O Quinto Evangelho

O Quinto Evangelho Ian Caldwell




Resenhas - O Quinto Evangelho


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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 16/08/2016

O melhor livro que li nos últimos tempos!
"Ele crê de coração que está fazendo isso pelo bem de outra pessoa. Não sei de quem. Não sei por quê.
Mas sei que preciso detê-lo." (página 211)

Eu não me lembro exatamente o que me fez querer ler "O quinto evangelho", pois nem é do meu gênero literário favorito. O fato é que vi que tinha escolhido bem a minha leitura já nas primeiras páginas e, ao final, me senti grata por cada momento que passei lendo as palavras de Ian Caldwell. Obrigada, Ian, pela minha melhor leitura dos últimos tempos!

"O quinto evangelho" se passa no ano de 2004, durante o papado de João Paulo II, e é narrado por Alex, um padre, mas não um padre comum. Provavelmente vocês estudaram (ou vão estudar) na escola sobre a divisão dos cristãos há maios ou menos mil anos, em dois grupos principais: a Igreja Católica Apostólica Romana (cuja maior autoridade é o Papa e tem como sede o Vaticano) e a Igreja Ortodoxa (no Oriente, cujos líderes são os patriarcas). "Entre as duas existe um pequeno grupo, os chamados católicos orientais, que segue as tradições orientais e, ao mesmo tempo, obedece ao papa" (página 7). Alex é um padre católico oriental, e, por isso, pôde se casar antes de se tornar padre; do casamento ele teve um filho, o pequeno Peter, porém, sua esposa foi embora pouco depois do nascimento do garoto.

Alex tinha um irmão, Simon, que também era padre, mas da Igreja Católica Apostólica Romana. Os dois perderam os pais na adolescência, eles eram filhos de um padre católico oriental e sobrinhos de um padre católico apostólico romano. Na verdade, Alex e Simon eram da oitava geração de uma família de padres do Vaticano.

Em 2004, haveria uma exposição nos Museus do Vaticano, mas uma semana antes da abertura, Ugo Nogara, o responsável pela exposição, foi morto. Por quem e por quê? Isso é o que Alex precisava descobrir!

Alex conheceu Nogara através de Simon, e estava ajudando-o nas pesquisas para a exposição, que teria o sudário e um livro muito antigo, denominado quinto evangelho, como peças principais. Ugo procurava alguma coisa nos evangelhos para comprovar sua teoria, e Alex estava ajudando-o em suas interpretações dos escritos, até que, em determinado momento, Ugo cortou relações com ele. Porém, dias antes de morrer, Nogara enviou uma mensagem para Alex, onde afirmava ter feito uma enorme descoberta, mas o padre acabou não falando novamente com Ugo, e agora ele estava morto. Seria por causa da descoberta que poderia abalar a Igreja? E o que realmente ele descobriu?

"Meu coração bate forte. Meu primeiro instinto estava correto. A invasão e o assassinato de Ugo devem estar relacionados. É claro que tudo isso tem a ver com a exposição de Ugo." (página 88)

O fato é que Alex passou a ter motivos a mais para encontrar respostas para essas questões, pois sua família foi posta em risco. A partir daí, temos uma espécie de romance policial, de thriller investigativo que me fez ficar grudada em cada página, tentando montar o quebra-cabeças da morte de Ugo, pois não importava só descobrir quem era o culpado (a lista de suspeitos era bem interessante), mas também a motivação para o crime.

O autor acertou logo de cara ao criar Alex como uma padre católico oriental, o que lhe permitiu ter um filho e, como pai, ele se tornou mais humano; sua preocupação com aquela fofura que é o Peter e a falta que sentia da esposa fazem com que o leitor sinta empatia por ele logo de cara. E isso torna mais fácil ver a pessoa que existe além da profissão, é possível imaginar a vida daquele garoto que nunca ultrapassou as paredes do Vaticano, e sendo de uma família de padres, seguiu a vida que se esperava dele, tendo no irmão mais velho o seu alicerce. Simon é um personagem intenso, incompreensível algumas vezes. A mãe deles pediu em seu leito de morte, que Alex cuidasse de Simon; o irmão mais velho pode até ter tomado para si o papel de pai do mais novo, mas foi Alex que se tornou disposto a tudo pelo irmão.

