The Republic of Thieves

The Republic of Thieves Scott Lynch




Resenhas - República de Ladrões


15 encontrados | exibindo 1 a 15


Luan 26/12/2019

Um pouco aquém do que eu esperava.
Terceiro livro da série Nobres Vigaristas, República de Ladrões traz consigo, além da continuidade da trama dos livros anteriores de uma forma bastante amarrada, um tema bem atual para os leitores brasileiros: o roubo na política. Sob esta perspectiva, o livro poderia parecer, inicialmente, um grande acerto. Mas a decisão do autor Scott Lynch na forma de desenvolver a história não ajudou e acabou prejudicando um conjunto.

No terceiro volume, Locke Lamora e Jean Tanen estão em busca de uma poção que cure o veneno no organismo do protagonista da história. A saída vai vir de onde eles menos esperam, mas da forma que eles mais conhecem. Um personagem novo e surpreende vai recrutá-los para roubar os resultados de uma eleição em troca da cura para a morte iminente de Locke. E isso fará com que fantasmas do passado da vida dele retornem.

Naturalmente, o que também não seria muito difícil, República de ladrões supera facilmente Mares de Sangue, o segundo da série. Mas sobre aquele a gente não precisa mais comentar. A história principal, apresentada na sinopse, é muito atraente e entrega o melhor estilo Scott que encontramos em As mentiras de Locke Lamora. No entanto, os capítulos do presente são intercalados com interlúdios do passado da vida do protagonista e seus amigos. E aí é que surge o problema.

Não que o mote dos interlúdios sejam ruins. Mas é que realmente não convenceram como uma parte da história deste livro. Intercalar os dois tempos da história quebrou totalmente o ritmo do livro. No fim, acabou que praticamente não consegui ser fisgado nem por um lado, nem pelo outro. Quando me sentia preso na história, ela era interrompida por páginas e páginas da outar narrativa. Nos capítulos sobre o passado, apesar de ser interessante saber como foi o passado deles, algumas passagens não eram tão relevantes, como o extenso plot da peça de teatro, que soou um pouco chata. Soma-se a isso algumas descrições intermináveis. Em alguns momentos, o autor se prolonga em excesso.

Mas, superando isso, o livro é ótimo. A escrita de Scott é única. Os personagens – todos, frisa-se - são profundos. Esses dois quesitos, por si só, já são atrativos. Poucos escritores têm o dom da escrita como Lynch. Os diálogos são pontuais. O desenvolvimento da história, com a criação de situações pequenas, mas críveis, são também o ponto alto. Ele é perfeito no que diz respeito a escrever e construir personagens com situações que prendem o leitor.

Se fosse um livro mais curto, sem a parte dos interlúdios, e com um foco maior no plot central e principal, República de Ladrões seria quase tão incrível quanto o primeiro da série. Mas por essa decisão que ele tomou, alguns momentos até soaram rasos no desenvolvimento do golpe. Era uma história rica que poderia ser abusada da melhor forma possível, mas foi apenas ok. O fim, no entanto, me agradou e sigo curioso para ler os próximos volumes.
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Jonathan 21/10/2019

Os Nobres Vigaristas - A República dos Ladrões
Diria que dos 3 livros da saga, é o mais brando. Isso porque os 2 últimos livros eram uma crescente de problemas que dava a impressão de que ainda haveria reviravolta na folha de agradecimentos do livro. Contudo, não menos interessante e divertido.
Um toque da forma usada no primeiro livro, contudo sem mudança ambiente como o segundo. Nesse caso aqui, é quase uma mudança de alvo. Ansioso pelo próximo.
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Eclipsenamadrugada 13/06/2019

Sem comentários, a quantidade de estrelas fala por si o que achei da história.
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Ciro 02/02/2019

Horroroso
O primeiro livro é excelente!!!
O segundo livro nem tanto... é um bom livro...
Agora o terceiro livro... é horríveeeel...
E um lenga lenga amoroso tediante... é muito chato
Um dos piores livros que eu já li...
Em nada se parece com o segundo livro e menos ainda com o primeiro livro.
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Dani 06/09/2017

