A Luta Pelo Direito

A Luta Pelo Direito Rudolf von Jhering




Resenhas - A Luta Pelo Direito


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Gerson 31/05/2020

Um dos grandes filósofos do Direito, Ihering disserta nesta sua obra acerca da necessidade de uma incansável e inafastável luta pelo Direito, afirmando que os mecanismos criados pelo Estado para a defesa dos interesses gerais do indivíduo, do próprio Estado e da sociedade não devem ser jamais postos de lado, sob pena de enfraquecimento do Direito.
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Ilanna 24/05/2020

Trata-se de um livro pequeno e de linguagem simples.
Em suma, trata-se de uma leitura acessível à todos, e foi essa a intenção do autor, Rudolf Von Lhering, um jurista renomado alemão, que decidiu trazer para esse livro a transcrição do discurso que o mesmo fez em 1872 na cidade de Veneza, sobre A Luta pelo Direito, depois do impacto e repercussão do discurso entre os ouvintes.
De acordo com Lhering o direito na maioria das vezes, não surge de forma pacífica, segundo ele o direito é o resultado de lutas, embates, esforço, o não conformismo. Como ele bem menciona em sua obra:
"a luta é o trabalho eterno do direito".
"(...) É somente lutando que obterás o teu direito."
Para Lhering se hoje gozamos de diretos, foi devido a luta e o sacrifício de outras pessoas.
Posso citar como exemplo, o direito ao voto, se hoje nós mulheres temos esse direito, é graças a luta das sufragistas.
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Maju 10/04/2021

Livro muito bom pra quem está estudando direito e me surpreendi com a declaração de amor que tem no prefácio, porém no contexto geral, achei um pouco repetitivo.
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Karen J 05/04/2021

Atemporal e esplêndido.
Esse livro foi um indicação de um professor, bastante querido, em meu primeiro período de Direito. Dava pra ver sua animosidade ao falar com tanta satisfação do escritor e foi essa empolgação que me fez buscá-lo em meio aos "catálogos" aqui no Skoob. Contudo, como todo inicio de curso, o rebuscamento contido no livro me fez abandoná-lo por um tempo e acabei esquecendo-o. No início do ano o encontrei na estante e, quase perto do findar dos meus anos na faculdade de Direito, resolvi ler e encarar a filosofia de Rudolf Von Ihering. Sendo bem sincera, agradeço por não ter lido anteriormente, pois fui capaz de absorver cada entrave contido em sua maravilhosa argumentação que talvez não teria tido no prelúdio da minha formação.
Inicialmente, quando desejei escrever essa resenha, fiquei pensando em como descrever e contar o que representa esse livro para a instrução (politica, jurídica, social...?) humana de forma clara, fiquei olhando por minutos a tela do computador, queria colocar cada citação que grifei no livro ao longo de minha leitura. Porém ficaria enfadonho e provavelmente não conseguiria captar a essência de Ihering. Mesmo assim, por acreditar, tal como meu primeiro professor, que se trata de uma pérola, encararei, com satisfação, o desafio de tentar resumir alguns pontos que fazem desse livro uma das obras mais esplêndidas que já li até hoje.
"O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta." Essa seria a fundamentação basilar de Ihering, um jurista alemão do século XIX. Sua argumentação perpassa a ideia que o direito como um todo somente é conquistado quando o indivíduo possui energia suficiente para lutar pela lesão lhe causada. Se pensarmos nos alicerces das revoluções que marcaram a trajetória humana fica fácil entendermos esse conceito, o que seria a revolução francesa e todas as consequências trazidas por ela (o liberalismo, a igualdade, a dignidade humana...), se a inércia tivesse prevalecido mediante a lesão do direito da sociedade francesa a época? e a revolução russa? ou até mesmo as "diretas já" em um Brasil não tão longínquo? A ideia do direito conquistado por um luta necessária pode parecer bastante simplista, até mesmo óbvia, para alguns, mas o seu significado não é compreendido na extensão de suas modificações. A sociedade brasileira atual é nitidamente o antagonismo das ideias de Rudolf, a inércia diante da lesão de direitos, por mais simples que sejam, tem ocasionados o empobrecimento da norma, um desrespeito à norma constitucional principalmente, visto que "a força de um povo equivale a força de seu sentimento de justiça." Em outras palavras, se não há a característica de um povo em lutar pelo seu direito privado, o direito que lhe apetece, quem dirá lutar por um direito social e, dessa forma, sem luta, quer seja no âmbito privado, quer seja no âmbito social, não há mudança (lembra-se de algo?).
"Para saber de que forma um povo defenderá, quando necessário, seus direitos políticos internos e a posição que lhe cabe no plano internacional , basta verificar como o indivíduo defende seu direito individual no dia a dia, na sua vida privada." É importante que saibamos que a defesa de um direito que seja mínimo aos olhos sociais é a manifestação mais genuína da democracia, com esse tipo de atitude propagada é possível mudar o ordenamento jurídico, desde que a sociedade saiba a importância da luta pelo direito.
Em suma, não é uma leitura fácil, o rebuscamento não lhe permite o prazer de passar a próxima página sem que entenda toda a filosofia contida nela, mas é um título que eu sinceramente recomendaria a todos, e não só aos estudantes de direito, mas toda a sociedade. Vale dizer que a insistência deve ser a melhor amiga em livros assim, filosóficos, jurídicos..., mas certamente os ensinamentos contidos nas páginas podem fazer valer cada minuto.
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Annie Mucelini 07/05/2010