"Depois da morte de papai, ela me disse que era estranho continuar tendo mãos quando não havia mais ninguém para segurá-las." (página 11)

Conhecer melhor o Vaticano durante a leitura foi muito bom. Imaginar como é a vida nesse país tão pequeno, uma cidade-estado dentro da cidade de Roma, onde os moradores também precisam comer, se vestir, estudar... E onde parece natural que os meninos tenham como opção de futuro a carreira religiosa, mesmo que não sintam dentro de si um chamado divino.

Eu moro numa cidade onde o catolicismo é bem forte (temos um santuário onde há uma antiga imagem de Jesus, cuja autoria acredita-se não ser de mãos humanas), além de me interessar por História, o que me faz saber um pouco sobre as questões referentes à Igreja, mas creio que mesmo quem não tenha muito conhecimento sobre esses assuntos, vai entender com facilidade tudo o que é apresentado por Ian e vai ficar tão curioso quanto eu por cada tema abordado. A escrita do autor é muito boa, prende o leitor, tem um certo tom de ironia e de bom humor em alguns pontos, e mais uma vez elogio o fato de não se focar só na descoberta do assassino, mas também na motivação e nos conflitos pessoais dos demais personagens, o que torna a leitura ainda mais interessante.

"O princípio cristão do amor. Respeito pela Sé de São Pedro." (Não posso contar a que fato o trecho se refere, mas foi onde eu me emocionei, na página 470. Retomando o que já disse sobre a minha cidade, em algumas ocasiões é possível sentir uma certa comoção, uma presença divina, e no trecho que coloquei, essa presença se fez sentir.)

Sobre a edição: capa bonita (título em alto-relevo), boa revisão, diagramação com margens, espaçamento e fonte de bom tamanho.

"Isso significa que os evangelhos remontam, sim, à vida de Jesus, mas não diretamente e não sem adições ou subtrações. A compreensão desse processo de edição é crucial para quem deseja pesquisar os fatos históricos concretos da vida de Jesus. Isso porque as alterações eram, muitas vezes, teológicas ou espirituais: refletiam a crença dos cristãos a respeito do Messias, e não o que realmente sabiam sobre Jesus, o homem." (Sobre esse trecho da página 162, não sei até onde o que Ian escreveu é verdade e o que é ficção [católicos orientais e o Diatessarão realmente existem], mas suas considerações sobre os quatro evangelhos [Mateus, Marcos, Lucas e João] reforçam a importância da interpretação de qualquer texto [especialmente os religiosos], que muitas vezes, infelizmente, é usada de forma errada e como uma verdade absoluta [estamos vendo bem como a interpretação errônea do Alcorão tem causado mortes]; é como a minha resenha, que traz o que eu quero falar sobre o livro, o que não significa que não haja mais nada de importante sobre ele ou que a minha versão é a verdade absoluta.)

O que quero dizer com a resenha é que "O quinto evangelho" é um livro muito bom, que eu super recomendo e que vale a pena ler! Eu garanto que vocês vão gostar, e se não gostarem, podem reclamar comigo! Nunca imaginei que uma história de padres pudesse ser tão boa! A narrativa tem um ritmo ótimo, daqueles que nos deixam ávidos pelo próximo capítulo, pelo próximo parágrafo. E só no capítulo final é que me pareceu que o foco se ampliou um pouco, saindo tanto do Alex (meu personagem favorito) e ficando mais subjetivo, embora eu ainda não estivesse preparada para me despedir dos personagens, querendo que talvez houvesse mais um capítulo antes da separação. Quanto a resolução do assassinato, dezenas de hipóteses passaram pela minha cabeça, inclusive a certa, mas eu não cheguei nem perto da motivação.

Ian Caldwell, os dez anos de dedicação ao livro valeram a pena. Mais uma vez, obrigada! E agradeço também a Editora Record por permitir que os leitores brasileiros possam ler essa maravilha que é "O quinto evangelho". Caro leitor, se você procura um livro bom de verdade, leia "O quinto evangelho"!

site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com/2016/08/resenha-livro-o-quinto-evangelho-ian.html
Simeia Silva 28/08/2016minha estante
Peguei hoje para ler, o que me chamou a atenção foi a capa e o assassinato. Bora ver se gostarei tanto como você :)


Hester 08/03/2017minha estante
Estava taaoo ansiosa para ler o livro e que decepcao. Nao gostei de maneira nenhuma. Longo demais, chato demais.




