Incipiens

Incipiens Jéssica do Nascimento




Resenhas - Incipiens


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Clube do Livro 08/08/2016

Resenha do Blog Clube do Livro e Amigos escrita por Ingrid M.S (Completa)

“A rua estava escura, uma fina neblina pairava pelo ar. Enquanto
corria acalentava um pequeno cesto entre seus braços e
nele, aninhado, um bebê dormia tranquilamente, sem imaginar
o perigo que lhe rondava. Era como se uma aura maligna rondasse
por ali.”

Alice não sabia quem eram seus pais. Uma órfã que foi abandonada no Orfanato Estrela Azul, localizado em São Paulo, ainda bebê. Tinha somente um colar com cordão prateado e nele uma pedra roxa junto a um cesto. Naquele lugar, somente Alice e Giovanna, Gio, sua única e melhor amiga, eram adolescentes, o que dificultava a adoção.

“Todas as crianças ao meu redor eram adotadas. E eu continuava
lá, naquele orfanato, com a mesma vida. Desejei ficar feliz
por Giovanna, sorrir quando ela se foi, mas eu não conseguia...”

A partida repentina de Gio abalou muito Alice, que já havia perdido Pedro, o garoto pelo qual sempre foi apaixonada. Mas, que ao atingir a maioridade há um ano partiu, e isso ainda a machucava.


Alice não aguentava mais a solidão. Então fugiu levando consigo as poucas coisas que tinha. Planejando encontrar Pedro que, com certeza, a ajudaria, estaria ao seu lado e ela teria um lugar no mundo. Descobriu que ele trabalhava em um café no centro da cidade e foi a sua procura.


“Sorri entrando no café. Ele sorriu, e eu senti meu coração ser preenchido. Minha alegria desapareceu no instante que eu avistei Pedro abraçar uma mulher. Ela era tão linda que me senti destruída. Pedro beijou a desconhecida, e eu me senti ridícula."

Alice se sentiu completamente perdida depois da cena que presenciou. Refugiando-se em uma biblioteca pública próxima, Alice se deparou com um misterioso livro que parecia ter um significado importante. Intrigada ela começou a ler e acabou entrando literalmente dentro dele. Acreditando que era apenas um sonho, mas surpreendendo-se com o que encontrou.

“Um livro de capa marrom se destacava entre os outros. Lia-se um
título curioso nele: “Cank, o livro dos mistérios”.
— Nada como um nome de impacto — murmurei aos risos.”



Se deparou com um lugar inusitado, confusa, sem saber o que estava acontecendo. E parecia que os habitantes sabiam o suficiente sobre ela. Encontrava-se dentro do livro.

“Aquela que nasceu da união de dois mundos voltará e seu verdadeiro poder revelará. O seu caminho levará todos à redenção. E finalmente o verdadeiro mal punirá."

Ela não sabia o que nada daquilo que estava acontecendo significava. Continuava acreditando que estava apenas dentro de um sono, onde tudo era possível. Todavia, as coisas eram mais reais do que poderia sequer imaginar.

“Você tem a pedra do fogo... Jamais vi uma com essa cor. Mas sei que você é uma Bruxa."

Um livro fantástico, com uma escrita detalhista e minuciosa, transportou-me para dentro da história. Narrado em terceira pessoa no prólogo e a partir do primeiro capítulo em primeira pessoa, possibilitando uma visão mais ampla dos acontecimentos.

Os personagens são incríveis, com características peculiares. A capa é linda, remete a aura de magia da personagem. A diagramação é condizente com a trama. A revisão está exemplar.

Ansiosa para ler os próximos livros da saga.

Dou cinco estrelas, favorito e recomendo!

Gostou da resenha? Nos siga e fique por dentro de todas as nossas leituras!

site: http://clubedolivro15.blogspot.com.br/2016/08/colaborautoras-resenha-nacional.html#more
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mara sop 12/11/2016

Sugada por um livro
A vida de uma orfã não é fácil, principalmente quando essa orfã se vê completamente sozinha e amorosamente desiludida. Alice, de apenas 16 anos, após perder a companhia de sua melhor amiga, foge do orfanato para encontrar seu amor, mas quando tudo dá errado, ela se refugia em uma biblioteca, aonde um livro lhe chama a atenção. Ela abre o livro, que está todo escrito em um idioma estranho, mas que faz sentido pra ela, e de repente o chão some sob seus pés e ela acorda num mundo medieval e sem saber como voltar pra casa.

Durante uma confusão numa taverna, ela se vê entre dois homens, o principe Felipe, um perfeito cavalheiro, e Victor, um bad boy sedutor, que pretendem disputá-la a todo custo, mas Alice não aceita isso tão facilmente. Ela é rebelde e tem um temperamento bem forte, e tudo que quer é voltar para casa, mesmo que essa seja um lugar aonde ela não é ninguém.

Após um tempo vivendo sob a proteção de Victor, Alice se vê em perigo, e é salva por Felipe, mas o outro jamais deixaria sua jovem paixão partir sem ele. Aí começa uma grande aventura com bruxos, fadas, elfos e dragões. Tudo que um bom conto de fadas precisa pra agradar a quem lê!

O livro tem um ar de Alice no País das Maravilhas, aonde uma jovem cai "num buraco" e se vê num reino meio maluco com personagens bastante intrigantes. Inclusive há um par de gêmeas "sinistras" que falam por enigmas que lembram bastante um par de personagens da história de Lewis Carroll. É um livro gostoso de se ler, com uma história que prende a atenção do leitor, e que deixa pontas ótimas pra sua continuação que será publicada em breve.

site: https://goo.gl/v4OuK1
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Paula Manu 30/08/2016

Incipiens
Já haviam me dado a oportunidade de fazer as primeiras impressões dos cinco primeiros capítulos de Insipiens que conta a história de Alice, a órfã que em uma noite de fuga abri um livro misterioso e vai parar em um mundo mágico. Agora, eu tenho a chance de fazer a resenha do livro completo da autora Jessica do Nascimento. Então vamos começar.
Primeiramente vamos falar da capa do livro. É uma capa bonita, de bom gosto. É atrativa, e acredito que cumpre seu papel, como capa, de chamar a atenção do leitor. É um material de boa qualidade que conseguiu sobreviver, diga-se de passagem, dentro da minha mochila, o que já é um grande feito pra mim que sou estudante e mochila faz parte da minha vida.

Enfim...

