A Árvore da Mentira

A Árvore da Mentira Frances Hardinge




Resenhas - A Árvore da Mentira


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Celina 01/10/2018

Maçante à beira da agonia.
A linguagem da autora é poética e interessante.
O final é inteligente e plausível.
A sinopse nos instiga à leitura.
E acabaram os elogios.
No meio do livro me senti em lenta agonia. Ô escrita chata, descritiva, cansativa! Muita coisa desnecessária!
Cortaria mais da metade do livro e o transformaria em um conto bizarro no estilo Penny Dreadfull (Contos populares que custavam menos que 1 penny e circulavam de mão em mão na Londres do século 19).
Curiosidade: A série Penny Dreadfull (amo,amo,amo) emprestou o nome desses livretos baratinhos.
Pois é. A história tinha tudo para acontecer. O tema é muito próspero! Só que não...
Alcione 01/10/2018minha estante
Vi comentários assim,por isso,corri.


Celina 01/10/2018minha estante
Pois é. Paguei pra ver... :(


Alcione 01/10/2018minha estante
=\


Érica | @aquelacomlivros 01/10/2018minha estante
Também detesto esses excessos de descrição e acréscimos desnecessários na história, só nos fazem cansar.


Celina 01/10/2018minha estante
Bad trip Érica!


Alcione 01/10/2018minha estante
Esse mês li pouco.Apenas onze livros.
Então nesse só vou ler o que me agrada.


Celina 02/10/2018minha estante
Esse livro estava no meu kindle fazia tempo. Comprei e esqueci dele. Então li por obrigação mesmo, Alcione. Mas ultimamente, estou assim também, lendo só o que realmente me agrada.


Alcione 02/10/2018minha estante
Um pouco de ressaca,eu estou rsrs
Vou ler outros gêneros.
As crônicas de Nárnia.
Já leu??
Vou tentar.


Celina 02/10/2018minha estante
Não. Vi o filme.
Boa leitura!


Alcione 02/10/2018minha estante
=)




Jeff.Rodrigues 02/02/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Mentiras, por mais inocentes que possam parecer (se é que existem mentiras assim), possuem desdobramentos que nem sempre estão sob nosso controle. Algo contado em um ambiente restrito, aparentemente pouco importante, pode ganhar dimensões inimagináveis e alterar ou prejudicar pessoas ou situações. Essa ideia das ramificações que as mentiras têm é o ponto central da imperdível obra de Frances Hardinge, que traz, de pano de fundo, uma versão extremamente interessante para aquela tal árvore cujos frutos, quando consumidos, trariam o conhecimento.

Pelos olhos aparentemente inocentes da protagonista Faith, A Árvore da Mentira narra as desventuras de quem se deixou levar pela tentação da busca pelo conhecimento inacessível. Ambientado em uma inóspita ilha, com uma galeria pequena e peculiar de personagens, e um clima sombrio de que algo ruim vai acontecer a qualquer momento, o livro é um microcosmo social. Cada personagem traz características de comportamento que vão se unindo para criar uma sociedade comum a qualquer lugar do mundo. Desfilam segredos e ambições, busca por dinheiro e poder, amores não correspondidos e mágoas, interesses e falsidades…. É este conjunto que realmente dá liga para que o lado fantástico da trama possa ser desenvolvido com uma veracidade assustadora.

E este lado fantasia é das criações mais originais da literatura! A tal árvore que dá nome à obra nutre-se de mentiras para que, a partir delas, possa gerar seus frutos do saber. E um dos pontos altos da história é justamente acompanhar como a pequena Faith se vê seduzida pelas tentações de conhecer aquilo que ninguém mais conhece. Ao seguir os caminhos das mentiras, e seus estragos, percebemos que o simples ato de inventar uma versão para algo se assemelha à sensação de poder. Faith vai abandonando seu lado infantil à medida que se entrega cada vez mais aos fascínios de mentir.