Edi 03/02/2017

Olá pessoal!
Para quem gosta de uma leitura mais densa, profunda, religiosa e cheia de mistério, indico O quinto evangelho de Ian Caldwell. O cara merece ser lido. Afinal, esse livro demorou dez anos para se todo construído e Caldwell fez uma mega pesquisa, se aprofundou muito sobre tudo que escreveu e descreveu. Super vale à pena ler essa ficção rica e inteligente.
A história se passa em 2004 durante o papado de João Paulo II, é narrado pelo padre Alex, um padre católico oriental, que tem um filho de cinco anos, casado, porém, sua esposa os abandonou ainda quando Peter era bebê. Opa! Não se assuste! Vale frisar que o padre Alex é um padre católico oriental da Igreja Ortodoxa, mas ele segue alguns preceitos da Igreja Católica Romana, submisso ao Papa.
Padre Alex tem um irmão, o Padre Simon, alto, forte, de olhos azuis, cabelos volumosos, um tanto lindo demais para ser Padre (risos), enfim, Padre Simon faz parte da Igreja Católica Romana, portanto, diferentemente de seu irmão Alex, não pode casar e muito menos ter filhos.
A história toda na verdade é envolta da morte de Ugo Nogara, curador responsável por montar uma exposição no Vaticano sobre o Santo Sudário e o cara morreu nos jardins do Castel Gandolfo com a exposição inacabada, e ele carregava um grande mistério consigo, descobriu algo que afetaria toda a história da Igreja como um todo, tanto a Romana como a Ortodoxa. E eis nossos personagens centrais: Padre Simon Andreou que era seu melhor amigo e Alex que também era amigo de Ugo e o ajudou e muito sobre a pesquisa do quinto evangelho, o famoso Diatessarão..outra relíquia religiosa que Ugo tinha em mente em desvendar para o mundo juntamente com tal segredo que ele descobrira.
Simon estava no jardim de Castel Gandolfo com o corpo estendido de Ugo Nogara ao chão. Aí que está todo o mistério. Simon talvez tivesse visto quem o matou ou talvez ele próprio tirou a vida de seu melhor amigo. Mas isso não faz o menor sentido. Mas o Padre bonito se cala e quem entra em ação para desvendar o mistério da morte de Ugo? Padre Alex, uma pessoa inteligente, humana, com valores, super família que ama seu irmão talvez tanto quanto ame seu filho Peter. Alex faria qualquer coisa para defender seu irmão, seu ídolo, seu tudo.
Um livro cercado de mistérios, amor, e descrições fantásticas sobre os muros do Vaticano, sua beleza, seu poder e seus métodos de conseguir o que se deseja e o que eles acham o que é certo...pra eles.
Eu gostei bastante da leitura, são mais de quinhentas páginas que te levam para dentro da história. Os personagens são muito reais, tudo tão bem escrito que vale à pena conhecer os irmãos Padres, seus valores e seus destinos tão diferentes dentro da Igreja e da vida.


site: www.facebook.com/LeiturasdaEdi/
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Carol 29/08/2016

Um puta estudo teológico
Ao acabar a leitura de O Quinto Evangelho, não há como negar o quão minucioso foi o trabalho do autor na questão do estudo teológico para compor as ideias do livro. Sabe-se que é um romance porque se enxerga claramente os componentes narrativos, mas pessoalmente enxerguei melhor como um estudo a essas duas vertentes do cristianismo do que me liguei na trama geral que se desenvolvia a historia.

Tudo acontece ao redor dos irmãos Alex e Simon. Um padre da igreja católica apostólica romana (Simon), e o outro da igreja Ortodoxa, também chamada oriental (Alex). Quando um amigo de ambos, um curador chamado Ugo Nogara, é encontrado assassinado pouco antes do início de uma exposição que aparentemente iria ser muito reveladora sobre a igreja, os irmãos acabam se enroscando em um baita problema por estarem no lugar errado, na hora errada, e terem tido contato com Ugo em relação a essa "revelação" que ele queria fazer antes de sua morte.

Esse livro me lembra bastante os plots dos livros do Brown. Tem aquele personagem carregado de significado, dentro de uma trama maior que envolve - para variar - a igreja. E do mesmo modo que os livros de Brown, esse também funciona melhor para mim como um estudo histórico, do que por essa jornada do herói.