Meus problemas se iniciam com a sinopse:
“Alice é abandonada e se torna órfã com poucos dias de vida. Seu único refúgio é a biblioteca da cidade e esse é o lugar que ela escolhe para ir na noite que foge do orfanato. Entre os livros ela acredita que está segura, entretanto ao abrir um é sugada para dentro da história. Entre dragões, fadas e elfos descobrirá toda a magia desse mundo. Porém, contos de fadas não são tão perfeitos como ela imaginava, Alice terá que encontrar forças para encarar um Rei tirano. Se transportar para essa história pode ser fascinante e perigoso.”

“Seu único refúgio era a biblioteca da cidade e é esse o lugar que ela escolhe pra ir na noite que foge”. Na história, a biblioteca parece um lugar escolhido a esmo depois de ela tentar encontrar seu amigo de infância do orfanato, e acabar se decepcionando no processo. A escolha da biblioteca não parece nada de especial, pra mim, ou pelo menos não é mostrado, no decorrer do primeiro capítulo, a importância desse lugar para Alice, a protagonista. Então, o local que ela escolhe pra ir não é a biblioteca, e sim o lugar onde Pedro, seu amigo de infância, está. A biblioteca estava no meio do caminho, simplesmente.
Eu já havia feito uma analise dos cinco primeiros capítulos, mas vale relembrar de que o fato de o primeiro capítulo ser corrido, pra mim, prejudica, quando eu não consigo criar empatia pela personagem principal, já que o background não foi bem explorado. Toda a história da órfã sofrida não me convenceu, e acredito que precisaria dos cinco capítulos para que essa parte fosse desenvolvida. Afinal isso é uma história de fantasia, e pressa pode se tornar uma grande inimiga.

Continuando pelo primeiro capítulo... Algo que me incomodou muito, na personagem, nas primeiras impressões, e descobri que no decorrer do livro que iria me deparar muito com isso, é a sensação de conformismo dela. Ela acorda trancada na biblioteca e paaaaa: não tenho mais o que fazer vou ler um livro, pois ela não tinha alternativa. Não a vi tentar nada. Pelo menos, na minha cidade, as bibliotecas tem vigias, e se fosse o caso de ter medo de ser pega e de algo pior vir daí, como voltar para o orfanato ou dar em polícia, eu acho que isso deveria ter sido mencionado e melhor trabalhado.

Ok. Alice está entre os livros, e se depara com um exemplar de nome misterioso. Abre e vai parar no mundo de Cank, e é aí que nossa aventura começa... Como eu já tinha dito antes, a autora tem uma escrita realmente promissora, sim. Ela sabe descrever detalhes, e em alguns momentos da história isso aparece, mas esse momento de amor pela escrita detalhista é totalmente prejudicado pelos problemas da revisão no livro. Erros ortográficos demais. Pra mim, um ou dois ou até três erros não me aborrecem tanto, só que no livro tinha muito mais que isso.

E não foram somente os erros ortográficos. Tivemos problemas na pontuação: Onde era pra ter ponto, tinha virgula, onde era pra ter vírgula, tinha ponto. Isso atrapalhou muito a leitura, porque por vezes me vi voltando no parágrafo ou na frase para saber se o que tinha lido estava certo mesmo, ou se era outra coisa. A fluidez ficou totalmente comprometida. E a leitura por vezes se tornou cansativa.

Voltando à escrita da autora, sim ela é detalhista, porém, todavia, entretanto, no decorrer da história a falta de sinônimos me incomodou, e muito. As palavras se repetem demais, numa mesma folha, num mesmo parágrafo e até numa frase:

“Encontrávamo-nos à porta do castelo, que era protegido por imensos muros de pedras, que aparentemente estavam firmadas naquele chão há anos. Um lago cercava o castelo e uma ponte levadiça permitia a entrada do castelo. Guardas em altas torres gritavam para que a ponte fosse abaixada. Entramos nas terras do castelo, que mais parecia outra pequena vila.”

“- Passou fome? Frio? – Ele me olhou no fundo dos olhos, com uma agonia gritante nos olhos.”

Todos eram sempre “irritados”. Para falar a verdade a palavra “irritado a\o” apareceu incontáveis vezes sem ser seguida por um sinônimo. Isso ficou tão perceptível que comecei a contá-las:

“- Pronto, menina? – perguntou ela irritada.
- Sim. – Respondi igualmente irritada.”

Se não eram as repetições eram as frases exageradamente adjetivadas. Com expressões como: as luzes tremulantes. Ou desejei febrilmente...

“(...) Que tentavam me tragar sedutoramente para fora de mim.”

Todo esse exagero me lembra um livro de romance de época... Não que fantasia não possa ter exagero, ou palavras rebuscadas, pode sim. Tudo dentro da moderação.

Falando em romance, vamos passar agora para os personagens.

Alice, a bruxa aprendiz. Victor o protegido do rei. Filipe o príncipe dos olhos azuis e Lucas o chato de galocha\ fiel escudeiro do príncipe.

Ao botar os pés em Cank, Alice se depara com a incógnita chamada Victor. O moreno perigoso de olhos verdes que parece enfeitiçá-la a cada olhada. Comandante da guarda do rei, o rapaz parece não ser flor que se cheire. Demoramos metade do livro, praticamente, apenas observando a interação desses dois. Sim, quase a metade, pra entender aonde isso ia chegar, porque o livro enrola nessa parte. A magia só é mencionada poucas vezes para nos lembrar que o livro é sobre fantasia. E Victor, que no começo parecia um ogro em forma de gente, assim que coloca os pés no castelo, depois de levar Alice como escrava dele, muda da água para o vinho.

Sim, é outra coisa incômoda, nos personagens. Eles são volúveis. Uma hora o que é mal, basta uma ação em um parágrafo, ele vira bom. A dona da taverna era má com a Alice, bastou defendê-la, deixou de ser tão má assim. Catarina a serviçal do castelo foi grosseira com Alice, demonstrou não gostar dela, mas depois já a defendia na cozinha. Todos parecem mudar de repente. São personagens inconstantes a meu ver.

Sem falar da principal. Uma hora está xingando o povo e quer bater, em outro momento odeia o jeito de todo mundo. Depois essa mesma galera que ela detestava o jeito, ela ta amando e agora são os melhores amigos do mundo, os únicos que ela tem na terra. E essas mudanças são direcionadas em sua maioria aos personagens, Victor, Filipe e Lucas.

“- Fique quietinha, você não está bem. – Meu protetor disse gentilmente.
- Não me toquem, nem um de vocês.”
...
“- Você é muito corajosa. – Olhei para Filipe. Tinha que dizer, ele era mimado e tudo o mais, e mandava em Lucas como se fosse o dono do mundo, mas era bom de um jeito que Victor não era.” – Como assim??? Tu foi envenenada, mana e o Victor cuidou de ti!!!