Com essa mescla de fantasia e suspense, A Árvore da Mentira é um livro escrito sob medida para envolver o leitor. Desde o primeiro capítulo, cujo começo fui em um ritmo mais lento, somos fisgados por um estilo de texto que prende nossa atenção. Partindo da apresentação dos personagens e do desenvolvimento de todo o cenário onde a trama vai se desenrolar, e abusando de situações extremamente banais, até que a história ganhe corpo e um mistério seja totalmente colocado “à mesa”, a autora mostra um completo domínio narrativo. É um daqueles raros casos em que queremos ler mais e mais não porque temos curiosidade em saber o que vem a seguir, mas porque a leitura é de fato prazerosa.

Provar os frutos da escrita de Frances Hardinge foi uma grata surpresa e uma das melhores descobertas de autores que fiz. A obra é perfeita para fãs de histórias mais sombrias e tem a pegada certa para ser devorada em poucos dias.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/01/29/resenha-a-arvore-da-mentira-frances-hardinge/
Alex Calixto 02/02/2018minha estante
Que resenha! Fiquei louco pra ler o livro. E a capa é linda.


Jeff.Rodrigues 03/02/2018minha estante
Acho q tu vai curtir... me conta qdo ler heheh


Alex Calixto 03/02/2018minha estante
Vou ler sim. Obrigado pela indicação.


Alex Calixto 03/02/2018minha estante
Conto sim. Obrigado pela indicação.




Gabriel 07/10/2017

Um segredo tem muito poder.
Esse livro foi, definitivamente, um dos melhores livros que eu li esse ano e um dos meus favoritos da vida.
A escrita é linda (quase poética), o enredo é super diferente e maravilhoso e os personagens são muito interessantes, principalmente nossa maravilhosa protagonista Faith.
Um mistério gostoso de descender é um ambiente gótico é maravilhoso. Amei que a autora também inseriu várias nuances de feminismo mesmo em 1865. Incrível!
@eleeoslivros 08/10/2017minha estante
é um livro só ou uma série?


Gabriel 08/10/2017minha estante
Livro único


Cleise Bee 19/10/2017minha estante
Gostei, vou separar pra ler depois .


Gabriel 20/10/2017minha estante
Maravilhoso!!!




spoiler visualizar
Samara 20/07/2016minha estante
Boa pergunta. kkkk Eu esqueci dele.


Beth 14/12/2016minha estante
Muito boa resenha. Gostei do livro, e nem tinha me dado conta do desaparecimento do personagem! O tradutor não deve ser experiente, pois insistiu no "motorista" das charretes o livro inteiro.




João 31/08/2016

Esse é o tipo de livro que me chama atenção pela capa.
Lendo a sinopse fiquei ainda mais interessado,afinal uma árvore que se alimenta de mentiras?E que produz frutos contendo verdades ocultas?Já fiquei seduzido só por isso.

O livro é muito bom,os personagens interessantes,A autora define bem o papel da mulher no final do século XIX.O livro manteve meu interesse do começo ao fim.Fiquei surpreso com a solução que a autora deu para o assassinato do pai de Faith.Ela conseguiu manter o suspense até o final e isso me agradou muito.Claro que a bendita árvore demora para um pouco pra "dar o ar da graça"no livro mas quando ela apareceu ficou difícil largar o livro.
A história da árvore,seus segredos,tudo sobre ela é interessante.

Frances Hardinge é uma autora que pretendo acompanhar de perto.
Livro muito bom!
Beth 02/09/2016minha estante
Excelente resenha, João! Já me convenceste a ler o livro.


