Henfil na China (antes da Coca-Cola)

Henfil na China (antes da Coca-Cola) Henfil




Resenhas - Henfil na China (antes da Coca-Cola)


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MariSerra 08/03/2009

Hilário
O humor da prosa de Henfil faz deste um delicioso livro. O retrato de um momento histórico desse país tão enigmático que é a China faz o livro ser muito valioso, também. Henfil não economiza nas críticas, fazendo com que o livro seja leve sem ser ingênuo.
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Daniel L 10/06/2009

incrível
Comprei o livro nessa minha época Henfil e quando li fiquei abismado. São textos que contam as duas semanas que durou sua visita a China, logo após a morte do Mao e antes de Deng chegar ao poder e iniciar a abertura.

Henfil como ex-simpatizante da AP (movimento brasileiro com influências maoístas) fica maravilhado com muitas coisas que vê lá, mas não deixa de dar seus cutucões e suas críticas, principalmente a propaganda exagerada. Vivencia o dia que os integrantes do Bando dos Quatro (incluindo a viúva de Mao) são presos e toda a china sai comemorando. É incrível, mas vale dar uma pesquisada de leve no contexto da china contemporânea para entender algumas coisas.

Detalhe que fiquei sabendo só depois: durante o livro fala-se diversas vezes sobre uma fotógrafa, um ser meio até misterioso. Descobri depois que a tal fotógrafa era a mulher na época de Henfil, Berenice, mas que depois que ela o trocou pelo J. Ubaldo Ribeiro ele fez questão de editar o livro para tirá-la. A mesma coisa no Diario de um Cucaracha.

leiam!
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Georgia 06/01/2013

A primeira vez que tive a oportunidade de ler Henfil na China (antes da coca-cola) confesso que achei um pouco exaustivo, uma vez que o livro se mostra como um diário de viagem feito por um ocidental incrédulo e ao mesmo tempo fascinado com uma nação de comunistas, ou seja, o livro é maravilhoso, se você de fato quiser saber como, porque, e o que leva os chineses dizerem amém a Mao.
Supondo que seu interesse pela china, vá além dos produtos de 'MADE IN CHINA' e que política e cultura sejam temas que lhe encantem, eu recomendo.
Pois bem, feitas tais suposições vamos ao diário:
O modo como Henfil se utiliza para fazer seus relatos e sugestivos comentários, não poderia ser melhor, ele nos introduz ao assunto segundo a visão chinesa, ou seja, certas loucuras relatadas não parecem ser tão loucuras assim, pois são ditas de acordo com o pensamento chinês, ou seja, as loucuras geralmente tem um porque racional e aceitável, as que outrora não possuem esse 'porque' de fato chocam, o que não impede de Henfil aproveitar para se vangloriar de sua ironia ( muitas vezes provocando certo humor).
A título de curiosidade, vou listar alguns tópicos que me chamaram a atenção:

- Segundo o livro a china não possui uma semana inglesa, ou seja, o domingo nem sempre é um dia de folga, cada chinês possui um dia de descanso diferente e com isso a cidade nunca para, evitando assim, congestionamentos ******************************
-
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Fogui 31/03/2015

Henfil na China
Henfil na China: antes da Coca-Cola
Henfil
Codecri
1981

Lançado em 1978, este livro tinha por objetivo, relatar a visão, sempre bem humorada; do cartunista, jornalista, escritor e humorista Henfil.

A visão de uma China comunista, que até aquele momento, atendia os anseios de sua enorme população de 900 milhões de habitantes...

Quer ler a resenha completa e muito mais, visite o blog Momentos da Fogui:

site: http://foguiii.blogspot.com.br/2015/03/henfil-na-china-antes-da-coca-cola.html
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Momentos da Fogui 02/10/2016

Momentos da Fogui
Leia a resenha no blog:

http://foguiii.blogspot.com.br/2015/03/henfil-na-china-antes-da-coca-cola.html

site: http://foguiii.blogspot.com.br/2015/03/henfil-na-china-antes-da-coca-cola.html
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Hiroshi 09/05/2018

Vendo a China comunista com olhar ocidental
Livro muito esclarecedor, quebrei a visão de uma china sem privilégios, atrasada em direitos sociais. Aprendi a entender como funciona a cabeça local antes de criticar um povo. Nesse livro, me peguei fazendo várias reflexões. Muitas comparações com o Brasil.
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Henrique Fendrich 13/01/2020

Ainda que datado, o livro mostra impressionantes características do povo chinês. Notava-se inclusive muita ingenuidade por parte do chinês comum e eu me pergunto se ao menos um pouco disso não foi preservado mesmo nos dias de hoje. O chinês da época de Henfil se espantava com a ideia de existirem motéis, e ainda mais de irem até lá pessoas não casadas. Ao menos no tempo do Henfil, também o dinheiro ainda não havia estragado tudo.

A capacidade de organização em forças de trabalho, que parece característica de outros povos asiáticos além dos chineses, é visível por meio dos incríveis abrigos antinucleares que eles construíram, esforçando-se para reproduzir, no subterrâneo, exatamente a Pequim que existia acima do solo. Consta que os abrigos eram superiores aos norte-americanos.

A cartilha do governo, na época da visita de Henfil, era seguida como religião, em uma ditadura que em diversos momentos me lembrou o cenário de "A revolução dos bichos". Havia, apesar de tudo, algumas noções de respeito às minorias e aos idosos, além de uma ideia de igualdade social, ainda que as medidas adotadas não se mostrassem as mais adequadas.

É, de toda uma forma, uma obra muito interessante que evidencia várias diferenças culturais que existiam entre os chineses e o resto do mundo, muitas delas ainda existentes. Henfil se ateve a aspectos menos visíveis da sociedade chinesa da época. Não se espera, por exemplo, que ele vá ver a Muralha da China, como se fosse um turista comum.

Há também um trecho, escrito quando o Henfil ainda estava em viagem à China, que eu gostei muito e salvei:

"Agora, suponhamos que um chinês viesse aqui e, pela observação de sua maneira de viver, procurasse interpretar o european way o life. Diria ele, quando voltasse pra China: o europeu é escravo do trabalho. Não lhes respeitam vocação ou potencial. Trabalha onde o mercado manda. Recebe uma quantia em dinheiro para comprar uma porção de coisas supérfluas. A parte que economiza ele gasta quando entra numa fila imensa de carros na tradicional festa ocidental chamada weekend. Todo ano ele participa também de outra festa chamada férias. Fica um mês sem trabalhar e isto lhe causa muita angústia e um vazio enorme. Aí ele procura um cinema ou um teatro onde artistas contratados vivem para ele coisas essenciais como o amor, sexo etc.".
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