Uma coisa que me incomodou na Alice é: ela é bruxa sim, porém, nunca tocou em magia antes de ir para Cank. Mas toda vez que ela alegava não saber usar magia, sempre conseguia utilizá-la. Assim, no momento certo, na hora certa. Sem o mínimo de esforço descrito. Ela acha que não vai conseguir acender uma fogueira, diz que não vai conseguir, fecha os olhos pra se concentrar e paaah acende a fogueira. O poder dela tá sempre ali, a toda hora. Queria mais dificuldade com relação a isso. Um desafio maior. Acredito que o livro ficou muito focado na relação dela com o Victor, no começo, que quando magia era mencionada não ficou como um fator relevante ou verdadeiramente impressionante. A meu ver é uma personagem que não ficou muito desenvolvida, e por vezes se tornou irritante.

Victor. Ele é o típico mocinho bonito, grosseiro, cínico que toda mocinha rebelde ama odiar. Pra mim, dos quatro, ele é o mais interessante. O que passa mais credibilidade como personagem, embora em alguns momentos tenha atitudes que precisam ser trabalhadas, como quando ele descobre que Alice é uma bruxa. Ele se revolta, achando que foi traído, e já diz que vai entregá-la ao rei. Ele simplesmente volta e decide que vai protegê-la. Depois disso nenhuma palavra. Nem um comentário. Mesmo que ele a critique por usar seus poderes não houve nenhuma menção ao fato de: caramba, uma Bruxa! Todos pensavam que não existissem mais, e tem uma na minha frente. Pra mim faltou isso. Ele se torna muito condescendente depressa.

Filipe e Lucas pra mim são os menos interessantes. Filipe só é bonito e mimado, e parece só estar ali para fazer o papel do outro lado da moeda de Victor que é o mandão possessivo, e o príncipe é o galante, rapaz, charmoso. Se isso era para soar como um triângulo amoroso entre Filipe, Alice e Victor, não é crível, pois Filipe não tem personalidade para participar do triângulo. Só tá ali para nos dar a impressão que vai rolar um triângulo.

Lucas só é irritante, não acrescentando em nada na história, pra mim.
Embora eles sejam o quarteto principal do livro. Os heróis. Eles têm atitudes muito infantis, principalmente quando discutem:

“- Não pode – Disse Lucas me encarando finalmente.
- Sim, eu posso – retruquei furiosa.
- Não pode! – disse o ruivo sorrindo.
- EU-POSSO-SIM! – gritei a plenos pulmões.”

Pois bem, Alice quer voltar pra casa, e para isso os quatro seguem um mapa que vai levá-los à “bruxa dos desejos” Sim, outra bruxa, que todo mundo pensava ser uma lenda. Depois de vagar dias na floresta, pois o tempo passa realmente rápido na história, eles conseguem chegar onde a bruxa se esconde, com a ajuda de um amiguinho especial de Alice, um cavalo alado.

“- Assim como todos os outros que vieram até mim, acredito que tenham um desejo, cada um de vocês quer algo ardentemente. Mais do que a vida... – Ela me encarou. – Mais do que a morte. Porém todo desejo tem um preço e eu direi a cada um de vocês seu preço. Então me digam o que desejam.”

A bruxa chama Alice e diz que para realizar o desejo dela, ela teria que ir atrás das quatro pedras lendárias. A bruxa dá um mapa e lá vão os quatro atrás das pedras. Sim, sem contestar. Não existe nem mesmo uma discussão sobre isso, e eles vão.

O desafio do fogo passa num piscar de olhos. Quando você vê, já está indo atrás da segunda pedra. Acho que os desafios precisavam ser mais desenvolvidos. Algo bem maior do que foi mostrado e algo mais que um capítulo.

Outros detalhes também não passaram despercebidos ao meu olho enxerido que tudo vê, porém se fosse colocá-los aqui a resenha ficaria maior do que já está.

No mais, eu acredito que como um romance a história soube se virar bem, por vezes eu olhava Alice e Victor como um casal promissor e me lembrava da época em que eu lia aqueles clássicos históricos que todo mundo ama, porém, como fantasia deixou a desejar. Por vezes eu senti falta da magia. Da Alice como bruxa que não me convenceu. Queria que Filipe fosse mais que um rostinho bonito e por vezes quis que Lucas tivesse ficado com o Dragão na caverna. Por mais que os capítulos fossem rápidos, a história demora a chegar ao ponto principal, e não empolga durante a jornada, pois a transição entre cenas e o desleixo com a pontuação prejudicam bastante a leitura.
Eu espero muito que no livro dois tudo mude e as coisas melhorem, pois a escrita da autora tem potencial só precisa ser trabalhada. E a autora precisa realmente corrigir os erros de revisão que sei que estão além dela. Afinal o livro é como um filho, e você quer que dê tudo certo quando ele ganhe o mundo, por isso um trabalho de revisão é mais do que essencial para possibilitar isso.
Agradeço imensamente a oportunidade de resenhar a história. Não fiz como blogueira, quem dera eu tivesse tempo pra isso. Fiz como leitora e amante de bruxas que sou. Por tanto desejo mais do que boa sorte nessa empreitada da saga Insipiens.


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Garotas Devorando Livros 15/08/2018

[...]

Gostei muito da tática da autora para evitar a repetição dos nomes dos personagens que todo livro passa. Por exemplo, para não haver a grande repetição do nome de um personagem, a narradora a chama de: Cecília, filha do rei maléfico e até Barbie medieval (o melhor KKKKK).

[...]

CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG!!!


site: http://www.garotasdevorandolivros.com/2018/02/resenha-incipiens-jessica-do-nascimento.html
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Aione 12/10/2016

Entre bruxas, feitiços e um universo mágico, Incipiens, primeiro livro da saga homônima de Jéssica do Nascimento, traga o leitor para dentro de suas páginas de maneira similar ao que acontece com a protagonista do enredo.

Alice é órfã e vive em um orfanato desde bebê. Seu colar é a única ligação com sua origem, já que foi deixado por sua mãe antes de ser abandonada. Ao visitar uma biblioteca, Alice encontra nela um livro que a suga para seu interior, quando ela começa a lê-lo. Assim, ela vai parar em um mundo medieval repleto de seres mágicos, e enquanto busca uma maneira de voltar para sua vida, acaba se deparando com obstáculos, como um rei tirano, e descobrindo mais sobre si do que ela jamais esperou.

