Loui, O Palhaço Medonho

Loui, O Palhaço Medonho Léo Otaciano




Resenhas - Loui, O Palhaço Medonho


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01/07/2016

O convite de hoje é pra experimentar um momento único. Usufruir de uma emoção diferente da normalidade, o "Medo". O livro de hoje é diferente dos já resenhados esta semana... O gênero é terror. Essa literatura tem por finalidade a intenção de atemorizar ou assustar os leitores, claro que os que se permitem sentir tal sensação, dando uma parada para uma boa leitura. E seguindo a ''semana especial'' do Leonardo, vai mais um livro dele, desta vez este é escrito em parceria com seu filho Matheuz Silva. ''Loui , O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios''.

O livro nos é apresentado em contos que dão com o conto do “Loui, o Palhaço Medonho”, sendo este o conto principal. Loui é um palhaço medonho que aterroriza a vida de Nícolas, um adolescente que ficara entre a vida e a morte com uma crise de asma. O interessante é que no momento de todo o sofrimento o garoto diz que um palhaço estava por ali, junto dele. Muito sinistro!!! O garoto deixava claro o seu medo por palhaço, de certo lembranças boas de um, não tinha. E justamente por ter medo, os pesadelos eram constantes. No entanto, apesar de seu medo pelo palhaço ser muito forte a perseguição do palhaço ao garoto só aumentava, e o palhaço de fato começa a se sentir dono do garoto, perseguindo os amigos do Nícolas, e coisas horrendas e absurdas acontecem. Quando fiz a leitura pensei: Algo deve haver nessa relação, a psicologia tem algo a nos dizer, e como o autor de fato adentra nesses assuntos também de comportamento, nos apresentou de forma grandiosa o porquê de tais acontecimentos.

Acredito que todos têm medo, mesmo que não admita, ele está em seu íntimo. O medo é de certa forma de extrema importância para a preservação da espécie... E a ideia de medo surge no momento em que nosso cérebro em alerta, ativa alguns compostos químicos, e com isso surgem os batimentos acelerados, a mudança na respiração seguida de uma contração muscular, e assim sentimos ele, o terrível MEDO! Como diria um dos mestres do terror, H. P. Lovecraft: “A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido.”

O livro é cheio de contos, alguns contos se entrelaçam no outro... a exemplo do ''Loui, O Palhaço'' e isso mostra de certa forma o quanto o autor conseguiu casar direitinho tais encontros, no entanto existem outros, que seguem sem encontro, ligação... mas que decerto conseguem assumir o seu objetivo e terrorizar o leitor.

Existem contos pra todos os gostos. Me envolvi com o conto "A criatura de Flastonbuty" voltei a infância e me vi sentada a ouvir esses conto e deixei o medo tomar conta de mim... Tem o "MADARIJESZTO", conto sinistro, onde o espantalho toma conta da carnificina... e perturbadora... perseguindo a menina Lenci.

“Madarijeszto vai te pegar, vai pegar você esta noite Lenci. Não feche os olhos, não faça barulho, tente respirar baixinho. Ele está entrando em sua casa. Ele está chegando perto do seu quarto. E agora Lenci! Madarijeszto veio enforcar você e te levar para dentro do milharal. Não se mexa, qualquer barulho e ele te pega Lenci”.

Outro conto perturbador também é de nome: "Hit To The Road Jack: O Blues Macabro". Jack viveu uma experiência diferente de tudo que já vivera, saindo de sua noite comum de bebedeira encontra uma mulher de branco... e o encontro acontece... Hahaha. Muito louco! Outro que de certo momento me envolvi foi o conto de título "O CEMITÉRIO PERDIDO", a forma como foi construindo os personagens, o uso das palavras, o enredo, tudo foi inesquecível. Viajei legal, lembrei-me dos contos de Pedro Bandeira. Queria continuação...

Existe outros contos que se seguem, e que a cada leitura você vai ficando sem folego, pois é um presente a cada conto e quando você pensa que já chegou no limite e que os autores já apresentaram de tudo, aí vem mais alguns para nos mostrar que os autores são: "poço de criatividade".

Outro conto que e entrelaçado ao conto do Loui, o Palhaço medonho, é o "Luzes Acessas", onde o Arnold é perseguido pelo medo em sua própria casa, onde deveria estar seguro, mas é exatamente por ali que coisas horrendas acontecem. Mais um conto que nos é apresentado é "Invasão ao Colégio São Sebastião" onde boatos de um duende assombrava as pessoas, este aparecia a noite na qual carregava para sim garotas e garotos atrevidos. Esse conto também se entrelaça ao conto principal. Temos também o conto "Estradinha do Terror", achei interessante o enredo. Os personagens já eram íntimos meu...rs, pois o autor utiliza personagens de um outro livro do próprio autor: "Mistério na Casa da Rua Severin".

Por fim, temos "As descoberta do Medonho" e "O cativeiro e o Horror em São João de Del Rei", aí mais capítulos para nos apresentar um desfecho espetacular do livro. Onde os autores entram e mostram que são, de fato, muito bons no quisto Terror.

