The Casual Vacancy

The Casual Vacancy J.K. Rowling




Resenhas - The Casual Vacancy


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gabils 03/06/2020

li, ou tentei ler, quando ainda era muito nova. fã de harry potter, comprei na pré-venda e recebi uma versão linda em capa dura. mas não tinha como ter conseguido ler esse calhamaço em inglês na época. hoje odeio ** então não me arrependo de não ter lido todo, tampouco tenho vontade de rele-lo. no room for terfs
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Morgana Cruz 05/02/2020

2 Rs: Rowling e Rihanna
Sobre o primeiro R (R de Rowling): a parte mais complicada da leitura é se acostumar com o fato de que o livro foi escrito pela mesma autora de Harry Potter. Casual Vacancy é (realmente) um outro lado de J. K. Rowling. E que bom saber que ela foi além do mundo bruxo e conquistou seu espaço como escritora e não apenas como a criadora do universo Potterhead. (Penso que esse seja o medo qualquer pessoa que tenha feito muito sucesso com uma obra literária ou fílmica.)
Sobre o segundo R (R de Rihanna): eu não esperava ler um trecho de "Umbrella" da Rihanna em algumas partes da história. E sim, você fica cantarolando a música o tempo inteiro até mesmo depois de terminar de ler o livro (hahahaha).
Casual Vacancy gira em torno de uma morte inesperada e no que se pensava ser apenas uma vaga em um cargo administrativo. O desenrolar da história e dos diferentes personagens faz com que você nem lembre mais como foi que tudo começou, mas o plot twist deixa qualquer um com o queixo caído (tipo, whaaaaat?!?).
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Adri 12/06/2016

The Casual Vacancy - J.K. Rowling
Morte Súbita me enganou. Por algum motivo, desde sempre achei que ele fosse um livro policial. E não, não o confundi com O Chamado do Cuco, pois achava isso antes mesmo do outro ser escrito. Não sei porque, já que na sinopse realmente não deixa nada claro sobre ser um livro policial, mas eu tinha certeza de que era. Mas não é. Nem um pouco. Morte Súbita conta a história de uma cidadezinha, e o que acontece nela após a morte de uma pessoa importante para a comunidade.

Barry Fairbrother era uma pessoa importantíssima na pequena cidade de Pagford. Ele estava a frente da luta contra a transferência de uma parte da cidade, onde moram os pobres e problemáticos, para outra cidadezinha, de modo com que eles não fossem mais responsáveis por aquela área. Barry, nascido naquela parte da cidade, acreditava que não existiam apenas drogados lá, e que aquela parte da cidade merecia ser cuidada. Porém, ele era minoria no Conselho da cidade, de modo que sua morte impactou profundamente o futuro da cidade.

Isso é basicamente o que temos ao início do livro, e, a partir daí, a autora nos mostra como os cidadãos de Pagford reagirão a perda de Barry. Sua família, seus amigos, seus conhecidos, seus inimigos, pessoas que o admiravam, pessoas que não se importavam com ele, todos os que foram afetados. E veremos como eles seguirão suas vidas a partir daí. É incrível como a JK Rowling conseguiu escrever uma coisa tão diferente de Harry Potter, ao mesmo tempo em que conseguimos identificar tão bem traços da escrita dela.

Eu não gostei exatamente da história, para mim faltou o 'início e fim', só teve um 'meio', começou do nada, e terminou do nada. Porém, eu acredito que tenha sido de propósito, já que a história aconteceu nesse tempo. Só não deu muito certo para mim. Outro problema que eu tive foi com a grande quantidade de personagens, o que deixou a história meio confusa a princípio, me desanimando bastante, mas quando começamos a entender quem é quem a história começa a prender.

A edição da Nova Fronteira é boa, apesar da capa horrorosa (não adianta, não consigo gostar dela), que foi mantida a original. Achei a história bem dividida, não notei erros nem nada. No geral, o livro é bom. Mesmo não tendo me entendido muito bem com a história não consegui dar menos de quatro estrelas, ele é tão bem construído que não dá para dar menos. Esperava mais do livro, é claro, mas não posso dizer que ele é ruim, porque não é. Recomendo a leitura, mas não vão ler esperando algo como HP.

site: http://stolenights.blogspot.com.br/2016/01/resenha-morte-subita-jk-rowling.html
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Amanda 16/11/2015

PS: eu li o livro em inglês, portanto, alguns nomes vão estar em Inglês por eu não saber como foi traduzido.