Em primeira pessoa, é muito fácil que a narrativa de Alice cative o leitor e o envolva rapidamente. Há momentos mais singelos e repletos de frases de efeito, ao mesmo tempo em que também encontramos passagens mais bem humoradas. Em alguns momentos, senti o humor destoar do restante da escrita por ter me parecido não muito bem mesclado ao momento da narrativa, mas, de modo geral, ela foi construída de maneira a permitir uma boa fluidez de leitura.

Alice chama a atenção como protagonista por sua personalidade forte e determinada. Gostei de vê-la se posicionar diante de diversos acontecimentos, sem se deixar diminuir. Ainda, foi interessante vê-la descobrir seus próprios poderes, de forma a termos um vislumbre sobre suas origens, mas sem ainda conhecermos com exatidão sua história e a história de sua família – para isso, precisaremos dos próximos livros.

Acredito que algumas passagens de Incipiens poderiam ter sido mais bem aprofundadas, com melhor detalhamento tanto de certos acontecimentos quanto dos conflitos interiores de Alice. Há passagens que são bem marcadas pela autora, mas outras ocorrem de forma um pouco mais superficial. Também, a revisão feita pela editora deixou muito a desejar, de forma a ter prejudicado a leitura; é comum serem encontrados problemas de pontuação, bem como repetições extremas de termos, e, inclusive, algumas sentenças truncadas e/ou sem sentido. Em consequência, além do texto, em muitos momentos, ter sido empobrecido por esses fatores, já que poderia ser melhorado e mais bem trabalhado, a própria leitura perdeu sua fluidez nesses instantes.

De maneira geral, Incipiens me agradou principalmente por seu cenário e pela magia nele contida, além de ter me proporcionado uma leitura agradável e rapidamente envolvente. Em minha visão, o livro contém bastante potencial, o qual pode ser melhor explorado por meio de revisões e orientações mais atentas à autora.

site: http://minhavidaliteraria.com.br/2016/10/11/video-resenha-incipiens-jessica-do-nascimento/
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Aline.Callai 03/05/2017

Um livro de fantasia incrível, e é nacional <3
(...) Ela começa a andar pelas prateleiras até que chega em uma parte da biblioteca onde ninguém quase nunca vai, que é onde ficam os livros antigos. Lá um livro em especial chama a atenção dela, ela abre e começa a folheá-lo, e vê que está escrito numa língua que ela nunca viu antes, mas que com o tempo começa a fazer sentido para ela. Conforme ela começa a ler, algo estranho acontece. O chão da biblioteca começa a se abrir e ela tenta de todas as formas fugir, em vão. Ela é sugada pelo buraco e de repente se vê em um outro mundo. Ela chega em Cank, uma cidade bem diferente e estranha pra ela.(...)
Os personagens, tanto os principais quanto os secundários são muito bem descritos e me fizeram me perder na imaginação, sabe? É aquele tipo de livro que você lê e entra na história, imagina todos os cenários e os castelos incríveis *-*
O final não foi nada óbvio e me surpreendeu, me deixou com um gostinho de quero mais pela forma como termina, eu nem esperava que iria acabar assim haha (...)
Uma coisa que me deixou um tanto decepcionada é a má revisão do texto, encontrei vários errinhos ortográficos/de concordância/pontuação e achei bem falho da editora ter deixado passar. Fora isso, vale muito a pena a leitura, estou de ressaca literária e já quero a sequência da saga - esse é o primeiro de uma saga estimada em 6 livros. Ficaram várias pontas para os próximos livros e me deixaram super curiosa. (...)
Leia a resenha na íntegra no link:

site: http://www.nomundodaluablog.com/2016/09/livro-incipiens.html
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Nanáh Zoti 17/11/2016

Incipiens - Jéssica Nascimento
Meu primeiro contato com o livro foi antes do lançamento, quando a escritora selecionou alguns blogs para estar ajudando-a com os preparativos. Por pura coincidência descobri que ela morava na mesma cidade que eu e por duas vezes nos encontramos para conversar e debater sobre o seu livro.

A capa é uma coisinha fofa, que chama o leitor pra conhecer a história, já a sinopse contém falhas de coerência, apresenta algo que o leitor não acha dentro do livro. É um tipo de propaganda enganosa que eu espero, que vai ser arrumado.

A história de Incipiens começa com uma jovem mulher, segurando uma cesta em suas mãos, onde tem uma criança. A mulher deixa a criança na porta de um orfanato e desaparece na nevoa, como um fantasma. Não muito longe dali, um homem, dono de uma livraria, está folheando ou lendo seus livros, isso não fica muito claro, quando de repente um objeto cruza o céu e cai no chão, abrindo um grande buraco.
Anos se passam e nós conhecemos Alice, uma mocinha orfã que vê sua vida mudar de cabeça para baixo quando seu crush sai do orfanato por já ter atingido a maioridade e quando sua melhor amiga é adotada.

Páginas passam e Alice decidi fugir do orfanato e depois de mais um imprevisto, se vê presa a noite, em uma biblioteca, sozinha com livros e mais livros. Um deles chama a atenção da garota, e depois de uma dificuldade inicial para ler o que estava escrito, uma cratera se abre no chão e Alice cai em um mundo totalmente diferente daquele em que vivia.

Lá ela conhece Vitor, um mocinho não tão mocinho assim. A dona doida de uma taverna, que a faz de escrava porque ela não pagou uma sopa de alho. Uma senhora que a "guia" sobres os perigos desse novo mundo. Gêmeas birutas que a perseguem a nossa mocinha. Um unicórnio falante. Um rei tirano. E o clássico bad boy, mas dessa vez medieval, que atormenta a mocinha e que juntos vivem grandes aventuras.

Ao terminar de ler Incipiens concluí duas coisas, o livro contém erros de coerência, coesão e furos gigantescos que teriam sido evitados se não houvesse uma negligência da escritora. E o segundo fato que notei foi a revisão grotesca (não existe outra forma de descrever uma revisão que deixou passar coisas tão simples como a falta de acento em palavras primárias, ex Árvore, que por diversas vezes apareceu sem acento. Ou a insistência gritante de deixar pontos finais em lugares que obviamente precisavam de vírgulas.😒😒💀) que a editora prestou ao livro, erros primários que deveriam ter sidos notados na revisão foram levados pra edição física e muitos desses erros tornaram a leitura cansativa e muitas vezes maçante..

Incipiens é obviamente um clichê infanto-juvenil, mas Rick Riordan está aí para provar que mesmo os enredos infanto-juvenis devem conquistar os adultos, e não posso negar que depois de um trabalho adequado da escritora Incipiens poderia, quem sabe, chegar lá.

