Louco aos Poucos (Going Bovine)

Louco aos Poucos (Going Bovine) Libba Bray




Resenhas - Louco aos Poucos


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Bia09 05/03/2011

Quando recebi Louco aos Poucos olhei a sinopse e torci a cara. Decidi por antecedência que não iria gostar da história, mas que iria ler mesmo assim. Logo nas primeiras páginas minha opinião não mudou, mas quando Cameron inicia sua jornada em busca de sua cura e da salvação do mundo, comecei a mudar de idéia.
Libba Bray estava muito louca quando escreveu esse livro, pois eu quase fiquei ao terminar de lê-lo, pela quantidade de reviravoltas, informações e pela história tão original e única.
Eu gostei de Cameron mas para mim, Gonzo e Balder e a amizade que os três construiram foi a parte mais interessante do livro, e posso até dizer que aconteceu algo que eu sequer imaginava - eu me emocionei! E isso é que é legal, como uma história pode nos surpreender e quebrar nossos conceitos e tabus.
Apesar de ser um livro totalmente psicodélico onde eu simplesmente não sabia para onde a autora estava me levando em nenhum momento, possui várias liçõezinhas de moral que não ensinam apenas Cameron, mas nós também. Ao lermos aprendemos a importância da música, dos amigos, da família, do amor e da vida, principalmente. Viver é o maior presente que temos e aproveitar a vida é nosso dever, não um direito.
Eu mais ou menos previ o final mas nem por isso ele foi menos genial e me deixou feliz por Cameron, pois me envolvi com sua história e com esse personagem.
Eu já era fã de Libba Bray desde que li Belezas Perigosas e agora a admiro ainda mais pela criatividade e versatilidade.
Agradeço à Editora ID por ter me enviado esse livro tão birutinha, mas imperdível.

Para mais resenhas e promoções:
www.amormisterioesangue.com
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Eder Duarte 24/02/2015

Aleatoriamente bom
No fim das contas percebo que quem fica louco aos poucos lendo esse livro somos nós os leitores e o que eu tenho a dizer é que esse foi um dos mais doidos e aleatórios que já li. Deixo apenas essa passagem para reflexão: Talvez todos nós façamos parte do mesmo ensopado do inconsciente, sonhando os mesmos sonhos, compartilhando as mesmas esperanças, precisando da mesma conexão, tentando encontrar e errando, tentando de novo - cada um de nós encenando nossos papéis nos roteiros dos outros, apenas um enorme novelo humano todo embaraçado. Talvez seja isso.
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Tielle | @alivromaniaca 08/03/2011

Resenha Livromaníaca
"Siga o meu conselho e viva muitos anos,
porque a maior loucura que pode fazer
um homem é se deixar morrer.
Cervantes, Don Quixote

Esperança é essa coisa com penas.
Emily Dickinson

É um mundo pequenino no fim das contas.
Walt Disney"

São com essas citações que o livro se inicia... depois dos agradecimentos mais loucos que eu já vi. Louco aos Poucos é o mais novo lançamento da Editora iD. Contém quase 600 páginas (sim o livro é gigante!) e foi escrito por Libba Bray, que é a mesma autora da trilogia Gemma Doyle que eu resenhei o primeiro volume. (Leia a resenha de Belezas Perigosas)

Primeiramente, devo dizer que quando descobri que a autora desse livro era a mesma de Belezas Perigosas, criei expectativas quanto ao livro. Por já conhecer o estilo narrativo da autora, na minha cabeça, Louco aos Poucos seria no mesmo ritmo que o outro livro, mas acabei "caindo do cavalo" (ignorem minhas gírias de sitio) quanto à esse aspecto, pois Louco aos Poucos é totalmente diferente do estilo de Belezas Perigosas. Havia momentos que eu parava a leitura e conferia se a autora era mesmo a Libba Bray... Conclusão: Me tornei uma super fã dela!

