O Eco do Machado

O Eco do Machado Fábio Mota




Resenhas - O Eco do Machado


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Mirian 15/07/2014

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“Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar , e tempo de colher o que se plantou”. (Eclesiastes 3:2)
“Para aquele que apenas a alma tem a perder, o que poderia restar além da morte”. (Isaque Pinto- O Encontro)
Os Kunt eram uma família de origem italiana bem tradicional. Uma mãe religiosa, um pai rígido, a filha seguindo os passos da mãe, entretanto Rangel (o filho caçula) era um pouco diferente do esperado para os pais.
Rangel, um menino de 10 anos, introvertido, não gostava muito de brincar, o que o alegrava era aprender, ele admirava muito o tio, professor de história em uma faculdade federal, e com sua influência começou a aprender cedo sobre a Idade Média. Rangel tinha recém chegado da Itália, onde passou uma temporada com os pais, lá ele aprendeu o italiano, uma língua que gostava e não queria esquecer, por isso sempre fazia suas anotações no novo idioma que aprendera.
Embora fosse extremamente inteligente e até mesmo intelectual para sua idade, o garoto não tinha interesse pelos estudos bíblicos passados pela sua família católica, o que o deixara estranho aos olhos de seus familiares.
E assim foram vivendo a tranquila família Kunt, até o dia que Rangel completou seus 13 anos. O padre da igreja que sua família frequentava resolveu consumar os diversos abusos que já estava fazendo ao garoto por muito tempo.
O pai não conseguiu suportar tamanha humilhação e em um surto matou toda sua família, sobrando apenas Rangel, que no acontecido estava em uma de suas visitas ao tio, com quem passou a viver no Rio de Janeiro.
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas logo cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. (ICOR 13:11)

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Seis anos se passaram. Um assassino em série atacara três padres acusados de abuso sexual, todos mostravam em seus corpos a violência sofrida. Testículos extirpados, a palavra INRI estampada em seus peitos com uma faca, e diversas marcas de tortura. De uma coisa o delegado Diego Padovana sabia, ele teria que correr contra o tempo. Havia mais um padre cuja vida corria perigo, ele também cometera abuso contra os dois garotos e a única certeza que todos tinham é que ele seria a próxima vítima.
Um dos garotos após a denúncia de abuso suicidou-se, sobrando apenas Rangel, o brilhante rapaz que acabara de forma-se em uma das melhores faculdades do país, onde seu tio lecionava. Padovana agora tinha uma missão, viajar até o Rio de Janeiro e descobrir através do senhor Kunt o que estava levando os padres de Brasília à morte.
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O eco do machado aborda um tema polemico, porém frequente, que estamos passando. Não apenas padres, mas também pastores, políticos, empresários e homens comuns abusam de crianças diariamente e saem impunes de seus crimes. O abuso sexual de crianças e adolescentes muitas vezes não são levados com tanta seriedade, não comovem mais as pessoas. Como já são vistos diariamente nos noticiários logo são esquecidos. Porém a dor de quem sofreu o abuso continua ali, muitos não conseguem levar sua vida adiante e levam essa marca pelo resto de suas vidas.
Fábio Mota conseguiu passar todos esses sentimentos para seu livro. O eco do machado mostra que a mesma lei que deixou quatro padres que abusavam de crianças em conjunto impunes, a mesma mídia que não se importou com os abusos sofridos pelas crianças, a mesma sociedade que não se comoveu com as vidas destruídas, serão os primeiros a caçarem o mal feitor como “A Besta que assassinou padres indefesos”.


Recomendo a leitura, o livro foi escrito de forma inteligente e polemica, tenho certeza que despertará diversos sentimentos em você. LEIA!

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LetíciaBaldez 29/11/2013

O eco do Machado
Com a morte iminente de padres acusados de pedofilia que não foram castigados, um serial killer muito esperto e cuidadoso começa sua vingança pessoal contra eles. Retirando seus órgãos genitais, cortando a língua dos padres prisioneiros e deixando sua marca nas costas das suas vítimas escrito INRI. Para averiguar e descobrir quem é o assassino Diego Padavona conta com o auxílio de Lucy Lacerda, enquanto ele viaja para o Rio de Janeiro para apurar mais um caso de padre que sumiu, sem deixar vestígios. Diego ainda precisa lidar com seus conflitos pessoais e com sua nova perspectiva a cerca do futuro, para poder em fim ter controle do seu...