Morte Súbita é a estreia de Jk Rowling no mundo literário adulto. Então, é óbvio que nem todo mundo vai gostar do livro. É algo completamente diferente de Harry Potter, portanto não comprem o livro achando que será mais uma bela e feliz história.

Bary Fairbrother é um cidadão distinto e muito querido na cidadezinha de Pagford, no interior da Inglaterra, e o livro começa com a sua trágica e inesperada morte no dia de seu aniversário de casamento.


Com sua morte, seu assento no Conselho da cidade (que é muito pequena para ter um prefeito) tornar-se vago, e muito cobiçado. O Conselho está divido em duas facções quando o assunto é um bairro pobre chamado Fields. Apesar de estar mais próximo da cidade de Yarvil, Fields faz parte de Pagford e, logo, é de sua responsabilidade desde que as terras foram vendidas ‘sem querer’ por um homem rico e importante da cidadezinha. Barry Fairbrother nasceu no Fields, um lugar de casas baratas e famílias cuja renda principal é o auxílio do governo. Ele é o principal defensor do local, e que acha que deve permanecer como responsabilidade de Pagford – assim como eles devem manter aberta a Clínica Bellchapel, uma clínica de reabilitação de viciados que fica no bairro, e que está com o contrato do prédio quase vencido. Prédio que pertence ao conselho. Do outro lado – que quer acabar com o contrato e se livrar dos viciados que não trabalham do bairro Fields – está Howard Mollison, um homem velho e o ‘primeiro cidadão de Pagford’.

Muitas pessoas reclamam que este livro é maçante e difícil. De fato, o começo do livro é muito denso e ele é cheio de detalhes. Por ter MUITOS personagens, pontos de vistas e enredos entrelaçados, as primeiras 100 páginas do livro é mais para você conhecer todos os personagens e histórias.

Apesar do principal do livro ser a eleição para o Conselho e a luta pelo Fields, vemos muitas histórias paralelas. Como a vida das pessoas podem ser influenciadas pela morte de uma pessoa? Isso é o que J.K. mostra tão bem nas 500 páginas do livro.

Com a morte de Barry, vemos Mary tendo que lidar com o fato de que seu marido apenas estava se importando com seu antigo bairro no dia de seu aniversário de casamento e nem se importou com uma dor de cabeça que ele tinha há 2 dias. Que, no fim, era causada pelo seu aneurisma, que a deixou viúva com seus 4 filhos. Gavin, um de seus amigos mais próximos, tenta ajudar de todas as maneiras possíveis com seu testamento e seguro de vida – enquanto ele tenta ignorar o fato de que sua namorada Kay e sua filha Gaia se mudaram de Londres, sem ele ter pedido, apenas para ficarem mais perto dele.

Com o assento do conselho vago, Howard e Shirley Mollison colocam em prática a campanha de seu filho prodígio, Milles, para que ele possa ajudá-los na sua missão para se livrar de Fields. Enquanto isso, Samantha, mulher de Milles, vê seu marido sem graça ser manipulado pelos seus pais, como de costume.

Collin Wall, melhor amigo de Barry, vê como seu dever conseguir o lugar de seu falecido amigo, apesar dos protestos silenciosos de sua esposa, Tessa, que não acha que ele fará um bom trabalho.

Simon Price é um homem violento, mesquinho e rabugento que, vendo essa oportunidade aberta, vê-se também concorrendo ao lugar de Barry – apenas visando tornar-se mais um político corrupto -, apesar de ninguém conhecê-lo além de sua mulher Ruth.

A doutora Parminder Jawanda também faz parte do conselho, e a morte de seu amigo a deixa devastada e mais decidida em ajudar na campanha de Collin, para que eles juntos consigam finalmente derrotar Howard Mollison.


Adoro essa capa
Barry também era o treinador do time de remo feminino da escola local. Nele participam além de suas duas filhas gêmeas, Krystal Weedon, uma adolescente nascida em Fields, cuja mãe é uma viciada em heroina. Kay é a nova assistente social que cuida do caso de sua família e de seu irmãozinho Robbie, de três anos. Uma garota cuja vida inteira foi submetida a maus tratos, drogados, mortes e sexo, vivendo sua vida da melhor maneira que ela pode, sem ter ninguém que acredite em seu potencial. Suhkvinder Jawanda também faz parte da equipe. Filha mais nova disléxa de Parminder, ela sempre é comparada pela sua mãe aos seus irmãos mais velhos, que tem notas perfeitas e são populares, enquanto ela é um fracasso e sofre bullying de Stuart Wall, também conhecido por Fats (em português acho que é Bola). Fats é daqueles adolescentes que odeia os pais, principalmente por eles serem figuras de autoridade e motivos de chacota em sua escola, onde trabalham como conselheira e diretor. Seu melhor amigo é Andrew Price, um garoto com muita acne e que se encontra constantemente agredido, tanto verbalmente quando fisicamente, por seu pai, Simon, pelo simples fato de existir.