3,5 - Uma leitura com altos e baixos
Scott Lynch continua à escrever uma história complexa e intrigante nesse terceiro volume da série dos "nobres Vigaristas". Os personagens adquirem ainda mais camadas e profundidade , o universo é ainda mais expandido, mantendo o mesmo cuidado e originalidade dos volumes anteriores. Também iremos rever alguns personagens do primeiro volume, o que foi uma agradável surpresa.
Infelizmente, apesar desses pontos positivos, esse foi, para mim , o mais fraco da série até agora. Meu problema com esse volume foi sua inconstância. A história inicia forte e empolgante. De início, imaginei inclusive que este estava encaminhando para ser o melhor da série até então.
Entretanto, o enredo logo muda para alguns momentos bem tediosos, que se demoram até quase o fim do livro. No final, a trama ganha novamente gás, mas não foi o suficiente para me empolgar com o próximo volume.
A Sabetha foi também uma verdadeira decepção. Depois de criar tanta expectativa com o aparecimento dessa personagem nos primeiros volumes, acabei a achando rasa e genérica. De forma alguma é uma personagem ruim. Ela é forte e inteligente, embora seja bem irritante em alguns momentos. Acho que apenas esperava mais pelo que foi prometido,principalmente no que diz respeito ao seu relacionamento com Locke. Apesar do que me estava sendo dito, eu não conseguia sentir o amor entre os dois. Desde o inicio foi mais uma relação motivada por atração e interesses. Como esse era um volume que deveria ser mais focado no romance dos dois, isso acabou sendo bem decepcionante. O mesmo ocorreu com toda a intriga política da eleição e todos os ensaios com o teatro. Geralmente adoro intrigas políticas nos meus livros de fantasia, mas aqui não deu certo, ficando bem parada e monótona a leitura nesses momentos.
Li depois que enquanto escrevia esse volume o autor estava passando por um momento de divórcio e depressão. Isso pode, sem dúvida, ter influenciado sua escrita.
Espero que ele consiga dar um melhor desenrolar no próximo volume pois esse universo e personagens são muito interessantes e bem construídos e merecem um ótimo desfecho.
Willian Whin 06/09/2017minha estante
esse livro tá na minha meta de leitura, espero que não me seja uma total decepção. amo a série Nobre Vigarista.
gostei muito da resenha


Ari Phanie 06/09/2017minha estante
Tbm achei esse o mais fraco até agora. Até gostei da Sabeta, apesar de ter esperado mais. O problema pra mim foi o plot do final sobre a identidade do Locke. N gostei n. :(


Dani 06/09/2017minha estante
Com certeza uma TOTAL decepção não deve ser Willian, pois apesar desses poréns que eu tive , o livro ainda é bem escrito com um ótimo universo e personagens. Acho que boa parte do meu problema é que eu esperava mais...


Dani 06/09/2017minha estante
Tb não fui fã desse plot com Locke não Phanie. Mas ainda tenho esperança que ele seja trabalhado melhor no próximo livro.




João Vitor Gallo 19/06/2017

Os Nobres Vigaristas já atuaram em quase todas as esferas possíveis do mundo da trapaça e da falcatrua. Já foram batedores de carteiras, estelionatários, apostadores trapaceiros, golpistas e até mesmo piratas, mas agora Locke Lamora e Jean Tannen se arriscam em uma empreitada por um lado mais dissimulado do campo da ladroagem e da arte da enganação e se aventuram na política!

A história segue diretamente os acontecimentos de Mares de Sangue, o livro anterior da série, quando Locke fora envenenado por Maxilan Stragos, o então Arconte de Tal Verrar. Especializados cada vez mais na nobre arte de não serem mais bem vindos pelas terras por onde passam, com o tempo e os recursos financeiros ficando cada vez mais escassos, assim como as possibilidades de um auxílio médico convencional efetivo, os Nobres Vigaristas parecem estar diante de um abismo sem esperanças, e é nesse momento mais sombrio que recebem a visita totalmente inesperada da Arquidama Paciência, uma das mais poderosas e influentes magas de Kartane, que oferece a chance de uma cura através da magia em troca dos serviços da dupla para fraudar a eleição do Konseil, a assembleia que governaria a cidade dos magos pelos próximos cinco anos.

Sem poder usar magia para a disputa, os Magos-Servidores escolhem um “colaborador” de fora encarregado de manipular os votos a favor de seu partido, gerando uma espécie de competição entre as duas facções políticas de Kartane, no que é chamado “Jogo dos Cinco Anos”. As duas facões se dividem entre os Magos-Servidores mais conservadores, facção a qual a Arquidama Paciência faz parte, que ignoram a maior parte do tempo os “sem-dons”, ocasionalmente aceitando contratos e quase sempre manipulando as pessoas conforme seus desejos, e os excepcionalistas, que são mais radicais e pensam que a melhor forma de se lidar com aqueles que não são magos é somente através da dominação total. A facção que vence a disputa acaba ganhando prestígio e poder pelos próximos anos.

Pra quem já derrubou governos e ajudou a por abaixo todo um esquema de poder no submundo do crime de Camorr, ter seis semanas para ganhar as eleições usando de trapaças e artimanhas com muitos recursos a disposição não deve ser uma tarefa tão árdua, o problema é que o lado dos seus adversários conta com Sabeta Belacoros, uma antiga Nobre Vigarista e amor da vida de Locke Lamora, tão boa nas artes da trapaça quanto ele.

Não lembro se já disse isso, se não disse cometi um pecado imperdoável, mas se disse vale a pena dizer de novo: Essa é uma das melhores séries que li nos últimos tempos! A narrativa rápida e sempre divertida de Scott Lynch continua afiada nesse volume. Ele consegue facilmente envolver o leitor na história, misturando diálogos mordazes e bem humorados com planos malucos e uma ambientação fantástica, algo que deixa essa série com uma cara toda particular, porém devo dizer que em certos momentos o ritmo sofre uma quebra e fica um pouco arrastado, porém nada que chegue de fato a atrapalhar o livro como um todo, ainda que certas partes pudessem ter sido encurtadas, falarei mais sobre elas depois.

