Por que almocei meu pai

Por que almocei meu pai Roy Lewis




Resenhas - Por que almocei meu pai


8 encontrados | exibindo 1 a 8


Joao.Magalhaes 01/02/2020

Evolução
Uma forma divertida de se colocar alguns milhões de anos atrás e aprender um pouco sobre o evolucionismo.

Roy Lewis dá inteligência e fala aos símios ou primeiros homos-alguma-coisa a habitarem a Terra, e mostra com vividez suas lutas e conflitos para sobreviver e se multiplicar.
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Nena 30/06/2016

Uma história contada de forma muito bem humorada sobre a evolução da espécie. A descoberta do fogo, as conquistas territoriais, a caça, a pesca, a conquista da fêmea e a expansão da família. Tudo isso e muito mais é abordado nesse romance inteligente e divertido.
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sonia 06/08/2014

Fiquei decepcionada
Ouvi falar tão bem do livro, que era engraçado, bem humorado e tal.
Escrito por um antropólogo, dizia o artigo que li, mergulhei no livro imaginando encontrar um segundo Desmond Morris, Um macaco nu.
O livro é um relato romanceado de uma família na passagem do paleolítico para o neolítico.
No mesmo estilo, li um livro chamado A lua de rena, do qual gostei bem mais.
As tiradas humorísticas não fizeram o meu gênero.
Foi como assistir uma comédia pastelão, do tipo atirar tortas na cara, quando você imaginou que ia assistir um stand up inteligente.
Fraco.
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Fer Mendonça 22/09/2012

Quando peguei esse livro para ler, possuía uma imagem completamente equivocada a seu respeito. Não que ela fosse pior, ou melhor: apenas diferente.
Eu estava ciente que era um livro de comédia, apesar de se apoiar em dados cientificos, mas não achava que a coisa seria tão profunda: esse livro me lembra O Guia Do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams!!
(Acho que somente este comentário já diz muito a respeito do livro, e espero que os não-fãs de Douglas Adams não deixem de ler essa obra.)
O livro inteiro é narrado em primeira pessoa, pelo personagem Ernest, filho mais velho do líder do bando de subumanos, como eles mesmos se chamam. A narrativa começa explicando como é a vida no Pleistoceno, e todos os perigos e dificuldades pelas quais esses novos humanos estão passando.
Conforme a narrativa segue, é mostrada a evolução do grupo: é descoberto o fogo, o fortalecimento das pontas de sílex das lanças, a descoberta do ‘churrasco’ e assim por diante.
Uma coisa que chama bastante a atenção – e é um dos pontos mais cômicos da obra - é a complexidade dos diálogos entre eles e a constante consciência de que eles precisam se esforçar pra evoluir e dar origem à espécie humana.

[...] -O segredo da indústria moderna está na utilização inteligente dos subprodutos – pontificava, franzindo a testa. Depois se abaixava de surpresa, agarrava uma criança que engatinhava, beijava-a estrepitosamente e gritava para minhas irmãs: - Quando é que vocês vão entender que aos dois anos todos já devem andar? Afirmo que precisamos reverter a tendência instintiva de voltar à locomoção quadrúpede. Caso contrário, todo o nosso esforço se perderá! Cérebro, mãos, tudo! Começamos a caminhar eretos no Miocenom e se acreditam que permitirei que um punhado de moças preguiçosas destruam o esforço de milhões de anos de progresso, estão muito enganadas. [...]

A construção dos indivíduos da horda é bem diferenciada: há o Papai, chefe da horda e gênio inventivo; três viúvas lamentosas; Mamãe, que possui a típica imagem materna e apaziguadora; Tio Vanya, que seria a contraparte de Papai, personagem que esbraveja sobre a antinaturalidade da evolução; os irmãos e irmãs de Ernest e futuramente, as esposas dos mesmos.

[...] -, quando eu a cacei, vc deliberadamente correu com todas as forças, atravessando pântanos e rios, e a mata impenetrável, escalando e descendo montranhas como se fosse um cruzamento de pato com avestruz e cabra..
- Querido, mas que maneira tão meiga de me descrever!