Ufa, parece que não ia acabar a lista de personagens, não é mesmo?

Muita gente reclama de como o livro é parado, de como ele não tem um ‘objetivo’ e não vai a lugar nenhum. Não é uma história de fantasia, não é uma aventura. Não tem monstros nem pessoas fazendo nada de emocionante. Essa é uma história sobre uma pequena vila na Inglaterra. Se você não tem interesse pelo comportamento humano ou por histórias que são REAIS (no sentido de expor a realidade, e não ficção), sinto dizer que esse livro magnífico não é para você.

De uma modo rebuscado e detalhado, Rowling mostra o dia-a-dia das pessoas de Pagford. A melhor coisa, para mim, é como nós conhecemos Barry Fairbrother através dos olhos de várias pessoas e das histórias sobre ele que elas contam e, assim, nós mesmos podemos tirar nossas conclusões sobre o homem que nunca aparece no livro. Outra característica do livro é como ele é narrado. Através de um ponto de vista de um determinado personagem, o livro não é narrado por um narrador distante e a parte da história, mas sim literalmente pelos olhos deste personagem. Não sei como explicar isso de uma maneira melhor, mas, apesar de ser em terceira pessoa a narração, vemos os sentimentos (e o que o personagem do ponto de vista acredita) sendo transmitido no texto, o que eu achei espetacular. Porque, por mais absurdo que o personagem possa achar, é transmitido como se fosse uma verdade concreta, e isso me fez rir várias vezes.


O livro trata vários assuntos polêmicos como sexo, drogas, prostituição, bullying, estupro e pedofilia, assim como um tema muito importante é a relação entre pais e filhos. Ou seja, tudo que existe no mundo real. Pode ser comparado a uma novela brasileira. São vários personagens, várias histórias diferentes, mas de um modo todos eles estão entrelaçados por parentesco ou amizade, e tudo gira em torno de um grande acontecimento. Só que ao invés de ser uma história sensacionalista para o povão, é uma história com linguagem difícil e enredo forte e real, que incomoda e abre os olhos.

site: http://escritoseestorias.blogspot.com.br/2015/11/resenha-120-morte-subita.html
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Tatiana 04/12/2013

Original
Rowling realmente sabe ser original. Em Casual Vacancy ela demonstra novamente que sabe criar um ambiente intrigante com personagens autênticos e muito interessantes.
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tradutoracarol 12/09/2013

Morte Súbita
Sabe aquele livro cheio de magia e personagens cativantes? Então… esqueça.

E não estou falando de mágica e truque. Estou falando de encantamento no sentido de algo que nos conquista, nos atrai, nos seduz.

“O que ela está querendo com isso?”

Esta foi uma das perguntas que permearam minha leitura das 500 páginas de “Morte Subida” (The Casual Vacancy) de J.K. Rowling.

A literatura Inglesa é clássica em nos trazer histórias envolvendo famílias e cidades, mostrando e criticando a realidade local, de uma época, de um povo, ou satirizando a soberba de uma classe, assim como fazia Charles Dickens. De fato, Morte Súbita lembra um pouco o estilo de Jane Austen, porém mais sombrio.

Tentando encontrar resposta para minha pergunta, pensei que talvez tenha sido esse o objetivo de Rowling. Um romance social? A morte como educadora?

Morte Súbita é uma tentativa um pouco desastrada de Rowling em conquistar um novo gênero e um novo público, afastando-se de sua zona de conforto: os livros juvenis de Harry Potter.

Leia o restante da resenha em: http://grandecoisa.com.br/resenha-morte-subita-de-j-k-rowling/

site: http://grandecoisa.com.br/resenha-morte-subita-de-j-k-rowling/
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Filipe 17/05/2013

Impressões: Morte Súbita / The casual Vacancy - J. K. Rowling
(...)
Eu recomendo o livro que carrega a mensagem da autora de maneira forte e bruta, com todas as qualidades na narrativa que me fizeram gostar da Rowlling na saga de Harry Potter.
(...)