O mundo também vai ganhando contornos mais nítidos, abrindo não só um espaço para novas cidades, e de uma situação política que será explorada no próximo volume, mas também explorando um pouco mais a questão da magia, algo até então muito sutil e pouco presente nos outros livros, apresentando de forma mais clara todo o modus opperandi dos Magos-Servidores e o funcionamento e organização de sua sociedade. Além disso, ainda temos a revelação do possível passado de Locke Lamora, até então um mistério nebuloso.

Eu gosto bastante da fórmula empregada por Lynch na série, tanto por cada livro explorar facetas diferentes dos Nobres Vigaristas, funcionando como aventuras fechadas, quanto na questão extremamente irônica de ladrões tão ardilosos como esses acabarem de algum modo sempre sendo usados pelos outros. Cada livro é único de alguma forma, mas ao mesmo tempo mantém a essência de tudo que torna essa série especial sem se tornar repetitivo, evitando o erro de ficar preso a um mesmo tema. A dinâmica do enredo pode ser a mesma, mas a variedade proporcionada por esse recurso faz toda a diferença.

República de Ladrões, ao contrário de seus antecessores, não é voltado para um grande golpe em que Jean e Locke estejam envolvidos enquanto são forçados a agirem contra a sua vontade em outras frentes, mas em pequenas trapaças a fim de enfraquecer o partido adversário e ganhar alguma vantagem com os eleitores de Kartane, ou seja, aqui eles tem a liberdade de só serem obrigados a atuar como os peões no jogo de outras pessoas. Isso deixaria a história mais focada nessa parte da eleição, contudo o livro se propõe a abordar mais a relação complicada de Locke com Sabeta, que beira a obsessão, o que, a meu ver, acabou deixando a história um pouco mais arrastada do que deveria.

Desta vez os interlúdios se dividem em dois pontos distintos, uma primeira parte fantástica focada na infância dos Nobres Vigaristas, coroada com uma passagem sobre a iniciação que os ladrões de Camorr passam dentro do culto ao Guardião Torto, um dos pontos altos desse livro.

Já a segunda, focada em uma missão que Correntes envia os Nobres Vigaristas para a cidade de Espara para se juntarem a uma companhia de teatro decadente liderada por um antigo amigo, a fim de possibilitar o grupo uma compreensão maior da arte de atuar e principalmente a cooperarem de forma mais organizada uns com os outros, foi, bem, foi desnecessariamente longa. Essa parte por vezes quase chegou a ser maior do que a parte da história principal, pouco acrescentando a narrativa e deixando tudo com uma cara de uma enrolação desnecessária para aprofundar o relacionamento do Locke com a Sabeta, além de retirar o espaço para maquinações e algum senso de perigo mais urgente e extremo, o que daria um pouco mais de intensidade para a história. Não precisava de tanto para entender bem a dinâmica entre os dois.

Ainda que mais um pouco sombrio e com um ritmo um pouco mais irregular que seus antecessores, República de Ladrões é um ótimo livro. É fácil dar gargalhadas com as tiradas de alguns personagens e, apesar de algumas partes, ainda é uma leitura muito fluída e extremamente prazerosa que presenteia o leitor com momentos bem divertidos e entrega um gancho que te deixa ansioso pelo próximo volume.


site: https://focoderesistencia.wordpress.com/2017/06/19/republica-de-ladroes-nobres-vigaristas-vol-3-scott-lynch/
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cotonho72 10/03/2017

Ótimo!
O terceiro livro da série Nobres Vigaristas continua logo após Locke e Jean fugirem de Tal Verrar e seguirem para Lashane (cidade onde qualquer coisa poderia ser comprada ou deixada para trás), o veneno está matando aos poucos Locke Lamora e o desespero toma Jean Tannen, que sai desesperadamente atrás de um alquimista e um galeno na cidade para encontrar a cura, mas tudo isso em vão, pois ninguém tem conhecimento suficiente para curá-lo.
Quando as esperanças estavam findando, Locke e Jean são surpreendidos pela Maga-Servidora, a Arquidama Paciência, que lhes oferece a cura, mas em troca de um favor, fraudar as eleições para o Conselho da Cidade, ajudando o seu partido Raízes Profundas a vencer o seu oponente Íris Negra, as eleições acontecem de cinco em cinco anos e não podem sofrer interferência direta dos Magos-Servidores.
Só que nem tudo são flores, pois o partido Íris Negra contrata Sabeta Belacoros, uma ex-integrante dos Nobres Vigaristas, o único e verdadeiro amor de Locke, que detem habilidades impressionantes. Uma oponente perigosa que ainda mexe com o coração de Locke.
A história se intercala entre o passado de Locke Lamora, os Nobres Vigaristas e o mistério em torno de Sabeta, que apesar de mencionada nos livros anteriores, sabemos pouquíssimo sobre sua trajetória, todavia, conhecemos como iniciou o relacionamento entre os dois desde o Morro das Sombras. O livro também tem as interseções dos Magos Servidores, que mostram diálogos entre os magos durante os acontecimentos que nos ajudam a compreender os verdadeiros objetivos da eleição.
Novamente o autor Scott Lynch consegue escrever uma trama bem amarrada e cheia de reviravoltas, surpresas e revelações, o nome do livro refere-se a uma peça de teatro que no passado os Nobres Vigaristas se apresentaram juntos com uma companhia de teatro que estava praticamente se desfazendo, os acontecimentos do presente e do passado são bem amarrados e mais uma vez surpreendem.
A leitura flui bem e muitas coisas são reveladas nesse volume, o final é inesperado deixa o leitor ainda mais ansioso pela continuação, para os fãs dos livros de fantasia essa série é obrigatória.