O livro é bem interessante, pois aborda um fato recente, crianças que foram molestadas por padres e ficaram reclusas em seu próprio universo, sem se dar conta da realidade. Diego além de se preocupar com os surtos da..., tem que ser forte para encontrar o homem que está fazendo mais vítimas a cada dia, cada pista que ele encontra faz surgir novas perspectivas para encontrar o verdadeiro caminho que ele está tentando percorrer. A cada momento ele pensa em como conseguir entender algumas dicas dadas pelo Dr. Kunt sobre as reais intenções do sobrinho que está perturbado emocionalmente depois de alguns anos se preparando e se motivando para sua vingança iminente.

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Amanda's Tale 30/12/2013

Fábio Mota - O Eco do Machado
Olá pessoal, tudo bem? Quanto tempo né? Então venho trazer mais uma resenha de um autor parceiro do blog, e dessa vez será com o livro O Eco do Machado. Então vamos direto ao assunto?
O livro traz uma trama de assassinatos de padres com mesmo perfil: Eles são pedófilos, e a polícia tem uma suspeita de que é o Rangel, um menino que na sua infância foi abusado sexualmente por um padre, e com isso ele acabou perdendo toda a sua família em um trágico “acidente”.
O pequeno Rangel teve que fazer vários tratamentos psicológicos onde nenhum funcionou, e o fez mudar seu comportamento para sempre, ele nunca seria o mesmo, mas uma coisa nunca mudou a sua inteligência.
Depois da morte de sua família, Rangel tem que morar com seu tio Kérson que por sinal é muito “estranho”, e desde sempre eles foram muito amigos, e ajudou muito o Rangel no momento que ele mais precisava.
Rangel decide sair da casa de seu tio, e é quando o delegado Padavona aparece para desvendar os crimes contra os padres, já foram três mortos de forma hedionda e ele não quer que o quarto aconteça à mesma coisa, então ele tem que acha o assassino antes que ele pegue o quarto padre.
Padavona além de procurar o assassino, ele também tem que lutar contra seus fantasmas, que o faz perder em seus pensamentos.
Bom, o livro tem o gênero policial, porém eu senti falta do mistério, a todo o momento fica bem óbvio quem é o assassino. Porém, o autor tem uma escrita muito boa para romances, pois ele mexe com os sentimentos, e faz o leitor desejar um romance que não acontecerá.
Tirando a falta do mistério eu gostei do livro, pois por mais que o tema não é novo o autor saiu da mesmice, e criou uma trama psicológica, e todo momento é bem perceptível isso.
Eu sei que não devemos fazer justiça com as próprias mãos, mas eu achei bem feito dos padres, não devemos generalizar todos os padres, mais muitos cometem esse tipo de crime e muitas vezes saem impune, o que eu não acho o correto.
O livro possui uma diagramação simples, folhas amarelas, ilustração na folha de rosto. O livro é de fácil entendimento e de leitura rápida.
Se você já leu ou pretende ler, diga-me o que achou. Pois é um livro onde você pensa até onde vai à crueldade do ser humano, quando eu falo isso não falo só do assassino também falo das “vítimas” que um dia fizeram outras vítimas.
Espero que vocês tenham gostado! Beijo, até o próximo post.

site: amandastale.blogspot.com
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Simeia Silva 27/12/2014

História legal...


Resenha





- Então, o que já temos, Lacerda?- Esse é o terceiro padre assassinado. O primeiro morreu dentro da igreja pela qual era responsável, o segundo sumira por dias antes de aparecer morto, e foi encontrado jogado num lugar baldio, num lixão. Os dois últimos tem a palavra INRI no peito, escrita com um objeto cortante, talvez um faca - informou Lacerda.




Rangel cresceu em uma família tradicional, religiosa e que segue a risca o princípios regidos na igreja. Desde pequeno, ele sempre foi um criança inteligente, bem a frente de seus colegas de classe.

Em casa, ele preferia ficar com a cara enfiada em um livro o tempo todo, não curtia muito brincar, conversar com a família, etc. E foi seu tio Kérson Kurt que o incentivava cada dia mais a ler tudo que era livro e gênero, Rangel lia de tudo, desde literatura á livros de história que nem uma pessoa mais velha entendia muito, ou seja, ele era um garoto super inteligente, alem da conta, e foi lendo, com essa inteligencia monstruosa, que ele aprendeu a fazer...

Mas, aos 13 anos, Rangel passou por um trauma que ele jamais esqueceu, e esse trauma, acarretou na morte da família inteira. Rangel teve que ir morar com seu tio Kérson, desde então.

Seis anos depois dessa tragédia na vida de Rangel, assassinatos em série começam a acontecer, um no Rio de Janeiro e outros dois em Brasilia. Os corpos que foram encontrados, eram todos de padres bem conhecidos e conceituados nas cidades em que residiam. Mas só tinha um problema: Todos eram acusados na justiça de pedofilia, teriam abusado de crianças a tempos atrás, e a forma que os corpos foram mutilados, através de emasculação(cirurgia que retira o pênis e os testículos) , indicava que as mortes tinham ligação com os abusos do passado.



