A Abominação

A Abominação Jonathan Holt




Resenhas - A Abominação


13 encontrados | exibindo 1 a 13


@Marlonbsan 15/12/2020

A Abominação
O corpo de uma mulher vestida em trajes sacerdotais é encontrado e a capitão Kat Tapo é chamada para investigação, que a leva até Holly Boland, que pertence ao exército e investiga sobre abusos cometidos na Guerra da Bósnia. Em paralelo, Daniele Barbo (nome comum para homens na Itália) dono do Carnivia, uma recriação virtual de Veneza, está sendo condenado por crimes na internet.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos, basicamente, três vertentes, duas investigativas com Kat e Holly e outra voltada para tecnologia com Daniele. Os capítulos são curtos e ajuda na progressão, principalmente da metade do livro para frente.

O início do livro, por haver uma troca muito brusca de temas abordados, dá uma impressão que nada tem ligação entre si, o que faz a gente escolher qual nicho preferimos acompanhar e isso diminui a fluidez inicial. O autor se aprofunda muito em alguns assuntos e, por mais que isso enriqueça o conteúdo, a maioria deles só enche páginas, demonstra mais o conhecimento de quem escreve do que na progressão da história.

É interessante ler livros que mudam o cenário e traz novos ares em relação ao eixo Estados Unidos/Inglaterra. E o autor conhece bem sobre o povo italiano, já que há várias referências culturais e comportamentais deles, e mesmo assim, peca um pouco no excesso de descrições, como é no caso das receitas de comidas.

Na parte investigativa, há abordagens bem interessantes e diferentes, nada muito absurdo acontece nessa linha, mas senti que se aprofundou demais em algumas explicações paralelas, esse ponto ocorre bastante, já que há contextos históricos, religiosos, do exército e relacionados à tecnologia que são debatidos a fundo, mas que no final, parece que não chega a lugar algum.

No geral, é uma leitura diferente, tem seus pontos positivos, mas talvez não seja tão bem montado, quer se aprofundar demais em diversos assuntos e não consegue fazer com que fique interessante, já que a conexão com a história principal é superficial, sinal de que às vezes menos é mais.
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danda 08/12/2020

No começo achei confuso a mistura de personagens,depois consegui me achar.Achei um pouco fraca a história.
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Alan kleber 15/09/2020

Existe dentro de cada homem ou mulher, um cerne do mal que é apenas ligeiramente controlado.
Podemos chamá-lo de selvageria, brutalidade ou barbárie; ou então por algum nome que pareça científico, como sadismo ou psicose. Podemos atribuir isso à amoralidade ou ao próprio demônio.
No entanto, ele é companhia constante do ser humano. Na maior parte do tempo, fica adormecido; invisível e ignorado dentro de nosso peito, enquanto nos denominamos civilizados, fingimos que não está ali.
Porém, basta nos dar um motivo para acordar a besta - nos dar poder ilimitado sobre nossos semelhantes e nos dizer que não haverá repercussões ao exercê-lo - e comprovaremos ser capazes dos atos mais terríveis que a imaginação pode concerber.
E, cada vez que despertarmos, como se de um sonho, dizendo " Nunca mais ", estaremos mentindo.
Dr. Paul Doherty
Membro do Colégio Real de Psiquiatria
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Ana 24/04/2020

Um livro que me surpreendeu!
Eu já tinha esse livro na estante faziam muitos anos, mas finalmente peguei esse ano pra ler. Imaginei que fosse só mais um livro de romance policial, o que para mim não é algo negativo. Quando comecei a leitura já de início adorei a escrita e a tradução dessa edição e conforme avançava o livro me prendia cada vez mais na história fazendo com que eu passasse a madrugada lendo.
O que me surpreendeu é que pelo menos comigo, enquanto eu lia, ficava imaginando diversas explicações possíveis pra solucionar o mistério e a cada capítulo aparecia uma nova pista. Eu não sei explicar bem como foi isso, mas ao mesmo tempo em que o autor fez uma narrativa coesa e pragmática fazendo com que todas as peças fossem se encaixando e o livro fosse seguindo um rumo, eu particularmente me vi do nada em um rumo totalmente diferente do que parecia, e por isso a surpresa.
Eu digo que a sensação foi de ter caído do nada nesse rumo do livro, mas isso é o que os policiais e as pessoas envolvidas na investigação sentem e de alguma forma eu me senti como eles e achei isso incrível. No entanto, alerto que o tema que é abordado em certas partes do livro chega a ser bem pesado. Algumas vezes me vi dividida entre terminar logo o livro ou descansar minha cabeça, pois certos trechos me afetaram consideravelmente.
Em resumo o livro é fantástico, tem uma linguagem acessível, tem uma narrativa que te prende e você quando vê passou a noite inteira lendo. Outra coisa muito interessante é que este livro é inspirado em fatos reais. Espero que mais pessoas leiam e tenham uma experiência tão intensa quanto a minha!