Rafa Ferrante 03/09/2016minha estante
gostei, já quero




Carolina DC 27/04/2016

Narrada em terceira pessoa, a trama gira em torno da família Sunderly, tendo foco em Faith, a filha mais velha de 14 anos de idade. A história começa com uma "fuga" da família, que saí de Londres e está em um barco à caminho da ilha de Vane. Faith desconfia que é uma fuga por causa da pressa dos pais, o reverendo Erasmus Sunderly e sua esposa Myrthe, mas ela não tem provas. Pelo menos por enquanto...
Ao chegar em Vane, a família se depara com uma comunidade pequena e extremamente fechada. Seu pai e seu tio Miles foram convidados a participar de uma escavação local, com quatro outras pessoas: o Dr Jacklers, o Sr. Anthony Lambert, o pároco local, o Sr. Clay e Ben Crock. O reverendo é um naturalista, um cientista conhecido que guarda um enorme segredo. Algumas de suas ações mancharam seu nome na comunidade científica e ao descobrirem isso, os habitantes de Vane mostram sua verdadeira face.
Faith é perspicaz, curiosa e não se conforma com o papel da mulher na sociedade da época. Tudo que ela quer é ser como seu pai, uma cientista, participar de escavações e fazer descobertas incríveis. Em casa ela é tratada mais como uma empregada do que uma filha, tendo como tarefa principal servir de babá para Howard, seu irmão de seis anos de idade. O destrato emocional é perceptível desde o início da leitura, principalmente por parte da sua vaidosa mãe, que a infantiliza sempre que pode e a excluí de todos os assuntos de adultos.
Acontece que ser inteligente demais é algo que pode ser prejudicial em uma comunidade tão pequena. Por exemplo, ela observa o comportamento errático do pai, que age de forma abrupta, demonstrando rompantes emocionais em um momento e em seguida, parece estar desconectado do mundo. O que será que o motiva a agir assim?
Em meio a esse cenário de segredos e mentiras, o reverendo é encontrado morto. Só que o que ninguém sabe é que horas antes de sua morte, ele compartilhou seu segredo com sua filha: a árvore do embuste. E por saber esse segredo e saber onde ele estava é que a protagonista tem certeza absoluta de que ele foi assassinado. Mas todos querem deixar a morte dele como um acidente ou até mesmo um suicídio. Afinal, quem teria motivos para assassiná-lo? E quem, em uma comunidade tão fechada, seria capaz de realizar tal monstruosidade?
Apoiada na descoberta que fez do pai e nas anotações do diário dele, a jovem irá investigar por conta própria tudo o que aconteceu. Mesmo que isso signifique espalhar mentiras alarmantes na comunidade, para alimentar uma árvore misteriosa, que não precisa de sol e nutrientes para prosperar. Apenas mentiras...
A trama é totalmente cativante e prende a atenção do início ao fim da obra. Com um tema diferente e uma escrita viciante, "A árvore da mentira" se tornou uma das leituras favoritas do ano de 2016.
O enredo é complexo, os personagens são repletos de nuances e a escrita é fluida, concisa e ritmada. Tudo no livro chama a atenção. Todos são suspeitos. E ninguém está seguro.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um trabalho excepcional. A contracapa é linda, a capa é sombria e combina perfeitamente com a história e o final é de tirar o fôlego.
Angel* 13/01/2018minha estante
Amante de um bom livro de suspense A Árvore da Mentira não me decepcionou. Uma história instigante, daquelas que você começa a ler e não quer parar... amei... personagens fortes, principalmente a protagonista e um livro que além da tensão, medos e incertezas a que me remeteu durante a leitura ainda deixa um aprendizado. Não entro em maiores detalhes pois tudo o mais já foi dito antes de meu comentário. Recomendadíssimo para quem gosta desse estilo. bj da angel ;)




Silvana - Blog Prefácio 03/05/2016

"Ouvi falar pela primeira vez da famosa Árvore do Embuste numa visita ao sul da China em 1860. (...) A Árvore, dizia-se, assemelhava-se a uma trepadeira, mas teria frutos cítricos possuidores de extraordinárias propriedades. A planta gostava de sombra ou meia-luz, e somente daria flores e frutos se alimentadas com mentiras. (...) Quando perguntei como uma planta poderia "alimentar-se" de mentiras, ele disse que a falsidade tinha que ser sussurrada à árvore, para então circular amplamente. Quanto maior fosse a mentira, e maior o número de pessoas que nela acreditasse, maior seria o fruto. Se alguém consumisse esse fruto, ganharia conhecimento do tipo mais secreto, e sobre questão de profundo interesse."