Resenha completa no blog Mafagafolândia: http://tinyurl.com/chvhhmb
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Tiago Lara 14/04/2013

Fraquíssimo!
Livro sem enredo.

História pobre, enfadonha.
As páginas passam e o enredo não evolui. São 500 páginas descrevendo situações e personagens tipo com um texto prolixo e chato. Nada acontece!

É um sucesso de vendas por dois motivos:

1º O nome da autora
2º O maior "jabá" da história da literatura mundial! Nunca pagou-se tanto para colocar um livro em destaque nas gôndolas e vitrines das livrarias.
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Cris 01/04/2013

Tem uma pegada política, social e psicológica interessante
O livro é adulto! Mesmo que tenhamos personagens adolescentes, os temas são +18, ok? Não confundam com aqueles outros livrinhos da J.K.

A história começa a partir da morte de Barry Fairbrother, uma pessoa muito influente na pequena cidade de Pagford. Praticamente todos os habitantes dessa cidade tinham alguma ligação direta ou indireta com ele e sua morte abala significativamente a vida, já complicada, dos personagens.

Uma coisa que eu achei legal é que não tem mocinho e bandido na história. Quase ninguém presta em Pagford, mas as pessoas tem lá suas motivações e tentam fazer o que acham "certo" mesmo de maneira torta, dá pra entender?

São muitos personagens, muitos conflitos que poderiam facilmente ser negligenciados pela autora, mas ela consegue desenvolver os temas de maneira competente.

O final é corajoso e chocante. Não dá pra falar muito sem soltar spoiler mas se preparem, não é mamão com açúcar.

Não é um livro perfeito mas recomendo.
Que J. K. Rowling é talentosa ninguém mais dúvida, acho muito legal que ela agora mostre que pode sim trabalhar histórias mais pesadas e direcionadas para um público diferente. Espero que tenhamos mais novidades da autora.

"Good girl gone bad -
Take three -
Action
No clouds in my storms...
Let it rain, I hydroplane into fame
Comin' down with the Dow Jones..."
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Luiza 30/03/2013

um retrato sem pudores
Impossível escolher uma citação do livro para complementar a resenha. 'Morte Súbita' (o título dado em português) começa com a morte de Barry Fairbrother, pai, marido, amigo, técnico do time de remo, membro do conselho da cidade, alguém que via o bem em todos, um aliado, um opositor - quantas palavras diferentes podem o definir? Depois que Barry morre de um aneurisma, no dia do seu aniversário de casamento, a cidade vê uma reviravolta na sua rotina (já cheia de fofocas e intrigas).
Durante as 500 páginas do livro, nós acompanhamos cada pessoa da cidade no seu dia a dia, após a 'tragédia'. Nós conhecemos Howard, Shirley, Maureen, Andrew, Stuart, Marry, Gavin, Gaia, Parminder, Collin, Miles, Samantha, Kay, Terri, Robin, Krystal, Sukhvinder e tantos outros. Descobrimos como a pequena cidade de Pagford cresceu, a rivalidade com a cidade vizinha de Yarvil, o Conselho dividido entre aqueles que querem manter o decadente bairro dos Campos em Pagford e os que querem o entregar a Yarvil (os Campos ficam no limite das duas cidades, e a decisão de qual cidade detém o controle sobre a região é uma decisão não só política e burocrática, mas repleta de motivações pessoais). O livro nos mostra uma mãe viciada em heroína, uma menina injustiçada pela vida tentando descobrir como fazer as coisas certas, um garoto adotado fixado nas implicações da realidade e da vida, um pai violento e abusivo, um homem perturbado pela sua própria mente, uma esposa que fantasia com garotos da idade de suas filhas, uma mulher iludida por amor, uma filha em pé de guerra com a mãe, uma viúva perdida, um advogado com segundas intenções, uma senhora traída pelo marido....a lista pode ser tão longa quanto a das caracteristicas de Barry fairbrother. J K Rowling tem a impressionante habilidade de contar a história de uma cidade, de suas pessoas e nos mostrar todos os seus fantasmas, os pequenos mecanismos de sua mente - sem pudor, sem meias palavras, sem julgamentos. Apenas uma realidade como ela é.
O livro é altamente crível, e impressiona na gama de emoções que propicia ao leitor. Inacreditável uma única pessoa (Rowling) ser capaz não só de compreender tantos aspectos do psicológico humano como ilustrá-lo com tanta fluência. E, se durante a série infantil Harry Potter, nós acompanhamos os fatos pelo ponto de vista do pequeno bruxo e já pudemos nos deliciar com essa habilidade da autora, em 'Morte Súbita' nós nos vemos na pele de pessoas absurdamente diferentes - e, se é que se podia imaginar possível, a realidade é ainda mais forte, mais marcante. Sem dúvidas, Rowling é uma mulher observadora com um dom para a escrita.
"Morte Súbita" é um livro adulto, com violência, sexo, drogas e obscenidades. Tendo isso mente, recomendo o livro, que é um retrato de um mundo visto pelas pessoas e suas singularidades. Um estudo do psicológico e das relações humanas muito interessante, e uma montanha russa de sentimentos e emoções.
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Psychobooks 07/03/2013

