Mulheres, Mitos e Deusas

Mulheres, Mitos e Deusas Martha Robles




Resenhas - Mulheres, Mitos e Deusas - O Feminino Através dos Tempos


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Mi Hummel 19/08/2012

Uma coleção de biografias femininas
" Se uma mulher se realiza enquanto tal por meio de seu entendimento intrínseco, empreende seu despertar e se afirma em seus atributos de misericórdia e de bondade; por outro lado, se nega e abomina a porção de divindade que lhe foi outorgada, incorre nas piores baixezas, com o agravante de que, em sua queda, arrasta tudo consigo, já que ela, por sua própria característica essencial, forma, deforma ou destrói o homem. Resulta daí a secreta consequencia de um machismo que não existiria se as mães, as amantes, as esposas, as irmãs ou as amigas não inspirassem essa negação a si mesmas, quiçá por temor, por olvido de seu sentido de ser ou, o que é ainda pior, por renunciar ao alto dever de se conduzirem como instrumentos de esperança."

Não havia outra maneira de tecer os meus comentários senão extraindo este trecho de " Mulheres, mitos e deusas", logo na abertura do livro. Ao ler este parágrafo, imaginei que a autora defenderia ideias, apresentaria novas interpretações e eu estava pronta a ouvi-las depois que ela - de forma discreta - nos diz que somos, de certa maneira, responsáveis pela degradação do femino por não acreditarmos em nós mesmas.

E lá fui eu, sedenta de seus esclarecimentos...Mas, o livro é um coleção de pequenas biografias divididas em uma linha do tempo...E só.
Embora sejam interessantes e eu tenha conhecido muita coisa através da leitura (Cassandra, Catarina, Sóror Juana...). Mas, senti falta do poder da autora. Ficou me parecendo que ela apenas transcreveu as biografias e nada mais... Trata-se de um desfile de biografias, embora no início a autora tenha dado ênfase a obra de platão com seu "O Banquete."

Em razão disso: é um bom livro. Mas não um livro com uma proposta diferenciada como o é "Fiando Palha, tecendo ouro" ou "Mulheres que correm com os lobos."


Alanieh Rittie 04/09/2016minha estante
Concordo, confesso que talvez eu tenha aumentado muito minhas expectativas para esse livro e acabei me decepcionando, a forma como a autora foi prolixa, ignorou algumas personalidades femininas fortes e até mesmo não se deixou ser imparcial (como quando ela invalida a homossexualidade feminina) colocando biografia atrás de biografia me desanimou bastante.




Nat 16/07/2012

Um livro detalhista na descrição das diversas faces da identidade feminina. Através de fontes literárias, históricas e mitológicas, o autor apresenta várias figuras femininas, de vários tipos: fadas, bruxas, rainhas, santas, artistas. Antígona, Cassandra, Isolda, Sherazade, Catarina de Médici, Virgem Maria, Eva, Ísis, Hera, Virgínia Woolf, Simone de Beauvoir, só para citar alguns nomes de mulheres cujas vidas são retratadas neste excelente livro, que faz o leitor conhecer até que ponto os valores femininos são marginalizados e o quanto eles resistem às imposições patriarcais. Leitura muito indicada para historiadores, feministas e todos aqueles que se interessem pelo feminino.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2012/07/o-guia-dos-hieroglifos-egipcios-richard.html
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Cris Lasaitis 28/12/2010

http://cristinalasaitis.wordpress.com/2009/03/29/leituras-de-marco2009/

Achei bem interessante a proposta desta escritora mexicana que resolveu concentrar em um único livro 52 biografias de personagens femininas influentes na cultura universal (e mexicana): figuras mitológicas, personagens trágicas, donzelas de contos de fadas, rainhas, nobres, intelectuais, santas, escritoras, artistas, monjas… É o tipo de livro que gosto bastante pela alta densidade de informação aproveitável. Quando fechava o livro, precisava fechar muito bem pra não vazar conteúdo pelas lombadas.

Descobri várias curiosidades, por exemplo: na cultura grega antiga, de acordo com o que se pode concluir através dos mitos e narrativas heróicas, grandes demonstrações emocionais eram tidas como comportamento de homem; das mulheres esperava-se que ocultassem suas emoções, que fossem mais frias e estóicas. Descobri também que São Cirilo, o mais provável mandante do assassinato da filósofa e astrônoma Hipátia de Alexandria, foi canonizado pela Igreja, adivinha por quê por quê por quê? Porque defendeu a infalibilidade da religião católica. Digna de nota também é o capítulo dedicado à rainha Elizabeth I, que tem um dos mais invejáveis currículos a que um estadista pode aspirar. Outros destaques são Catarina de Médici, Cleópatra, Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Cristina da Suécia…

O livro peca em alguns pontos. A começar pela linguagem floreado-diafanizada da autora que nas intermitências do texto penetra os escaninhos de uma prolixidade que, de momento a momento, não quer dizer porcaria nenhuma. Ela não percebeu que certos exercícios de síntese não funcionam, p. ex: não dá pra resumir a queda de Tróia em detalhes dentro de quatro páginas citando todos os heróis, vilões e os vinte filhos de Príamo e Hécuba. Também senti que em alguns momentos a autora trata versões apócrifas de mitos como se fossem as mais confiáveis, e às vezes parece tentar minimizar certos indícios históricos, como no caso da biografia de Safo, que era lésbica de nascimento (Ilha de Lesbos) e gostava de mulheres, mas, segundo a autora, ”não era bem assim”… A parte mais desmerecida é o capítulo chamado “Caminho de Deus”, em que se assiste a um desfile interminável de Nossas Senhoras mexicanas e santinhas milagreiras feitas de pasta de milho que só são do interesse dos católicos nativos. Para não compensar, há lacunas e omissões inexplicáveis: nem uma menção sequer a Julieta, Desdêmona, Hildegard von Bingen, Joana D’arc, Catarina Grande, Lucrécia Bórgia, as irmãs Brontë ou Mary Shelley. Não deu pé nem para Frida Kahlo, pintora mexicana que na visão de Martha Robles é menos merecedora de uma biografia que sua conterrânea e colega de arte María Izquierdo (alguém já ouviu falar dela?).

Em geral é um livro muito bom, a leitora aqui que é meio cricri.
Mel 13/12/2011minha estante
Concordo, o livro tem ótimas informações, mas a autora é proxila.


Jossi 10/08/2013minha estante
Concordo!O livro é até bom, mas peca - como disse - pela prolixidade em determinados momentos. O começo me pareceu mais interessante... o final, com aquela "procissão" de santinhas mexicanas (imagens de santinhas) não dá para ler: simplesmente pulei! Não caberia melhor essa temático em um livro sobre religião católica?

E sim, faltaram muitas personalidades importantes. Ignorar Frida Kahlo, Joana D'Arc, Maria Antonieta... Bem, valeu em parte.
:)


Alanieh Rittie 04/09/2016minha estante
A forma como a autora invalidou a homossexualidade feminina e toda a falta dessas menções de figuras femininas importantes que foram ignoradas por ela fizeram o livro cair muito no meu conceito, eu acho que criei grandes expectativas e no final de tudo me deparei com uma autora prolixa, pouco imparcial e até mesmo padrãozinho demais.




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