Confesso que curto bastante livros sobre a igreja. Sou apaixonada por teologia de maneira geral, e tudo relativo a fé e o quanto ela fez o mundo rodar - e ainda faz - é intrigante para mim. Portanto o tamanho do livro não me assustou quando ele apareceu aqui em casa, e apesar de lá pelo meio ele ter uma queda considerável de ritmo, minha leitura foi rápida e instrutiva.

Não sabia que, por exemplo, existia essa divisão na igreja, e que ao lado oriental dela era permitido casamento antes dos votos. Para mim essa coisa de celibato não passa de usura da igreja em não permitir briga entre os filhos dos padres por heranças de terra, por exemplo, que de início era da igreja. Entenderam? Quando os padres morrem, aquele lugar que eles viveram em vida volta ao poder da igreja. Se eles tivessem filhos, imagina a dor de cabeça que isso iria ser! Viu? Até na igreja existe política. E muita! Então eu super dei valor a esses padres ortodoxos! Não gosto de nada ao extremo, e eles parecem ser mais maleáveis a muitas coisas.

Esse livro foi um banho de conhecimento para mim. Caldwell levou anos para escrever, e entendo a razão. Ele além de um livro ficcional, queria um tratado sobre o catolicismo e do que a igreja é capaz de fazer para defender seus segredos eternos. Vamos combinar que ainda hoje aquilo não deixa de ser político.

Os personagens são ótimos juntos! Eles tem aquela união familiar, ao mesmo tempo que tem seus embates de opinião por pertenceram a vertentes diferenciadas da igreja. E o fato de Alex ter um filho, o coloca em um questionamento constante sobre o "ser criado dentro dos muros da igreja", como ele e o irmão foram. De algum modo, isso acaba influenciando as decisões e oportunidades dos meninos. E foi uma das abordagens que o autor deu que achei genial: Crianças criadas dentro dos muros da igreja.

Caldwell se redimiu comigo com esse livro. E principalmente por esse pano histórico fantástico que nos apresentou. Os personagens bem emaranhados na ideia central, e o desenvolvimento do mistério que envolvia a morte de Ugo de fundo. Tudo conduz para o mesmo caminho, e tudo tem uma função interessante na história. Mesmo que minha agonia tenha sido grande lá no meio pela lentidão de uma trama policial, que deveria ser bem mais ágil, o autor soube me agradar com a resolução e tudo ao redor dessa parte investigativa.

Gostei e indico de verdade para quem gosta de histórias sobre a igreja. Mas vão de coração aberto, ok? Nada é tão preto no branco. Tem que aprender a ser maleável em tudo na vida.

site: http://terradecarol.blogspot.com.br/2016/08/resenha-de-o-quinto-evangelho-ian.html
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Hester 08/03/2017

Nao gostei do livro, daria 4 estrelas pela pesquisa que o autor fez, mas somente por isso. O livro e lento e longo demais, mostra a igreja de uma maneira ate peculiar. A politicagem acima de tudo, homens nada santos, interesse egoisticos e nada religiosos.
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Luiza 11/09/2016

O Quinto Evangelho
Apesar de estar fugindo um pouco de livros muito grossos, não consegui resistir à tentação de solicitar este livro. A comparação do autor com Umberto Eco e ambientação no Vaticano também pesaram bastante a favor de O Quinto Evangelho.

Nos últimos meses do papado de João Paulo II, uma exposição controversa está sendo montada no Vaticano. Ugo Nogara, pesquisador e curador da exibição, alega ter descoberto um segredo cujas pistas estavam escondidas em quatro dos evangelhos da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João) e em um "quinto" evangelho, conhecido como Diatessarão. De acordo com os estudiosos, este seria a versão mais antiga e mais completa do que hoje se conhece como Novo Testamento, sendo, inclusive, de onde os três primeiros evangelhos citados anteriormente teriam sido retirados.

A exposição de Ugo tem como cerne uma das relíquias mais sagradas da Igreja Católica: o Sudário de Turim, uma faixa de linho que mostra os traços de um homem que aparentemente sofreu os traumas físicos de uma crucificação, e que muitos acreditam ser a imagem de Jesus.

Alex Andreou é um padre da Igreja Católica oriental, um pequeno grupo da Igreja Ortodoxa que segue alguns preceitos do catolicismo romano, entre eles a submissão ao papa. Professor no pré-Seminário e pai de um garotinho de cinco anos, ele luta para criar seu filho sozinho depois de ser abandonado pela esposa poucas semanas depois do nascimento de Peter.