site: http://devoradordeletras.blogspot.com.br
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marcosm 23/01/2017

Enrolação para uma sequência?
O ritmo desse livro é bem arrastado, tão arrastado que até as tiradas irônicas/sarcásticas se tornam cansativas em algum momento. Qual a necessidade daquele interlúdio? Não consegui entender o que ele acrescenta à narrativa ou ao desenvolvimento dos personagens. E a 'reviravolta' achei bem ex machina. Mas pelo menos abriu a possibilidade de uma sequência promissora com a 'criação' de um nemesis à altura de Locke. Scott Lynch escreve bem e tem boas idéias, mas este livro me pareceu mais enrolação do que preparação para a sequência.
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Caroline 01/09/2016

‘República de Ladrões’: é sério, como Lynch consegue?
Que livro, gente. Lynch parece gostar de surpreender seus leitores. E a única coisa que eu consigo fazer é me perguntar: como ele faz isso?

É sério, vocês têm noção do quanto é difícil manter seus leitores, acostumados com histórias sensacionais – e, cá entre nós, normalmente sem dinheiro para ficar gastando com qualquer título que não tenha sido cuidadosamente analisado, medido, pesado e, consequentemente, considerado suficiente -, interessados o suficiente no que você tem a dizer a ponto de escolherem o seu livro como investimento, E MAIS, não se decepcionarem por essa escolha?

É muito difícil MESMO.

Mas Scott Lynch conseguiu. De novo. Adoro esse cara.

Bem, os nossos queridos, amados e sofridos Nobres Vigaristas parecem ter um talento especial para se meterem em encrencas dignas de nota, porque, logo de cara, nesse terceiro volume, eles começam em uma situação periclitante. Mas eu não vou entrar em detalhes, porque eu provavelmente acabaria dando algum spoiler.

Porém, o que é mais surpreendente é que nesse livro nós finalmente conhecemos Sabeta, o grande amor de Locke – um dos maiores mistérios desde o primeiro volume da série. E, cara, que mulher insuportável! Uma ruiva – gente, por que os escritores, de um modo geral, têm essa tara por ruivas? Qual é a mágica do cabelo vermelho? -, esperta, malandra, que não mede esforços para se dar bem, que sabe fazer com que todo e qualquer jogo se volte ao seu favor e que não hesita em chutar a cara do Locke quando ele volta para ela com o rabo abanando, como um cãozinho carente – é sério, essa característica perdidamente apaixonada do Locke por uma vigarista como a Sabeta fez com que a minha estima por ele diminuísse um pouco.

O fato é que Sabeta é uma vigarista de carteirinha, ou seja, perfeita para Locke – talvez, não para a sua integridade e saúde física, mas ele parece não estar ligando muito para isso.

Nesse livro, temos novamente aquele jogo temporal tão característico dessa série, onde o presente é balanceado com digressões que mostram a infância e aprendizagem dos Nobres Vigaristas. Em República dos Ladrões, especificamente, ficamos sabendo como Locke e Sabeta se apaixonaram. Sem falar, é claro, de que temos diante de nossos olhos mais uma aventura dos Nobres Vigaristas quando jovens, ainda desenvolvendo suas habilidades, e uma breve participação do Correntes, que é um dos meus personagens favoritos.

No entanto, esse terceiro volume, dentre todos os outros que já li, foi o que eu menos surtei, euforicamente, enquanto lia. No início, eu não sabia o motivo, mas já saquei qual foi. É que não tem um vilão bom – quando digo bom, quero dizer genuína e indubitavelmente mau, aquele sujeito que espreme os inimigos até transformá-los em patê de sangue para passá-los no pão. O possível vilão, aquele badass mesmo, só é apresentado no finalzinho do livro, o que promete muitas maravilhas sanguinolentas para a sequência.

Estou ansiosa.

Cheio de humor muito bem localizado, planos sagazes e uma narrativa capaz de prender até mesmo o mais desinteressado e relutante dos leitores, Scott Lynch parece fazer mágica com as palavras outra vez em República dos Ladrões.

Recomendo muito a leitura.

site: http://www.vailendo.com.br/2016/03/22/republica-de-ladroes-de-scott-lynch-resenha/
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Raniere 03/05/2016

CONHEÇA OS FANTASMAS DO PASSADO DE LOCKE LAMORA EM REPÚBLICA DE LADRÕES
Primeiro: Vários ladrões e chefes e quadrilhas são assassinados em Camorr, e Locke Lamora, junto com seus companheiros (que formam os Nobres Vigaristas) acabam sendo colocados no meio dessa onda de mortes, atribuídas ao Rei Cinza, que visa destronar o Capa Barsavi (um tipo de líder de todas as gangues).