Faith Sunderlys está em barco com sua família em direção a ilha inglesa de Vane. Seu irmão mais novo Howard, não se conforma com a viagem e pergunta a sua mãe o porque deles estarem indo. É o que Faith também quer saber, mas com quatorze anos, ela não tem a mesma liberdade que seu irmão de seis, para fazer esse tipo de pergunta. Sua mãe explica que na ilha tem umas cavernas muito importante, onde os homens têm descoberto dezenas de fósseis especiais e como seu pai, o reverendo Erasmus é perito nesse assunto, eles pediram que ele viesse a ilha dar uma olhada. O que ela não explica é porque a família toda veio junto, já que eles nunca acompanharam seu pai a lugar nenhum. Mas Faith é curiosa e não sossega até descobrir que na verdade eles estão fugindo da vergonha, porque seu pai está sendo acusado de fraude.

Logo que chegam, são recebidos pelo pároco auxiliar e como sempre Faith fica com o pior quarto, ao lado da escada dos serviçais. Mas ela não liga, já que assim ela tem uma entrada livre dos olhares da sua mãe. E além de ficar com o pior quarto, ela ainda vai ter que cuidar do seu irmão. Ela sai para um passeio com How para distraí-lo e para conhecer as redondezas. E quando eles chegam a velha torre, Faith, sabendo que seu pai guardou uma das plantas ali, entra para dar uma olhada. Ela encontra uma planta com um pouco mais de um metro de altura e fica curiosa do porque de seu pai ter escondido ela na torre. E quando ela sai da torre, um homem chega perto deles e ela foge com How apavorada. Quando seu pai fica sabendo do que aconteceu, ela tem a impressão de que ele estava mais preocupado com o homem estar perto torre, do que com a segurança deles. E isso se confirma quando ele manda colocar armadilhas perto da torre.

Mas essa não é uma boa ideia, porque logo em seguida, uma das crianças locais quase perde o pé em uma das armadilhas. E isso somado a todos descobrirem a verdade sobre seu pai, faz com que os moradores locais comecem a desprezá-los. E a situação só piora, porque Erasmus é encontrado morto e não parece ter sido de causas naturais. Faith não se conforma com o que aconteceu e se propõe a descobrir a verdade. Ainda mais que na noite anterior, ela e seu pai fizeram algo escondido de todos. Ele pediu a ajuda de Faith para mudar de lugar a planta misteriosa que estava na torre. Faith começa a procurar nos papéis de seu pai e encontra uma espécie de diário onde ele descreve como encontrou a Planta do Embuste. Faith custa a acreditar nas coisas que lê sobre essa árvore e decide ela mesma testar para saber se aquilo tudo é verdade. Só que o que Faith vai encontrar, pode ser nenhum pouco agradavel, ainda que pareca ser assim.

"Faith tinha de saber se era uma coisa ou outra. Se a árvore podia revelar segredos, então quem sabe revelaria para ela o mistério em torno da morte de seu pai."

Quando li a sinopse desse livro, fiquei bem intrigada com ele. E quando chegou, de surpresa, porque não sabia que a editora ia enviá-lo, eu peguei ele na mão e que livro mais lindo é esse? A capa é perfeita, a edição toda é. E sabe aqueles livros que a gente não se cansa de olhar? Esse é assim. E quando comecei a ler, fui lendo bem devagarzinho, para a história durar bastante. Já que logo no primeiro capitulo, já me vi envolvida pela escrita maravilhosa da autora. Eu já tinha visto vários elogios a escrita dela, mas não tinha lido nada dela ainda. Lembrou muito a escrita do Zafón, que eu amo. Aquele toque sombrio, mas ao mesmo tempo leve e até um tanto inocente. E a autora tratou de vários assuntos na história além da fantasia em torno da árvore que claro, é o assunto principal, a mentira e suas consequências. Mas o machismo da época também foi um dos assuntos de destaque na história. Coitada da Faith, além de mulher, é praticamente uma criança, que não podia ter vontade própria.