Desde já, perdoem os erros, é minha primeira resenha rsrs
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San... 15/06/2017

Vez em quando leio algum livro sem prestar atenção que se trata de uma série e depois fico decepcionada quando descubro o fato. Mas, faz parte. O livro é bom, pode ser lido sem a obrigatoriedade de continuar com outros volumes. Policial bem narrado, prende a atenção do leitor. Embora eu, particularmente, acredite que determinados heróis (ou vilões) ficam perfeitos numa unica versão e, por conta disso se tornem imortais, ao contrário daqueles que são desgastados por "n" livros em sequência, que nem sempre mantém a qualidade, o livro prende a atenção e vale a leitura.
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Natalia 20/12/2014

Resenha publicada no blog Perdidas na Biblioteca
Vocês gostam de livros sobre espiões e conspirações internacionais? Então, esse livro é perfeito para você. E você vai entender por quê.

Kat Tapo é uma carabinieri - polícia militar italiana - que acaba de ser designada para seu primeiro caso de homicídio, ao lado do coronello Aldo Piola. Porém, ao chegar ao local do crime, ela se depara com uma mulher, vestida de padre que teve seu corpo levado até a escadaria de uma igreja em Veneza pela acqua alta (inundação corriqueira que acontece em Veneza quando os canais transbordam e carregam tudo de podre do mar pra dentro da cidade literalmente), ou seja, apesar do corpo ser encontrado naquele local, a vítima não morreu ali.

De outro lado, nós temos a segunda tenente do exército dos Estados Unidos, Holly Boland, que foi transferida recentemente para uma "base avançada" na Itália, onde ela assumiria um cargo burocrático cuidando da comunicação e estreitamento de laços da comunidade local com os soldados da base.
Porém, ela recebe a solicitação de uma organização de mulheres que estão investigando crimes de guerra contra mulheres, cometidos por um general croata e que podem ter sido cometidos com o conhecimento do governo americano. O general em questão, esta aguardando julgamento no tribunal de Haia, e os documentos solicitados a Holly podem ajudar a comprovar os crimes e condena-lo definitivamente.

E ainda temos Danielle Barbo (Danielle é um nome masculino italiano), um dos maiores hackers que existem, criador de um site chamado Carnivia (tipo um The Sims/ Second Life) que recria com perfeição Veneza e onde seus participantes podem viver uma vida completamente diferente da que levam no mundo real. A principal diferença entre o Carnivia é que é impossível rastrear a conversa dos integrantes, ou seja, o que você fala em Carnivia, fica em Carnivia.
É claro que o governo não gosta nada disso, pois se você, por exemplo, quiser organizar uma ataque terrorista, a melhor maneira de se comunicar com as células da sua organização sem correr o risco de ter sua mensagem interceptada pelo governo é através do site.

Aparentemente eles não tem nenhuma ligação em comum, certo? Errado.
Pois o site de Barbo vem sendo usado por mulheres que se consideram sacerdotisas (assim como a vítima de Kat) para se comunicarem sem serem descobertas pela Igreja. E a vítima de Kat estava hospedada em um hotel com a mesma mulher que solicitou a Holly os documentos sobre o crime de guerra praticados na guerra da Bósnia. Ah! E essa mulher também foi morta.
Mas por que elas morreram? Por causa do que poderia estar escondido nos documentos? Ou seria um ato de represália por elas se considerarem sacerdotisas, o que é uma sacrilégio pelos olhos da Igreja e seus seguidores?