Depois: Locke e Jean, únicos sobreviventes dos Nobres Vigaristas, fogem de Camorr e vão parar em Tal Verrar, onde eles planejam roubar a inexpugnável Agulha do Pecado, a maior casa de jogos do mundo, onde trapaceiros são punidos com a morte. Porém, seus planos acabam sendo revelados para Stragos, um líder militar verrari e rival do Requin, Dono da Agulha do Pecado. O poder de Tal Verrar é competido por estes dois, e Stragos resolve manipular os Nobres Vigaristas, envenenando-os e, em troca de uma pequena dose do antídoto, dado periodicamente para Locke e Jean (apenas o suficiente para que eles não morram durante a missão, mas não o necessário para curá-los), eles precisam soltar uma tripulação de piratas da prisão, apresentando-se como capitão e imediato (mesmo Locke e Jean não entendendo nada de navegação), ir para alto-mar e instigar outros piratas a atacarem Tal Verrar (eles não atacam mais a cidade, pois a segurança dela é muito alta). Assim, a população verrari se sentirá amedrontada e Stragos, mostrando todo o seu poderio militar e prendendo os piratas, poderá se reafirmar como protetor de Tal Verrar.

Agora: Sem ter tomado o antídoto para o veneno que tomou em Mares de Sangue, Locke Lamora está quase morrendo, e Jean está desesperado, procurando um alquimista para curar o amigo. Porém, a salvação aparece do lugar mais improvável: seus arquiinimigos, os Magos Servidores, vão realizar eleições no Conselho dos Magos, e as duas facções concorrentes precisam que alguém faça o trabalho sujo, manipulando os votos, subornando eleitores, etc. Locke e Jean são ideais para o serviço. Porém, a facção rival contratou Sabeta Belacoros para o mesmo serviço. Sabeta é ex-integrante dos Nobres Vigaristas, além de suas habilidades se igualarem com as de Locke. Para completar, Locke continua completamente apaixonado por Sabeta.



República de Ladrões tem o estilo bem diferente dos seus dois antecessores. Sim, é uma batalha de inteligência, e tem momentos bem engraçados, além das tiradas sarcásticas e debochadas dos personagens e do próprio autor. Porém, este livro foca bastante no passado de Locke e na relação dele com Sabeta, personagem que, até agora, tinha sido uma total desconhecida para os leitores.



Assim como nos livros anteriores, cada capítulo de República de Ladrões é separado em duas partes: uma conta a história no tempo presente, a outra conta uma história do passado do grupo. Deliberadamente, Scott Lynch havia contado partes do passado de Locke evitando que Sabeta aparecesse, salvo algumas menções a ela. Agora, os interlúdios focam principalmente na relação dela com Locke, desde o dia que Locke a conhece até o dia que Sabeta resolve abandonar a gangue. O principal foco dos interlúdios é quando os Nobres Vigaristas, ainda jovens, recebem a missão de encontrarem um amigo de Mestre Correntes, responsável por um grupo de teatro, para participarem de uma peça, para que os Nobres Vigaristas melhores capacidade de representação deles.



Não sei se posso dizer que República de Ladrões é o melhor livro da série Nobres Vigaristas, mas com toda a certeza este é o livro mais sombrio. Além da história se passar no covil dos Magos Servidores (que são personagens bem arrepiantes), este livro foca, também, na origem de Locke Lamora, até então desconhecida. A única coisa que sabemos, até agora, é que Locke, quando criança, saiu de uma cidade onde todos os moradores foram dizimados por uma doença. E Locke não lembrava (e ainda não lembra) de absolutamente nada antes disso, tendo inventado, inclusive, seu próprio nome. Foi deixado implícito que sua origem seria sombria, e Scott Lynch não decepcionou neste ponto.



Além disso, os eventos do livro ocorrem de tal maneira que uma expectativa enorme é criada no leitor, junto com a certeza de que algo terrível vai acontecer no final e que algum personagem querido pode morrer. Ao mesmo tempo em que temos vontade de devorar o livro inteiro, não queremos chegar na parte terrível que supomos que vá acontecer.



A narrativa de Scott Lynch é impecável! Sua forma de escrever é envolvente, fazendo o leitor imaginar perfeitamente a história contada pelo autor. Em um livro onde a principal arma dos personagens é a inteligência, Scott Lynch manipula o leitor para que este chegue às conclusões que ele (Scott) quiser, podendo assim preparar umas reviravoltas bem surpreendentes. Nós, leitores, ficamos completamente na mão do autor.



A série Nobres Vigaristas é leitura obrigatória para todo fã de fantasia. Indicada também para fãs da trilogia A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss (que afirmou que, se Locke e Kvothe fossem do mesmo universo, seriam melhores amigos), a obra de Scott Lynch é inteligente e envolvente, com personagens debochados, sarcástico e sem o mínimo de escrúpulos.

site: http://www.encontrosliterarios.com.br
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@APassional 10/12/2015

* Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Resenha disponível no blog Arquivo Passional, no link abaixo.


site: http://www.arquivopassional.com/2015/07/resenha-republica-de-ladroes.html
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Laís Helena 31/08/2015

Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia
Locke foi envenenado e, junto de Jean e à beira da morte, segue para Lashani. Jean procura pela cura desesperadamente, mas nenhum alquimista ou galeno residente na cidade possui a resposta. Por fim, são abordados por Arquidama Paciência, uma Maga-Servidora, que se oferece para remover o veneno do organismo de Locke em troca de ajuda para manipular os votos da eleição dos magos a favor dela. Relutantemente, Locke aceita o acordo, enquanto a oposição conta com a ajuda de Sabeta, antiga integrante dos Nobres Vigaristas e ex-namorada de Locke.

