Time Out - Os Viajantes do Tempo

Time Out - Os Viajantes do Tempo Roberto de Sousa Causo...




Resenhas - Time Out


4 encontrados | exibindo 1 a 4


Tyr Quentalë 20/05/2020

Sci-fi Brasileira
Demorou bastante, mas, finalmente li. Acho que demorei, porque adoro a temática e infelizmente, eu tive receio de ter alguma decepção. Mordi a língua e percebi que a leitura trouxe agradáveis surpresas. Não bastando os contos, há um artigo que mostra que este campo da literatura já foi explorada por Monteiro Lobato e outros autores.
Fiquei feliz em vencer o meu preconceito e ter conhecido o viés da ficção científica dos autores nacionais que compõem este e-book!
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Leitora Viciada 07/12/2011

Inicio observando o quanto a diagramação é capa de Time Out estão maravilhosas. O livro é enfeitado na medida certa, engrandecendo a obra. Confeccionado em alta qualidade. Assim como os outros livros de contos da Estronho, a variedade de estilos e autores é um ponto a favor, deixando a leitura muito rica e dinâmica.
O tema deste livro é viagem no tempo. Viagens físicas ou psíquicas; viagens ao passado ou ao futuro; viagens nesta ou em outra dimensão; viagens nesta ou em uma diferente linha temporal. A viagem pode ser feita de inúmeras formas, sendo a mais famosa, por uma máquina do tempo. Quem nunca imaginou as possibilidades de se viajar no tempo e espaço? Quem jamais desejou, nem por brincadeira?
Através de oito contos bem escritos, nós viajamos por alguns momentos. O livro é excelente! Quem é fã (como eu) de ficção científica precisa conhecer esse tipo de história de viagem no tempo por mentes nacionais. E mesmo quem não curte muito o gênero, vai se divertir e conhecê-lo de forma prazerosa e leve, com muita inteligência.
Falar de viajar no tempo é o mesmo que buscar pelo motivo da existência de tudo. Talvez seja a possibilidade mais poderosa e também a mais perigosa.

No primeiro conto, Déjà-Vu de Roberto de Sousa Causo, a narrativa ganha um fundo dramático e a viagem é um retorno ao passado, talvez outra vida pertencente a protagonista, dependendo do ponto de vista. Este conto me tocou particularmente, já que minha mãe sofreu da mesma doença que a personagem. A mensagem pode ser profunda, se observamos que todos temos que morrer algum dia.

O segundo conto é A Velha Canção do Marinheiro do Futuro, de Ademir Pascale. Um dos melhores contos que já li! Nesta história magnífica, o viajante está perdido, sem controle das viagens e preso nesta jornada. A cada 72 horas ele avança ou retrocede na linha temporal. Neste conto, apesar de descontraído, também há um drama a ser enfrentado. O marinheiro preso nos saltos temporais procura e anseia reencontrar sua noiva, ou qualquer coisa semelhante a ela.

Depois lemos o conto de Miguel Carqueja, A Difícil Arte de Lidar Com Patrulheiros do Tempo. Este é um conto recheado de humor. Nos traz pensamentos sobre as loucuras de se viajar no tempo e suas complicações. Um diálogo inteligente de um cientista com um patrulheiro do tempo que vem do futuro para matá-lo. O mais engraçado no conto é a normalidade com que o cientista age.

Em seguida vem o conto Pelas Badaladas do Tempo de Luciana Fátima. Uma bela escrita aonde a viagem no tempo é através do badalar de sinos diferentes, como mágica. Achei muito criativo.

O próximo conto é o de Álvaro Domingues, intitulado Modelo do Ano. Este conto interessante é o mais engraçado e bem moderno. Dois nerds amigos de faculdade buscam viajar no tempo, mesmo depois da separação deles.

Chega a vez do conto de Estevan Lutz, um dos mais esperados por mim. Eu li seu livro O Voo de Icarus (resenhado no blog) e me tornei fã do ator (que é Escritor Amigos do blog). Minha espera valeu a pena. Juntamente com o conto do Ademir, A Máquina da Insanidade do Estevan é um dos melhores contos que já li na vida! Viajamos numa hipótese da criação do Universo através da visão de um cientista. O conto é completíssimo com detalhes fantásticos. Este é o conto mais Sci-Fi do livro, mas traz também reflexões sobre a existência como um todo. Ao terminar você se pergunta se acreditaria ou não no relato do cientista. Perfeito.

Depois lemos o conto O Último Trem Para Plêiades de Allan Pitz. Mais um conto com pitadas de humor. Nada melhor que isso para nos fazer pensar. Neste caso, após a viagem o protagonista não para de refletir sobre o rumo que a Humanidade segue. Seria uma viagem verdadeira ou um sonho utópico?