Apesar de ter um assassinato, uma rede de conspirações e vários detetives, esse não é um livro com grandes cenas de ação. Na verdade, trata-se de um livro com histórias intrincadas e com muito jogo de espionagem, a ponto de você não saber se deve ou não confiar nos próprios personagens principais. Quanto mais nas testemunhas e outros personagens que aparecem para tentar elucidar o caso. Na verdade, nada é o que parece...principalmente as pessoas. A leitura começou bem lenta, mas depois foi melhorando com o desenvolver da história.

Aqui não existe aquele cara que é certinho, o clássico mocinho, sabe? Mesmo os mocinhos tem desvios de conduta como qualquer ser humano. Além disso, você se sente como se fosse o investigador, pois vai descobrindo as pistas e participando das discussões como se fosse parte da equipe de Kat Tapo e Aldo Piola.
A narração é feita pelos três personagens alternadamente, o que faz você ter uma visão bem ampla do caso e seguir as três linhas de investigação que são estabelecidas para este caso.

O livro até termina deixando uma deixa para um próximo volume, mas ele conclui a história, ou melhor, o caso. Se eu não descobrisse através dos agradecimentos da autora (e depois confirmado pelo skoob), eu não sentiria a menor falta de uma continuação.
Resumindo é assim: Você descobre quem é o responsável por todos os acontecimentos, mas ainda tem muita sujeira embaixo desse tapete e tudo leva a crer que eles não vão parar de procurar por mais...
Por isso, se você curte juntar as peças de um quebra cabeça e de jogos de espionagem, eis o seu livro!

site: http://www.perdidasnabiblioteca.blogspot.com.br/2014/07/a-abominacao-por-jonathan-holt.html
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Yasmin 24/09/2014

Uma trama rica e que surpreende pelo tom e conteúdo histórico, além do cenário

Desde o momento que vi o livro entre os lançamentos da Record tentei adivinhar sobre o que era a trama. Assassinato envolvendo um universo online? Jonathan Holt com toda certeza uniu um tema atual ao assassinato e como não havia lido a sinopse de modo muito aprofundado não imaginei que a trama traria surpresas tão chocantes para o centro das atenções. Com um cenário diferente e um desenvolvimento rico e cuidadoso o autor trabalha um assunto forte, mas esquecido pela maioria. Uma história que surpreende e irrita pela realidade que passa.

A história começa com a descoberta do corpo de uma mulher vestida com uma batina. A capitã Kat e o detetive-coronel Piola estão à frente da investigação. Por causa da roupa que a vítima estava vestindo o caso chama atenção de todos. Considerado uma abominação uma mulher que se diz sacerdotisa da igreja católica, a dupla de investigadores tenta identificar a vítima quando chegam ao hotel onde ela alugava um quarto. Lá encontram mais caos. A vítima, Jelena, uma servo-croata, estava hospedada com outra mulher, que pela situação do quarto também foi assassinada. Barbara Holton, uma americana. No quarto encontram uma mecha de cabelo ensacada e diversos anúncios de prostitutas riscadas. À medida que Kat e Piola investigam o caso tudo aponta para o tráfico de produtos falsificados, de drogas e garotas. Mas os dois estão tendo dificuldade, alguém quer que a investigação pare e seja lá o que as duas mulheres estavam investigando é algo grande o suficiente para tentar matar o detetive Piola. Quando uma pista leva Kat ao exército americano baseada em Camp Erdele e a Daniele Barbo, o criador do Carnivia, que vinha sendo julgado por acusações fantasiosas, a detetive descobre que Jelena e Holton estavam investigando crimes da guerra da Bósnia. Daniele sabe que quem está por trás da perseguição ao Carnivia está tentando esconder algo muito maior. Dentro do site todos podem falar com privacidade, sem a menor possibilidade de governos ou agentes ficarem sabendo. Barbo sabe que a perseguição tem a ver com o caso que Kat investiga. Quando Holly Boland, uma segunda-tenente do Camp Erdele começa a procurar documentos relativos a operação do governo americano na guerra em busca de atender a uma solicitação de transparência ela se vê envolvida em um caso macabro com homens poderosos que ela jamais pensou ver envolvida em algo tão sujo. Juntos, Holly, Kat e Daniele tentarão desvendar o segredo por trás dos assassinatos e o que descobrirão poderá custar-lhes a vida.