Louco aos Poucos narra a história de Cameron, um garoto de 16 anos que não tem vida social e não se da bem com sua família, pois seu pai só pensa em trabalho e em sua assistente, sua mãe vive em outro mundo e sua irmã gêmea o ignora completamente. Na escola ele é muito bem aceito no banheiro dos maconheiros, onde só tem gente louca, isso deve ser um indicio do seu futuro...

Tudo piora quando ele descobre que tem uma rara doença. A doença da Vaca Louca, que deveria atingir apenas seres bovinos e por isso a medicina não tem nenhuma cura. Em sua cama no hospital, Cameron vê seu mundo virar de ponta cabeça. A escola que sempre o rejeitou estava focada em sua doença e estavam programando várias homenagens, sua familia estava sempre ao seu lado, no hospital.

Mas a esperança vêm em forma de uma anja punk com asas rosas. Dulcie é uma anja mensageira e sua missão é instruir Cameron em uma missão que não só vai salvar a sua vida, mas também o mundo inteiro. E nessa missão ele deve levar consigo Gonzo, um anão mexicano que é muito neurótico e que tem sua vida destinada a viver essa aventura.

Outro personagem do livro é Balder, um gnomo de jardim que na verdade é um deus viking. Na verdade Balder só aparece na história muito depois da aventura se inciar com Gonzo... mas é um personagem interessante também.

Como o titulo sugere, o livro é totalmente hilário. Todas as cenas são loucas e irônicas, Libba conseguiu criar uma história original e engraçada, onde há mensagens para o leitor sem que esta seja explicíta.

Um lado super positivo da edição é a tradução, pois a autora (e eu penso que muitos autores façam isso) usa vários trocadilhos com as palavras e geralmente as traduções não explicam isso. Ponto para a edição.
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Carools 27/04/2011

Como sempre , eu sempre espero mais do livro e normalmente me decepciono.
Louco aos poucos conta a história de um menino que não vive sua vida,ele simplesmente passa por ela e a ve como sendo chata e melancólica.Mostra como é revoltado com a personalidade e defeitos.Ele vem de uma familia na qual todos tentam ficar o maximo possivel distante tornando-se desconhecidos. Então ele descobre que tem a doença da vaca louca e que por isso seu cerebro está se deteriorando , ou seja , descobre que ele irá morrer em breve já que para essa doença não se conhece ainda a cura.

Então ele vai para o hospital para um tratamento experimental e ai começa toda a sua aventura. Vou ser sincera que achei a aventura muito fraca mas a moral do livro bonita. O menino que apenas passava pela vida sem vive-la passa a aproveita-la e vive-la. Mesmo que tenha sido em sua mente.
Contudo o final deixa desejar. Eu cheguei em uma parte que não aturava mais ler mas queria saber o que ia acontecer com ele, se ele encontrava o Doutor X e se ele o salvava. Não vou contar o final mas não esperem muito dele.
Naaty Reis * 01/05/2011minha estante
Parece mesmo chato :/


Lucas Geraldo 11/07/2011minha estante
eu li até a metade e larguei, porque achei um porre! concordo com a sua resenha :)


Morgana 24/02/2018minha estante
Meuuuuu, vc deu o maior SPOILER. Não faça isso, eu tô procurando indicação pra ler o ler o livro, não li ainda :((((




