A Luta Pelo Direito

A Luta Pelo Direito Rudolf von Jhering




Resenhas - A Luta Pelo Direito


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Eduardo Ramos 15/12/2014

A luta pelo Direito.
É a obra básica do jurista positivista alemão Rudolf von Ihering, resultante direta de uma palestra que Ihering proferiu em 1872 onde este expõe suas então novas idéias sobre a Ciência do Direito e seu papel na sociedade.

Ihering revela que só na luta os cidadãos encontrarão o direito, pois o Direito não é apenas uma teoria pura, mas uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança, em que pesa o Direito, e na outra a espada, que serve para o defender. Sem a balança a espada é a violência bruta e sem a espada a balança é a fraqueza do Direito. para nós.

A perspectiva do autor é observada como simplista: Direito sendo lei englobaria, para seus críticos, apenas uma visão abstrata e ontológica desta ciência - esquecendo-se que a própria lei está a serviço de um fim último, nem sempre alcançado e quase sempre ideal: O DEVER SER.
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Ash 21/03/2014

Inspirador.
"Antes fazer abertamente injustiça a cem credores do que correr o risco de ser muito rigorosas (as leis) para um só devedor".
É nisso que se funda todo o nosso direito atual, tanto na esfera criminal aos adeptos do Direito Penal Mínimo, como nas causas cíveis com o devedor que não possui bens e fica-se por isso mesmo.
Falta-nos a consciência do direito, a indignação pela transgressão do certo.
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Mabel 19/09/2013

E se você não lutar por você, vai ficar aí parado fazendo o quê? Todo cidadão deveria ler esse livro.
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Francini Aguiar EeP 09/07/2013

A ideia principal do livro é a de que a lei é uma luta. O autor defende que a justiça não vem reparar tão somente o prejuízo monetário da injustiça, mas o sentimento do direito legal, o sentimento de que seus direitos estão sendo cumpridos, que a justiça é feita, que o responsável pela injustiça está pagando. Para embasar esta teoria ele cita exemplos como o homem que teve um objeto roubado e se confortou por perceber que o ladrão não saberia usá-lo ou do autor da execução que recebe oferta do juiz de restituição do próprio bolso (devido ao valor tão pequeno que não compensaria o dispêndio de tempo) e não aceita, pois quer que o culpado arque com o prejuízo.

Segundo, Rudolph Von Jhering, a lei não ocorre naturalmente, a justiça não é uma resposta natural quando algo de injusto ocorre. A lei é uma luta! Deve-se lutar pela lei, pelo direito. Ser atacado em seus direitos e não reagir é acovardar-se. Deve-se manter o sentimento de direito legal e lutar pela lei, cada indivíduo deve lutar a cada dia para que seu direito não seja ferido impunemente.

O posicionamento exposto no livro é excessivamente complexo para ser resumido de forma tão simplória, mas correndo o risco da superficialidade, exponho minha opinião:

Ao meu ver, o autor é bem radical por um lado, mas não deixa de ter razão. A tese formulada é fantástica, por um lado temerária (sempre mantenho um pé atrás com o radicalismo na defesa dos direitos, normalmente se esquece que o atacado também tem os dele), mas, de modo menos incisivo, concordo com Jhering. Concordo que cada indivíduo tem o dever de lutar pela lei, pela justiça, iniciando na sua esfera, pelos seus direitos individuais.

Vale muitíssimo a pena cada segundo gasto na leitura. Recomendadíssimo. Nota 10.

site: http://espeloteadaepatricinha.blogspot.com.br/2013/06/a-luta-pelo-direito-rudolph-von-jhering.html
Barbara.Bittencourt 28/03/2019minha estante
qual a relação do livro a luta pelo direito com o direito internacional?