Classificado como 3,5 estrelas
(resenha feita pela colaboradora Sabrina Inserra)


Antes de começar a falar sobre o livro de fato, cabe um adendo: eu sei que vocês já sabem disso, mas nunca é demais enfatizar: esqueçam Harry Potter!!!! Essa história não tem absolutamente nada a ver com a saga que tanto amamos nem no conteúdo, nem na escrita! Aliás, já fica a dica de que o livro não é indicado para menores! (Sério, já teve gente que me perguntou e eu não aconselho. Tanto pelo conteúdo de violência, sexo e drogas, quanto pela escrita mesmo... Se você está na faixa dos 12 aos 15, 16... Espere mais um pouquinho!)

Tendo dito isso, também vale dizer que quando ouvi falar sobre o lançamento de The Casual Vacancy fiquei com um pé atrás. Não queria criar muitas expectativas e tinha até um certo receio do que leria. E foi melhor assim! Consegui desvincular uma coisa da outra e focar apenas no livro!

A história se inicia no dia fatídico da morte de Barry Fairbrother. O fato de ele ser um dos cidadãos mais queridos de Pagford já poderia ser uma tragédia por si só... Mas o acontecimento tem um agravante: Barry era um membro do Conselho da cidade e a vaga casual deixada por sua morte vai ser o estopim para uma verdadeira disputa política entre os moradores da região.

E que moradores! Um dos fatores que fizeram este livro ser bastante abandonado foi justamente a forma com que a autora foi introduzindo os personagens na história. Visualizem: Pagford é uma microcidade, com poucos habitantes. Porém, em vez de irmos os conhecendo aos poucos, ao longo da narrativa, já somos apresentados a todos de uma vez sério, acredito que as primeiras 50, 60, ou 70 páginas iniciais se resumem à introdução de cada um, com direito a família, filhos, profissão e, é claro, a sua reação à morte de Barry. Isso tornou a primeira parte do livro um tanto maçante.

Aliás, a impressão que tive é que essa cidadezinha não possui uma única alma que se salve, digamos assim. Se por um lado as suas complexidades, duplicidades e segredos fazem com que eles se aproximem bastante da realidade, por outro passam um sentimento de desilusão na humanidade. Não sei vocês, mas a imagem mental que fiz deles são de pessoas constantemente frias e infelizes (me julguem). Cabe aqui uma curiosidade que percebi logo no começo: o trocadilho com o nome do morto: Fair (justo) brother (irmão)... Já é meio que uma pista, afinal, pelo que vamos percebendo ao longo da leitura, ele era uma das poucas pessoas gentis e legais da cidade.

E talvez seja justamente por isso que os outros personagens sofrem um impacto tão grande com a sua morte... A cidade acaba se dividindo entre aqueles que admiravam Barry e lutam pelos seus ideais e por aqueles que, por causa de disputas políticas, o execram.

Mas, para que vocês possam entender melhor esse racha, vale a pena dar uma contextualizada. Entre as fronteiras de Pagford e Yarvill (a cidade vizinha que é vista basicamente com desprezo pelos pagfordianos) existe uma região chamada Fields. Ali acabou se concentrando a parte da população vista como a escória: drogados, desempregados, bandidos, pessoas que vivem apenas com o subsídio do governo... É claro que o rótulo não serve para todo mundo, mas ele já é o suficiente para que as duas cidades fiquem uma empurrando a responsabilidade do lugar para a outra. Atualmente ela faz parte dos domínios de Pagford, mas o Conselho, liderado pelos Mollison, quer devolvê-la para Yarvill. Já a corrente defendida por Barry e sua turma é a de que em vez de se abster da responsabilidade pelo local, a cidade deve realizar medidas sociais e integrar os moradores da região à sociedade. Mas, com a morte de Barry o seu lugar ficou vago e é claro que os dois lados querem colocar uma pessoa com o seu ponto de vista no lugar!