Penso que escrever Terror não é fácil, mas os autores com suas mestrias nos apresentou contos sinistros de forma encantadora. Se igualando aos maiores, aqueles que a história nos apresenta e os que de bom gosto do bom terror nos afirmam: Lovecraft, Stephen King, Edgar Allan Poe e tantos outros que fizeram e fazem desse Gênero o sucesso que é.

O livro é ótimo, leitura rápida e você não quer parar, pois o livro nos contagia com a emoção mais louca e sombria o MEDO, fazendo-nos querer ler mais dos autores, e penso que o bom autor faz isso, contagia o leitor a ponto de fazê-lo querer mais. Muito mais! E me despeço do "Loui, o Palhaço Medonho" com um misto de prazer ao ser tocada, com tal emoção. E penso que mais leitores ao ler, serão tocados também. Por isso Recomendo!!! Excelente livro, e merece as cinco estrelinhas, pela escrita, enredo, e o sentimento que em nós desperta.
Léo 18/11/2016minha estante
Uma resenha bem completinha, obrigado. Tê-la por aqui também faz a diferença, querida Geh. Sua visão sobre o livro e alguns pontos ressaltados por você são muito interessante, você consegue enxergar pontos de suma importância. Parabéns. Agradecemos.




Caroline.Factum 18/11/2016

Loui, o palhaço medonho
Livros de entretenimento sem valores são para mim livros inúteis, os autores de Loui, o palhaço medonho e outros contos conseguiram de maneira sublime fazer bem mais que historinhas de terror, os contos possuem excelente descrição, ao ponto de nos transportar ao local (não quero ver um espantalho tão cedo em minha vida) e fora isso, agregaram um valor moral e real usado em nosso cotidiano.
Não sei fazer resenha, apenas deixo minha opinião sincera. Confesso que quando comecei ler o livro torcia para gostar, pois conheço o autor e ele é uma doçura de pessoa, um excelente resenhista e caso eu não gostasse do livro, seria no minimo constrangedor.
Com certeza não faço elogios quando não gosto, apenas me dou o direito de não comentar e rezo pro autor não perguntar minha opinião. (risos)
Não foi o caso, o desfecho do livro é o que chamam de "chave de ouro". Outro ponto de destaque é para o emprego do nacionalismo valorizado na obra, o que poucos autores novos nacionais fazem.
Cito alguns dos favoritos: Madarijeszto, hit the road, o cemitério perdido, luzes acesas e o cativeiro. Apenas preferencias, o livro em um todo é excelente! Agradeço a oportunidade de conhecer e entrou para meus "favoritos" nacionais.

site: http://cicloseternos.com/Livraria/index.php/produto/e-book-colecionador-de-almas/
Léo 18/11/2016minha estante
Querida Caroline, somos gratos por tuas palavras sinceras a respeito do livro. Ficamos muito felizes com em saber que a obra te agradou e que você conseguiu enxergar pontos que outros leitores ainda não viram. Saber que Loui é um dos seus favoritos nacionais é simplesmente demais! Agradecemos de coração, isso faz a diferença.




Desenhando em Letras 01/07/2016

Crianças não devem brincar de morrer
Analisar livros de contos, muitas vezes, é um trabalho – quase – hercúleo, visto que o autor não tem a obrigação de incluir em sua coletânea histórias que dialoguem entre si (a não ser pelo gênero, evidente), o que dá, em muitos casos, a sensação ao leitor de que determinada história está deslocada, perdida entre tantas outras, talvez pela falta de cuidado ao se trabalhar o enredo ou até mesmo pela estrutura ser totalmente diferente da que fora utilizada no restante. O fato é que, mesmo sendo uma tarefa difícil, novos autores têm se superado ao organizar o material antes de imprimi-lo. Se tratando de terror, esse cuidado em, antes de tudo, preparar uma antologia que, do primeiro ao último conto, não sofra qualquer mudança drástica – tanta na narrativa quanto ao clima fantasmagórico empregado - deve ser levado em consideração. Aqui não critico os autores que fazem uso de diversos artifícios superficiais a fim de manter a atenção do leitor, na literatura tudo é válido contando que a obra apresente conteúdo, mas deixo a seguinte observação: já parou para pensar que, embora a intenção do contista é ser breve e deixar determinada mensagem ou final aberto, isso pode, também, ser reparado, essas lacunas podem ser devidamente preenchidas sem que um conto interfira diretamente no andamento do outro?

Leonardo Otaciano e Matheuz Silva fizeram exatamente isso em Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios. Respeitando a intenção maior em se escrever conto, que é ser breve, ambos os autores desenvolveram onze contos que oscilam entre o terror mais sangrento e o mais sutil, abordando questões sérias com bastante naturalidade, incluindo nas nossas mentes os mais variados pensamentos, fazendo-nos arrepiar por inteiro. E foram além: há aspectos, pequenos fragmentos, em determinados contos que, ao longo do livro, vão formando um magnífico quebra-cabeças. Uma jogada de mestre que pouco vemos por aí, uma pedra preciosa oculta entre tantas obras que, para se manterem sempre ao agrado geral, se fecham a um único estilo de escrita, limitam o próprio vocabulário a frases, situações e sensações clichês que há muito definham.

