletário.


Ziza 08/02/2018minha estante
Verdade, Jordan. Ela colocou as coisas de modo que os leitores pudessem ter noção do que acontecia nas fábricas e sindicatos sem extrapolar nas partes envolvidas. Confesso que quando li o livro, deixei esse panorama meio de lado pois fico realmente "ligada" no romance dos protagonistas.


Leandro Moura 01/03/2018minha estante
Concordo com o Jordan. Realmente é fascinante ver como a autora consegue fazer um panorama o mais honesto e verdadeiro possível, sem cair no estereótipo em momento algum. Eu realmente aprecio mto livros com essas "camadas".

Agora em relação ao romance, eu fiquei agoniado com a Margaret por páginas e páginas a fio. Pra falar sem spoilers, ela tinha até um motivo justo, mas precisava ter ficado nesse lenga-lenga???? Quase chamei ela de burra, pq ela poderia ter resolvido a situação desde o começo, mas ela preferiu ficar em silêncio o livro inteiro. Deu vontade de entrar no livro e dar uma sacudida nelaz pq não é possível! Acorda, mulher!


Ziza 03/03/2018minha estante
HAHAHAHAHAHA... verdade, Leandro!


Izabel 16/01/2019minha estante
Ela parece fresca, porque ela de fato é fresca kk, mas creio que foi intencional. A autora por certo quis mostrar a mudança de vida de uma moça que vivia no campo cercada de pessoas simpáticas, e tendo certa liberdade (geográfica, do tipo andar por aí), para uma moça que se depara com a cidade, a pobreza estrema, privações em casa, as pessoas nada simpáticas andando apressadas pelas ruas, enfim.




ELB 31/01/2017

Every Little Book
*Resenha com imagens no blog

Se Jane Austen e Karl Marx tivessem decidido escrever um livro juntos, eles teriam escrito Norte e Sol. Escrito em 1854, no auge da Revolução Industrial na Inglaterra, Norte e Sul reflete todos os impactos sociais causados pela indústria. Gosto de pensar nele como um Orgulho e Preconceito com consciência social. Pois além de romance nesse livro encontramos também um retrato muito acurado da vida dos operários ingleses e de como a Revolução Industrial mudou a vida das pessoas, trazendo novos costumes.
Margaret Hale foi criada no sul, e com uma visão muito tradicionalista acredita ser superior as pessoas da cidade industrial de Milton, isso fica claro na maneira que ela trata John Thornton, um dos alunos de seu pai, que é um industrial muito poderoso na cidade. Margaret não entende o capitalismo, portanto não entende a sociedade de Milton.
Ao longo do livro ela se relaciona com operários, por meio de sua amizade com Nicholas Higgins e suas filhas. Higgins trabalha nas fábricas e é um dos principais líderes do sindicato, inclusive é um dos organizadores da greve que ocorre durante o livro, e é por meio dele que Margaret conhece a realidade dos trabalhadores e suas dificuldades. E isso deixa sua relação com Thornton ainda mais difícil, já que ser o dono de uma fábrica o faz ser culpado das dificuldades enfrentadas pelos operários aos olhos dela.
O livro é sobre transformações, as quais acontecem com todos os personagens. Margaret percebe o quanto idealizou o sul e foi injusta com o Sr. Thornton. Já Higgins e Thornton percebem que não são inimigos, Higgins percebe que o dono da fábrica não é um tirano que se aproveita dos operários e que trabalha quase tão duro quanto eles para manter a fábrica funcionando, enquanto Thornton começa a perceber as dificuldades enfrentadas por seus funcionários e faz seu melhor para alivia-las.
O romance entre Margaret e John surge em meio a essas mudanças, ele surge quando os dois deixam para trás seus preconceitos e suas ideias pré-concebidas.
Ele chegou para mais perto dela. Ajoelhou-se ao seu lado para ficar com o rosto na mesma altura que o ouvido dela, e sussurrou ofegante:
- Tenha cuidado... Se você não me falar nada eu irei considerar de um modo estranho e presunçoso que você me pertence. Se quiser que eu parta, mande-me embora imediadamente, Margaret!
Norte e Sul se tornou um dos meus livros favoritos de todos os tempos. E a edição de 2015 da Martin Claret é uma obra de arte, com capa dura e lindas ilustrações nas contra capas ilustrando os dois cenários do título. Esse livro é uma das jóias da minha estante.