Bárbara T. 04/12/2012

Eis a Felicidade
O livro conta a história de Cameron, um garoto diagnosticado com a doença da vaca louca, e que não tem chances de vida. Enquanto está internado no hospital, ele recebe a visita de Dulcie, uma anja punk que lhe diz que ainda á uma chance de ele viver. Ele precisa encontrar o Doutor X., que, segundo Dulcie, é o único capaz de salva-lo. Junto com Gonzo, um garoto anão neurótico que ele conhece no hospital, ele foge e vai em busca de Doutor X. (No caminho encontram também Balder, um deus Viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim.)
Ao inicio o livro parece apenas mais um livro infanto juvenil, com seu personagem principal revoltado e tendo problemas de família constantes, com alguma história qualquer como plano de fundo. Mas, até nas primeiras páginas é possível ter um pequeno sopro daquilo que a autora quer nos passar.
Não é possível dizer exatamente o sentido do livro, pois, é uma coisa tão intima e peculiar, que se altera de acordo com a visão de quem lê. Então, está ai a minha interpretação.
É uma critica sincera ao modo de vida das pessoas, sociedades, e jovens em geral. Certas pressões, cobranças e ilusões, que alteram a nossa vida e nos cegam para o que é mais importante.
No livro, existe um dialogo iniciado com a pergunta: "Você viveu essa ultimas duas semanas?" A resposta a principio é muito simples, qualquer ser humano que esteja com o coração batendo está vivo. Porém, qual o sentido de "viver"? Se fosse simplesmente estar com o coração batendo não poderíamos substituir "viver" por "existir"? Então, por não estarmos todos nós mergulhados numa ilusão de "vida perfeita", sem privacidade nem confiança, sempre insatisfeitos a procura de uma felicidade que pode ser destruída assim que lançarem um modelo novo, sempre vendados por histórias lúdicas cujo único objetivo é fazer você acompanhar todos os filmes, não estaríamos nós, apenas existindo?
A autora, indiretamente, nos diz que pequenos detalhes podem decidir sua vida pra sempre, que existem pessoas a sua volta, você não está sozinho aqui e muito menos tem o direito de se isolar sem mais nem menos porque você não é o centro do universo! E que tudo, e exatamente tudo é imperfeito...E é isso que faz com que a vida seja especial.
Nós não temos que procurar uma vida perfeita, onde não aja injustiça, dor e sofrimento, isso não existe. Se nós apenas parraremos para observar tudo de bom que já existe na nossa vida. O amor da nossa mãe e familiares, o fato de estar vivo até agora e poder enfrentar as dificuldades da vida, e tantas outras coisas. A vida "perfeita" está bem nas nossas mãos, se não está, você tem a chance de alcança-la apenas sorrindo pras dificuldades que aparecem.
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pri 31/08/2012

Louco aos Poucos
Hey!

Uma história muito diferente, única, envolvente e ótima. Mas não tem como começar sem falar que quando peguei esse livro na estante da livraria, paralisei com a capa que é simplesmente maravilhosa! nota 10!

A história tem como personagem principal Cameron Smith que tem 16 anos, é irresponsável, irritante e sarcástico bem como os adolescentes de hoje, e foi diagnosticado com a doença da Vaca Louca o que significa que ele vai morrer. Esse garoto nunca foi muito importante na vida de ninguém, pelo menos é o que pensava, sua irmã era lider de torcida e ele era um zero a esquerda nos corredores do colégio, mas depois que ele para de ir á escola a turma faz um vídeo dizendo como sua presença faz falta, ele não intende nada, mas como a garota mais linda do colégio aparece no vídeo mandando um beijo para ele, ele decide não perguntar muito e apenas curtir.

Um dia Cameron tem um encontro com uma garota-anja-punk, a Dulcie, que sempre desaparece nas horas que mais se precisa dela, mas por mais que isso aconteça ela consegue colocar na cabeça de Cam que a Vaca Louca tem cura e ele precisa achá-la, por falar tanto Cameron acaba concordando em ir atrás do que ela tanto diz, mas o que o espera é muito mais que uma jornada para sua melhora e vai acabar precisando salvar o mundo junto com tudo que se depara. Para isso ele vai contar com a ajuda de Gonzo, um anão neurótico, cheio de medos e preconceitos, fazendo Cam perder a paciência as vezes mas nunca deixa seu amigo na mão. E tem também o Balder um deus viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim, que se acha invensível e imortal, muito peculiar em suas ações e decisões e sempre pronto para dar uma resposta para tudo.