Em Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios não há um ápice de terror, pois todos os momentos que rodeiam a leitura trazem à tona um misto de preocupação e euforia. A frase inicial do primeiro conto, Loui, o Palhaço Medonho (que dá nome ao livro) é “esta história é sobre o medo”. Arrisco a dizer que a intenção dos autores ao escreverem a frase acima não foi a de dizer, unicamente, que só esse conto trata sobre o medo, afinal Loui é um dos fragmentos que aparecem em algumas – horripilantes – situações de outras histórias e, com ele, o medo sempre está presente. Talvez não para você, leitor, que não se apavora quando vê um palhaço estampando um sorriso maligno enquanto segura um machado, mas certamente para os personagens, os mesmo que se cagam simplesmente por terem de apagar a luz antes de dormir, o medo estará lá. Atrás do Medonho.

O meu comentário a seguir pode parecer tendencioso, já que, além de amigo, sou fã de um dos autores, do Leonardo Otaciano, mas posso assegurar que a coletânea é um prato cheio para os amantes de terror, que sempre leram Robert W. Chambers e Edgar Allan Poe, e é um banquete mais que especial para os jovens que, durante a infância, ouviam os diversos “causos” do interior: a narrativa dos autores lembra bastante a forma com que os “velhos” adoravam entreter a molecada com histórias de terror em volta de uma fogueira quando a lua atingia o seu apogeu.

site: http://desenhandoemletras.weebly.com/blog/resenha-loui-o-palhaco-medonho-outros-contos-sombrios
Léo 18/11/2016minha estante
Muito obrigado por esta incrível resenha, meu amigo. Simplesmente demais.

A sua visão é perfeita.





Kethlyn 20/09/2016

Resenha:

Loui, é de fato um palhaço medonho... Ter medo dele só aumenta seu apetite de matar o humano...

Te atormentar durante suas noites de sono não é nada comparado ao que esse palhaço pode fazer com você na vida real.

Quando menos se espera ele aparece pronto para dar o bote... Loui, para e observa o local até ser notado e pronto é só olhar para ele que suas pupilas ficarão dilatadas, seus batimentos cardíacos ficarão acelerarados e com você ele vai brincar...

O palhaço se aproveita de suas vitimas quando estão sozinhas, a escuridão é seu momento favorito e claro seu melhor amigo.

Quem diria que fato isso é real?







O espantalho Madarijeszto... (Este não é o nome do conto!)

Lenci é uma menina, esta a dias sem dormir, sempre foi uma garotinha ingênua e infelizmente ele se aproveitou disso.

Tudo para a menina era apenas diversão até que ele se tornou não mais seu amigo mas sim alguém que lhe despertava medo.

Madarijeszto lhe atormentada, não queria mais que a menina fizesse amizades, Lenci é apenas sua amiga, apenas sua e todos ao seu redor precisavam entender isso, até mesmo a pobre garota...
[...]

-> Leia a resenha completa no blog! :)

site: https://parbataibooks.blogspot.com.br/2016/08/resenha-loui-o-palhaco22.html
Léo 18/11/2016minha estante
Uau, que maneira legal de expor a sua visão sobre a obra, você fez quase uma sinopse sobre o malvado palhaço. Nós somos gratos pelo carinho, Keth, obrigado. Adoramos!




Kemmy 25/09/2016

Não recomendável para quem sofre de coulrofobia
Não é fácil resenhar um livro de contos.
Como eles são bem curtos, é difícil falar sobre o enredo sem revelar algum ponto importante, mas vou tentar, ok?

O primeiro - Loui, o palhaço medonho - continua sendo o meu favorito. Talvez por ter sido o primeiro e eu não estar habituada à narrativa e à trama em si, mas gostei demais de como tudo foi descrito ali. Senti medo e certa apreensão pelos personagens. É um conto interligado com alguns outros, portanto é muito importante prestar atenção aos nomes e fatos.

O protagonista é assombrado pelo palhaço, mas sempre foge. Não são todos os amigos que sabem de sua existência. Não são todos os amigos que acreditam em sua existência... No fim, há uma "lição" dada pelo palhaço medonho que infelizmente nem todos tiveram tempo de aprender.

Resenha completa em:

site: http://www.2leitoras.com.br/2016/08/resenha-loui-o-palhaco-medonho-e-outros-contos-sombrios-leo-otaciano-matheuz-silva.html
Léo 18/11/2016minha estante
Kemmy, agradecemos por expor o seu ponto de vista sobre o livro, e sobre a lição transmitida por Loui, você soube a captar muito bem, ficamos felizes com isso. Na verdade, a entrega do leitor também é importante na leitura de um livro, a finalidade, além do entretenimento, é sempre alcançar lições. Obrigado.


