Poema Sujo

Poema Sujo Ferreira Gullar




Resenhas - Poema Sujo


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Patrícia 25/02/2021

Forte
Embora não tenha entendido muito bem vou ler novamente; entender o autor, o contexto histórico do livro para entender a mensagem do livro.
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Ingrid 08/02/2021

Esse livro de poemas do escritor maranhense é considerado, por muitos, sua obra-prima. Foi escrito em 1975, enquanto estava no exílio, e é possível sentir uma volta ao seu passado, relembrando tempos de infância e o convívio com a sua família. Ao mesmo tempo, é possível sentir uma busca do autor em si mesmo, e também ver um retrato social da época das lembranças.
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Kaicchan 23/01/2021

Um chamado à nostalgia
?O homem está na cidade
Como uma coisa está em outra
E a cidade está no homem
Que está em outra cidade?

Poema Sujo é um livro que me apareceu de surpresa, depois de ter feito uma aposta comigo mesma de ler mais livros brasileiros. Não esperava muito dele, afinal, não sou a maior fã de poema, mas, meu amigo, como eu estava enganada.
O livro é extremamente curto e pode ser facilmente lido em uma sentada, por assim dizer. Sua escrita é fluída e marcante e, apesar de ter uma divisão entre poemas, o tema central nunca se altera: a saudade daquele cidade que chamamos de casa.
Nunca fui para São Luís do Maranhão, mas me senti dentro de cada rua, de cada beco e de cada casa que compõem a cidade enquanto lia esse poema. Gullar se propõe, no ápice de seu exílio, a clamar por sua terra natal, a concretiza-la em texto, em poema... E ele consegue.
O sentimento de nostalgia é presente durante todo o poema, fazendo doer no peito aquela saudade de casa, aquela saudade da terra natal.
Poema Sujo era tudo o que eu menos esperava e tudo o que eu mais precisava nessa noite de sábado, tão distante da minha casa por conta dessa pandemia.

Recomendo a todos a leitura desse poema. Vocês não vão se arrepender.
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riamarialuiza 18/12/2020

E na história dos pássaros os guerreiros continuam vivos
Sempre flertei com a possibilidade de ler Gullar — Nara Leão, Fagner, "Traduzir-se"; e a adolescente viciada em pesquisa sobre resistência na ditadura militar que eu fui causaram a vontade de ler a obra autor — mas só hoje, de fato, iniciei a leitura da obra vasta do Ferreira.
"Poema sujo" foi quase-que-não mastigado, foi engolido todo de uma vez, do jeito que eu creio que tinha que ser.
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Julia 20/08/2020

O poema sincero, sujo, nacional
Ferreira Gullar apresenta nesta obra-prima as ânsias e a nudez da realidade da vida
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Val Alves 28/06/2020

"A verdadeira poesia tem muitas faces. Quando deixei de fazer poesia metrificada, (...) caí no coloquial, que foi se reelaborando até virar uma linguagem complexa, abstrata, que conduziu à desintegração. Entretanto, com os poemas de cordel, voltei a linguagem banal, mas evidentemente politizada. No Poema sujo a linguagem que vai aparecer resulta de todas essas experiências. Defendo então a tese de que não existe poesia pura. A poesia verdadeira não é sectária, não é unilateral." Ferreira Gullar
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Gio 02/06/2020

Ousado
Pela época que foi escrito, o livro aborda conteúdos que certamente seriam alvos de censura. Aparentemente, traz um desabafo sobre o passado, revelando cenas bem explícitas e, sobretudo, mostrando a impureza do homem.
A escrita é sensacional, às vezes bem difícil e, em outros momentos, flui demais. Por conter poesias, é bastante rápido de finalizar. Uma ótima leitura com vários assuntos polêmicos a serem analisados e refletidos.
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Ana Laura 28/05/2020

Poema Sujo - Ferreira Gullar
Eu li o livro duas vezes, na primeira não tinha entendido nada então eu pesquisei o contexto histórico e a vida do autor na época em que ele escreveu o poema e isso ajudou muito na compreensão durante a segunda leitura (então se você não é acostumado a ler poemas eu recomendo que faça isso para entender melhor o que o autor quer transmitir).
O solitário eu lírico recorda sua vida iniciando com a infância em São Luís, como relembrar momentos com a família, e terminando com sua vida no exílio por causa da perseguição política sofrida durante a Ditadura Militar.
A leitura é fluida e Gullar não segue um padrão definido para a poesia.
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Poul 22/04/2020

