Enquanto Ela Contava Histórias

Enquanto Ela Contava Histórias José El-Jaick




Resenhas - Enquanto ela contava histórias


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Elaine Cris 17/03/2015

Uma grande criação...
EL-JAICK, José. Enquanto ela contava histórias. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
Sobre o autor
El- Jaick é um médico aposentado nascido em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Dedica-se a escrever, é amante da literatura a vida toda, e após sua aposentadoria se entrega a esse amor. Suas estórias têm como pano de fundo a arte, a literatura (as histórias mais antigas), histórias antigas, etc. Usa de uma linguagem simples e extrovertida. Apesar de ser um livro de ficção faz uma leve crítica à sociedade, política, etc. Têm outros livros lançados, o livro “O agente do Vaticano e Maldita Mulheres”.
Sobre o livro
“Enquanto ela contava histórias” conta a história de um médico brasileiro complemente envolvido com sua profissão que tem como meta de vida estar sempre entre os melhores. Apesar do grande sucesso e prestígio o médico se sente sufocado com as exigências de sua vida. Certo dia recebe um e-mail de uma espanhola que acredita ser ele um parente distante, o convida a visitar Granada acreditando que ele possa ser a esperança de trazer alegria ao avô que está quase morrendo e deseja conhecê-lo.
Apesar de não acreditar muito na ligação de sangue entre ele e a família espanhola, Paulo Roberto Bassam, decide que precisa se dar um tempo e se ausentar por uns dias de tudo que o sufoca e assim faz. Aceita o convite e embarca para Granada e combina um encontro com Nádia, neta de Tawfiq.
Tawfiq está à beira da morte e tem um sonho. Acredita que o médico poderia realizar esse sonho após saber pela neta que Roberto havia escrito um ensaio sobre um filósofo do século XII, Averróis.
E a estória toda tem como base o sonho de Tawfiq, que tem em mãos um manuscrito antigo e de autor desconhecido de uma história mais antiga ainda e que apesar de ser muito conhecida, diz-se que dá história só se expôs as partes que encantariam as pessoas. Trata-se nada mais, nada menos que o conto das “Mil e uma noites” e Tawfiq deseja vê-la publicada.
Segundo Tawfiq, o manuscrito revela fatos ocorridos na cidade onde viveu Sherazade, fatos que aconteceram na cidade antes, durante e após Sherazade ser a esposa do Sultão.
Um entrosamento romântico entre Nádia e Paulo faz com que ele acabe aceitando o grande desafio que é montar esse manuscrito, quando sabe que o velho Tawfiq só tem em mãos uma pequena parte do manuscrito, o início.
A trama é envolvente pelo fato de causar uma boa curiosidade para saber o que é que há no manuscrito e pelo envolvimento de Paulo e Nádia. Não recomendo o livro para menos de 16 por conter cenas de violência, sexuais, etc. O autor não se constrange em usar palavras e expressões fortes que realmente revelem o que deseja narrar. Graças a isso podemos visualizar e conhecer bem seus personagens e enxergar as cenas que o autor vai desenhando enquanto conta sua história (o manuscrito).
O livro é cheio de alusões e críticas à sociedade atual ou a de sempre. Nos frustra e nos alerta ao mesmo tempo que vamos conhecendo o teor de sua narrativa, por isso o considero um livro de teor adulto. Nos leva a pensar em como o ser humano é egoísta e capaz de valorizar coisas torpes a fim de se beneficiar.
Não recomendo uma leitura rápida. E pra quem curte dar uma visitada ao passado, o livro tem um bom potencial para ajudar a mente criar ou recriar imagens de um tempo em que nossos antepassados tinham como correção de conduta a morte em praça pública.
Eu, como amante de contos históricos, estórias antigas, lendas, mitos, religiões, filosofia, antropologia, sociologia, psicologia, e afins fico muito contente em ver um bom livro escrito por um brasileiro. Com certeza meu próximo livro do EL-JAICK será “Malditas Mulheres”, que pela sinopse que li, trás grandes nomes e muitas dicas literárias de milhares de anos de história.
By L.C
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