Faith num primeiro momento passa a impressão de ser uma garotinha desamparada, oprimida pelo machismo da época. Desprezada pelo pai e ignorada pela mãe, ela não se deixa abater e se mostra uma garota inteligente e esperta e que me surpreendeu com sua capacidade ao descobrir sobre a árvore. Eu quando tinha quatorze anos não faria nem 20 por cento do que ela fez. Ela arquitetou um plano tão complexo, que acho que até ela se surpreendeu quando deu certo. Mas ela errou bastante também, e quando percebeu, estava na mesma situação que seu pai esteve, seduzida por uma planta que ela não tinha nem ideia do que era capaz. E a história foi conduzida com maestria e com um final digno da grandiosidade da história. É claro que recomendo o livro. Em um mundo de tantos livros e histórias parecidas, quando encontramos um tesouro como esse, ele merece destaque.

"Escolha uma mentira em que as pessoas queiram acreditar. Elas vão agarrar-se a ela, ainda que seja provado que é falso perante os olhos delas. Se alguém tentar mostrar-lhes a verdade, as pessoas vão se virar contra este e lutar com unhas e dentes."

site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2016/04/resenha-arvore-da-mentira-frances.html
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Super Ci 06/05/2016

Resenha do Elefante Voador
Meu caso de amor com este livro começou antes mesmo da leitura. A Novo Século teve todo o cuidado de enviar o livro dentro de um saco de juta, junto com marcadores, uma carta do Reverendo Erasmus Suderly (citando a descoberta da árvore) e, acredite se quiser, um envelope com uma semente!

Como se não bastasse essa apresentação linda do livro, o projeto gráfico também me surpreendeu: desde a escolha das fontes utilizadas, a diagramação do livro que proporciona uma leitura confortável (e sem erros), as aberturas dos capítulos e a composição da capa (que é linda). Tudo é pensado meticulosamente mantendo a identidade do livro.

Resumindo:
1) apaixonada pela aparência do livro;
2) com uma plantinha para cuidar;
3) com expectativas altíssimas em relação a história;
4) com 304 páginas de leitura pela frente.

Foi assim que comecei a minha experiência com A Árvore da Mentira.

Veja a resenha completa no site do Elefante Voador.

site: www.elefantevoador.com
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Tamyres 23/05/2016

A Árvore da Mentira!
UAU! Que livro!

A trama gira em torno da família Sunderly. O Reverendo Erasmus, sua esposa Myrtle, a jovem filha Faith e o caçula Howard. O leitor se depara com a família viajando junto com o tio Miles de Londres para a pequena ilha localizada em Vane. Acontece que a protagonista dessa história é extremamente curiosa, o fato de a família ter arrumado essa viagem às pressas com a desculpa de que o pai, o grande naturalista e cientista, é convidado para uma escavação na ilha, desperta a desconfiança da garota.

A narrativa é em terceira pessoa e na maior parte do tempo, sombria e tensa cheia de metáforas intrigantes. A autora conseguiu descrever brilhantemente o cenário de uma ilha pequena, florestas e cabanas escuras e personagens inteligentes. No entanto, o mais curioso de tudo é a Árvore. A misteriosa planta que o Reverendo carrega para cima e para baixo com tanto cuidado e zelo desperta a atenção do leitor. Principalmente quando Erasmus Sunderly é encontrado morto em circunstâncias estranhas e suspeitas. Apenas Faith desconfia de que possa ser um assassinato, enquanto todos acreditam ser suicídio.

Na época em que a história é retratada, no século XIX, o suicídio é um crime quase bárbaro, desumano e terrível. Assim como o fato da sociedade impor o comportamento da mulher como esposa obediente e discreta. É isso que torna Faith uma personagem tão interessante, ela sempre foi contra as regras e obrigações da sociedade, é por isso que não é levada a sério quando conta sobre suas suspeitas.

Sendo assim, após tantas evidências e injustiças, a protagonista decide investigar a morte do pai, ela só não imaginava que o desejo pela descoberta do assassino a levaria para outros assuntos peculiares do pai. O diário do Reverendo achado pela garota a leva para a Árvore e como a boa cientista que quer ser, Faith a estuda. Toma conhecimento da planta e aprende como ela funciona.

O simples sussurro de uma mentira próximo à planta até ao alastramento da mesma dentro da ilha, permite um fruto que contém um segredo. Faith usa desse artifício para descobrir o responsável pela morte do pai, mas o fruto nunca é doce...