É a partir dessa premissa que a história se desenvolve e devo dizer que o autor intercalou três camadas de tramas de forma muito inteligente e perspicaz, deixando pelo caminho pistas do que estava por vir. Porém ainda assim quando a verdade por trás de tudo veio a superfície fiquei chocada. Sempre soube de situações parecidas nas guerras que varreram a Europa depois da queda da União Soviética, mas jamais imaginei que haviam campos dedicados apenas a isso. É doentio e absurdo que quase ninguém foi julgado por tamanha barbárie. Quem entende de História provavelmente vai matar a charada rápido só de ler esse parágrafo, mas se você não sabe de todos os detalhes vai ficar chocado com a engenhosidade da trama apresentada pelo autor Jonathan Holt e pela coragem de criar uma trama ainda que parcialmente fictícia com tais acontecimentos no centro de tudo.

A narrativa é dividida entre os pontos de vista de Holly, Kat e Daniele, e a cada pista, a cada acontecimento importante a trama se tornava ainda mais instigante. O ritmo é rápido, mas cadenciado o suficiente para não ser corrido demais e o tom do autor é bastante forte, seus personagens são bem construídos, com personalidades que pouco a pouco se mostram, dando força a trama e não soando apenas o velho clichê mocinhos bonzinhos contra o mundo. A ambientação é fantástica, acho Veneza uma cidade fascinante, mas conhecer o outro lado dela, o lado feio e sombrio como toda cidade tem foi uma experiência ótima, ainda mais que o autor foi extremamente cuidadoso ao transportar a cidade para as páginas.

Os capítulos finais da trama foram tensos e em vários momentos fiquei com asco da história, e mais ainda ao saber que pelo mundo está cheio de pessoas exatamente como as que Holt descreveu em sua história, pessoas ainda piores e talvez nas mesmas agências e organizações. Um fim que promete uma continuação ainda mais tensa do que esse primeiro livro. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:



site: http://www.cultivandoaleitura.com.br/2014/07/resenha-abominacao.html
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Marcos 26/08/2014

O corpo de uma mulher é encontrado em uma escadaria da Basílica de Santa Maria della Saute, um dos pontos turísticos da cidade de Veneza. O cadáver chegou até lá levado pela Acqua Alta, fenômeno que enche de água algumas ruas da cidade momentaneamente. Com vestes sacerdotais originais do Vaticano, a mulher demonstra ter sido assassinada recentemente. Seguindo as leis do Código Canônico da Igreja Católica, o uso de tais vestimentas por uma mulher é considerado uma abominação.

Estamos no período de La Befana, uma festa de rua italiana, semelhante ao carnaval brasileiro, em que as pessoas saem fantasiadas de bruxas, cantando e dançando, baseadas numa lenda em que uma velha rouba crianças na noite de 5 de janeiro. Em virtude disso o detetive encarregado do caso, Aldo, acaba achando que isso não passa de mais uma fantasia da festa. Porém, com a chegada de Kat Tapo, recém promovida capitã da polícia, que vem de um período servindo ao exército no Afeganistão, descobre-se que tais vestes são as originais da igreja e que em um dos braços o cadáver esconde estranhos símbolos de alguma ceita oculta.

Em paralelo a isso, conheceremos a história de Holly Boland, segunda-tenente residente em Camp Darbo, que se depara com um pedido inusitado em sua corporação: um jornalista busca dados secretos da Guerra da Bósnia. Ao investigar essa solicitação, Holly descobrirá alguns fatos e novas correlações deste evento com outras instituições.