Marlene C. 04/03/2017minha estante
Oi.
Já vou dizendo que tenho muito medo de palhaços, essa imagem na capa já me deixou em um estado de espírito não muito bom, mas gostei da resenha, mas não sei se tenho coragem para ler, gostei de saber que eles conseguem fugir, deixa eu ir conferir a resenha completa.
Bjs.


Marta 07/03/2017minha estante
Adoro contos de terror!! Fiquei bem empolgada para ler!!
Beijoss




Jéssica Spuzzillo @pintandoasletras 28/09/2016

“E desde o início das trevas do século, há aqueles que praticam o mal”
No primeiro conto conhecemos alguns adolescentes que são perturbados constantemente pelo Loui, o palhaço Medonho e maléfico. A escrita dos autores é tão intensa que me fez ficar com medo de verdade, fiquei arrepiada com os diálogos entre o palhaço e os garotos.

“Não fechem a porta. Não apaguem as luzes. Eu posso estar do seu lado, debaixo da cama ou dentro do armário. Você não me vê? Olhe bem, procure nos cantos da sua casa, tenho certeza que você verá um palhaço feliz, pronto para te levar direto ao paraíso. É melhor que você não durma esta noite. Pode ser muito perigoso”

Nesse livro não conhecemos somente o palhaço assustador e sim outras criaturas que eu NUNCA, JAMAIS, NEVER gostaria de ver na vida kkk. Já disse que sou bem medrosa né? Não assistia filmes e nem lia nada de terror e como disse lá encima essas histórias foram uma grata surpresa pois nunca na vida imaginei que iria gostar de um livro desse tipo, ele abriu meus olhos para outros, que já coloquei na minha lista.

Os contos são muito bem escritos e a editora está de Parabéns pela qualidade, por ser o primeiro livro lançado achei que seria bem simples, mas não. A Capa é maravilhosa, as folhas não são brancas (amei), o início de cada conto tem uma ilustração incrível ,todo o conjunto da obra é extremamente bonito.

“Não feche os olhos, não faça barulho, tente respirar baixinho, Ele está entrando em sua casa. Ele está chegando perto do seu quarto...”

Beijos e cuidado com o Loui …kkk

site: www.pintandoasletras.com.br
Léo 18/11/2016minha estante
Olá, que bom que tenha gostado da nossa obra, Jéssica.

Nós agradecemos o seu carinho, tanto para nós, autores, quanto para a Editora Fonzie que realmente realizou um trabalho fantástico.





Nelmaliana 06/10/2016

Acervo sombrio de Leonardo Otaciano e Matheuz Silva ocupado por tétricos vilões, criaturas sobrenaturais, elementos sanguinários, jovens possessos e um medonho palhaço, seres presenciados pelo leitor de âmbitos excêntricos e corriqueiros. O medo será um louvável companheiro durante as descobertas nefastas destes recontos.

Leonardo e Matheuz, pai e filho, nos presenteiam nessa antologia com 12 contos do mais puro terror. Não é possível identificar quem escreve qual conto, mas uma coisa é pertinente em todos eles: a narrativa nos leva a um estágio de medo quase palpável.

Os autores conseguem em poucas páginas nos apresentar toda uma história, o ambiente no qual ela se passa e as personagens de maneira que não é possível para o leitor parar de ler. A narrativa é extremamente fluida e envolvente do início ao fim.

Aqui você encontra duendes, espantalhos e uma variada gama de seres assustadores. Mas sem dúvida o mais assustador é o Loui. Eu sempre tive medo de palhaços, não tenho a menor ideia do porquê, mas depois de ler essa antologia eu desenvolvi verdadeira fobia.

O nosso querido e pavoroso palhaço nos agracia com sua presença em 5 contos: Loui, O Palhaço Medonho, Façanhas Assustadoras de Um Palhaço, Luzes Acesas, As Descobertas do Medonho e O Cativeiro de Déwin e o Horror em São João Del Rei. O desenvolvimento dessa personagem ocorre no decorrer desses contos, onde no início temos apenas um palhaço sanguinário até o desfecho, onde conhecemos o que o levou a se tornar esse ser sombrio.

A parte gráfica do livro está impecável, e antes do início de cada conto temos uma ilustração que nos dá uma ideia do que virá encontraremos nas próximas páginas.

Um livro que consegue deixar o leitor com medo das personagens, sem dúvida é um livro que cumpri com perfeição seu papel.

Para os fãs do gênero é mais que recomendado. Porém, também recomendo para os medrosos de plantão. Leia com as luzes acesas, mas leia.

Post original do blog Profissão: Leitora:

site: http://profissaoleitora.blogspot.com.br/2016/10/loui-o-palhaco-medonho-outros-contos.html
Léo 18/11/2016minha estante
Olá, somos gratos por tua resenha e elogios tecidos à obra. Esse carinho dos leitores faz a diferença para os autores, sempre. Obrigado.




Stephanie Raiany 11/10/2016

"Mas um palhaço assassino pode estar em qualquer lugar, e ele sempre se lembra, você há de concordar com isso."
Loui, o Palhaço Medonho é um livro de contos de terror/suspense com criaturas sobrenaturais, palhaços e espantalhos. O Palhaço Loui aparece em vários contos, em cada um contando sobre uma de suas vítimas. Os contos não são tão longos.