Se o pai foi assassinado, existe algum motivo... E Faith estará perto de saber a verdade. Frances Hardinge criou um mistério em torno da Árvore incrível. O desenvolvimento da história é rápido e inteligente. É viciante! Faz tempo que não me empolgo tanto com as páginas finais de um livro. “A árvore da Mentira” é um misto de suspense, ação e fantasia com um cenário sombrio, personagens inteligentes e uma trama bem montada sem pontas soltas. Recomendadíssimo!

"Escolha uma mentira em que as pessoas queiram acreditar..."

site: https://01amordelivro.blogspot.com.br/
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Danielle 08/06/2016

sensacional
A família do Reverendo Erasmus está se mudando às pressas de Londres para uma pequena ilha em Vane, a filha Faith não está nada satisfeita com a mudança e começa a investigar, acaba descobrindo nas coisas do pai que ele está sendo acusado de fraudar uma das suas mais importantes descobertas no ramo da arqueologia. Não demora muito para a ilha descobrir a fraude de Erasmus e logo toda a ilha se volta contra sua família ignorando-os.
Faith começa a perceber coisas estranhas acontecendo com seu pai e ele acaba envolvendo ela em um de seus mistérios só que nessa noite ele não voltou mais para casa e seu corpo foi encontrado em uma situação que simulava um suicídio, mas Faith não acredita e vai tentar de tudo para provar que seu pai não se suicidou e conseguir fazer um enterro em terras abençoadas, pois na época que a trama se passa o suicídio era considerado algo muito grave.
Ao investigar as coisas do pai Faith descobre a respeito de uma árvore que ele trouxe consigo para ilha que se alimenta de mentiras e gera um fruto que revela a verdade para que o come. Faith então decide descobrir se essa árvore realmente seria verdadeira ou apenas um delírio de seu pai e usá-la para tentar descobrir a verdade sobre a morte de seu pai.

Minhas impressões
A leitura é envolvente do início ao fim, a trama é muito bem constituída e com um mistério que prende o leitor a cada virada de página.
A escrita da autora tem um toque sombrio e envolve mistério, fantasia em um ambiente histórico e ainda mostra o leitor as consequências da mentira. Esse é o segundo livro que leio da autora e ambos foram sensacionais. Recomendo demais a leitura para todos.

Não posso deixar de mencionar a beleza do livro com um toque sombrio representando muito bem a trama.




site: www.ciadoleitor.com.br
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Nana Barcellos | @cantocultzineo 15/06/2016

"Escolha uma mentira em que os outros queiram acreditar."

Um mistério envolve a ida da família Sunderly para a remota Ilha Vane. A jovem inglesa Faith de quatorze anos, desconfia que seu pai - o Reverendo Erasmus Sunderly - não está em uma de suas viagens científicas, já que ele nunca requisitava a companhia da família enquanto trabalhava em suas pesquisas e estudos. Mas, de acordo com seu tio Miles, o Reverendo fora convidado para participar de uma escavação naquela área. Mas, Faith não é como as outras meninas de sua época. Ela é não é do tipo que fica sem respostas. Ela é inteligente e sabe que escondem alguma coisa. E então, descobre que o pai foi acusado de fraude e a ilha será o novo refúgio da família.

Apesar do Reverendo não ser um pai amoroso e companheiro, Faith o admira o suficiente para não acreditar nesses rumores. Enquanto a mãe a trata como criança, lhe vestindo com babados e luvas que nem são para sua idade, Faith quer ser como o pai. Estudiosa, desenvolver grandes teorias e se envolver no mundo da fauna e flora. Mas, numa época em que os homens gostam de medir a inteligência das mulheres pelo tamanho do crânio, não é fácil mostrar seus ideais e se esticar o assunto. Daí resta tomar conta do irmão de seis anos, que claramente é o mais querido, apesar de nenhum dos pais demonstrarem isso. Na verdade, o pai prefere guiar sua atenção à uma planta misteriosa que até o leva instalar armadilhas ao redor da torre que ela se encontra, na nova residência da família. Quando uma criança da vizinhança quase perde o pé, numa delas, os outros moradores da ilha passam a ignorar a família.