Em uma noite, enquanto ele e o filho esperavam o Simon Andreou, seu irmão mais velho e padre da igreja romana para jantar, Alex recebe um telefonema do irmão pedindo que ele vá imediatamente ao castelo de veraneio do papa. Ao chegar lá, encontra Simon com a batina suja ao lado de um corpo caído nos jardins: Simon havia encontrado o corpo de Ugo Nogara, assassinado uma semana antes do início de sua exposição.

Não bastasse o choque da morte do amigo, Alex ainda precisa encarar uma outra coisa tão ruim quanto: Simon é o principal suspeito do crime, e um processo canônico é instaurado contra ele.

Ao invés de defender-se, Simon se cala e não faz absolutamente nada para tentar provar sua inocência. É aí que Alex começa sua própria investigação, revirando seu passado como amigo de Ugo e auxiliar na pesquisa de embasamento de tal exposição, esmiuçando e desvendando, aos poucos, tanto a história do Sudário de Turim quanto a dos segredos guardados pelas paredes do Vaticano.

O Quinto Evangelho é um livro grande, são 553 páginas de história (e mais algumas com os agradecimentos do autor) e uma narrativa que detalha as ações e as linhas raciocínio de Alex. É um pouco cansativo, mas, ao mesmo tempo, você consegue ler quarenta páginas ou até mais que isso sem sequer notar que está avançando na história.

A parte final para mim, a exposição propriamente dita e os acontecimentos finais da história me levaram às lágrimas de tão emocionante e bem-feito que foi.


site: http://www.oslivrosdebela.com/2016/09/o-quinto-evangelho-ian-caldwell.html
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Simeia Silva 17/09/2016

Muito bem escrito...
Ugo Nogara era o curador responsável por montar uma exposição em um dos museus do Vaticano. Quase nos finalmente da organização da exposição, Ugo diz que fez uma descoberta sobre o Sudário de Turim(O Sudário de Turim ou Santo Sudário é uma peça de linho que mostra a imagem de um homem que aparentemente sofreu traumatismos físicos de maneira consistente com a crucificação), que mudaria muita coisa na relação entre as duas igrejas. Uma relação que já era muito difícil, ficaria pior ainda. Essa descoberta acabou levando-o a morte.

Simon e Alex são padres e amigos muito próximos de Ugo. Simon é um padre católico e Alex um padre Ortodoxo. Essa mistura acontece porque os pais dos mesmos eram de igrejas diferentes, então cada um seguiu o caminho que achou mais certo. Os dois sendo amigos mais próximos de Ugo Nogara, foram os mais prejudicados por conta da morte dele, principalmente o Simon que foi quem recebeu a ligação do amigo e chegou primeiro no local do crime, achando o amigo já morto no jardim da casa de verão do Papa. E por conta desse detalhe, Simon acaba sendo acusado pelo homicídio de Ugo, a casa de Alex é arrombada no mesmo dia, os dois e a família começam a ser seguidos e é aí que começa a saga de Alex para descobrir tudo sobre essa morte misteriosa e assim provar a inocência do irmão.

Mas para isso, Alex precisará ir atrás de muitas pistas para assim descobrir o segredo que ronda Ugo Nogara e até seu próprio irmão que fez um juramento de não dizer nada. Assim, ele descobrirá que o buraco era muito mais embaixo e que a morte de Ugo não foi a toa, ela tinha tudo a ver com a descoberta que ele fizera sobre sobre o Sudário. Que descoberta seria essa e que impacto isso teria sobre a Igreja Católica e a Ortodoxa? Só lendo para descobrir :) .



Considerações finais...


O autor demorou 10 anos para escrever o livro e cara, até a construção do mesmo, olhando a nota do autor, ele fez foi muita pesquisa por aí, inclusive com pessoas da Igreja Católica, como professores seminaristas, advogados eclesiásticos, padres e estudiosos católicos, que contaram tudo que ele queria saber, inclusive a experiência deles no Vaticano. Tirando os pepinos e épocas de vacas magras em que ele precisou deixar o livro de lado, editado pela metade. Só isso e o conteúdo muito bem construído e cheio de detalhes do livro, já me fez dar 4 estrelas ao livro. E quando digo detalhes, não são aqueles que muito autor usa para encher linguiça e que nos deixam entediados em mais da metade do livro não, são detalhes que realmente precisam estar ali, para que tudo se encaixe, fazendo com que os leitores entendam o que o autor quer contar, levando a nós leitores ao desfecho de tudo, fechando assim a história com chave de ouro.