Mas esse não é o caso dessa edição, conversando com a escritora descobri que em breve ela estará fazendo uma nova edição, e que já está trabalhando para concertar alguns furos que é possível encontrar logo na primeira página.

Os personagens ou são inconstantes ou são rasos e isso não fez com que eu me envolvesse na história em nenhum momento. Um exemplo básico é a própria Alice, que se diz uma coisa e suas atitudes em todo o livro dizem outra. Ela se diz forte, mas em diversas cenas a vi submissa, alienada, passiva e algumas vezes sonsa.

Vitor é a personificação do perfeito filho da puta bipolar. Em uma das cenas ele coloca Alice em um quarto, deixa ela naquele lugar durante três dias sem água e nem comida, e depois supõe que a culpa é dela, que não se rendeu aos seus encantos. Alguém chama a polícia e oriente a essa guria a fugir pras montanhas depois de fazer um b.o! E depois está todo derretido, se importando com ela, protegendo-a e tudo mais. Esse complexo bad boy ainda encanta várias e várias adolescentes, mas pra mim isso não convence mais, e a única coisa que sinto por personagens dessa categoria é uma vontade incontrolável de entrar nas páginas do livro e esganar ele, além de dar um tapa na mocinha por aguentar tudo isso e ainda achar o cara totalmente lindo, a coca-cola sagrada do deserto.

O que dizer sobre o príncipe Filipe? Nada, me resguardo ao direito de apenas não comentar, afinal ainda estou procurando um sentido apenas pra existência desse personagem.

Por diversas vezes me deparei com situações em que a escritora poderia viajar nas palavras e aprofundar as cenas e ela simplesmente optou por não fazer isso. E onde deveria temperar as frases com doses e doses de mistério, ela encheu o texto com adjetivos desnecessários e frases de efeito de filmes de suspense de baixo custo.

Alguns podem confundir várias situações da história com o famoso Deus Ex Machine, que é aquela velha solução milagrosa. Quando não existe solução o mocinho está prestes a se foder, vem algo do nada e o salva, o que torna todas as coisas, exceto as que foram feitas pra animações infantis, ridículas. Mas esse não é o caso de Incipiens, a opção inconsciente da escritora de não detalhar o que realmente ela vai usar, faz com que o leitor esqueça ou não se importe com detalhes que seriam fundamentais mais para frente no livro. Como uma corda que aparece do nada, ou uma mochila que aparece convenientemente, quando ela precisa guardar alguma coisa.

Esses erros são comuns no primeiro rascunho de uma história, mas por isso ele deve passar por copydesk e revisão para que as arestas sejam lixadas, o texto refinado e o produto final fique pronto para a edição. Dica: Coleguinha escritor, não tenha pressa pra publicar, coloque seu livro de molho, vá respirar, tomar umas água de coco, escreva outras coisas e depois volte ao livro pra arrumar ou lapidar.

O texto está mal estruturado e a revisão porca da editora Drago só contribui para que os mais exigentes queiram furar os olhos enquanto as páginas passam. A falta de comprometimento da empresa em lapidar o livro e a negligência da escritora em aprovar o trabalho pra impressão, transformou um clichê promissor em uma história cansativa que hoje eu não recomendaria. O livro já está sendo trabalhado, para que esses erros sejam retirados para a terceira edição que deve acontecer de forma independente.

Incipiens é o primeiro livro da saga de mesmo nome, e ainda não tem previsão do lançamento dos próximos volumes. Assim que a edição nova sair, vou fazer uma nova resenha, contando pra vocês tudo o que mudou!

site: nanahzotirecomenda.blogspot.com.br
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Jéssica 22/08/2016

Tem um ótimo potencial!!
Incipiens se inicia com um episódio impactante, logo de cara. Uma mulher sendo obrigada a abandonar sua filha ainda bebê, contra sua vontade, deixando-lhe apenas um velho colar sem valor como "herança". Dezesseis anos se passa dessa fatídica noite, e agora aquele bebezinho se transformou em uma bela adolescente, chamada Alice, que não se deixa intimidar pela rejeição dos outros. Ela tinha todos os ingredientes para se tornar mais uma dessas garotas que se vitimizam pela situação, ou ficam rebeldes, frias e coisa assim... mas esse não foi o caso. Muito pelo contrário, mesmo tendo passado sua vida inteira em um orfanato vendo outras crianças sendo adotadas -inclusive seus dois únicos amigos- e ela ficando, Alice não desenvolveu nenhum desequilíbrio emocional ou algo do tipo (desculpa, a psicologia não sai de mim...haha). Em um determinado ponto ela se dá conta de que não existe mais nada para ela naquele orfanato e decide que já chegou a hora de se virar por conta própria, então foge dali. O que ela não esperava, assim que se viu livre, é que o seu único "plano" de "como seguir em frente" não daria tão certo assim.

Sem saber o que fazer em seguida, sem ter com quem contar e nem para onde ir, Alice se abriga em um lugar bem improvável para a maioria dos jovens: uma biblioteca. Olhando um título aqui e outro ali, para passar o tempo, ela se vê diante de um muito intrigante e, quando decide folheá-lo, o impossível acontece. Em um momento Alice está olhando para o livro recém aberto e no outro, sendo sugada para dentro de suas páginas. E é aí que a aventura realmente começa!

A garota "aterrissa" em um lugar completamente diferente do seu habitat natural, por assim dizer, e após um encontro inesperado e esquisito -embora completamente desorientada e achando que tudo não passava de um sonho-, ela se ocupa em fazer um reconhecimento do lugar onde foi parar. Se tratava de um jardim maravilhoso, em uma floresta cheia de vida e cores vibrantes, seguido de um vilarejo em uma época medieval. Tudo muito surreal. O problema é que logo nas primeiras horas Alice já consegue se envolver em uma confusão bem desagradável, que muda bastante sua perspectiva sobre aquele mundo novo. Ele não parecia tão fantástico assim agora. A garota acaba descobrindo que está em Cank, um mundo habitado por fadas, cavalos alados, bruxas (ou melhor, onde um dia existiram bruxas), e outros seres sobrenaturais incríveis... mas que também é governado por um rei tirano, por sequestradores, trolls, dragões e vários outros perigos mortais. Cank é tão encantador quanto ameaçador, e viver esse perigo na pele faz a protagonista querer desesperadamente voltar para "casa".
Como sua vida nunca foi tão fácil assim, não seria agora que isso mudaria a seu favor. Ao mesmo tempo em que descobre que é uma possível bruxa -e talvez a última também; um homem misterioso e astuto, chamado Victor, se põe em seu caminho. Victor é um homem muito bonito, que dispõe de poder total -com a autorização do rei- para fazer o que bem entender, quando bem entender e com quem bem entender. E além disso, também possui uma habilidade peculiar: hipnotiza todas as mulheres que olha em seus olhos. E adivinha quem é a única mulher naquele mundo que é imune ao charme do rapaz? Alice, claro. Isso faz com que seu interesse por ela dobre, a ponto de armar uma cena para fazê-la sua escrava pessoal. Um terceiro personagem entra em cena, para desafiar Victor e tentar proteger Alice, o príncipe exilado Filipe. Sim, olha o triângulo amoroso se formando ai. Mas nem ele consegue evitar o que estaria prestes a acontecer.