Numa noite, apesar do mau tempo, o Reverendo sai na companhia da filha e da planta, atrás de uma caverna e lá esconde a famosa Árvore do Embuste. A planta que gosta de sombra ou meia-luz e dará frutos se for alimentada com mentiras. Ele deixa Faith em casa, pede segredo sobre a saída deles e sai pela noite, novamente. No dia seguinte, o Reverendo é encontrado morto com suspeita de suicídio, o que dificulta o enterro dele, pois suicídio é um ato pecaminoso, visto pela comunidade. Faith sabe que o pai nunca se mataria e sai em busca de provas. Ao remexer nos pertences do pai, encontra seu diário e enfim, conhece a bela história da Árvore.

Faith sabe exatamente onde encontrá-la. Na caverna. Os relatos no diário do pai, pareciam contos de fadas, mas não custava tentar. Precisava encontrar a verdade sobre a morte dele e se tudo aquilo fosse verdade, a Árvore poderia dar as respostas. Conforme Faith a alimenta com mentiras e cria as situações, as histórias se espalham pela ilha fazendo com que a planta cresça mais e mais. A cada fruto - de gosto horrível - Faith ganha visões de acontecimentos, que a desafiam e a fazem suspeitar de boa parte dos moradores do local.

"Quando perguntei como uma planta poderia "alimentar-se" de mentiras, ele disse que a falsidade tinha de ser sussurrada à Árvore, para então circular amplamente. Quanto mais importante fosse a mentira, e maior o número de pessoas que acreditasse nela, maior seria o fruto. Se alguém consumisse o fruto, ganharia o conhecimento do tipo mais secreto, e sobre questão de profundo interesse." pág: 125.

Esse livro chegou de surpresa por aqui, com uma sementinha escrito coragem, de brinde. Eu já estava ~paquerando~ ele pelas postagens da editora no Facebook, então, nem posso descrever a felicidade né? Essa capa linda transmite bastante a forma sombria que a autora conduz a narrativa, mas acompanhada pelo ar juvenil. Faith está na sua investigação sozinha, em vista que a população da ilha não é muito amigável com a família. O único com quem conversa, mas de jeito rústico, é o filho do pregador da cidade, Paul Clay. Demora bastante até que ela o inclua na aventura. A forma inocente que a autora desenvolve a estranha amizade, cativa e os loucos por shippers devem se conter.

Além das questões envolvendo a mentira e os resultados quando uma é fielmente alimentada, a autora ainda explora o machismo da época - século XIX - mostrando como Faith tem que se comportar na frente dos amigos do pai. Pessoas que ela amaria conversar e discutir seus conhecimentos, e não lhe dão chance. Em uma cena que ela discute com o pai eu fiquei nervosa pelos desaforos. Ele praticamente diz que ela deveria cuidar bem do irmão, pois dependerá dele futuramente. Já que parte da sua economia é o dote. O relacionamento entre ela e o pai, lembrou um pouco o meu com meu. Nós não conversamos muito e isso acaba fazendo ele pensar que eu sou tipo alien em qualquer assunto. Mas, deixa ele pensar....

Um dos ganhadores do Costa Book Awards 2015, que é um dos prêmios literários de maior prestígio do Reino Unido, A Árvore da Mentira trás um mistério de tirar o fôlego, com uma protagonista super destemida. Hardinge descreve suas cenas de maneira eficaz e o lado fantasioso envolvendo a árvore convence e é um dos belos atrativos do enredo. E o lado histórico, claro, não deixa a desejar.

"Apesar de tudo, havia verdadeiro prazer em pensar na mentira espalhando tremores por Vane, desequilibrando seus inimigos tão autoconfiantes e fazendo-os lutar entre si feito gatos. Faith encheu-se de orgulho e sensação de poder. Era boa nisso...e estava melhorando." - pág: 202.