Durante a aventura você se apega aos personagens, ri junto com os acontecimentos pois é muito engraçado e divertido, é bem difícil de largar as páginas para ir fazer alguma outra coisa. Completamente sem o senso comum que se encontra nas histórias batidas: um livro para ser bom não precisa terminar tudo bem, não precisa de ser fora da realidade nem ter um 'e foi feliz para sempre' e a Libba Bray conseguiu mostrar isso singelamente. Arrasou. Fez uma história muito gostosa de ler. Para quem gosta de algo leve, com uma linguagem fácil e bem divertida vale a pena, ele com certeza traz experiências novas: enxerga a vida por uma fresta bem diferente da maioria das pessoas.
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William Souza 19/03/2011

Cameron Smith tem 16 anos, é o oposto de sua irmã gêmea que é mega popular no colégio, namora um dos caras mais badalado e é sinônimo de referência de moda. Camon quase não tem amigos, a não ser pelos colegas do banheiro dos maconheiros, onde ele se sente normal. Como ele não se dá muito bem com sua família, vai buscar emoções em uma loja de CD’s e procurando artistas alternativos que ninguém quase conhece. E a loucura começa quando Cameron começa a ver uns gigantes de fogo, após ir ao hospital ele é diagnosticado com a doença da Vaca Louca uma doença que se desenvolve em animais bovinos e que aloja no cérebro, causando alucinações e desentesas. E logo agora que Cameron descubriu a doença, uma anja-neo punk aparece para ele e lhe dá uma missão, se ele conseguir chegar ao final ganha à cura da doença.

Esse é o segundo Lad-Lit (livro narrado por um garoto) que leio, e tenho que dizer que adorei o livro. É hilário e viciante, são 596 páginas de loucuras, aventuras e emoções de um personagem que consegue ser forte por mais das coisas ruins que estejam acontecendo.

O personagem principal sai em uma Road Trip (viagem de carro ou ônibus muito comum nos E.U.A) com um menino anão, é impossível não ficar com vontade de visitar os locais por onde os personagens marcam suas vidas.

O bacana é que a Libba mesmo sendo mulher conseguiu escrever do ponto de vista de um garoto sem ser taxativa, durante a leitura é possível imaginar o livro sendo escrito por um homem. Falando na Libba, ela tem uma escrita maravilhosa e viciante. Além de ser uma escritora talentosíssima.

Lendo, dá para refletir sobre várias coisas que acontecem em nossa volta e que não damos a devida atenção, como um abraço de um familiar, um beijo de carinho e até mesmo os amigos. São simples e pequenas coisas que acontecem todos os dias, mas que muitas pessoas gostariam de passar e não podem pelos motivos que a vida impôs.

http://viciodecultura.blogspot.com/2011/03/louco-aos-poucos-libba-bray.html
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Ana Usui 27/02/2015

Senti muitas coisas ao ler Louco aos Poucos. Desde desânimo (no começo), confusão e irritação à alegria, tristeza, nostalgia e o mais importante, aquela sensação de que se descobriu um pouco mais do universo, mesmo que não entenda exatamente o que descobriu.
Louco aos Poucos é um livro que deve ser lido com dedicação porque você definitivamente será recompensado.

A história é sobre Cameron, um jovem irresponsável, sarcástico, mal humorado e solitário (tanto na escola quanto em sua própria casa), vivendo sua patética vida ignorando tudo e todos com músicas pouco conhecidas e um pouco de maconha (que apesar de não ser algo bom, totalmente se encaixa na loucura do livro).
Cameron não se importa com nada, porque ele faz aquelas perguntas que todos nós fazemos, mas não insistimos por muito tempo porque sabemos que as possíveis respostas não são agradáveis.
Porque estamos aqui? Qual o sentido de estudar, trabalhar, se esforçar tanto enquanto tentamos agarrar pequenas centelhas esporádicas de felicidade, só para então morrermos? Qual é a razão de tanto esforço, tanto sofrimento? Nós somos a grande piada do universo no fim das contas?