Sem escapatória, a menina é levada por seu novo "mestre" para viver no castelo de Sua Majestade, e uma vez dentro daqueles muros, é apresentada ao verdadeiro significado de inveja, soberba e crueldade... e por incrível que pareça, Victor se mostra a pessoa mais decente, comparando com todas as outras. Alice se vê numa confusão de sentimentos, e diante de um novo mistério. A garota não só precisa aprender mais sobre si mesma, como também a lidar com forças maiores do que ela pode compreender. Quando menos se espera, uma reviravolta acontece na estória e reúne os três em uma missão de busca. Busca por segurança, por um novo destino, e não menos importante, por esperança.
Como um primeiro livro, achei que a autora criou um universo que tem uma boa base para ser explorado (e acredito que não sou só eu que acho isso, já que esse é apenas o primeiro de seis volumes).

Quando comecei a ler, tive a impressão de que estava no meio de um jogo de RPG (momento nostalgia), pois o início, embora bem escrito, é muito rápido e objetivo. Como se a autora quisesse chegar logo na parte mais emocionante da estória. E realmente, assim que a personagem chega em Cank, a escrita muda totalmente, deixando a experiência de leitura muito mais imersiva.

O livro é narrado em primeira pessoa, pela própria Alice, e isso dá a sensação de estar lendo os pensamentos da personagem (coisa que me verão mencionar bastante nas minhas resenhas, pois é realmente como me sinto com narrativas nessa perspectiva). Na maioria dos livros, vemos o protagonista como o personagem mais bem construído e explorado, mas particularmente eu achei que Victor foi quem me surpreendeu nesse quesito. Alice, embora tenha uma personalidade forte, se mostra imatura em várias partes da estória... apesar que talvez isso dê bastante margem para que a autora trabalhe em seu crescimento durante a saga. Se isso acontecer, talvez fique mais interessante.

A diagramação do livro está muito bem feita, as letras tem um bom tamanho, as páginas são bem distribuídas e cada início de capítulo é adornado com a figura de um livro -que achei bem bonitinho e demonstra um certo capricho. Só não está perfeito pelo fato de eu ter encontrado alguns errinhos de gramática, e embora sejam muito poucos, leitores mais detalhistas com certeza vão notá-los.

No geral, é uma boa estória, mas não me impressionou tanto. Talvez por eu gostar tanto do tema, e já ter lido muitos livros do gênero, foi possível identificar muitas semelhanças com várias outras estórias que já li. E então eu ficava esperando aquela parte em que aconteceria algo que finalmente me cativaria e faria ser uma coisa única... e não aconteceu. Essa foi a minha experiência, claro! Mas acredito que para outra pessoa, que talvez não tenha lido tantas outras fantasias, vá achar tudo perfeito. Compreendo também que Incipiens ainda está no início, e espero ansiosamente poder gostar mais dos próximos.

Leia a resenha completa no blog:
https://jessicandradeblog.blogspot.com.br/2016/08/resenha-07-incipiens.html
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LT 29/08/2016

Mundos e criaturas fantásticas... ah como isso me chama a atenção. Não foi diferente com Incipiens, leitura que curti do início ao fim (e que fim!!!), a escrita da autora é rápida, sem enrolação e mesmo assim sem deixar os detalhes de lado.

Alice é uma protagonista de personalidade forte, não se deixa abalar nem intimidar, tendo encarado homens bem maiores que ela no início do livro devido a desaforos dos mesmos. Viveu a vida inteira sem os pais, tornando-se auto suficiente bem depressa, o que a ajudou nesse mundo estranho em que foi parar.

Ajudada (ou não?) por gêmeas misteriosas chamadas Liz e Isis (Das quais gostei bastante =D), que aparecem sempre que Alice se vê desesperada, falam por enigmas e dizem que nossa heroína tem uma missão nesse estranho mundo... só não sabe ainda qual é.

Victor é o segundo protagonista da história, tem a fama de hipnotizar mulheres, é um cavaleiro habilidoso e digamos que sofreu de amor à primeira vista pela Alice. Bruto em várias de suas atitudes (tive raiva em algumas partes), mas considerando o tipo de sociedade em que vive, é algo compreensível e apesar disso tudo, é extremamente protetor.

Completando o trio, temos Filipe, o completo oposto de Victor, um príncipe, educado, cavalheiro e também apaixonado pela Alice que rivaliza com Victor por sua amada, o que gera inúmeras discussões entre eles.

A relação do trio é bem feita, se desenvolve bem no decorrer da trama. E ambos os rapazes são de extrema importância na aventura.

Somos levados a cenários variados na aventura, de castelos de gelo a desertos escaldantes, encontrando criaturas míticas e seres mágicos, amigáveis ou não. E falando em não ser amigável, por várias vezes o leitor sofre com os personagens, a mágica do citado rei, é terrível e ele não tem escrúpulos ao usá-la, criando cenas bastante fortes.

Algo que achei interessante foi o ceticismo de Alice com relação às criaturas e lugares desse mundo em que está, por várias vezes ela demora a acreditar que tal ser exista, ou tal coisa possa ser feita (o que acredito que seria a reação de qualquer um de nós ao ver tanta coisa as quais não estamos acostumados) e o espanto de Victor e Filipe ao vê-la vestida de... jeans, algo comum no mundo dela.

Quanto ao final de que falei... bem, ele é simplesmente surpreendente. Devido a algo que aconteceu, jamais imaginei que terminaria daquela forma e digo, preciso ler o segundo livro!!!!

Dou 5 estrelas com certeza, leitura recomendadíssima!!!