O desenrolar da história acaba sendo completamente diferente do que você pode pensar a princípio – pelo menos foi desse jeito pra mim. -, e o título só é compreendido bem no finzinho do livro.
Sei que a maioria pode não gostar, principalmente pela sátira envolvida. Mas eu adorei! De uma maneira geral, o livro inteiro possui uma escrita direta, divertida e inteligente, fazendo troça ao mesmo tempo que expõe fatos. Gostaria de dizer mais, mas como ele é curto e cada página é recheada de informações, tenho medo de me estender demais e acabar entregando o livro todo pra vocês!
Então, se algum dia você acordar sentindo vontade de uma leitura mais cult, mas que seja leve, super recomendo esse livro!

Leia mais resenhas em: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br
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caloanguajardo 29/05/2010

Por Que Li Este Livro, ou, The Importance of Reading Ernest
Porque durante uma conversa com um amigo meu confessei que sentia falta de ler uma história (conto, romance, que seja) com humor afiado, nos moldes de Martin Page (autor de "Como me tornei estúpido"); algo sutil, que não fosse apelativo e definitivamente não recorresse a bordões ou frases de efeito em excesso. Eis que ele me empresta o livro que teria apresentado em nosso Círculo de Leitura quinzenal.

"Por que almocei meu pai" ("The Evolution Man, Or, How I Ate My Father"), do jornalista inglês Roy Lewis, foi publicado pela primeira vez no início da década de 1960. É uma história de ficção, narrada pelo homem-macaco (subumano) Ernest, filho do revolucionário Edward, um ser irriquieto, utópico, aterrorizado com a idéia de que sua espécie pudesse ser extinta caso não evoluísse rapidamente. Queria evoluir "em milhares de anos o que deveria evoluir em milhões", segundo seu irmão, chamado de Tio Vanya, o mais cético da família, que abandonou a mulher, Tia Mildred, com a horda do Edward pois ela não sabia subir em árvores.

Edward conseguia conviver com o fogo e usá-lo para aquecer-se nas noites de frio. Tio Vanya achava tudo aquilo um absurdo e expressava sua opinião contrária em toda visita que fazia, enquanto esquentava-se nas beiradas da fogueira. Contudo, aquilo não era o bastante. Edward não queria depender das erupções vulcânicas para manter sua família aquecida. Acabou descobrindo mais tarde como transportar as chamas a duras penas, o que lhe rendeu uma ampla caverna anteriormente habitada por ursos. Todos os animais tinham medo do fogo e agora sua pequena horda ganhava uma vantagem até mesmo sobre predadores perfeitos como os grandes felinos, tirando-os então da condição de carniceiros (como as hienas) e colocando-os na condição de competidores.

As mulheres e as crianças menores ficavam na caverna (que contava até com "varanda" e câmaras para a "despensa" e tudo mais), enquanto saia com seus filhos Oswald, Ernest, Wilbur e Alexander para caçar. Por sua sorte, cada um deles tinha um talento particular - Oswald era excelente na caça em si, Wilbur era ótimo em lascar pedras e melhorar as armas e até Alexander revelou-se o primeiro artista da História ao "aprisionar" a sombra do Tio Vanya com um desenho, deixando este furioso ao constatar que as loucuras revolucionárias do irmão afetaram seu sobrinho. O único que não tinha talento aparente algum era o próprio Ernest. Ernest, o Ocioso. Ernest, o Contestador. Ernest, o Crítico das Inovações Tecnológicas e Cívicas do incompreendido Edward, que para aprimorar mais a espécie, inclusive, forçou os filhos a iniciarem as primeiras uniões exogâmicas da subumanidade.

Ernest foi, no entanto, também o Sensato, além de o Empreendedor. Seu pai, idealista, na velhice ainda encontrava-se resoluto em compartilhar suas descobertas "científicas" com tantos hominídeos quanto possível, para num futuro próspero ir de A a B e encontrar o aconchegante fogo na porta de toda caverna de família. Coube a Ernest mostrar a toda a horda os perigos de divulgar esses avanços a outros, de graça, sobretudo após eles mesmos quase terem sido consumidos pelo incêndio causado por seu pai para provar que ele e o Wilbur haviam finalmente descoberto um jeito de FAZER fogo.