Eu adorei a escrita dos autores e o suspense também, faz você querer saber o que acontece no final, e os cenários são um pouco assustadores. Sem dúvida o melhor conto, na minha opinião, foi "Madarijeszto", foi o que eu mais queria saber do final e também o mais bem elaborado.

"Não apaguem as luzes. Eu posso estar do seu lado, debaixo da cama ou dentro do armário."

Uma coisa que não gostei foi que os contos são fracos, em nenhum momento eu senti medo, nem fiquei assustada. Eu gosto de ler um livro e ficar morrendo de medo, e as vezes ter que dar uma olhadinha pra ver se não tem ninguém ali, mas isso não aconteceu com esse livro, esse foi o único ponto que não gostei. Mas é claro se alguém que tem muito medo de palhaço ou outros seres ler o livro, provavelmente não conseguirá dormir a noite.

A edição está maravilhosa, cheio de imagens e frases assustadoras. Esse é o primeiro livro da Fonzie que eu tenho e eles estão de parabéns. Recomendo o livro pra quem pretende se aventurar em um mundo obscuro e assustador.

"Se afogue em meu sangue, beba as minhas lágrimas e queime por dentro a dor que você sente por fora."

site: http://poeliterar.blogspot.com.br/
Léo 18/11/2016minha estante
Olá, agradecemos a sua opinião, querida Stephanie. Somos gratos pelos elogios e críticas.




Alana 31/10/2016

Loui, O Palhaço Medonho
Em Loui, o Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios, somos apresentamos a 11 contos de terror, vou falar um pouquinho sobre cada um:

Loui, o Palhaço Medonho, no primeiro conto já somos apresentados a Loui, e conhecemos Nícolas, ele mora em Minas Gerais (olha o medinho), e um terrível palhaço sombrio vêm atormentar os seus sonhos, porém está começando a vir atormentá-lo quando está acordado também.

A Criatura de Flastonbury, somos levados ao Vilarejo de Flastonbury, na Inglaterra, uma horrível e demoníaca criatura ataca o vilarejo de tempos em tempos (principalmente em noites quentes), nada sacia sua fome, e ela pode devorar deste famílias a um vilarejo inteiro.

Madarijeszto, nele conhecemos Lenci, uma garota que começa a ser atormentada por um espantalho, que antes era seu melhor amigo, mas este a fez se afastar de seus amigos e familiares, o espantalho Madarijeszto queria Lenci apenas para si. Lenci tentou pedir ajuda, alertar as pessoas, seu pai tentou ajudá-la, porém ele não teve tanta sorte assim ..

Façanhas Assustadoras de Um Palhaço, estamos de volta a Minas Gerais, Loui voltou, e mais assustador do que antes, depois de ir atormentar Nícolas (mais uma vez), Loui vai atrás de um de seus melhores amigos, Dan Gregório.

[...]

Se você gosta de terror, este é o livro perfeito para você! É incrível como alguns contos são interligados a outros.

O livro foi muito bem escrito e tem uma diagramação incrível. A cada novo conto tem uma imagem assustadora e uma "frase de efeito" o que deixa a experiência de estar lendo esse livro ainda melhor!

Leia a resenha completa no blog Ironia das Capas:

site: http://www.ironiadascapas.com.br/2016/10/resenha-loui-o-palhaco-medonho-outros.html
Léo 18/11/2016minha estante
Obrigado pela resenha, Alana, saiba que é de grande valor para nós, autores, saber a sua opinião. Obrigado pelos elogios tecidos a nossa obra, escrita com muito carinho para o público do terror e para aqueles que ainda não conhecem mas querem adentrar ao universo tenebroso.




Luciano Otaciano 19/11/2019

Livro Macabro!



Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.


Um palhaço medonho e outros contos sombrios é um livro bastante tenebroso de ser lido, principalmente se o leitor(a) não está acostumado com leituras do terror, aqui somos apresentados ao palhaço assassino de nome Loui, um palhaço perverso, que adora sangue e carnificina, muito embora ele seja uma pessoa comum, ou seja não é uma criatura sobrenatural, ou um demônio, ou uma entidade maligna, ou coisa desse tipo, Loui é um palhaço de carne e ossos, assim como este que vos escreve e você leitor(a) que está neste momento lendo essa resenha. O ser maligno é um assassino nato, sua crueldade é tão avassaladora que o livro ganhou o seu nome. A obra com contos variados que contam com a presença ilustre do palhaço assassino e outros contos sombrios, mas que são independentes e não estão ligados ao ser de cara pintada. Em um dos meus contos preferidos no livro, Loui está acompamhado de outro ser do mal, muito embora não seja tão perverso e sarcástico quanto o palhaço, nesse conto os dois seres à serviço do mal trabalham juntos como uma equipe que tem de pôr a mão na massa para alcançar os objetivos e planos traçados e os realizarem com total frieza, de quem, executa um corpo sem deixar rastros para uma averiguação. Existem vários outros contos presentes no livro, que diferentemente da maioria dos livros de terror que existem por aí, onde geralmente as estórias são vivenciadas em terriório estrangeiro, neste aqui, as mortes e atrocidades mais nefastas e nefandas acontecem em território nacional, para ser exato no estado de São Paulo e no estado de Minas Gerais. Esse detalhe é importante eu os mencionar devido ao fato de os autores usarem elementos do Brasil, não os carregando literalmente para o exterior. Existem contos que se passam no exterior nesse livro, como na Hungria e Inglaterra por exemplo, mas os contos principais se passam no Brasil, o que para mim foi um acerto por parte dos criadores do livro. Se você curte um bom livro de contos de terror, certamente este os agradará por completo.