Também conheceremos Daniele Barbo, famoso hacker italiano, criador do Carnívia, uma rede social, do tipo "realidade virtual" que retrata com fidelidade todas as ruas de Veneza e que permite aos seus usuários frequentar tais lugares, tanto de forma exposta quanto anônima. Por estar passando por graves processos judiciais, Barbo, ao aceitar colaborar com a polícia, terá importante papel no desvendamento deste caso.

A Abominação é o primeiro livro da trilogia policial Carnívia. Nele conheceremos Kat, uma inteligente e bela detetive que despertará em Aldo algo muito além do profissional. Ambos desenvolverão um romance tórrido, que trará complicações na investigação. De posse das pistas, eles serão levados a um antigo hospital psiquiátrico, localizado numa ilha remota. Lá, desvendarão alguns dos símbolos marcados na pele do cadáver, o que os mostrará que há muito mais que um simples assassinato.

Quem é fã de Dan Brown vai amar esse livro. Embora eu não tenha lido nenhum livro do autor, já assisti o filme O Código da Vinci e li várias resenhas de seus livros, sabendo mais ou menos quais os elementos usados pelo autor em sua narrativa, como a igreja católica, religiões ocultas e o uso de um ambiente virtual na resolução de um caso.

A leitura do livro não é rápida, fiquei preso a ele durante uns três ou quatro dias. Há muitas informações sendo colocadas o tempo todo, inclusive históricas, o que faz com que a leitura se torne bastante arrastada. No início tive certa dificuldade com os nomes próprios e as palavras em italiano, mas acabei me acostumando no decorrer da leitura. Gostei da maneira como o autor conecta os três plots principais da história, fazendo-o de forma paulatina, sem uni-las em uma cena clímax, por exemplo. Achei o romance entre os protagonistas mais interessante que a resolução do caso em si. A relação de Kat e Aldo e seus desdobramentos problemáticos foram muito interessantes de ler. Continuarei com a trilogia para ver como eles terminarão sua história.

Recomendo a todos que queiram ler um livro de investigação policial no estilo Dan Brown.

site: http://capaetitulo.blogspot.com.br/2014/08/resenha-abominacao-carnivia-1-de.html
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@cheiade9h 07/08/2014

"As pessoas abraçam o mal porque isso a excita."
Página 94

Leitores aqui no Livroterapias devem perceber que eu não sou muito de ler policial mas, quando eu leio livros desse gênero me bate aquela depressão ao final da leitura, principalmente agora com A Abominação... que.é.uma.trilogia.!1!!1!

A Abominação é um policial light, light porque ele não é daqueles livros que faz o leitor roer todas as unhas e que te dá um 'vilão' e no fim esse vilão não é o verdadeiro vilão (?). Mas ao mesmo tempo que ele é light... Ele não é. A Abominação trata sobre VÁRIOS temas num único livro: máfia, conspiração, religião, machismo (sim), assassinatos e a consequência da Guerra de Bósnia na atualidade.

Narrado em terceira pessoa, com POV's dos seguintes personagens: Kat Tapo, Holly Boland e Daniele Barbo

Kat é uma mulher atraente e sobretudo inteligente, e agora deve mostrar toda sua potência para a investigação do assassinato de uma mulher vestida com trajes litúrgicas, com seu chefe e colega de trabalho Aldo. No outro lado temos Holly Boland, segunda tenente (que sofre um pouco no ambiente "exército" por ser mulher), que recebe uma visita de uma desconhecida com dados e pedidos de informação da Guerra de Bósnia. E por último temos Daniele Barbo, o criador de Carnivia, uma rede social tá mais pra Habbo num nível fodastico, Daniele tem um passado doloroso que o deixa excluído da sociedade (ainda mais por ser um cara mega nerd no mundo da computação), além de estar prestes a perder seu maior feito, Carnivia.
"- O que as pessoas fazem no Carnivia é assunto delas.
- Mas você não parece surpreso.
- Nem todo mundo que necessita de privacidade é um criminoso, apesar do que o governo quer nos fazer crer."
Página 186

Cada um desses personagens tem um problema para resolver mas todos terão que se juntar para a conclusão da estória. Porém, isso não acontece com rapidez em A Abominação, há uma construção de enredo entre os três personagens que pode tornar a narrativa um pouco lenta, mas os capítulos curtos ajuda a passar essa leitura lenta, no começo do livro. Por mais que essa "lentidão" possa ser vista como um "defeito" do livro, eu achei muito bom o autor não ter pressa em juntar os três personagens de uma vez, deu pra conhecer (ou quase) cada um deles e pelo o que são movidos, não ficou superficial e isso é ótimo.