Cameron acha que o mais esperto a se fazer é simplesmente esperar pacientemente pelo seu ponto final. E então ele chega. Cameron é diagnosticado com a doença da vaca louca e de repente é uma merda ter o seu ponto final ali.
Então uma estranha anja punk que já o perseguia lhe aparece com uma proposta de missão, viajar sem qualquer direção, procurando por sentido no aleatório, para tentar salvar o mundo e encontrar um tal Doutor X que, supostamente, tem a cura. Tudo isso com um anão chamado Gonzo e mais tarde um gnomo de jardim chamado Balder (que por acaso é um deus viking imortal).

Louco aos Poucos não é o tipo de livro que tudo faz sentido, mas sim o tipo de livro de onde se extrai o sentido de pedaços. Não adianta buscar alguma constante em sua viagem, mas sim fazer exatamente o que Cameron está fazendo, curtir essa viagem, viver ela e ver onde vai dar, sacar as entrelinhas das coisas simples. Até porque o livro tem muita loucura e mesmo que você não queira você vai se perder nela.

Na minha opinião Gonzo representa o medo, enquanto Balder representa a juventude imortal e Dulcie o amor e a proteção.
Cada parada na história trás uma reflexão sobre algo. Felicidade, sua, minha e do outro. A aleatoriedade da vida, estereótipos, vidas em embalagens, classificação e rotulação pela sociedade. Amizades, sonhos e vida.

Ler Louco aos Poucos foi incrível, mesmo que tenha sido difícil nas primeiras 100 páginas (como foi pra todo mundo que já leu...), valeu cada parte, e no fim me deu aquela sensação, aquela pela qual sempre buscamos quando lemos e que poucas vezes encontramos, aquela sensação quente no peito de ler uma boa história, de se sentir incrível e ao mesmo tempo perdido, sem saber o que fazer agora com a sua realidade.
O final foi surpreendente, mesmo que em parte já esperasse, e se eu entendi o final?
NÃO! Mas não era para entender mesmo, afinal, quem diz quando é o final?

Depois de pegar o embalo eu ri muito, mas muuuuuito com eles, a ponto de me olharem feio no ônibus, então cuidado aonde vai ler. Brisei muito nas loucuras de Cameron, não fazia ideia de quando era realidade e quando não era. Mas quem diz o que é e o que não é real? (ninguém tem um psiquiatra por perto, certo?)
Tive muitos momentos do tipo "oh meu deus! tem uma puta filosofia por trás desse parafuso enferrujado cara!" e me admirei com a evolução dos personagens.

Enfim, esse foi o meu primeiro livro non-sense, que agora é um dos meus favoritos e desta vez eu não vou finalizar com uma recomendação porque este livro se tornou aquele tipo de livro que a gente guarda quase como se fosse um segredo, como se fosse importante demais para sair anunciando.
Então se quiser ler, vá em frente, mas vá com tudo, seja forte e não decepcione todos aqueles que guardam essa história como um segredo bonito no peito.

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"Num mundo como esse apenas o aleatório faz sentido."

"Talvez todos nós façamos parte do mesmo ensopado do inconsciente, sonhando os mesmos sonhos, compartilhando as mesmas esperanças, precisando da mesma conexão, tentando encontrar e errando, tentando de novo - cada um de nós encenando nossos papéis nos roteiros dos outros, apenas um enorme novelo humano todo embaraçado. Talvez seja isso."
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Beatriz 06/09/2013

Sinais. Coincidências. O aleatório.
Serei extremamente sincera: de cara eu não gostei do livro. Achei que seria muito viajado (o que é), que teria muita coisa que eu não conseguiria entender (o que teve) e que provavelmente eu me arrependeria (o que NÃO aconteceu). De verdade, acho que até as últimas 150 páginas eu não tava curtindo a história. Realmente caminhou junto com minhas expectativas, mas - graças a Deus - os últimos capítulos mudaram minha ótica e me mostraram o quanto eu estava errada. E só o final valeu pelo livro todo. Acho que o final EXPLICA o livro todo. Você finalmente entende o que a autora quis dizer, o que Cameron quis dizer, o que Dulcie quis dizer, o que a história quis dizer. É um livro realmente lindo e emocionante. Não julguem-no pela capa, pela sinopse, pelo tamanho e nem pelo conteúdo. Você vai gostar...
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Jules 05/04/2011

http://up-brasil.com/
Meu interesse por essa obra se deu por ter lido “Belezas Perigosas” de Libba Bray – que foi como a conheci. Bray escreve com primor e tem um jeito bastante interessante de desenvolver a história, com isso, achei que “Louco aos Poucos” poderia ser uma excelente história.