Acho que já deu pra perceber a disputa, certo? Mas, se você está esperando por uma batalha épica pelo poder no estilo de Game of Thrones, vai ficar desapontado. Em The Casual Vacancy esse entrave vai se dando de forma bastante diluída e até um pouco arrastada. São muitos detalhes, muitas cenas cotidianas, muitos conflitos pessoais.

Como já disse anteriormente, o principal trunfo da narrativa é a verossimilhança com o mundo real. É inegável o trabalho que a autora teve na construção dos personagens e na representação das suas personalidades. Uma coisa que eu achei bem interessante foi que, apesar de a história ser contada por meio de diversos pontos de vista e em terceira pessoa, os personagens não escondem nada: seus medos, suas loucuras, suas obsessões e psicoses estão ali, destrinchados para todo mundo ver.

Porém, apesar disso tudo, não consegui ser fisgada pelo livro. Não me entendam mal, não é um livro ruim. É muito bem escrito, aprofundado, construído... Mas não possui aquela centelha viciante, que nos faz perder noites em claro, curiosos para saber o que vai acontecer. Em alguns momentos tive que me forçar a virar as próximas páginas mais por uma questão de preciso terminar do que por estar com vontade de ler. Mas, apesar disso, me surpreendi bastante com o final! Não esperava pelo que aconteceu!

A impressão que tenho é a de que, na tentativa de provar que pode escrever algo completamente diferente de Harry Potter, a J. K. Rowling acabou forçando um pouco a mão e carregando em partes desnecessárias. Continuo a admirando e gostando muito de sua escrita mas, infelizmente, The Casual Vacancy acabou não entrando no rol dos meus favoritos. Vamos ver o que virá a seguir...!

""Ah", said Howard. "Well now. That's the question, isn't it? We've got ourselves a casual vacancy, Mo, and it could make all the difference"."
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Potterish 26/02/2013

Uma cidade, um homem, uma divisão
“Morte Súbita”, de J.K. Rowling

Em uma cidade pacata, uma morte inesperada faz com que as pessoas comecem a mostrar o pior lado de suas personalidades. As máscaras de polidez e boas maneiras são jogadas para o alto. Intrigas políticas, sexo, drogas, sentimentos desencontrados, críticas a sociedade, personagens marginalizados formam a complexidade da vida no idílico vilarejo de Pagford.



Na noite do seu aniversário de casamento, Barry Fairbrother cai morto na frente da esposa e de todos os freqüentadores do clube que, aquela hora da noite, estavam jantando e se divertindo no local. No dia seguinte, a notícia já correu toda a pequena cidade de Pagford: um dos conselheiros mais importantes havia morrido, e o choque para muitos é grande, enquanto para outros, a morte de Barry pode ser considerada até bem vinda. É o caso de Howard Mollison, que vê na nova situação uma chance de “devolver” definitivamente o bairro de Fields a Yarvil e de fechar a clínica de reabilitação para dependência química que atende, na maioria, pessoas de Fields, além do fato de a escola local ter que aceitar alunos de caráter duvidoso, também originários de Fields. A morte de Barry deixa a briga mais acirrada, já que seus partidários defendem a permanência da clínica, enquanto o lado oposto, liderado por Howard, seu opositor mais ferrenho, defende o contrário. A partir daí, a vida dos moradores de Pagford e Yarvil é mostrada nas figuras de, não somente, mas principalmente, Krystal, Bola e Andrew, adolescentes com seus próprios problemas que, de uma forma ou outra, têm a vida afetada pela morte de Barry.

Não posso dizer que foi uma leitura fácil. Li mais da metade do livro em um dia, principalmente porque queria saber qual era o tal clímax da história. Infelizmente, não consegui perceber nenhum. Os personagens não são marcantes, pelo menos não da forma que como o leitor está habituado nas histórias de Rowling, mas a história segue os moldes já conhecidos pelos fãs da autora: todos eles têm um lado obscuro que vem à tona no pior momento; existe uma história e um motivo que justifica suas personalidades egoístas. Um ponto negativo: o enredo falha quando começa a se alongar. Mesmo não se perdendo em detalhes, a história se arrasta demais ao longo de mais da metade do livro, e só começa a melhorar nas últimas partes. Mesmo assim, vale a pena ler porque, como sempre, Rowling consegue surpreender o leitor.