Como citei no início, o "machismo" está presente no livro pelas personagens Kat e Holly, achei muito interessante o autor ter explorado esse tema no livro, porque encaixou perfeitamente na relação Kat e Aldo/Holly e Kat. Foi um tema muito bem abordado, mostrando que as duas personagens mulheres tem o pulso firme e que não estão pra brincadeira. Porque a própria investigação que está sendo desenvolvida no livro, trás a tona essa reação de "estou acordada, quero lutar!".
"As mulheres ainda estão sendo traficadas, ainda estão sendo tratadas como cidadãs de segunda classe. As coisas estão melhores do que eram, mas a guerra não acabou."
Página 282

Jonathan Holt ao final do livro deixa até uma "nota" sobre os fatos históricos que foram usados no livro, deixando claro que sim, as questões trabalhadas no livro de fato não estão preenchidas na realidade. O que deixa o leitor um pouco mais revoltado com a falta de respostas tanto no livro quanto na realidade. Em A Abominação vemos a grande pesquisa que foi feita pelo o autor para construir o seu enredo, criando pontas que serão interligadas ao final.
"As pessoas como você, a geração que se criou com a internet, gostam de pensar que a abertura é sempre boa e o segredo é sempre mau. Mas o reverso também pode ser verdadeiro. Às vezes, é o sigilo que evita que pessoas más aprendem a fazer mais mal."
Página 326

Ainda sobre o autor, ele tem uma narrativa espetacular, ele soube construir um enredo mega interessante e não se perdeu, além de ter personagens incrivelmente interessantes - principalmente Kat, minha personagem favorita. O autor soube, em todos os capítulos, me dar aquele lindo sentimento "só mais um capítulo!".
"- É por isso que os crimes antigos precisam ser investigados tanto quanto os novos. Caso contrário, eles simplesmente se repetem."
Página 307

Agora sobre a edição, a Record permaneceu com a capa original e a diagramação/espaçamento é aquela padrão da Editora, deixando a leitura confortável, com folhas amarelas.

Em suma, A Abominação é um livro mais que indicado para os fãs de policiais mas terão que ter paciência porque como é lançamento... Sem previsão de quando o segundo volume da trilogia virá pro Brasil ;-;

site: http://www.livroterapias.com/2014/06/resenha-abominacao.html
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01/08/2014

Uma mulher em trajes de padre é encontrada morta nas escadas de uma igreja em Veneza, uma verdadeira blasfêmia para os católicos que não aceitam que mulheres ocupem altos cargos na Igreja, chamando quem quer que assim se considere de "abominação". Para a capitã Kat Tapo, esta é sua primeira investigação de homicídio desde que ela entrou para os Carabinieri, a polícia veneziana. As circunstâncias são estranhas e, ao encontrar uma tatuagem no braço da vítima, começa uma corrida contra o tempo enquanto as provas não apresentam nada com muita clareza.

Enquanto isso, Daniele Barbo é um nerd excêntrico dono de um site de relacionamentos, o Carnivia, uma espécie de Gossip Girl para adultos, onde ele recriou com precisão todos os detalhes da cidade alagada e permitiu que seus usuários navegassem em modo anônimo por ele, trocando informações e fazendo fofocas. Mas, prestes a ser condenado por recusar acesso de dados ao governo, ele, no entanto, parece estar na mira de pessoas muito mais perigosas que estão tentando invadir a todo custo o Carnivia. O motivo, ele ainda não sabe, mas pode ser bem maior do que um alvo pessoal e estranho como Daniele e com propósitos muito mais sórdidos.