Edward havia jurado não contar a ninguém sobre tal descoberta, no entanto traiu seu grupo após entregar tudo (ou quase tudo) aos habitantes do lugar aonde queriam se mudar - num episódio que parece ter sido forjado. Ernest considera seriamente a sugestão de sua esposa de mandar o velho à "terra dos sonhos" de uma vez depois que seu pai, passado longo tempo sem inovações tecnológicas, o introduz ao segredo da manufaturação de arcos e flechas - o qual seria, obviamente, divulgado a todo mundo após o banquete de celebração. E com o evento tragicômico que foi a morte intencionalmente acidental do pai, Ernest encerra sua autobiografia que explica ao seu filho por que o vovô morava então dentro de cada um deles.

"E aquele foi o fim de Papai em carne e osso, meu filho, um final que ele teria desejado para si - ser abatido por uma arma realmente moderna e ser comido de modo civilizado". (Página 155)
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Karine 22/02/2010

Uma face inusitada para a ideia de evolução
Em “Por que almocei meu pai”, Roy Lewis descreve de forma um tanto inusitada a vida e a evolução de uma horda de homens-macaco pré-históricos. Toda a narrativa gira em torno da descoberta do fogo: A princípio, estes homens viviam da caça e coleta, alimentavam-se comumentemente de vegetais e pequenos animais, como os coelhos. Devido ao constante perigo de serem atacados por predadores – leões, leopardos etc – possuíam a habilidade de escalar árvores e de dormirem sobre elas. No entanto, é a partir do momento em que Edward, líder e patriarca do grupo, tem a idéia de transportar o fogo existente nos vulcões para a sua horda, que a estória de delineia.
Edward tinha em mente que este passo seria de fundamental importância para o desenvolvimento evolutivo da espécie humana. Ao contrário de suas idéias ‘revolucionárias’, Vanya, parente, a despeito dos demais que haviam se sedentarizado e viviam em cavernas, preferia continuar levando uma vida nômade em meio à natureza. Era completamente desfavorável à concepção de progresso ou evolução. Nota-se, entretanto, que ao ser desencadeado, neste caso pelo fogo, o processo evolutivo não retrocede; observa-se que mesmo com a relutância de Vanya, a evolução não se interrompe.
Não obstante é de extrema relevância considerar que a evolução, o progresso, também possui ressalvas ao acarretar consequências para o homem tanto em sua condição física quanto para o meio-ambiente: ao descobrirem novas técnicas, seja a partir da fabricação de ferramentas de pedra, do uso do fogo como meio de estabelecer domínio sobre a natureza, além da possibilidade de dedicarem parte de seu tempo a atividades de cunho mais abstrato e reflexivo, os homens também sofreram as consequências do progresso, como o surgimento dos incêndios, da destruição do meio físico, da fauna e flora, de sentimentos de inveja, ambição, cobiça, entre outros. Em contrapartida, idéias como a domesticação de animais, incesto, exogamia, interpretação dos sonhos, linguagem, entre outras, constituíram os fatores que possibilitaram a criação de uma instituição moral e social entre os homens. Como já preconizava Edward: “Depois das ciências naturais, ciências sociais!” (Pg. 140).
“Por que almocei meu pai” é um livro fascinante não apenas por apresentar um final interessante e uma visão inusitada e em certos pontos até engraçada do processo evolutivo, mas por proporcionar uma reflexão de fundamental importância que devemos fazer sobre nós mesmos e sobre a relação que estabelecemos entre o ‘interior’ e o ‘exterior’, o ‘eu’ e o ‘nós’, a ‘natureza’ e a ‘cultura’.
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val 24/11/2009

um dos melhores livros que já li
o autor nos abre a mente com a forma que escreve a origem mais remotas dos comportamentos humanos, de forma cômica e de uma clareza formidável.
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Márcia Regina 30/08/2009

"Por que Almocei meu pai", de Roy Lewis

Não ganha um nobel, mas é muito dez! Quem tiver chance e quiser ler um livro inteligente, rápido, gostoso, instigante e muito engraçado, não perca.
Recomendo duplamente, ainda mais se você estiver de férias ou de quarentena.
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