Quote preferido.

O artista da morte adiantou os passos em direção a eles, enquanto sua fiel maquiagem esbranquiçada se desfazia por completo. A água borrava o seu rosto, e a verdadeira face de Loui aparecia aos poucos.

A escrita que os autores utilizaram nesse livro é simples, bastante casual. O uso de gírias e palavrões estão presentes aqui, o que dá uma certa veracidade à obra. O livro é muito bem escrito, os detalhes e as personagens presentes ao longo dos contos foram bem construídos. O livro é indicado para os amantes do gênero terror, mas se você tem medo de palhaços, o aconselho a ficar longe deste aqui. Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!
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Daniel 03/04/2018

QUE LIVRO
Fiquei com medo? Sim
Fiquei aterrorizado? Com certeza
Fiquei sem dormir? Talvez
Mas recomendo PARA TODOS
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Alex Nascimentto 05/07/2017

Own palhacinho danado!
Bem, quero dizer que o livro foi muito além das minhas expectativas, gostei bastante da experiência de ler algo que realmente fosse terror. A leitura foi bem proveitosa mesmo, apesar de alguns sustos, mas faz parte! O livro traz 11 contos, dentre os quais temos Loui, o Palhaço medonho, onde nos é apresentado a história de Nícolas, um garoto atormentado pela presença de um palhaço sombrio. Em seguida, temos o conto A Criatura de Flastonbury, onde uma horrível criatura demoníaca tem uma fome insaciável, capaz de matar uma cidade inteira. Temos ainda o conto de Madarijeszto, onde a jovem Lenci fica refém de um espantalho. Ainda temos o Façanhas Assustadoras de um Palhaço, nesse conto, o palhaço macabro Loui volta mais terrível que nunca para atormentar a vida do amigo de Nícolas, o Dan Gregório.
É uma emoção atrás de outra, ou melhor dizendo, um susto atrás do outro...
Para completar esse livro incrível, temos o conto Hit to the Road Jack: O Blues Macabro, o Jack é um alcoólatra que vive um relacionamento de traição e não aceita o fato de sua amante ter engravidado, só que não para por aí, uma mulher misteriosa vai atormentar a vida de Jack até os últimos dias.
Temos também o conto O Cemitério Perdido, um dos melhores do livro, onde quatro jovens, perdidos, após uma noite de farra, pedem ajuda a um senhor, tentando voltar para casa, mas eles descobrem que foram enganados e que o senhor não os ajudou coisa nenhuma, já que eles vão viver uma noite macabra. Completando esse acervo de terror, o conto Luzes Acesas, mais uma vez protagonizado por Loui, dessa vez ele vai atormentar outro amigo do Nicolas, o Arnold. No conto Invasão ao Colégio São Sebastião, conhecemos um ser grotesco que assombra essa escola sem for nem piedade, capaz até de matar quem entra em seu caminho. No conto A Estradinha do Medo, dois irmãos viajam e veem uma garotinha que vai atormentar a vida dos dois.

Livro maravilhoso, recomendo a todos os amantes de um bom terror!
Léo 06/07/2017minha estante
Grato pelas palavras. Felizes em saber que és mais um leitor que se agradou com a leitura. Abraços.


Rapha 31/01/2019minha estante
Resenha descritiva e maravilhosa! ??