O último conto é o da Mariana Albuquerque: Contra O Apagar das Luzes, um texto complexo e excelente. Um grupo de cientistas crononautas tenta modificar a historia, impedir que acontecimentos catastróficos ocorram. Mais reflexão para o leitor, outra ótima história.

Os contos terminam, mas o livro não. O final fica para um ensaio sobre Viagens no Tempo na Ficção Científica Brasileira. Um ótimo complemento para o leitor se aprofundar no assunto e ler as curiosidades e história sobre uma parte da ficção científica nacional. O texto é de Edgar Indalécio Smaniotto.

Contos que mais gostei:
A Velha Canção do Marinheiro do Futuro, A Difícil Arte de Lidar Com Patrulheiros do Tempo, A Máquina da Insanidade e Contra O Apagar das Luzes.
*Os contos de Ademir Pascale e Estevan Lutz estão entre os melhores que já li!
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Priscilla 17/06/2012

Iniciamos a leitura de mais uma antologia da Estronho. Dessa vez, de ficção científica com contos da tão falada viagem no tempo. Apesar de ser um tema clichê, ele tem de ser trabalhado com cuidado porque é algo bem complexo. Vamos ver como os autores se saíram:

Déjà-vu: O Forte – Roberto de Sousa Causo
Regina Ferreira é uma mulher no final de sua vida. Foi diagnosticada com tumor cerebral e tinha seis meses de vida no máximo. Decide então viajar pelo Brasil, coisa que sempre teve vontade de fazer. Durante uma visita ao Forte dos Reis Magos em Natal, ela se vê mergulhada em uma sensação estranha que não sabe identificar se é uma das seqüelas do tumor ou algo maior e mais incrível...

Uma coisa que me agradou logo no início da leitura foi a narrativa do conto, ela me deixou curiosa para o que viria a seguir, me prendeu. O fato da personagem principal estar morrendo, faz com que nos identifiquemos com ela, pelo fato de ser uma pessoa normal, passando por problemas sérios, à beira da morte. Os detalhes do “sonho” deixam a história ainda melhor.

A Velha Canção do Marinheiro do Futuro – Ademir Pascale
Em 1943, Albert Einstein usou um simples contratorpedeiro para um experimento, que resultou em invisibilidade por alguns segundos, porém, houve um efeito colateral. Os tripulantes agora viajam no tempo, para passado e futuro, a cada 72 horas.

A forma de narrativa desse conto é bem interessante o que torna a leitura bem rápida. O final é bem harmônico com todo o conto o que me agradou bastante.

A Difícil Arte de Lidar com Patrulheiros do Tempo – Miguel Carqueija
O professor Aveleira está em sua sala de trabalho, colocando no papel uma nova idéia, quando recebe um visitante: um patrulheiro do tempo que tem como missão matá-lo.

Um conto muito divertido que me fez rir alto algumas vezes. Ótimo!

Pelas Badaladas do Tempo – Luciana Fátima
Um homem viaja no tempo pelas badaladas do sino, que foi sempre presente nos momentos cruciais de sua vida.

Um conto curto e talvez por isso eu tenha ficado um pouco confusa de início, mas logo me localizei. O achei de certa forma original em comparação aos contos anteriores.

Modelo do Ano – Álvaro Domingues
Paulo e Lucas são amigos desde muito tempo. Sempre foram fascinados com viagem no tempo. Até que Lucas foi seduzido por Wilma, uma mulher que o fez focar em outras coisas... mal sabe ele que foi tudo planejado...

Esse é um conto bastante simples, acho que o mais simples do livro. Normalmente isso não é ruim, mas fiquei esperando mais do conto, pensei que o final compensaria, mas foi tudo simples mesmo.

A máquina da insanidade – Estevan Lutz
Leônidas é um cientista que quer provar que sua teoria está correta e por isso vai contra as recomendações e faz a prova em si mesmo. O resultado é que a máquina ganha o nome de “máquina da insanidade”. Mas será mesmo?

Pra quem já leu o livro pode achar essa pequena resenha confusa ou pobre. A razão é que EU fiquei confusa lendo o conto. Esse é um que considero uma verdadeira história de ficção científica, daquelas com termos que você nunca ouviu falar (pelo menos eu não) e quando chega no final, você entende o que aconteceu, mas solta um: Hã? Não ache que a confusão nesse conto foi algo ruim, significa que o conto foi muito bom!

O Último Trem para Plêiades – Allan Pitz
Diante do amigo incrédulo, Fritz narra sua experiência quando um homem aparece em sua casa lhe dizendo que irá conhecer o Irmão Mais Velho da Terra.