Essa trama se intercala com flashbacks, em que é desenvolvida toda a relação entre Locke e Sabeta desde que eles se conheceram ainda no Morro das Sombras. Além dos interlúdios, temos também as interseções, que mostram diálogos entre os magos e nos ajudam a compreender, ao final do livro, os verdadeiros objetivos da eleição.

Com essas duas tramas correndo em paralelo, o livro me prendeu do início ao fim. Neste livro, o autor liga as tramas que anteriormente pareciam totalmente independentes por meio de algumas revelações (uma delas muito chocante) e finalmente dá atenção aos Magos-Servidores e à magia, explorando as diferentes facções e o suposto motivo (este muito interessante) por que se organizam como prestadores de serviços.

O relacionamento entre Locke e Sabeta é o foco neste livro, mas nem por isso deixamos de ver as mais variadas tramoias enquanto os dois tentam se sabotar mutuamente a fim de cumprirem seus contratos com os magos (o que inclui Locke fingindo uma convulsão em público num dos momentos mais engraçados do livro). Apesar de não serem golpes tão grandiosos quanto os dos livros anteriores, não deixam de destacar a inteligência e a criatividade tanto de Locke quanto de Sabeta, que praticamente se equiparam.

Nos flashbacks, temos Locke e Sabeta usando suas habilidades em conjunto para se livrarem de grandes enrascadas, quando seu verdadeiro intuito se resumia a apenas representar uma peça — que dá título ao livro — em mais uma das tarefas que Correntes demandou.

Porém, tanto no presente quanto no passado, as tramas foram bem amarradas e o confronto entre duas pessoas de inteligência equiparável e que conhecem os truques um do outro deram imprevisibilidade ao enredo, fazendo-me avançar pelas páginas na ânsia de saber qual seria o resultado. Como sempre, as reviravoltas são inteligentes, do tipo que fazem o leitor pensar não pode ser!

A narrativa está mais fluída neste livro, e as descrições, que me incomodaram um pouco no livro anterior, neste se encaixaram bem com o restante do texto, contribuindo para que as páginas se virassem rapidamente.

Os personagens constituem uma das melhores partes do livro. Finalmente conhecemos Sabeta e entendemos suas motivações. Seu relacionamento com Locke foi muito bem construído nos flashbacks e bem explorado no presente (apesar de a amizade de Jean e Locke ter ficado em segundo plano). Nos flashbacks, temos o retorno de Calo, Galdo e Correntes, o que rendeu ótimos momentos ao longo dos livros. Além disso, o suposto passado de Locke foi revelado no que constituiu uma das mais chocantes revelações do livro, e também conhecemos seu verdadeiro nome (aquele que ele confidenciou a Jean logo antes de fugir de Camorr).

O mundo mais uma vez é expandido. Conhecemos mais cidades, como Lashane, Kartane e Espara (esta nos flashbacks), apesar de o autor ter muito mais a nos mostrar. Também ficamos sabendo mais sobre os Ancestres e temos uma sugestão do motivo que os teria levado a desaparecer. Sobre a magia, nos foi revelado muito pouco (o foco são as eleições e poucos magos aparecem), ainda assim, o pouco que foi mostrado soou muito coerente, e fiquei com a sensação de que esse assunto será retomado nos próximos volumes.

O final chega com uma solução inesperada ao embate entre Locke e Sabeta, mas que soou muito adequada, e deixa algumas pontas soltas que farão todos os fãs implorarem pelo próximo volume.

A República de Ladrões, tendo deixado a genialidade dos golpes de Locke em segundo plano, não foi melhor que os dois volumes anteriores, porém, não deixou de ser uma leitura muitíssimo agradável e divertida.

site: http://contosdemisterioeterror.blogspot.com.br/2015/08/resenha57.html
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Cath´s 29/06/2015

Resenha República de Ladrões.
República de Ladrões é o terceiro livro da série Nobres Vigaristas, sendo o primeiro As Mentiras de Locke Lamora, seguido por Mares de Sangue.

No primeiro livro você é apresentado a esse grupo denominado Nobres Vigaristas que furtam dos nobres de Cammor com uma graça e sofisticação incrível, além de sempre surpreender com suas ideias e saídas super inteligentes.

Em As Mentiras de Locke Lamora eles se metem em grandes confusões e irritam os Magos Servidores (Magos super poderosos) e acabam tendo que sair de Camorr. Já em Mares de Sangue eles irritam o pessoal de outra cidade enquanto são perseguidos pelos referidos Magos e acaba com Locke a beira da morte indo viajar com seu amigo/companheiro/comparsa Jean enquanto espera "sua hora".