Resenhado por Natallie Alcantara

501 páginas, Editora Nova Fronteira, publicado em 2012. *Título original: The Casual Vacancy.
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Dani 16/02/2013

Mais uma vez J.K Rowling me mostra do que é capaz . Talento , habilidade de mexer com a emoção , boa escolha de palavras e uma lição de moral no final de um livro triste , mas que acelerou meu coração de um modo que não é comum .
A cidade de Pagford me parece com o mundo real , como as pessoas realmente agem e Joanne ao escrever me deixou com uma pergunta na cabeça , como ajudar ? Precisamos de ajuda , todos nós . Terri precisava de ajuda . Krystal precisava de ajuda . Robbie ... Nem se fala . E a única pessoa capaz de estender uma mão , Barry Frairbrother , morta . O livro é de quebrar o coração .
Não chorei lendo , mas agora ao lembrar as linhas finais me parece que nunca li algo tão forte antes . Mexeu muito com meu emocional . Todos nós temos responsabilidades perante a sociedade . Todos nós precisamos de outras pessoas . Todos nós sofremos e vemos coisas como The casual vacancy se tornarem realidade sem fazer nada . Precisamos mudar isso . Grande J.K Rowling , já tinha minha admiração , mas agora conseguiu mais ainda .
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Thaís 07/01/2013

J.K. voltou e foi para ficar
Era de se esperar que o primeiro livro de J.K. Rowling após o término da saga Harry Potter causasse bastante rebuliço por parte da mídia e comentários negativos por parte da crítica, principalmente por se tratar de um universo não-mágico. A iniciativa da J.K. nesse novo romance foi parecida com a de Emma Watson ao terminar as gravações de As Relíquias da Morte. Cansada do visual Hermione, a atriz mudou radicalmente seu corte de cabelo, para deixar claro que ela, Emma, não queria ficar gravada por apenas um papel, por mais que tivesse atuado nele metade de sua vida. E deu certo, pois do trio principal, a Emma Watson é quem está fazendo mais filmes e ainda sendo elogiada por suas atuações. Rowling, por sua vez, queria mostrar que poderia escrever outros gêneros, e não apenas fantástico infanto-juvenil (lembrando que essa é a classificação oficial – não se sinta acanhado se você tem mais de 30 anos e adora Harry Potter rs), que acima de ter sido criadora do bruxo orfão de olhos verdes, ela é uma escritora. E, apesar do que andam dizendo por aí, na minha opinião, também deu certo.

Tudo começa com a morte de Barry Fairbrother, vítima de um aneurisma. Barry deixa esposa, quatro filhos e uma cadeira vazia no Conselho Municipal (no original: Parish Council). Pagford tem uma espécie de distrito, os Fields (não sei como ficou na tradução brasileira), sobre o qual o Conselho de Pagford é responsável. Nesse distrito, vivem pessoas carentes, com problemas de vício de drogas, entre outros. Barry, por ter nascido lá, acreditava que ajudando essas pessoas, elas poderiam ter uma vida melhor. Colin Cubby Wall, amigo próximo de Barry, decide se candidatar à cadeira vaga para seguir com os ideais de Barry. Ao contrário de Barry, Howard Mollison, um dos membros do Conselho, acredita que a responsabilidade dos Fields deve ser passada a Yarvil, a cidade vizinha, e que Pagford deve empregar o dinheiro gasto nos Fields de outra maneira, e, com isso, resolve lançar a candidatura de seu filho, Miles Mollison, para a vaga em aberto no Conselho.

Muito diferente da narrativa centralizada de Harry Potter, em Morte Súbita (título brasileiro) nos deparamos com uma vasta quantidade de personagens e uma narrativa entrecortada com as ações e pontos de vistas de cada um deles. Nesse aspecto, a autora nos mostra sua incrível habilidade de contar histórias, porque mesmo com uma quantidade enorme de personagens, ela consegue dar seguimento a todos ao longo da narrativa. Nenhum é mais importante que outro, exceto, talvez, por Krystal Weedon que, por ser a representante dos Fields, torna-se meio que peça-chave da história.