- Depois que o machado acerta a madeira na floresta, o som que se produz é atroz quanto á machadada, e quem produz o eco também pode ouvi-lo mesmo que sempre queiram demostrar indiferença. De uma forma terrível, as manchas ficam lá.

Palavras do serial killer


O Delegado Padavona, não teve dificuldade alguma, após juntar esses fatos, de afirmar que esses padres estariam sendo mortos e mutilados, por uma dessas crianças, que após crescer, queria vingança, e a estava fazendo com as próprias mãos. Já que os padres haviam escapado da justiça brasileira.

E é aí que ele, o delegado Padavona, se junta com a Policia Federal, e com sua ajudante Lucy Lacerda, para desvendar o caso.



Até agora todos toleram certos comportamentos inaceitáveis, mas já não seria hora de entrarmos para a vida adulta? Sim, naturalmente faz parte da revolução das espécies, onde é que está nosso respeito por Charles Darwin? Você sabe, nós devemos isso á ele por seu livro A Origem das Espécies. Tenho a sensação de que não estamos dando a ele seu devido valor.
Palavras do serial killer

No Rio de Janeiro, mais um padre desaparece, nesse meio tempo da investigação.

O que o delegado fará, já que está por um fio a sua exclusão do caso? Ele já havia falhado em um caso anterior, essa era a sua chance de mostrar que era capaz de resolver uma investigação.

Um serial killer estava solto á procura de padres para se vingar, e agora?

Será que Padavona conseguirá desvendar o mistério, antes que mais um padre morra? Quem será esse serial killer?

Leia para descobrir...






Minhas Impressões




No começo da leitura, fiquei alucinada para pegar o fio da meada, afinal, esse é um gênero que curto pacas, livros policiais/investigativos, que ainda tem assassinos/serial killer no enredo, me deixa muuuito presa a trama.

Mas apesar do começo ter me prendido, em algumas partes do livro, eu me sentia um pouco impaciente.

Vou explicar o porque.

Quando chega na página 39, começamos a conhecer Júlia, a esposa do delegado Padavona, e ficamos sabendo que ela tem esquizofrenia e que o delegado sofre muito com isso. Em muitas partes, o autor parava de contar a história sobre o caso do serial e pulava para a história da Júlia, contando como o delegado se sentia referente a isso.

E aí eu não entendi o porque dessas partes estarem no livro, já que a questão era assassinatos, abusos sexual em crianças, padres, serial killer, etc. Achei que isso ficou sobrando no livro, e por muitas vezes me senti inquieta, querendo saber somente onde as investigações iriam chegar, eu não queria saber sobre a esposa do delegado.

E isso pesou um pouco, porque os livros policiais/investigativos que leio sempre, tem começo, meio e fim, apenas com as investigações. Mostram um pouco da vida dos delegados, mas o dia-a-dia deles, não a vida pessoal. Por isso acho que me incomodei com isso.

E outra coisa que me deixou bem decepcionada, foi saber quem era o assassino nas primeiras páginas, parecia que eu tinha pego a continuação de um primeiro livro, onde o mistério de quem era o assassino começaria a ser revelado nesse livro. Fiquei meio que incomodada com isso.

Mas com o passar do tempo, eu soube deixar esses episódios da Júlia de lado, e de saber quem seria o serial, e me concentrar apenas nas investigações e no assassino. Aí a história fluiu.

Mas tirando os incômodos que citei acima, a leitura foi boa, a história do serial killer é ótima, e com certeza daria um ótimo livro com mais páginas, somente com as investigações e tal, e ficaria um livro denso, e maravilhoso, se o autor tivesse aproveitado mais a história e feito começo, meio e fim, o livro seria mais compacto.

Alem da premissa legal que o autor criou, teve também uma coisa bem legal, que foi o real que o autor trouxe para dentro da história, com um fato que já foi e que pra mim ainda é muito polêmico: Crianças que foram molestadas por padres, e que vivem depois no próprio mundo, cheio de medos e traumas. E fico triste em saber que isso com certeza ainda acontece por ai.

Quanto a diagramação, a capa ornou bem com a história principal do livro, igreja católica e padres. As folhas são amareladas e letras em tamanho bom para leitura. Quanto a ortografia só encontrei alguns erros, mas nada que atrapalhasse a minha leitura.


Recomendo a leitura para quem gosta desse gênero, e para quem não curte também, já que o livro é curtinho e o desenrolar da história bem rápido.

Beijokas e até a próxima resenha.

site: ateliedoslivros.blogspot.com.br
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