Minhas primeiras impressões do livro foram ótimas. Adoro narrativas masculinas, e aqui, temos como narrador o personagem/protagonista: Cameron Smith, um garoto de dezesseis anos que foi diagnosticado com a doença da “vaca louca”. A doença veio de modo muito repentino e a notícia de que esta não tinha cura, foi mais repentina ainda. Cameron não possui grandes expectativas da vida, ele é um garoto muito largado e não se importa com muita coisa. Entretanto, saber que ele vai morrer sem aproveitar nada que a vida pode lhe proporcionar, o abala. Subitamente ele se revolta e acha injusto morrer tão cedo. E é ai que algo extraordinário acontece.

A leitura é divertida – até certo ponto – porque Cameron descreve tudo de forma cômica. A linguagem que Bray usou foi de um típico adolescente de dezesseis anos, logo, temos bastante gírias e palavrões.

A doença da “vaca louca” faz com que a pessoa – literalmente – fique doida. O cérebro passa a não funcionar direito, o que ocasiona a “loucura”. Com isso, Cameron é internado em uma clinica e recebe uma visita divina, Luce – uma anja punk – diz que Cameron pode encontrar uma cura, mas que para isso, ele deve embarcar em uma missão. Luce explica que nada acontece por acaso, e que o fato dele ter ficado doente não foi um mero acontecimento ruim – tudo esta conectado. Agora, ele deve seguir em frente com uma missão que salvará o mundo e de quebra, lhe proporcionará a cura da doença.

Bem, a premissa do livro é diferente e divertida, mas a autora pecou feio na quantidade de coisas que acrescentou a história. São quase seiscentas páginas e muito do que foi narrado é sem nexo. Não tem ligação com a missão de Cameron. E isso acaba por deixar a leitura pra lá de cansativa, pois às vezes o leitor se vê lendo e lendo e não chegando a lugar algum.
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Tori. 08/12/2011

Loucura que cansa
Quando peguei esse livro nas mãos achei que havia encontrado um tesouro, a capa é incrível, a biografia da autora engraçada e a sinopse atraente.
As primeiras páginas do livro são agradecimentos, e foram os mais insanos que eu já li, o que me incentivou a continuar com o livro.
A história começa narrando a vida de um adolescente chato e reclamão que descobre que está morrendo da doença da Vaca Louca, então uma anja (que é gótica, aliás) aparece em sua vida e lhe da uma missão, que pode salvar sua vida... E o mundo também.
Até então, tudo muito legal, muito bonito. Libba Bray teve uma ideia ótima e a oportunidade de escrever um bom livro, mas desperdiçou isso arrastando os acontecimentos, se demorando em explicações desnecessárias e exagerando nas cenas nonsense que não modificavam bulhufas o enredo principal.
Em suma: a autora teve uma avalanche de ideias e não soube como distribui-las, causando um livro poluído e sem foco de 591 páginas, mas que eu só aguentei até a 390.
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Sofia Dolabela 27/04/2013

Loucamente cômico
Na primeira vez que vi Louco Aos Poucos na estante de uma livraria, pensei que era só mais um livro comum com uma sinopse estranha.

Eu não poderia estar mais errada.

"Louco Aos Poucos" conta a história de Cameron, um adolescente descuidado, sem amigos e maconheiro (não encontrei palavra melhor) que não tem nenhuma pretensão para o futuro e tem um emprego miserável. Vivendo à sombra da irmã, que ao contrário dele faz parte da "turma dos populares" e é o orgulho da família, Cameron leva uma vida problemática e que pode ser considerada infeliz, cujos únicos momentos remotamente alegres são quando ele está na loja de discos favorita ou quando está chapado.