Café, Livros e Séries/Dark Books 21/06/2017

lá leitores, tudo bem? Antes de mais nada eu gostaria de apresentar a vocês o "Dark Books", meu novo blog especializado no Horror e Fantasia, e é claro como de costume, eu não poderia deixar de começar com uma resenha de obra Nacional.
Quero que vocês conheçam Loui, tenho extrema certeza de que os palhaços nunca mais serão vistos da mesma forma depois que vocês o conhecerem.
Mas vamos começar, antes de mais nada, é visível o cuidado para entregar ao leitor uma obra completa. Simplesmente é uma teia de eventos catastróficos e aterrorizantes, desenvolvidos em pequenas historias de puro "calafrio na espinha". Em nenhum momento me senti decepcionado no decorrer dos contos, todos são muito bem desenvolvidos e cada um me trouxe uma sensação diferente, horas me senti tenso, horas fiquei até mesmo assutado, tinha momentos que eu estava surpreso, o livro proporciona isso. Então vou comentar sobre os contos que me arrancaram mais predileção.
O livro começa com o conto que leva o titulo a obra, "Loui e o Palhaço Medonho" se passa em Minas Gerais, no fim dos anos 90, e acompanha Nicolas, um garoto solitário e medroso que passa a ser atormentado desde seus cinco anos até a fase inicial da adolescência por uma estranha aparição, esse bem vestido, terno e calça bem passadas, sapatos completamente engraxados, um machado, e é claro seu característico tom de deboche. O que Nicolas não intende é o porque esse ser aparece justo para ele, e quais são suas intenções?
No conto de intitulado "Madarijesto", conhecemos Lanci, uma jovem que aos poucos vai ficando nas mãos de um espantalho, nenhum lugar parece ser seguro, até em seus sonhos ele consegue transformar tudo em um pesadelo.
Em "Façanhas Assustadoras de um Palhaço", Loui está de volta, mas ao que parece desta vez está muito mais aterrador. Enfim, Nicolas tem a tão sonhada mudança, cidade nova, casa nova, e o sonho de se ver livre de Loui parece tão próximo. Então o telefone toca, parece que a vida antiga não o deixou para trás assim tão fácil.
E o que talvez seja o conto que mais gostei, "Cemitério Perdido" conta sobre quatro jovens perdidos no meio do nada, um carro vagando pela estrada sem rumo, um estranho aparece, indica a eles um caminho. Mas será mesmo que se deve confiar em um estranho naquelas circunstâncias?

site: Darkbooksblog.blogspot.com
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Clayton De La Vie 01/06/2017

Porque nem todo palhaço sabe fazer você rir.
Analisar livros de contos, muitas vezes, é um trabalho – quase – hercúleo, visto que o autor não tem a obrigação de incluir em sua coletânea histórias que dialoguem entre si (a não ser pelo gênero, evidente), o que dá, em muitos casos, a sensação ao leitor de que determinada história está deslocada, perdida entre tantas outras, talvez pela falta de cuidado ao se trabalhar o enredo ou até mesmo pela estrutura ser totalmente diferente da que fora utilizada no restante. O fato é que, mesmo sendo uma tarefa difícil, novos autores têm se superado ao organizar o material antes de imprimi-lo. Se tratando de terror, esse cuidado em, antes de tudo, preparar uma antologia que, do primeiro ao último conto, não sofra qualquer mudança drástica – tanta na narrativa quanto ao clima fantasmagórico empregado - deve ser levado em consideração. Aqui não critico os autores que fazem uso de diversos artifícios superficiais a fim de manter a atenção do leitor, na literatura tudo é válido contando que a obra apresente conteúdo, mas deixo a seguinte observação: já parou para pensar que, embora a intenção do contista é ser breve e deixar determinada mensagem ou final aberto, isso pode, também, ser reparado, essas lacunas podem ser devidamente preenchidas sem que um conto interfira diretamente no andamento do outro?

Leonardo Otaciano e Matheuz Silva fizeram exatamente isso em Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios. Respeitando a intenção maior em se escrever conto, que é ser breve, ambos os autores desenvolveram onze contos que oscilam entre o terror mais sangrento e o mais sutil, abordando questões sérias com bastante naturalidade, incluindo nas nossas mentes os mais variados pensamentos, fazendo-nos arrepiar por inteiro. E foram além: há aspectos, pequenos fragmentos, em determinados contos que, ao longo do livro, vão formando um magnífico quebra-cabeças. Uma jogada de mestre que pouco vemos por aí, uma pedra preciosa oculta entre tantas obras que, para se manterem sempre ao agrado geral, se fecham a um único estilo de escrita, limitam o próprio vocabulário a frases, situações e sensações clichês que há muito definham.

Em Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios não há um ápice de terror, pois todos os momentos que rodeiam a leitura trazem à tona um misto de preocupação e euforia. A frase inicial do primeiro conto, Loui, o Palhaço Medonho (que dá nome ao livro) é “esta história é sobre o medo”. Arrisco a dizer que a intenção dos autores ao escreverem a frase acima não foi a de dizer, unicamente, que só esse conto trata sobre o medo, afinal Loui é um dos fragmentos que aparecem em algumas – horripilantes – situações de outras histórias e, com ele, o medo sempre está presente. Talvez não para você, leitor, que não se apavora quando vê um palhaço estampando um sorriso maligno enquanto segura um machado, mas certamente para os personagens, os mesmo que se cagam simplesmente por terem de apagar a luz antes de dormir, o medo estará lá. Atrás do Medonho.