Krystal é uma personagem muito bem montada. Intimidadora e encrenqueira, a menina provoca a cada um que passa por seu caminho e, na escola, é considerada a garota-problema. Apesar disso, o seu lado mais sentimental por vezes é realçado, ao mostrar sua relação com o irmão mais novo, e também pelas lembranças que ela tem com o Sr. Fairbrother. Barry acreditava que Krystal, por mais problemas que tivesse, poderia se tornar uma adulta bem sucedida, assim como ele, que havia vivido nos Fields, o que o tornou uma espécie de tutor da menina. Com a morte dele, Krystal perde a única pessoa que acreditava nela e, a partir daí, começa a tentar se virar sozinha para resolver seus milhares de problemas. Questionamos muitas vezes as atitudes de Krystal, até se lembrar que ela tem apenas 16 anos e uma vida miserável com a mãe, que vem há muito tempo tentando largar o vício da heroína.

A medida que a história vai se aprofundando, somos apresentados a vários problemas sociais: drogas, prostituição, bullying, relação conturbada entre pais e filhos, entre outros. J.K., com a sua narrativa sutil, vai nos dando um choque de realidade. A linguagem carregada de palavrões (muito incômoda no começo, devo admitir, e também muito criticada mídia a fora), a imitação da fala coloquial (que, muitas vezes, me deu um trabalho imenso para entender as conversas entre Krystal e sua mãe Terri) e a frieza por parte de alguns personagens foram componentes essenciais para causar esse choque. E não é porque a autora exagera nos problemas ou nas características das personagens, e sim porque, se paramos para pensar, encontramos histórias como as narradas no livro na vizinhança, nos jornais, na família, mas que quase sempre não damos a devida atenção.

Dentre todos os aspectos da história, o único que consigo fazer uma conexão com Harry Potter é o tema da morte. Da mesma forma que a morte conduz conduz Harry Potter do ínicio ao fim, em Casual Vacancy, é o início do desequilíbrio da população da cidade e, também, o conserto, de certa forma. A mensagem, presente nas duas narrativas, é que falta de uma pessoa, pela morte, não pode ser reparada e que essa falta pode causar várias consequências, mas está dentro de cada um a decisão de seguir em frente, ou ficar preso ao passado, pensando como as coisas poderiam ter sido.

Casual Vacancy ainda traz uma das sensações que mais gosto ao ler um livro, que é não conseguir imaginar como a história irá terminar. A maior parte de histórias que encontramos por aí, já sabemos qual será o final. Sabíamos que o Harry conseguiria destruir Voldemort, e sabíamos que o Frodo conseguiria destruir o Anel. E o que nos conduz até o final do livro é o “como” isso vai acontecer. A sensação de não conseguir imaginar como a história vai terminar foge à regra, e por isso é tão boa. Ao longo das 500 páginas de Casual Vacancy, as atitudes dos personagens vão se embolando de uma forma que é só terminando o livro mesmo para saber como tudo isso vai se desenrolar.

Enfim, tive que fazer um esforço muito grande para não divulgar spoilers, inclusive falando sobre outros personagens. Logo após o lançamento do livro na Inglaterra, J.K. havia divulgado que seu livro tinha apenas dois heróis: um era o Barry, e o outro apareceria no fim do livro – e esse segundo herói é surpreendente. Concordo com muitos críticos que disseram que uma história como essa não teria tanta repercursão se não tivesse o nome da Rowling na capa, mas como ela mesmo disse, é uma escritora de sorte, pois pode escrever o que quiser e as pessoas vão querer ler. E agora posso acrescentar que vão querer ler porque ela é uma boa escritora e consegue narrar muito bem o que se propõe a contar. J.K. voltou e foi para ficar.

(publicado originalmente em geekdama.com)
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nathiconti 04/01/2013

JK não é JK sem matar personagens que gostamos. Gostei bastante do livro. Como tinha previsto, a primeira metade dele é mais parada para que conheçamos bem os personagens para que suas ações futuras façam sentido. Adoro como nós conseguimos visualizar cada um deles e como eles parecem muito reais. Quem não tem uma tia Shirley na vida? Também gosto da narrativa da JK, mudando de narrador a todo momento, sem nos confundir. A obra é muito verossímil e não traz nenhum grande plot twist (fora a parte do ghost), mas mesmo assim nos prende, principalmete no final. Isso acontece justamente por essa primeira parte do livro. Nós nos apegamos aos personagens o suficiente para nos importarmos com o que acontece em suas vidas e não somente com grandes reviravoltas mirabolantes. Ainda gostaria que a o começo tivesse sido um pouco mais animador, mas como o ritmo é justificável, tudo bem. "Good girl gone bad, take three, action
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