Ihering é, sem dúvida, um apaixonado. Em seu livro de poucas páginas e linguagem acessível, transmite sua paixão inflamada. "A força do direito reside no sentimento, assim como a força do amor, mas quando o sentimento está ausente, impossível substituí-lo pelo conhecimento e pela inteligência." (59)
(...)
Por toda sua linguagem apaixonada, e também pelo tema de 'luta', o livro remete a um discurso, como os que acontecem aqui na praça vez e outra, incitando as pessoas a agirem ou deixarem de agir de determinada maneira. Lutar por determinada causa.
A luta de Ihering é pelo direito. Seu discurso incita às pessoas a não abandonarem suas causas, não negligenciar seu próprio direito. Entre outros argumentos, o autor diz que o direito é condição de vida moral da pessoa, a defesa do direito é um ato de autoconservação moral.
Vai mais longe ainda, dizendo que aquele que negligencia seu direito está abandonando a luta da sociedade, pois a luta pelo direito extrapola a esfera individual. Como a regra contratual que pode ser tacitamente desprezada quando nenhuma das partes a reclama, o direito se perde aos poucos quando cada pessoa abandona sua luta. "Quem quer que usufrua as vantagens do direito deverá cooperar para manter a força e o prestígio da lei, ou em outras palavras, cada um nasce como combatente pelo direito, no interesse da sociedade."

Resenha completa em http://pirralhanauniversidade.blogspot.com
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Roberta Jornalista 30/05/2020

A Luta Pelo Direito
Livro essencial aos estudantes de Direito, especialmente aos iniciantes. Esclarecedor quanto à finalidade da Ciência Jurídica, bem como estimulante da conquista e defesa dos direitos dos homens. O autor propõe reflexões e ilustra os diversos modos com que algumas civilizações lidam com a justiça e a luta pelo Direito. Vale a pena a leitura! "Lute pelo Direito, mas no conflito entre Direito e Justiça, faça a Justiça". Jornalista Roberta Scarabucci.
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Mara Vanessa Torres 24/06/2009

Relevante.
Um panorama geral da conquista humana na elaboração de leis. Para os mais apaixonados, um manual de inspiração.
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Thiago.Struzani 26/11/2019