É um livro bem legal, por mais que poema ou poesia não sejam meu gênero favorito, confesso que Ferreira Gullar me conquistou
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Misael França 21/04/2020

Turvo e Claro.
Reunindo aspectos pessoais desde o parnasianismo até o seu movimento neoconcretista, Poema Sujo é um livro que nasceu, parafraseando Gullar, como certeza de seu último suspiro em meio a agonia da perseguição política... como um cuspe! Foi assim que ele "cuspiu" uma obra que se tornaria uma das mais importantes do Brasil... procurando esse tal bilhete com o nome de sua bela... qual o nome dela? Maria? Em tanto desespero, pouco importava que nome era.. O bilhete foi perdida em carne fria.
Um livro cheio do Brasil, contendo passagens cheias de estranhamento. Aqui temos também a clássica poesia sobre o trem para ser lida ao som da obra de Heitor Villa Lobos "Trenzinho Caipira".
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Biblioteca Álvaro Guerra 11/01/2019

Poema Sujo é o título de um poema - e também da obra em que foi publicado - do escritor brasileiro Ferreira Gullar foi escrito no período do exílio do autor na Argentina, entre maio e outubro de 1975.
Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788599896457
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Lopes 06/02/2018

A cidade aberta
Ferreira Gullar foi um mestre na poesia, e seu “Poema sujo” é um exemplo disso. Acompanhar a estrutura poética de Gullar não é fácil, rompe com nossos sentimentos já nas primeiras páginas e amortece depois, ou nos faz secar. O cuidado ao falar sobre a cidade, talvez universal, mas brasileira, é tido aqui como um rompimento do olhar estático sobre a invisível solidão e melancolia, hoje incluo a nostalgia, das coisas acontecidas em acontecer. O presente do passado. Escrever sobre o momento, rompendo com essas emoções trás ao leitor a beleza insaciada de leituras. A cada verso relido deste poema belamente sujo, destacam-se as agruras do exílio daquele amor arquitetônico, da pobre cidade, que se torna mais nítida quando distante. A distância enclausurada. Saudade que destoa, os nomes que rondeiam a cidade, os muros, as ruas, o que nos faz amar. Em “Poema sujo”, o amor é a condição necessária, e única, para permanecer, e viver esse amor, mesmo que em condições normais, ou seja, não vivendo-o completamente, é estar presente na obra, se revelando um viajante entre ruas e edifícios.
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Erick 05/12/2017

Um murro no estômago
Arrebatador, belo, chocante, sufocante, lírico . Eu defino "Poema Sujo" dessa forma: um murro no estômago, na cara, no corpo. Gullar, meu poeta preferido, evoca e retrata nesse livro a complexa condição humana através de um longo poema de mais de 100 páginas. Saudade, melancolia, tristeza e crítica social se fundem para formar um dos poemas mais belos, sujos e telúricos da poesia nacional. Além disso, Gullar consegue trazer toda uma atmosfera de aflição e medo ocasionada pela perseguição das ditaduras latino-americanas, da qual ele foi vítima. A criação, o significado e o conteúdo desse livro são fascinantes e espetaculares. Uma leitura extremamente necessária.
Repito aqui o que disse Clarice Lispector à respeito dessa obra: "escandalosamente belíssimo".
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Jaflety.Pedro 15/08/2017

Esse Poema nunca me devorou tanto como nessa leitura, nunca falou tão alto e em clara voz. Ferreira Gullar reflete o Brasil e o mundo na sua São Luiz do Maranhão, nas suas lembranças apresentadas quase como em um passado que ainda acontece. Tá tudo ai: o tempo que não perdoa nada, as coisas que se perdem, as coisas que apodrecem de diferentes formas, os dias dentro do dia, as noites dentro da noite, a cidade que habitam os homens e os homens que habitam a cidade de diferentes formas. Um retrato multifocal de como a vida o é - múltipla e rara.
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