Nos dois livros anteriores existe referencias a Sabeta, a paixão nada secreta de Locke desde a infância e que fazia parte do grupo dos Nobres Vigaristas, e acontece que nesse livro ela finalmente aparece, mas em uma situação que coloca os dois em lados opostos.

Locke recebe uma oferta dos Magos Servidores que Jean não permite que ele recuse: sua vida em troca de seis semanas fazendo um partido político ganhar na cidade de Kartane. É necessário explicar que os Magos Servidores se dividem em dois grupos de opiniões opostas e essa disputa política é como um jogo para ver qual lado vence.

Ocorre que do outro lado da disputa contratam ninguém menos que Sabeta, então Locke tem que jogar e reconquistar a mulher dos seus sonhos ao mesmo tempo. Enquanto isso os Magos Servidores tem seus próprios planos.

O livro é cheio de reviravoltas críveis e que você nunca pensaria bem ao estilo do Lynch, e também tem o clássico capítulo presente e próximo capítulo no passado o que termina te deixando curiosa ao término de cada capítulo (assim vemos mais de Calo e Galdo que apareceram pouco).

Quando você está indo para o término do livro o autor te da um soco e te deixa em nocaute com certas "revelações" sobre o passado de Locke e quando chega ao final e vai ler tranquilamente o epílogo novamente é arremessada na parede, e sabe o que isso significa? Que ele te conquistou novamente para a próxima leitura, não somente te conquistou como te deixou ansiando.

Algo incrível é que são um grupo de ladrões, mas será por eles que irá torcer fervorosamente e sendo bem sincera eles nem tem um motivo bom para roubar, eles poderiam trabalhar em qualquer coisa, mas roubam, não tem desculpa e mesmo assim você vai adorá-los e torcer por eles, o que demonstra o quanto os personagens te conquistam.

Outro detalhe é que o autor consegue dar um linguajar culto ao livro ao mesmo tempo que é fácil de ler a obra, não é como pegar um clássico e ler, o que normalmente é mais cansativo, ele conseguiu juntar o culto com a leitura prazerosa e simples.

Quanto a capa preciso mesmo falar? Está maravilhosa e sim, tem conexão com a história, o que sempre é bem importante.

Se eu tivesse que descrever o livro em poucas palavras: intenso, maravilhoso e explosivo. Já deve ter percebido que totalmente recomendo a série, correto?!

site: http://www.some-fantastic-books.com/2015/06/resenha-republica-de-ladroes-scott-lynch.html
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Vagner 24/05/2015

Desbravando República de Ladrões
A narrativa desse 3º livro da série Nobre Vigaristas começa logo após os acontecimentos do volume anterior (Mares de Sangue), quando Locke Lamora e Jean Tannen estão fugindo da cidade de Tal Verrar. Quando chegam a Lashane, Locke começa a sentir fortemente os efeitos do veneno injetado em seu corpo, ao contrário de Jean, que acabou tomando o antídoto todo, como foi visto no último capítulo de Mares de Sangue. E está sentindo tão fortemente esses efeitos que a morte parece certa a cada minuto que se passa. É nessa hora que entram os Magos-Servidores.

Próximos da próxima eleição que elegerá o Konseil, que é composto por dezenove representantes da cidade de Kartane, a Arquidama Paciência resolve pedir a Locke Lamora e Jean Tannen uma ajudinha para que o seu partido, o Raízes Profundas, finalmente vença o oponente Íris Negra depois de dois anos. A contra-partida? Tirar o veneno do corpo de Locke e consequentemente salvá-lo. Seria essa uma troca justa e simples ou a Maga-Servidora tem algum outro plano em mente?

Falando em Magos-Servidores, gostaria até de fazer um adendo aqui: eles são um dos pouquíssimos elementos fantásticos que podemos ver nessa série, e nem por isso ela se torna pior ou melhor que as outras. Eu consideraria Nobres Vigaristas como uma série de aventura de ladrões com uma pitada leve de fantasia e não o contrário, como muita gente fala por aí. Aléms dos Magos, temos sempre um papo aqui e um papo ali sobre os Ancestres, mas esses ainda continuam sendo um mistério impenetrável até o momento. Espero descobrir mais nos próximos livros!

Mas a grande parte desse livro foca em algo que os leitores estavam procurando saber há muito tempo: o relacionamento entre Locke e Sabeta. O autor Scott Lynch havia dado poucas pistas sobre a garota dos sonhos de Locke nos dois livros anteriores, apenas reforçava que ele não conseguia parar de pensar nela um minuto sequer e que a relação entre ambos sempre foi um pouco... conturbada. Ainda mais quando se descobre que ela era/é uma das poucas pessoas no mundo capaz de passar a perna no Nobre Vigarista e criar armadilhas tão criativas quanto Locke.

E é aproveitando-se disso que os Magos-Servidores do partido da Íris Negra, concorrente do Raízes Profundas, contratam Sabeta para ajudá-los na eleição! Vocês podem imaginar o que vem por aí...