Uma luta constante
Ihering, notável jurista alemão, leciona seu positivismo de maneira clara e objetiva para leigos e juristas.
Acredita que o direito não é uma teoria pura, mas uma força viva. Que não há conquista de direitos sem luta. Esta, por sinal, uma constante no cotidiano da sociedade civil. Defende que nenhum cidadão deve abrir mão da luta por seus direitos violados, afinal se todos abrirem mãos de seus direitos e não acreditarem na lei, a sociedade civil sucumbirá em caos e desordem.
Não a toa que Themis possui em suas mãos uma balança e uma espada, pois a espada sem a balança é força brutal, descontrolada; e a balança sem a espada é a impotência do direito.
Essencial para estudantes de direito.
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Renata 07/06/2020

Interessante
É uma leitura muito interessante, entretanto achei a introdução um pouco cansativa e desnecessária.
Ana Clara Machado 17/03/2021minha estante
Oi, Ana. Você comprou esse livro com o box? Caso sim, pode me dar mais informações sobre ele? Vi alguns comentários sobre a tradução e revisão não serem boas, além da página ser branca e de qualidade mediana. Procede?


Renata 18/03/2021minha estante
Oii, realmente a qualidade não é tão boa, mas não foi um fator que atrapalhou a leitura, tem que levar em consideração que são 3 livros pelo valor de um então a qualidade não vai ser a mesma de outras edições.


Ana Clara Machado 18/03/2021minha estante
Qualidade que você fala é da parte física em si né? Quanto a escrita, tudo ok?!


Renata 18/03/2021minha estante
Exato


Ana Clara Machado 18/03/2021minha estante
Obrigada!!




Mage 07/10/2020

em uma relação de amor e ódio, ao mesmo temlo que concordo com tudo que o autor fala sinto que é bastante repetitivo e isso torna cansativa a leitura, parece que li várias vezes a mesma coisa só que com palavras diferentes
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Menina Ártica 08/04/2021

Sem luta não há direitos
O livro é famoso, a sua linguagem é técnica devido ser um livro didático. Através dele somos esclarecidas em diversos aspectos da construção do direito, seja ela em meio a história ou sociedade. Para que as injustiças sejam extintas, precisamos do direito. Não há ganhos, sem lutas.
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Miti 17/09/2020

Clássico
Aquele livro que não só os alunos de Direito deveriam ler, mas todos os cidadãos.

A luta pelo Direito é uma consciência que todos devemos ter e, nunca!, de forma egoísta e individualista, mas como sociedade.

O autor ao defender que a ciência aplicada do Direito defende de forma desigual as classes sociais deixa bastante claro esse pensamento.

O final e a defesa ferrenha, agressiva até, da legítima defesa da propriedade me deixou um pouco assustada e bastante pensativa.

Li o livro quando estava na faculdade de Direito, mas a clareza de pensamento que essa leitura me trouxe hoje, principalmente no momento de quarentena da pandemia do COVID-19, é indescritível.

O sentimento de falha do capitalismo (e também de outros sistemas políticos-econômicos) já era evidente na minha opinião, mas, após a leitura, o sentimento se tornou medo de que o atual sistema político-econômico é uma ameaça à vida saudável da sociedade.

Sentimento e pensamento final (ou "a palavra final do sábio"): a luta é o único meio para a conquista da justiça; vamos nos levantar e lutar pela mudança!
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Whesley Nunes 19/10/2017

Sem luta não há direito
A luta pelo Direito não foi escrita aos juristas, mas a toda a comunidade, acadêmica ou não, pois retrata a necessidade da luta constante para a preservação dos seus ideais e da justiça.

Ressalta-se, ainda, que embora seja uma obra publicada em 1982, ainda é contemporânea, visto que nos mostra que o ordenamento jurídico atual não surgiu instantaneamente, sem dor, sem ação, porém foi uma construção pelos homens e para os homens, sendo nós, membros da sociedade os protagonistas desse processo de elaboração e evolução. Ele é (ou deveria ser) a paridade entre a força e a brandura, entre a espada e a balança.