Gostei bastante da edição da editora e a minha plantinha parou de crescer. Não sei o que houve, ela esticou praticamente numa única noite e depois :(...Ela ainda está com as plantas da minha mãe, mas acho que é oficial: Nem planta consigo cuidar...


site: http://cantocultzineo.blogspot.com/2016/06/livro-arvore-da-mentira-frances-hardinge.html
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Nely 07/08/2021

Uma história muito interessante. A princípio, achei que o título em relação a história era puramente figurativo. Mas na verdade não é. A cada capítulo, você só quer saber até onde ela é capaz de ir ou até onde ela é capaz de fazer. Até minhas melhores suspeitas falharam no decorrer da história.
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Jess 08/07/2016

Maravilhoso!
"Na inóspita ilha inglesa de Vane, em pleno século XIX, os Sunderlys desembarcam atraindo atenções e suspeitas."

Deixando suposições e uma má reputação para trás, o reverendo Erasmus Sunderlys, patriarca da família e amante das ciências naturais, tem mais segredos do que aparenta. Em circunstância obscura, o reverendo é encontrado morto. Todos acreditam ser suicídio, mas Faith, sua filha, está disposta a achar a verdade.

Em uma sociedade em que mulheres estão em segundo plano e os homens são os únicos dignos de intelecto, Faith precisa ter voz. Ela aproveita de sua invisibilidade para desvendar o mistério mas acaba encontrando um tesouro: A árvore da mentira.

"Uma árvore que se alimenta de mentiras sussurradas e dá frutos que revelam verdades ocultas."

Ela precisa da verdade, mas a que custo? Qual a consequência de uma mentira sussurrada? Por que seu pai escondia essa árvore? Como provar a verdade em uma sociedade que menospreza sua família?

QUE LIVRO GRANDIOSO! Fantasia, suspense, investigação. Sombrio e magnífico! A história cresce com o virar das páginas e vai nos mostrando seu valor.

Confesso que no nosso primeiro encontro, tive dificuldades com a narrativa mas quando retornei, nooossaaa... devorei quase o livro todo em menos de um dia! O livro possui um vocabulário estilo narrativa clássica, mas a leitura é super tranquila e de quebra aprendemos umas palavras novas :) A edição é linda e a diagramação ajuda muito na leitura. Superou minhas expectativas, amei!

"As mulheres estão no campo de batalha tanto quanto os homens. Não recebemos armas alguma, e não podemos ser vistas lutando. Mas devemos lutar, ou vamos perecer."
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Aline Marques 17/07/2016

Se é para mentir...
Há algo de sedutor nas mentiras, para quem conta e para quem crê.

Agora imagine que, além da impunidade, uma mentira bem contada lhe renderia conhecimento. O que você faria?
--
"As pessoas são como os animais, e os animais não passam de dentes. Você morde uma vez, e passa a morder sempre. Não tem outro jeito de sobreviver."
--
Faith é uma adolescente que anseia em ser como o pai, infelizmente, no século XIX, as mulheres são fundamentais apenas para gerir lares e gerar herdeiros.

O que não a impedirá de ir atrás de respostas, arriscando muito mais que sua reputação.

Intrigas, suspense, fantasia, feminismo, religião, romance e simbolismos tornam este livro uma experiência única. Sério.

Ah. E tem uma árvore, sabe? Que se alimenta de mentiras sussurradas e seu fruto permite que o mentiroso descubra a verdade sobre qualquer coisa.

O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO?

Leitores mentirosos são bem-vindos, porque "só mais um capítulo" será uma frase que usarão frequentemente durante a leitura.

Espere chegar ao final para me compreender.

site: https://www.instagram.com/p/BH7doPgA67m/?taken-by=ousejalivros
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Débora 06/08/2016

Quero ser um mal exemplo
Uma história super bem feita, com uma linguagem agradável e uma personagem principal cheia de personalidade... em relação ao suspense tem umas questões que eram previsíveis, ao passo que outras não. O que me incomodou foi Faith acabar errando em suas suposições que estariam bem na cara de alguém sagaz como ela. Adorei a relação entre Faith e Paul, uma amizade nada convencional e muito fofa. A mensagem que esse livro traz, vai além de não contar mentiras, mas sim ir em busca da verdade, sabendo as consequências que isso pode causar.
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