Serivaldo 01/06/2013

Lutar sempre
Esta obra do jurista alemão, Rudolf von Ihering, foi publicada em 1872, fruto de uma conferência na Sociedade Jurídica de Viena, numa versão bastante ampliada e adaptada a um círculo de leitores menos restrito, segundo prefacia o autor.
O autor inicia este clássico opúsculo especificando que “o fim do direito é a paz, o meio de que serve para consegui-lo é a luta”. Somente por intermédio da luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos, os direitos da humanidade foram conquistados.
Ao longo do tempo o direito representa os interesses individuais e de classes sociais e não é possível alterá-lo sem que sofra um ataque. Quem questiona as normas ou as instituições jurídicas existentes declara guerra a todos esses interesses, numa luta que pode durar séculos.
Segundo Ihering todas as grandes conquistas da história do direito, como a abolição da escravatura e da servidão, a livre aquisição da propriedade e a liberdade de consciência, só puderam ser alcançadas através de séculos de lutas intensas e ininterruptas.
Ihering afirma que o amor que um povo dedica ao seu direito e a energia despendida na sua defesa são determinados pela intensidade do esforço e do trabalho que ele lhe custou.
A luta pelo direito deve se repetir em todas as áreas do direito, no privado no público e no internacional. “Um povo que não reage quando o vizinho lhe arrebata um quilômetro quadrado de seu solo acabará perdendo todas as suas terras”. Assim como um indivíduo que se defende contra um ultraje a seu direito “visa um objetivo ideal: a afirmação de sua própria pessoa e do seu sentimento de justiça”. Com isso a resistência contra uma afronta ao nosso direito deve constituir-se de um dever.
O autor desenvolve duas proposições, a de que “a luta pelo direito é um dever do indivíduo para consigo mesmo” e “a defesa do direito constitui um dever para com a comunidade”.
A luta pelo direito deve ir além dos interesses individuais, da defesa da personalidade e das condições éticas de sobrevivência, deve existir uma luta pelo direito do Estado e da nação, pois esta é a soma dos indivíduos que a compõem, visto que o homem que luta pelos direitos do Estado é o mesmo que luta pelos seus próprios direitos.
Ihering conclui que “a luta representa o trabalho externo do direito. Sem luta não há direito”.
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Paula 06/03/2013

"Só deve merecer a liberdade e a vida
Quem para as conservar luta constantemente."


Goethe.

A Luta pelo Direito
(Rudolf von Ihering)
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Mah 05/09/2011

A Luta pela Autoconservação Moral
Um ótimo livro. Recomendo-o não somente aos estudantes de Direito, mas a todos que se interessem pela luta de seus direitos. As ideias do autor são excelentes e inspiradoras... uma leitura que vale realmente a pena.
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Annie Mucelini 07/05/2010

Ihering é, sem dúvida, um apaixonado. Em seu livro de poucas páginas e linguagem acessível, transmite sua paixão inflamada. "A força do direito reside no sentimento, assim como a força do amor, mas quando o sentimento está ausente, impossível substituí-lo pelo conhecimento e pela inteligência." (59)
(...)
Por toda sua linguagem apaixonada, e também pelo tema de 'luta', o livro remete a um discurso, como os que acontecem aqui na praça vez e outra, incitando as pessoas a agirem ou deixarem de agir de determinada maneira. Lutar por determinada causa.
A luta de Ihering é pelo direito. Seu discurso incita às pessoas a não abandonarem suas causas, não negligenciar seu próprio direito. Entre outros argumentos, o autor diz que o direito é condição de vida moral da pessoa, a defesa do direito é um ato de autoconservação moral.
Vai mais longe ainda, dizendo que aquele que negligencia seu direito está abandonando a luta da sociedade, pois a luta pelo direito extrapola a esfera individual. Como a regra contratual que pode ser tacitamente desprezada quando nenhuma das partes a reclama, o direito se perde aos poucos quando cada pessoa abandona sua luta. "Quem quer que usufrua as vantagens do direito deverá cooperar para manter a força e o prestígio da lei, ou em outras palavras, cada um nasce como combatente pelo direito, no interesse da sociedade."

Resenha completa em http://pirralhanauniversidade.blogspot.com
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Cacá 24/03/2010

"A luta pelo direito é a poesia do caráter"

Essa citação do livro define tudo.
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luckinrio 27/03/2010minha estante
E depois dos acontecidos com o caso Isabella, faz todo o sentido... ;)




Mara Vanessa Torres 24/06/2009

Relevante.
Um panorama geral da conquista humana na elaboração de leis. Para os mais apaixonados, um manual de inspiração.
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