Sendo assim, Cameron é diagnosticado com a doença da vaca louca, sem chances de sobrevivência. Numa reviravolta inacreditável, passa a ser o mais popular da escola e ganha até mesmo uma homenagem, mas mal sabia ele que aquilo era apenas o começo. Já no hospital, encontra com Gonzo, o anão neurótico e engraçado que o acompanha pelo resto do livro e presencia cenas essenciais, e recebe a visita de Dulcie, uma anja (que de angelical não tem nada) punk que, inicialmente, ele pensa ser uma alucinação, mas depois, quando foge do hospital com Gonzo e passa a viajar o mundo, acostuma-se com a ideia de que Dulcie é (bastante) real e conta com a ajuda da anja em questões tão profundas quanto sua doença: destino, vida e morte.

Com sua narrativa envolvente e irônica, Cameron conquista o leitor em poucas páginas e faz com o que o livro seja agradável de se ler. O contraste entre as cenas de humor com Gonzo e Balder (o deus vicking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim) e as de drama com Dulcie dá um ritmo equilibrado para a história, e faz o leitor refletir sobre os assuntos abordados até conseguir achar uma resposta para as perguntas que o livro expõe. A narrativa cômica de Cameron, no entanto, não deixa que esses temas profundos se tornem chatos, e provoca reações derivadas no leitor: desde crises de riso até crises sem fim de choro.

O final imprevisível só deu mais colaboração para que Louco Aos Poucos entrasse para minha lista de livros favoritos. Sem dúvida, foi um livro que mudou minha maneira de pensar e de ver as coisas, e fez com que eu ficasse dias fazendo questões sem resposta sobre vida e morte e que me deixou, inevitavelmente, louca aos poucos.


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Andrea 09/03/2014

Nem sei por onde começar essa resenha. Sabe aquele livro que mexe com você e você passa um bom tempo pensando nele depois de terminar? Pois é, foi o que senti lendo Louco aos Poucos.

Descobri esse livro meio sem querer, fuçando em estantes alheias. Adoro histórias non-sense (porque elas costumam ser divertidas) e não pensei duas vezes quando li na sinopse: doença da vaca louca, viagem de carro e gnomo de jardim. Consegui de troca logo depois e o passei na frente de vários livros que estão esperando aqui há meses/anos para serem lidos, coitados...

Mas voltando: o começo desse livro é meio chatinho, confesso. Não dá pra se simpatizar com o Cameron e acho que algumas pessoas podem até pensar em desistir aí. Como me foi prometido a doença da vaca louca e uma viagem com um gnomo de jardim, insisti. O que muito valeu a pena, porque melhora muito mesmo depois daí. E na verdade, depois que você termina, entende o quanto aquele começo é importante pro desenrolar da história.


ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS A PARTIR DAQUI!!!


Depois que terminei - e depois de ler algumas resenhas - fui correndo reler alguns trechos do livro e gente, tá tudo lá. Tudo. Eu simplesmente amei ver como o Cameron criou toda a viagem com as coisas que tinham sido citadas anteriormente. E acrescentando algumas coisas que aconteciam durante a internação. A única coisa que eu não achei explícita foi o Ed. Seria ele quem o Cameron achava que o pai queria como filho?


FIM DOS SPOILERS!!!


Num geral, é um livro muito divertido, com uma história realmente non-sense e ótimos personagens. Impossível falar do livro sem citar Balder e Gonzo, que roubam a cena. Ri várias vezes com eles durante a leitura. O problema mesmo é só quando termina: você sente toda a tristeza e fica, putz. E ah, é um livro longo, mas como a leitura flui, dá pra ler rapidinho, desde que você não desista no começo.

Recomendo muito.