A segunda-tenente Holly Boland recentemente chegou à Itália para servir em uma base dos Estados Unidos operante no país e está determinada a fazer o emprego dar certo uma vez que foi criada em Veneza e nutre grande carinho pela cidade. Ela é encaminhada a lidar com a publicidade da base, algo que tem estado em baixa com os planos do exército norte-americano de expandir suas instalações, deixando a população bem infeliz.
Entretanto, seu trabalho sairá bem além do ordinário quando lhe são solicitados documentos a respeito da Guerra da Bósnia, que pode ter sido iniciada através de uma conspiração dos Estados Unidos e Europa para levar ao estopim do mercado de armamentos, oferecendo vantagens aos rebeldes, de ambos os lados. Tragada para uma rede cheia de encobertas e reuniões secretas, Holly terá de utilizar-se de sua astúcia como militar para poder driblar os governos americano e italiano se quiser chegar ao fundo disso e realmente descobrir o que houve nessa guerra.

Acompanhando as histórias desses três personagens, Jonathan Holt tece uma trama extremamente misteriosa e vai encaixando cada parte lentamente, de modo que Kat, Daniele e Holly eventualmente descobrem necessitar da ajuda um do outro. Querendo ou não, os homicídios que Kat está investigando estão diretamente relacionados com as invasões ao Carnivia e ao sumiço dos documentos solicitados a Holly para investigação da Guerra da Bósnia.
Com a aproximação do julgamento de um perigoso criminoso de guerra pelo Tribunal de Haia, todos terão de unir forças para que o inimigo tome forma e seja desmascarado antes que seja tarde demais. Pode haver muito mais terrores encobertos pelos governos do que se pensava a princípio. E a vida deles pode estar correndo riscos uma vez que começarem a cavar os segredos de uma época passada, mas que ainda traz consequências e lembranças dolorosas às suas vítimas.

Embora A Abominação tenha uma escrita excelente, que flui rapidamente em capítulos alternados entre os três personagens já citados, preciso dizer que o conteúdo não foi impressionante. Conspirações, ideias de guerras tendo sido causadas pela inteligência norte-americana, crimes de guerra, espionagem... Tudo isso, para mim, já deu. Achei que uma história que se passasse em Veneza não precisaria ter o governo dos EUA envolvido para que se estabelecesse um mistério, mas me parece que não há conspiração sem que o país do Tio Sam esteja envolvido, por menor que seja sua participação.
Sei que a Guerra da Bósnia escondeu horrores que sequer podemos imaginar e, ao final do livro, Holt esclarece que a trama foi montada a partir do máximo de informações que ele conseguiu extrair sobre o assunto. E, de fato, a situação não é nada boa. É catastrófica, cruel e nauseante. Entretanto, acredito que uma história de investigação criminal pudesse tecer seus próprios caminhos. Outro ponto que ele também adotou e que achei batido foi o tráfico humano para exploração sexual. Isso acontece no mundo o tempo todo, embora não tenhamos sempre notícias. As vidas de milhões de imigrantes são terríveis ao serem iludidos e controlados por coiotes que parecem ajudá-los a morar em outro país, mas que, uma vez em terras estrangeiras, tudo transforma-se em um verdadeiro inferno sem escapatória.
Suas vidas são duras nos países de origem e não há a menor perspectiva de melhorarem em um novo território. Sem dúvidas, é muito importante alertar leitores sobre essa situação degradante e desesperadora, mas, de alguma forma, isso não me impressionou e tornou o enredo sem qualquer novidade, bem óbvio.

Outra coisa que me irritou profundamente durante a leitura foram as atitudes de Kat Tapo; suas decisões em determinados momentos acabaram por destruir qualquer credibilidade que ela tivesse até então diante de meus olhos: uma capitã que transpôs barreiras ao entrar para os Carabinieri e que estava pronta para crescer no emprego com sua primeira designação para uma investigação de homicídio e cheia de ambições. Toda a confiança e respeito que tinha por ela foi completamente detonada com suas decisões e atitudes e eu passei a deter uma imensa antipatia por ela, que deveria ser a protagonista dessa história.
Acabei me interessando muito mais por Daniele e Holly e, cada vez que um capítulo a respeito de Kat começava, eu tinha vontade de largar a leitura de tão desconfortável que fiquei em relação a essa personagem. Quando ela poderia se redimir de seu comportamento, o que realmente acontece ao final da leitura, para mim, já era tarde demais e minha imagem dela não tinha volta. Definitivamente uma das personagens que mais odiei, o que foi uma enorme surpresa para mim.