Em meio a trocas de farpas e tentativas (ou não) de uns amassos aqui e ali, os dois entram em uma briga ferrenha para saber quem dará ao partido contratante o sabor da vitória. Tudo enquanto os queridos Magos-Servidores estão à espreita por toda Kartane, acompanhando os seus movimentos.

Como de praxe, os interlúdios do livro se passam na infância de Locke e, consequentemente, no começo da gangue. Aqui não é diferente, apenas que o foco dessa vez é em como Sabeta entrou para os Nobres Vigaristas e como os outros se comportavam tendo uma guria entre eles. Uma guria que era mais inteligente que os demais. Uma guria que era capaz de deixar Locke Lamora para trás desde o tempo em que viviam no Morro das Sombras, sob ordens do Aliciador. Foi lá que Locke encontrou Sabeta pela primeira vez e aquela atração toda pela ruiva começou.

Esses interlúdios, por sinal, para mim foram a melhor parte da obra até a metade da leitura, quando os Vigaristas precisam realizar uma missão em outro lugar e o ritmo cai levemente. Mesmo assim, as informações contidas neles são essenciais para se entender o motivo de Sabeta ter deixado os Nobres Vigaristas logo após a morte do Correntes e estar sumida por uns bons anos.

Uma das mudanças desse 3º livro para os demais é que, entre os capítulos "normais" e os interlúdios, temos a presença de interseções, mini-capítulos contados a partir de um ponto de vista muito peculiar, um personagem bem conhecido dos Vigaristas e que promete aparecer mais uma vez...

Aliás, só para constatar que, em matéria de humor e sarcasmo, os campeões disparados desse quesito em República de Ladrões foram Calo e Galdo Sanza. Os irmãos gêmeos deram um show à parte em toda a obra. Sugiro que vocês leiam o trecho a seguir como se estivessem cantando:

"Calo mordeu o interior da bochecha, afinou de novo a harpa e recomeçou:

Disse o patrão à donzela nova na herdade:
Deixe-me mostrar os animais da propriedade!
Aqui está a vaca que dá leite e o porco no chiqueiro
Aqui está o cachorro, uma cabra e um cordeiro;
Aqui está um cavalo orgulhoso e um falcão treinado e valente,
Mas o que você deve ver mesmo é este pinto excelente!

- Onde você aprendeu isso?! – gritou Correntes.
Calo explodiu num ataque de riso, mas Galdo continuou a canção com uma expressão impassível:

Alguns pintos acordam cedo e alguns crescem bastante,
Mas o pinto em questão trabalha mais que o restante!
Trabalhar é uma virtude, eu concordo e não minto.
E então, queridinha, venha segurar o meu..."

Explicando um pouco o porquê do nome do livro, além do seu significado óbvio para quem já lê a série, República de Ladrões refere-se à uma peça de teatro que os Nobres Vigaristas devem apresentar juntamente com outros membros de uma companhia fadada ao fracasso. Essa parte me rendeu algumas boas risadas e leves momentos de tensão.

República de Ladrões consegue manter um bom nível, mas acaba não sendo melhor que os dois livros anteriores. A fórmula usada por Scott Lynch nos seus livros continua boa e os mesmos devem (!) obrigatoriamente ser desbravados por todo aquele que é fã dessa série. Recomendo!

Ah, só mais uma coisinha, pra deixar todos vocês com aquele leve gostinho de quero mais:

"- Vou lhe dar uma pequena profecia, Locke Lamora, do melhor modo que eu a vi. Três coisas você deve tomar e três coisas você deve perder antes de morrer: uma chave, uma coroa e uma criança. - Paciência puxou o capuz para cima da cabeça. - Você vai morrer quando cair uma chuva de prata."

Fui, tchau!

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2015/05/resenha-republica-de-ladroes-scott-lynch.html
Roberta 25/05/2015minha estante
\o/
Tbm acho que os outros dois são melhores, mas eu estava tão tão animada em FINALMENTE conhecer Sabeta que nem me importei rs e que venha o próximo... logo por favooooor


Vagner 25/05/2015minha estante
haushsahuashuhsauhsa

Siiim, esse foi bom igual, só achei os outros 2 um pouco melhores. E o 4º deve sair lá fora em dezembro. Aqui provavelmente no 2º semestre de 2016...


Roberta 25/05/2015minha estante
Aham...também acho. :)
Nem me fala... :(
Nobres Vigaristas são viciantes.


Guilherme.Gomes 22/03/2016minha estante
Um dos melhores livros que ja li na minha vida. Li em dois dias. Foi a sua resenha que me incentivou a ler a obra inteira. Muito obrigado man :D


Vagner 15/05/2016minha estante
Que bom, Guilherme!!

Essa série vale muito a pena, vamos ver o que o Scott Lynch apronta pra gente a partir do 4º livro. o/


Gokuafricano 27/03/2018minha estante
Quando li a os irmãos cantando o refrão que escreveu tirei foto e mandei no grupo do whatsup, muito engraçado, concordo em praticamente tudo o que você falou. A parte do teatro cai realmente a qualidade, mas gostei muito da Sabeta.


Vagner 03/04/2018minha estante
Bah, Jean, dá uma saudade relembrar essas coisas! Tomara que o Lynch melhore e lance o 4º livro com ainda mais qualidade.




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