A veracidade dos detalhes sobre a Igreja e o Vaticano, deixa o livro muito mais gostoso de se ler, apesar de que preciso alertar que a leitura do livro não é nada frenética, apesar da fome sagaz que a gente fica de descobrir logo tudo, a riqueza de detalhes da história, faz com que você precise ler com muita atenção para não deixar passar nada. Mas não se assuste com o tanto de páginas, da pra ler em uns 3 dias, ou se preferir, mescle a leitura com outras mais rápidas. O que mais posso dizer? Gostei demais da escrita do autor, por ser um livro que tem temas sérios no enredo, pensei que seria uma leitura pesada e até mesmo monótona, doce ilusão, foi uma leitura bem fácil de se fazer e muto prazerosa. Esse livro daria um filme maravilhoso,hahaha.

Quanto a diagramação do livro, eu amei essa capa branca com detalhes em laranja, e os detalhes dos hieroglifos na capa, ficaram demais. Representou bem a história. Quanto a ortografia está impecável, nada de erros de revisão.

No mais, leiam gente, vale a pena sair do conforto e conhecer histórias e escritas diferentes. Aos fãs de romances históricos como eu, caiam matando, vale muito a pena. Super recomendo para vocês.

Beijuxx

site: www.sentaaileitor.com.br
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arlete.augusto.1 29/10/2017

Excepcional!
Tema interessante, ótimos personagens, pesquisa excepcional. Recomendo a leitura.
Não sou católica, mas o livro, apesar de muito católico, não faz apologia à religião, aprendi muito com ele, e a história poderia se passar em qualquer outro cenário, mas o charme está em ser no Vaticano. Tem alguma coisa de Anjos e Demônios, mas achei melhor.
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Rosana 25/07/2018

Bom livro
Achei o livro um tanto quanto maçante, meio cansativo, mas gostei mesmo assim, para quem é amante de enredos mais eletrizantes não vai gostar muito, mas apesar de tudo achei o tema abordado ótimo,e gostei do desfecho final.
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Na Nossa Estante 08/09/2016

O quinto evangelho
O quinto evangelho é uma obra apontada como um best-seller pelo New York Times e de autoria de Ian Caldwell (o mesmo que escreveu junto com Justin Thomason O enigma do quatro).

O texto que pode assustar alguns pelo volume (são 558 páginas!), mas surpreende desde as primeiras linhas por apresentar uma leitura simples, leve e envolvente. O enredo que apesar de se tratar de um tema bastante corrente, teorias conspiratórias sobre a história da igreja, conseguiu inovar e mais do que isso abordar de temas contemporâneos tais como: os impactos políticos, culturais e familiares por conta das fragmentações no interior da cristandade, pautas progressistas frente (como o casamento e a função social da mulher nas instituições religiosas) a uma leitura mais conservadora por parte da religião e, é claro, a descoberta de um documento (“um quinto evangelho”) que reforçaria a autenticidade do sudário de Turim. Todos esses elementos estarão marcados nas personagens centrais: os irmãos Alex Andreou e Simon. Desde criança ambos sentiram na pele os impactos de terem um pai cristão ortodoxo e uma mãe de origem católica, essas tensões permanecem com os caminhos que cada irmão toma: Alex se tornou um padre ortodoxo e Simon um padre católico.

A trama ganha contornos de suspense com a morte, ainda nas primeiras páginas, de um amigo muito próximo da família, o curador de exposição de arte no museu do Vaticano Ugo Nogara. O principal suspeito da morte de Ugo será o próprio Simon que após horas de atraso para um jantar marcado com seu irmão e sobrinho, liga para Alex pedindo que ele o busque em uma área bastante deserta e suspeita da região.

No decorrer da história o que percebemos é que as causas da morte de Ugo trazem por trás debates muito sérios quanto a alguns pontos centrais para a cristandade, entre eles a natureza dos quatro evangelhos. Esses debates contribuem para revelar que Ugo não morreu apenas por estar no lugar errado e na hora errada, mas porque havia feito uma descoberta problemática para a história da igreja.

site: http://www.oquetemnanossaestante.com.br/2016/08/o-quinto-evangelho-resenha-literaria.html
ma.martins13 26/03/2017minha estante
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