No geral, A Abominação é um livro muito bem escrito, uma leitura rápida e dinâmica, que promete muitos mistérios. Entretanto, para mim, ela acabou tornando-se um livro clichê e, com o comportamento de Kat, uma leitura insuportável.
Mas ressalto com veemência que Jonathan Holt escreve muito bem e que o livro, estruturalmente falando, é maravilhoso! Ele tem muita habilidade em tecer mistérios e encaixar as peças no momento certo. Infelizmente, para mim, suas escolhas de enredo e motivos foram batidas e acabou que não me surpreendi. Mesmo assim, eu indicaria a leitura, pois tenho certeza de que o que me incomodou no livro pode não incomodar outras pessoas na proporção astronômica em que isso aconteceu comigo.
Gostei muito da capa e, embora tenha achado a impressão da Record um pouco clara, em nada atrapalhou o aproveitamento da leitura. Encontrei alguns erros, mas nada muito absurdo. Em geral, o universo italiano oferecido pelo autor é muito bem desenvolvido e a possibilidade de passearmos por Veneza, impressionante!
O livro faz parte de uma trilogia chamada Carnivia e o final deixa em aberto muitas questões que, acredito, serão desenroladas nos próximos dois volumes. Pessoalmente, não prosseguirei com a leitura, mas pode ser que vocês se surpreendam. Afinal, quão apaixonante não é Veneza?

site: http://onlythestrong-survive.blogspot.com.br/2014/07/resenha-abominacao-jonathan-holt.html
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AndyinhA 01/08/2014

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

O livro possui 3 personagens principais e acompanhamos cada um a medida que novas informações são acrescentadas à trama. Primeiro temos a oficial americana Holly, que após ser criada na Itália está de volta à terra das lambretas e cultura. No primeiro momento não gostei da personagem, achei que ela seria do tipo obedecer as ordens mesmo que isso custe a vida de outras pessoas, porém ela se deparar com algo grande e começa a correr atrás e subiu muito no meu conceito.

Farei um parêntese aqui – no livro o autor foi bem ousado ao falar do Exercito Americano, sabemos que dentro dos Estados Unidos o mesmo é visto com muito orgulho, o que não ocorre com as forças armadas de um modo geral nos outros países (inclusive aqui no Brasil), mas a verdade é que o Exercito Americano não é bem visto no restante do mundo, todo mundo fica com aquela impressão de que os EUA estão se metendo aonde não é chamado e querem garantir hegemonia e ‘dominar’ o território alheio. O autor levanta algumas dessas questões ao longo do livro e isso foi bem pertinente com que a história conta, que algumas vezes o que você defende com unhas e dentes nem sempre é tão correto assim.

Do outro lado temos a carabinieri ou simplesmente a policial italiana Kat em seu primeiro caso de homicídio que parece ter a ver com seitas religiosas e à Máfia Italiana. Gostei bastante da personagem, ela é forte, não se deixou abater e mostrou que as mulheres podem ser tão intensas e ousadas quanto os homens quando buscam por justiça, principalmente quando descobre a questão dos crimes de guerra.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2014/07/poison-books-abominacao-jonathan-holt.html
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Thaisa 16/05/2014

Um mistério envolvente...
A leitura desse livro começou lenta, mas depois ela ficou bem interessante. No início não me identifiquei com nenhum personagem, mas depois me vi torcendo por alguns. Com sua narrativa, o autor conseguiu prender minha atenção e me senti atraída pelos fatos decorrentes da história. Será que Veneza é um lugar seguro para se visitar? E vamos conhecer um pouco mais da máfia italiana! Esse é o primeiro volume da trilogia Carnivia, não vejo a hora de ler os outros livros para saber como a Capitã Kat Tapo está se saindo.

Leia a resenha completa no link abaixo:

site: http://minhacontracapa.com.br/2014/05/resenha-a-abominacao-de-jonathan-holt/
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