É importante destacar que a obra foi considerada como uma tese de moral prática e não uma tese de pura teoria jurídica, segundo suas próprias palavras.

Quanto ao seu objetivo foi alcançado, de fato, em função de sua apresentação clara, concisa e reflexiva das ideias centrais da obra. Um fator interessante a qual deve ser mencionado é que Ihering utiliza metáforas e metonímias, garantindo assim uma linguagem acessível e de fácil compreensão, mesmo aos leigos nos assuntos jurídicos, permitindo também uma aproximação do leitor na temática proposta.

Com este discurso, incentiva-nos a reagir à acomodação e a falsa neutralidade existente na sociedade, mostrando nossa responsabilidade como a(u)tores na construção de um ordenamento jurídico eficiente. Ademais, revela-nos a importância de cada indivíduo lutar pelo seu próprio direito, pois iremos em direção à duelar pelo direito de um bem comum, em prol de todo o povo.

Portanto, chega-se à conclusão que o ordenamento jurídico não é construído por mera vontade do legislador, sim construído diariamente por nós, em nossos conflitos cotidianos. A luta será eterna. A força social não morrerá!

Sem luta não há direito, assim como sem trabalho não há propriedade.

Whesley Nunes do Nascimento
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Tarik 12/01/2016

Um despertar
"A luta é o trabalho eterno do direito. Se é uma verdade dizer: — Comerás o teu pão com o suor da tua fronte, — não o é menos acrescentar também: — É somente lutando que obterás o teu direito. Desde o mornento em que o direito não está disposto a lutar sacrifica-se, e assim podemos aplicar-lhe a sentença do poeta: É a última palavra da sabedoria Que só merece a liberdade e vida Aquele que cada dia sabe ganhá-las."

A obra de Ihering, suas palavras inflamadas pela paixão genuína que deve possuir um defensor do direito, nos abrem os olhos, lançando luz à a triste realidade vivida pelo nosso direito brasileiro atual, que privilegia sempre o devedor ou o transgressor à custa do credor ou da vítima; em que as pessoas são encorajadas a aceitar todo o tipo de injustiça e a "deixar pra lá" as ofensas sofridas ao seu direito e à sua honra; No qual a corrupção revela raízes cada vez mais profundas que irradiam do nosso cenário político até a nossa esfera pessoal.

A principal lição que o autor nos deixa é que um povo composto de pessoas que valorizam e defendam o seu direito na esfera individual se torna forte tanto contra ameaças externas como contra as internas.

"A verdadeira escola da educação política não é para o povo o direito público, mas o direito privado; e, se quirermos saber como uma Nação defenderá em um dado caso os seus direitos políticos e a sua posição internacional, basta saber-se como o indivíduo defende o direito pessoal na vida privada."

Daí entendemos o motivo de o nosso país tolerar tanta corrupção... Quanta tristeza não causaria a Ihering saber que, pouco mais de um século depois de sua obra ter sido publicada, se poderia dizer dos habitantes de um país do outro lado do oceano que eles não tem o mínimo de indignação com relação à corrupção; indignam-se, porém, por não participar dela...

Quando a luz irradia e atinge olhos que há muito estavam acostumados à escuridão, ela causa dor, agonia, e uma irresistível vontade de fechar os olhos e voltar ao conforto da escuridão. Creio que é o que muitos de nós deve sentir ao ler essa obra. Devemos, porém, resistir a essa vontade e manter os olhos bem abertos a tudo que está acontecendo em nosso atual cenário político.
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Fer 15/04/2021

Li para faculdade e não esperava gostar tanto! o livro tem uma linguagem super tranquila (considerando que eu tô no começo do curso) e mesmo sendo antigo aborda temas tão atuais que assusta! traz uma reflexão incrível sobre quão importante a luta é para o direito e quão arbitrária a justiça pode ser. O autor usa metáforas e exemplos que explicam o argumento de maneira inexplicável! Mesmo demorando para ler, valeu a pena!
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