Resenhista: Júlio Cesar.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Maravilhosas Descobertas 11/09/2016

RESENHANDO UM NACIONAL: Incipiens, de Jéssica Nascimento
Alice é abandonada e se torna órfã com poucos dias de vida. Seu único refúgio é a biblioteca da cidade e esse é o lugar que ela escolhe para ir na noite que foge do orfanato. Entre os livros ela acredita que está segura, entretanto ao abrir um é sugada para dentro da história.

Entre dragões, fadas e elfos descobrirá toda a magia desse mundo. Porém, contos de fadas não são tão perfeitos como ela imaginava, Alice terá que encontrar forças para encarar um Rei tirano. Se transportar para essa história pode ser fascinante e perigoso.

Incipiens, de Jéssica Nascimento, já teve Primeiras Impressões aqui, mas se você não viu, clique aqui e veja antes de prosseguir lendo a resenha. Mas se já leu, bora lá!

Como havia dito nas Primeiras Impressões [Conteúdo das Primeiras Impressões] Jéssica inicia a história já narrando quando Alice, a órfã mais velha e que vive a mais tempo no orfanato em que reside, vê sua melhor amiga ser adotada e ela ficando para trás sozinha, ainda mais quando sua paixonite já foi embora após ter completado a maioridade à alguns meses atrás.

Com isso acontecendo, dentro de Alice cresce uma grande vontade de fugir daquele lugar onde ela não é ninguém. Sendo assim, Alice não demora para por em prática sua fuga, à qual tem como destino ir atrás de sua antiga paixão, só que o que Alice não esperava, era encontrá-lo muito bem sem ela.

Com esse baque, Alice se refugia para uma biblioteca, onde um livro lhe chama atenção, fazendo-a acabar pegando ele para dar uma lidinha. Quando a órfã tenta ler o livro, ela não compreende a linguagem ali usada, mas quando magicamente ela entende, se depara com uma profecia a qual ela se encaixa direitinho, e de repente, Alice é engolida por um outro mundo.

E é então, que as coisas realmente começam à acontecer. Alice, nesse novo mundo, se depara com situações às quais ela não sabe lidar. Alice se mete em situações onde ela descobre coisas sobre ela que a deixa atordoada e também em situações à qual ela acaba deferindo um tapa em alguém, e no meio de tudo isso, ela ainda não pode se deixar cair aos encantos de um pequeno homem de grande porte.

Como Alice vai sair dessa? Não sei, mas não vejo a hora de saber! [Fim do Conteúdo Principal]

Quando disse anteriormente que as coisas começaram à acontecer, não imaginava o tanto de coisas que viria pela frente. O pequeno homem de grande porte, é Victor, um cara MA-RA-VI-LHO-SO de olhos verdes que deixa qualquer mulher no chão, é marrento, másculo e apaixonante. E quando você pensa que acaba por aí, vem mais! Um loiro dos olhos azuis de te deixar babando.

Ambos os homens acompanha Alice em sua missão em voltar para seu mundo, mesmo que à contra gosto. O caminho hora é sinuoso, hora frio, hora quente. As barreiras que enfrentam são de matar - literalmente. Mas no decorrer da história, os sentimentos dos três afloram das mais diversas maneiras e fazem a história ter seu toque de romance, mesmo no meios dos riscos que esse mundo cheio de criaturas mágicas oferece.

A mensagem que é passada no livro, é sobre a família á primor. Mas também fala das dúvidas do coração, como uma pessoa pode mudar quando se vê tomado pelo amor e, das crenças de uma pessoa naquilo que pode na cabeça dela "não existir". A obra abrange bem cada assunto e é um ótimo livro juvenil. Mesmo que em estilo e tema diferente, o público alvo é bem próximo aos de Percy Jackson e Harry Potter.

Enfatizo, que a obra é divertida e instigante. Te faz rir, ter agonia e morrer de amores. Com sua escrita leve, Jéssica fez um ótimo trabalho e soube exatamente como trabalhar seus personagens. Além do mais, Jéssica incluiu no final do livro o próximo capítulo do segundo livro da saga, e soube exatamente como deixar seus leitores mais do que ansiosos pela continuação.

De praxe, fica minha curiosidade aqui registrada, e minha imensa vontade de pegar a Jéssica e guardá-la num potinho até saber tudinho o que acontece posteriormente!

Enfim, se não leu esse livro ainda, leia, se já leu, compartilhe conosco o que achou e não se esqueça de compartilhar com os amiguinhos. Se deseja adquirir o livro clique aqui e divirta-se nessa aventura! Então um beijo, e até a próxima postagem!

site: http://www.maravilhosasdescobertas.com.br/2016/09/resenhando-um-nacional-incipiens-de.html
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Tretas Literárias 16/10/2016