Esse conto é narrado de uma forma bem divertida. A conversa entre os dois amigos é descontraída e contada da mesma forma.

Contra o Apagar das Luzes – Mariana Albuquerque
Um grupo de amigos decide iniciar o processo de construção da máquina do tempo depois que o mundo que eles conhecem encontrou um fim. Consegue e então viajam, mas surpreendem-se quando descobrem onde foram parar...

Esse conto tem um peso de tristeza até chegar o final, que considerei... feliz. Não entendi muito bem como escaparam do problema, mas isso não estragou a leitura.

Ensaio – Viagens no Tempo na Ficção Científica Brasileira: de Observadores a Viajantes do Tempo – Edgar Indalecio Smaniotto

Achei esse ensaio bem interessante. Ele cita algumas obras de ficção científica com viagens no tempo, mostrando como os autores brasileiros evoluíram. Fiquei interessada em algumas obras!

Finalizo esse livro com uma ótima sensação. Os autores souberam em sua maioria lidar com o tão aclamado tema. Se você é fã de ficção científica e gosta de viajar no tempo junto com os personagens, este é mais um livro para a sua coleção!
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Policial da Biblioteca
http://policialdabiblioteca.blogspot.com/2012/05/resenha-promocao-time-out-os-viajantes.html
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MarceloBighetti 11/12/2011

Apenas minha opinião (não é uma resenha)
Recebi do Ademir Pascale, organizador da coletânea, um exemplar de Time Out: Os Viajantes do Tempo. Foi o primeiro livro publicado pela Editora Estronho que li. O livro possui uma excelente qualidade gráfica, desde a diagramação e arte em geral até o próprio papel e acabamento. O livro é muito bom, mas teve apenas um problema, para mim que sou amante deste tipo de história: foram poucos contos.

Déjà-Vu: O Forte (Roberto de Souza Causo)
A parte da história que acontece no passado é muito bem retratada. De forma geral todo o drama da protagonista, mesmo nas poucas páginas deste conto, foi muito bem escrito, de maneira que se pode criar facilmente uma empatia. Não sei se o elemento SciFi ficou timidamente exposto no trecho …que tocara um junguiano inconsciente coletivo armazenado nas paredes do Forte dos Reis dos Magos.

A Velha Canção do Marinheiro do Futuro (Ademir Pascale)
Gostei muito como o personagem narra sua triste situação. O final é muito bom e nos trás um sentimento de tristeza, pelo menos para mim assim o foi. Na minha opinião o único problema que ocorreu no conto - o que pode ter sido uma variante para uma realidade alternativa escolhida pelo autor - foi o fato de informar que Albert Einstein foi trabalhar no USS Eldridge. Na realidade o que ocorreu foi que o navio destróier escolta da Marinha Americana foi equipado com bobinas construídas por Nikola Tesla tendo como base a teoria do campo unificado de Albert Einstein. O Projeto Arco-Íris de invisibiliade de Tesla ficou conhecido como a Experiência Filadélfia, que foi muito além disto, como podemos constatar neste ótimo conto.

A Difícil Arte de Lidar com Patrulheiros do Tempo (Miguel Carqueija)
Gostei muito deste conto, descontraído, leitura envolvente e muito engraçado.

Pelas Baladas do Tempo (Luciana Fátima)
O conto até que é interessante mas creio não ser SciFi, na realidade também não posso afirmar que a proposta da coletânea tinha que ser ficção científica, mas pelo título da obra é de se esperar algo no gênero

Modelo do Ano (Álvaro Domingues)
Este é mais um conto descontraído. Narrativa que prende a atenção.

A Máquina da Insanidade (Estevan Lutz)
É um conto simples e envolvente, mesmo com seus clichês que sempre se fazem necessários. A abrangência estupenda dos efeitos da máquina da insanidade é muito interessante. Gostei do trocadilho feito através do título do conto.

O Último Trem para Plêiades (Allan Pitz)
O conto possui uma boa narrativa e me prendeu logo nos primeiros parágrafos. O conceito da viagem temporal não ficou explícita, ficando a cargo do leitor acreditar se foi “realmente” um retorno no tempo ou se o mesmo se deu de forma psíquica. Gostei do conceito do projeto inicial para nosso planeta.

Contra o Apagar das Luzes (Mariana Albuquerque)
O que mais gostei neste conto foi a idéia da ameaça aos “originais”, se é que podemos assim os chamar, dos viajantes temporais.

Ensaio: Viagens no Tempo na Ficção Científica Brasileira (Edgar Indalecio Smaniotto)
Texto muito bem produzido que mostra, de uma certa forma simplificada, a história da literatura SciFi brasileira focada em viagens temporais.
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