PS: esqueci de falar da tradução. Achei vários errinhos bobos, como letras faltando ou palavras fora de ordem. Nada que atrapalhasse o entendimento da história, mas que acaba desconcentrando na hora de ler.
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AndyinhA 09/10/2011

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Difícil falar deste livro, não sei se estava esperando demais dele ou a sinopse me fisgou e quando comecei a ler a história não fez jus ao que estava na contracapa ou se simplesmente o contexto geral (história + personagem + narrativa) não me agradaram. A verdade é que foi difícil, mega hiper difícil ler este livro.

Foi uma leitura arrastada, vários livros passados na frente e eu me perguntava – porque ainda estou lendo isso? – Fiquei muito perto de desistir e deixar de mão, se me perguntar agora porque não larguei o livro, não saberei te responder, talvez realmente eu goste de falar do livro lido, até para falar mal de algo é preciso conhecer.

A história em si já é um pouco louca, Cameron tem uma doença incurável e sabe que vai morrer, mas ele pode ser a chave para salvar o mundo e mudar tudo. Até aí vale, mas as pessoas que o acompanham nessa viagem sem muito sem-noção e durante toda leitura me perguntei o que realmente eles estavam fazendo ali. Porque não acrescentam nada à trama.

Para saber mais acesse: http://bit.ly/pqPN0b
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Giulipédia 02/12/2018

Literalmente louco aos poucos...
Eu nunca faço resenhas, gosto de guarda o sentimento que o fim da leitura sempre trás, pra mim mesma, é egoísmo, sei disso, me processem!
Enfim, mas esse livro eu tinha que falar alguma coisa, que livro cara, que livro!!
A história começa falando Cameron, um adolescente basicamente comum, que apenas sobrevive, não é atleta, não é nerd não é popular, então o que o torna um personagem tão especial? A resposta, uma doença terminal. Mas Giuli como assim você gosta de livros desse tipo? Sem preconceito e julgamentos a parte, óbvio que não, eu corro desse tipo de história. Mas essa daqui contém todos os elementos que fazem uma história ser diferente e atrativa. Voltando, Cameron tem a doençada vaca louca, uma doença que vai "devorando" o cérebro dele até que ele eloqueça de vez e por fim, bom, bata as botas, até que ele recebe a visita de uma anja-punk, aí vocês podem pensar, forçado talvez? Só que não!!! Dulcie, a "anja-punk" que adora a cor rosa, é aquilo que os anjos de certa forma são, imprevisíveis e misteriosos, a diferença é que ela tem um visual bem maneiro, na minha opinião.
Nesse meio tempo ele se envolve numa viagem pra descobrir a cura pra sua doença e salvar o mundo junto com gonzo, o anão, então, eu adorei o fato da autora ter introduzido um personagem como gonzo nessa história, quase nunca vemos anões como protagonistas nos livros e ainda mais um com um desenvolvimento tão grande e gratificante de se ler, e voltando, de quebra um deus nórdico, chamado bauder, preso na forma de gnomo de jardim muito engraçado e com fobias de fotos.
O que eu tenho a dizer a respeito do livro é que caramba, é uma história bem bizarra e psicodélica que você se perde e se encontra várias e várias vezes a média que a leitura vai avançando, e muito empática também principalmente no período adolescente, onde mostram as nossas inseguranças e desejos, a busca pela felicidade tão esperada e se é realmente aquilo que a gente imaginou que seria ou se no final tudo não passava de ilusão do jeito que a vida sempre puxa nosso tapete no final, mas que eu digo, que por trás de toda rasteira que a vida dá, ela sempre trás uma lição de crescimento pra nós como seres humanos num todo e individual, pra nós como indivíduos.
O que posso dizer é que não é uma leitura pra qualquer um, pra encarar ela, você tem que está disposto a deixar o normal, e o certo para trás, pois esse é um livro louco e aleatório, onde você se perde e se encontra e por de trás de cada situação bizarra aleatória que acontece você se identifica um pouquinho mais!!
Recomendo, super recomendo, por mais adolescente, infantil ou sem nexo que as pessoas possam achar, libba bray acertou mais uma vez!!!
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