Incipiens - Blog Projeto Tretas Literárias
Com um prólogo quase imitando o de Harry Potter, só que sem clímax, com um começo corrido, um bullying que não convence, Incipiens começa contando a história de Alice, uma órfã revoltada com a vida que vai parar em uma biblioteca, depois de fugir do orfanato, onde passou grande parte da vida. Ela encontra um livro estranho, entre as prateleiras, e é sugada para dentro das folhas mágicas, caindo em outro mundo. O livro já começa meio assim, com palavras e frases de um gosto um tanto duvidoso, expressões que não combinam e adjetivos exagerados demais para mim, que por vezes me fizeram torcer o nariz.
O drama da personagem não convence, o começo não convence. Quem fica trancada em uma biblioteca e não pede ajuda ou ao menos se desespera? Essa foi só uma das incoerências de muitas que encontrei ao longo de uma leitura arrastada que quase me levou ao desespero.
A pergunta que fica é: Quem publica algo assim? A revisão é péssima, deixando passar erros gramaticais grosseiros e muitos outros que tornaram a leitura pesada, cansativa e muitas vezes sem sentido. Tive que reler várias vezes um parágrafo quando eu me cansava e perdia o foco. Todo o entendimento ia por água abaixo. Pior que os erros de revisão é também a falta de sinônimos. Muitas palavras se repetiam em uma frase, e não era algo que eu pudesse deixar passar, pois logo em seguida vinha outra repetição. Havia uma palavra que se repetiu várias vezes em um único parágrafo que até parecia rima. Um texto com muitos furos e incoerência. Pergunto para a autora quem fez o trabalho de revisão dela, porque se cobrou caro que devolva o dinheiro, por favor.
Falando sobre isso, fui ler mais informações atrás do livro e descobri que a autora é formada em Letras. Sério? Como alguém formado em letras deixa passar um livro assim, mal revisado e cheio de furos. Houve alguma supervisão do produto final?
Os personagens não são carismáticos e deixam a desejar com suas atitudes infantis. Alice é a mais irritante, uma protagonista que me fazia revirar os olhos com suas atitudes e imaturidade. Vi em algum lugar, uma resenha sobre o livro, em que descrevem a Alice como uma mocinha decidida que luta pelo que quer, e sinceramente não foi o que eu vi. Alice tem atitudes por vezes conformistas. Ela fica trancada na biblioteca e... Vai ler um livro. Ela chega em Cank e não investiga sobre o lugar, mesmo que fosse sonho eu já estaria agoniada por não acordar e por ser tão real e vívido, mas não, ela vai lá e aceita. É tomada como escrava e aceita. Conformismo demais para o meu gosto. Ela é até um tanto submissa, batendo de encontro com que a própria autora disse no começo do livro sobre a personalidade dela.
Victor é o par misterioso de Alice, o tipo cão que ladra não morde. Vira dócil rapidinho, rapidinho mesmo, pois estão pra nascer personagens que mudem de humor e personalidade como esses. Parece que mudam com a lua. Alice até parece bipolar, e um bipolar irritante o que deixa suas ações como mocinha, inconsistentes. Felipe está ali não sei pra que, porque se for pra ser par romântico não convenceu. É o que menos tem personalidade dentre os três desse triângulo. E não vamos nem falar do fiel escudeiro, porque se alguém foi criado para ser irritante foi ele.
O fator magia foi esquecido para dar lugar a um romance de banca que não convence. Ou você escreve sobre fantasia ou escreve sobre romance, ou no mínimo balanceie os dois. Em Incipiens isso passou longe, já que o romance entre Alice e Victor além de enrolar toma quase metade do livro.
Alice como bruxa deixou a desejar. Como pode alguém estudar magia em alguns dias, escondida num canto enquanto Victor dorme? Hogwarts mandou um abraço. O aprendizado foi deixado de lado, ficou irrelevante, quase insignificante perto do romance que tomou conta do livro. A Alice aprendendo magia, num canto escuro, parece alguém estudando pelo instituto universal brasileiro por apostila. Pior que isso foi ela alegar não saber usar magia e sair fazendo bruxaria a torto e a direito. Ela deve ter aprendido magia por osmose só pode.
Alice passa dias desnecessários trabalhando na taverna quando poderia ter fugido, podendo logo ir buscar a verdade ou o que quer fosse para agilizar a história, passa não sei quanto tempo no castelo flertando com Victor, depois o grupo passa dias na floresta. E quando eu achava que o livro não ia chegar a lugar nenhum, chegamos aos desafios das pedras que não duraram (no tempo dentro do livro) nem uma hora aparentemente. Chegaram à caverna, enfrentaram o dragão e papum, vamos para o próximo desafio.
Tudo sempre muito corrido e com muitos furos, com diálogos sem pé nem cabeça que por vezes me deixaram assim: o.O Sem acreditar que alguém pudesse publicar um livro desse jeito. Trabalho da editora zero. Trabalho de revisão pior ainda, e a escrita um tanto pobre. Não tem cacife para um livro de fantasia. Talvez se trabalhado para um romance sobrenatural quem sabe.
Incipiens foi um livro caro e o mínimo que se espera é um trabalho bom, tanto de editora quanto do autor, e os dois aqui não colaboram. Quando você tem a chance de publicar um livro você tem o dever de publicar algo de qualidade porque não dá pra ficar gastando dinheiro com qualquer coisa. E não dá para jogar a culpa totalmente na falta de revisão, já que a história inteira é um problema. É uma versão genérica da jornada do herói, sem muita emoção, que não empolga em nada, com um romance clichê que não funciona.
Incipiens é um livro que precisava ser muito bem trabalhado antes de ser publicado, e não foi o que aconteceu. Com uma escrita e revisão desleixadas, não é um livro que eu recomende.
Aqui no Skoob darei uma estrela, e no meu blog em construção, darei 2/10 porque achei a capa simpática e gostei da simplicidade na diagramação, no mais, é pouca coisa que se salva mesmo.
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Mimi França 20/09/2016

Devorando Livros: Incipiens
A história começa com uma mulher misteriosa sendo obrigada a abandonar sua filha ainda bebê em um orfanato, deixando apenas como “herança” um colar para ela. Esse bebê cresce e se torna Alice, uma adolescente órfã que passou a sua vida inteira no orfanato. Em um determinado momento, ela percebe que não existe mais nada para ela no orfanato e decide fugir de lá. Ela tinha um plano em mente assim que estivesse fora, porém Alice se vê sem saída quando seu único plano dá errado. Sem um local para ir, a jovem consegue abrigo em uma biblioteca e folheando alguns livros ela acaba sendo “teletransportada” para um outro mundo. O mundo de Cank.
E a partir desse momento que começa a aventura dessa pequena viajante.
A história é bem fluida e os textos são bem elaborados. O livro foi todo narrado em 1ª pessoa, pela própria Alice, o que nos dá sensação de estar lendo todos os pensamentos dela.
Gostei muito da tática da autora para evitar a repetição dos nomes dos personagens que todo livro passa. Por exemplo, para não haver a grande repetição do nome de um personagem, a narradora a chama de: Cecília, filha do rei maléfico e até Barbie medieval (o melhor KKKKK).
Alice, a viajante, tem uma personalidade forte e não leva desaforos para a casa. Abandonada ainda bebê em um orfanato, desde muito pequena teve que aprender a se virar sozinha.
Victor, o guerreiro, é um homem misterioso que “encanta” todas as mulheres que o vê. Ele tem um jeito bruto e machista de ver as coisas. Se encanta por Alice e deseja proteger ela a todo custo. Apesar do jeito durão dele, Alice consegue tirar o melhor dele. E é isso que me encanta na “relação” dele. Ele é melhor quando está com ela. (Por isso eu sou Team Victor KKKKK).
Felipe, o príncipe, carinhoso e dedicado à Alice, possui um Lacaio, Lucas e por muitas vezes o trata apenas como um serviçal, o que irrita Alice. Tem uma grande rivalidade com Victor por causa de Alice, já que os dois possuem sentimentos por ela.
Esse ainda é o primeiro livro da Saga Audax então sabemos que podemos esperar muuuita coisa dessa história e é obvio que eu vou acompanhar ela inteirinha! (E continuar torcendo né? #teamvictor kkkkkk)
Eu ameeei esse livro e por isso vou classifica-lo com 5 estrelas!
Recomendo muuuito a leitura dele.

site: http://www.prettyplease.com.br/2016/09/devorando-livros-incipiens.html
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