O meu comentário a seguir pode parecer tendencioso, já que, além de amigo, sou fã de um dos autores, do Leonardo Otaciano, mas posso assegurar que a coletânea é um prato cheio para os amantes de terror, que sempre leram Robert W. Chambers e Edgar Allan Poe, e é um banquete mais que especial para os jovens que, durante a infância, ouviam os diversos “causos” do interior: a narrativa dos autores lembra bastante a forma com que os “velhos” adoravam entreter a molecada com histórias de terror em volta de uma fogueira quando a lua atingia o seu apogeu.

site: http://desenhandoemletras.weebly.com/blog/resenha-loui-o-palhaco-medonho-outros-contos-sombrios
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Patrick Rosário 12/03/2017

(Corujando nos Livros) Loui, o palhaço medonho & outros contos sombrios
O subgênero Terror sempre foi uma ramificação muito objetiva entre os leitores. Exitem os que amam e os que preferem passar longe; não existe meio termo! Mas, para os que se deliciam com esse tipo de história, só restam agradecer, pois é nítido que os grandes nomes da literatura de horror têm deixado discípulos que transportam o pavor para o papel tão bem quanto eles, e, pelo conteúdo abaixo, vocês confirmarão que Leonardo Otaciano está incluso nessa ideia.
O livro do autor, escrito com seu filho, possui personagens vindos diretamente das trevas, carregados de um prazer insano em praticar o mal, que contrastam, assustadoramente, com pacatos e singelos cenários do fim da década de 90, em sua maioria. Uma reunião de contos que descreve a persistência e a vivacidade de um ser maligno quando a porta de "boas-vindas" para a morte é simplesmente semiaberta: o medo!


Já que Loui, o palhaço medonho é o conto que titula o livro e o mais extenso em texto, então vamos falar sobre ele.
A história nos transporta para uma Leopoldina, Minas Gerais, de 1998 e nos conta a história de Nícolas, um adolescente que, mesmo sem entender o porquê dessa ligação, é atormentado pelo palhaço Loui desde os seus cinco anos. O garoto é dominado por medos; medo de escuro por conta da aparição do palhaço, medo de dormir por conta dos seus pesadelos, medo de morrer por conta um ataque de asma que o deixou entre a vida e a morte e, para desestabilizá-lo inteiramente, é negligenciado pelos pais.
"Apesar de o garoto sofrer na casa de Leopoldina e o desespero estar estampado em sua cara, os seus pais não sabiam sobre Loui. Na verdade, Ângela e Diogo não sabiam nada sobre o pequeno Nícolas. (...) Os pais eram tolos e distraídos, não sabiam sequer a cor favorita do filho, ou a roupa que ele usara no último aniversário, ou as notas que tirou no bimestre escolar. Não, eles não sabiam de nada! (...)" Página 20
Mas para refugiar-se de seus tormentos, Nícolas conta com os seus amigos Phil, Arnold, Nestor e Dan, personagens singulares e muito bem construídos.
Até que a imprevisibilidade entra em jogo com a mudança de cidade decidida pelos pais do garoto e a situação torna-se uma balança de equilíbrio entre a tristeza de deixar seus amigos e a feliz esperança de se livrar daquela casa e de Loui.
A partir daí, tudo vira uma loucura, e uma série de assassinatos acontecem. Loui age de forma cruel e extermina todos os que são regidos pelo medo que ele causa. Um personagem perverso que dialoga com a vítima, matando-a emocionalmente, para depois acabar com a mesma.
"Que gordo idiota, só serve pra pornôs... Que medroso! É uma bola de gordura ambulante que na verdade não serve pra nada (...) e tudo havia terminado. (...) O palhaço simplesmente o matou." Pagina 89
O livro possui uma escrita singela e muito "confortável" de se ler. Os autores descrevem tudo com muita precisão e inteligência, e isso é bom demais num livro de contos. Todas as ações carregam um suspense na medida certa; os autores vão liberando as informações com muita cautela e habilidade, e uma das mais bombásticas é a revelação da história de Loui e o motivo de tanta maldade e perseguição.
Sem contar que o livro possui crianças e adolescentes como vítimas, e traz uma gigantesca bandeja com assuntos atuais para se discutir, como: pedofilia, pornografia, drogas, abandono, bullyings, negligência familiar e por aí vai.
"— Cara, você pode fugir — Phil disse para Nícolas na manhã do dia da mudança. — Você é bom em fugir. Foge de Loui até hoje!
— É, mas eu não posso fugir dos meus pais! — Nícolas falou pesaroso.
— Eles fugiram de você há muito tempo, cara!" Página 23

Para finalizar, entendemos que a edição colabora muito para enriquecer a história que o autor se dedicou tanto em criar, não é mesmo? E posso afirmar que a editora Fonzie caprichou em Loui, o palhaço medonho & outros contos sombrios. Os inícios de capítulos possuem ilustrações com frases. A arte de capa é muito bem produzida. O tamanho da fonte da letra é confortável. Entre outros detalhes que fazem toda a diferença.
Então, vale a pena ou não conhecer uma belezura dessa e tê-la na estante?
(Recomendadíssimo aos amantes de Terror e aos que pretendem iniciar nesse ramo e não sabem por onde.)

site: http://corujandonoslivros.blogspot.com.br/2017/03/resenha-loui-o-palhaco-medonho-outros.html#more
Léo 12/03/2017minha estante
Estamos gratos por sua sincera e empolgante opinião, querido Patrick. Obrigado pelo apoio. Suas palavras nos incentiva a continuar trabalhando com amor pelo que fazemos. Forte abraço.




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