E como eu conheci o livro através da minissérie que assisti a alguns anos, achei que nada mais justo do resenhar a série também. Pois na minha cabeça o livro e a série andam juntos, e me derretem da mesma forma.

Sim, é assim que me sinto quando vejo a série ou leio o livro!

A série baseada nesse livro foi feita em 2004 pela BBC, a emissora de televisão britânica é mestre em fazer adaptações perfeitas de clássicos, e devo dizer que com Norte e Sul não foi diferente. A adaptação conta com Daniela Denby-Ashe no papel de Margaret Hale e Richard Armitage (suspiros) como John Thornton. Ela conta com quatro episódios dirigidos por Brian Percival (sim, o mesmo de Downton Abbey

site: http://www.everylittlebook.com.br/2016/05/resenha-e-adaptacao-norte-e-sul-de.html
Izabel 16/01/2019minha estante
Huahua eu ri das linhas iniciais da resenha.
Uma das melhores resenhas até agora, este livro também é minha preciosidade.




aleitora 28/11/2016

Norte e Sul
li Norte e Sul da Elizabeth Gaskell nessa edição especial da editora martimartin Claret e fiquei apaixonada pelos detalhes e pela qualidade.

De início somos apresentados a parte sul e aristocrática da Inglaterra através da família Hale, que vive na tranquila cidade de Helstone. O sr. Hale é o pároco da pequena cidade apesar das queixas de sua esposa que deseja viver em um lugar maior enquanto que a filha adora o lugar.

Por isso Margareth é surpreendida quando o pai avisa que está abandonando a igreja para dar aulas em Milton Norte dentro de poucos dias.

Já em Milton a família precisa se adaptar a uma vida completamente diferente da que estava acostumada e aos transtornos de se viver em uma cidade industrial cheia de fumaça, suja e com residentes de ?pouca educação?. Ali Margareth se apega a família Higgins que pertence a classe operária enquanto que faz forte oposição a tudo que pensa e diz um aluno de seu pai, o sr. Thornton que é um rico industrial e por isso os dois vivem discutindo.

Em Milton, o sentimento de insatisfação cresce entre os operários o que aquece os ânimos entre eles e os industriais, e aqui começamos a compreender melhor as necessidades e dificuldades de cada um. Margareth se vê no meio dessa confusão e em um ato de loucura ela protege o sr. Thornton sem perceber que esse sentimento de proteção pode ter nascido de algo mais profundo. Enquanto que John, que já vinha sentindo algo por ela, encontra nesse ato o incentivo para dizer que a ama e acaba desprezado mas mesmo assim não deixa de ama-la, até que um mal-entendido promete afasta-los de vez. Infortúnios e tragédias acontecem e somente aí nós caminhamos para o grande final do qual não posso falar mais nada sem dar spoiler.

Norte e Sul é um livro extenso e profundamente detalhado. Em nenhum momento se torna cansativo, muito pelo contrário, acho que a Elizabeth Gaskell tinha um dom para prender o leitor as suas páginas. Esse livro é tão perfeito que se tornou o primeiro clássico a entrar para a minha lista de favoritos. Gostaria que todos o lessem para terem ao menos uma noção de quão bom ele é.

Leiam, está mais do que recomendado.
WilsonSacramento 29/11/2016minha estante
Ótima resenha!


aleitora 29/11/2016minha estante
Obrigada Wilson ?


GIZALYANNE 17/11/2018minha estante
Poderia me dizer quando começa a empolgar? por que até agora estou achando um tédio




Cília 18/04/2012

Estilo Jane Austen
O livro foi escrito na mesma época de Orgulho e Preconceito daí, creio, as semelhanças no estilo, na linguagem e até nos personagens Miss Bennet e Mr.Darcy.
Miss Margaret Hale vive com pais no sul da Inglaterra. O lugar é bucólico, com lindas árvores e onde os cavalheiros e as damas seguem um ritual de encontros, chás, bailes sem maiores preocupações a não ser deixar a vida passar. Seu pai enfrenta uma crise religiosa e resolve se mudar para o norte numa região onde as indústrias estavam se desenvolvendo. Milton, é uma cidade, suja, barulhenta, com lutas constantes entre patrões e empregados. Margareth se choca com esse novo cenário mas aos poucos vai se entrosando com vizinhos e com a família de John Thorton, dono de uma fábrica têxtil. Como em Orgulho e Preconceito Margareth e John sentem uma grande atração mas de indecisões, mal entendidos e corações acelerados vão resolver seus problemas só na página final.
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