Fábulas Cruéis

Fábulas Cruéis Luiz Vadico




Resenhas - Fábulas Cruéis


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Pedrim (@ummeninoleitor) 28/12/2016

Incrível! <3
Em "Fábulas Cruéis", numa originalidade extremamente visível, Vadico nos apresenta a composições literárias curtas, escritas em prosa, em que os personagens são animais que apresentam características antropomórficas. Vale ressaltar que algumas das histórias também trazem composições com personagens humanos.Cada uma das 30 histórias revelam uma moral de uma forma sombria e, por vezes, assustadora, a exemplo "O Coro dos Passarinhos", onde um Curió tenta trazer harmonia a canção dos pássaros, mas marginaliza algumas espécies de aves e acaba pagando um preço alto por isso e "A Casa Vazia", a melhor fábula do livro, que nos apresenta a história de uma princesa que insiste em dizer que seu amor mora em uma casa vazia.Por fim, vale ressaltar que por ser um livro de fábulas, a leitura é fluida e instigante. Eu passei uma excelente tarde na companhia desse livro que, sem dúvidas, muito me fez pensar. Recomendo a todos os amantes de curtas histórias, fábulas e livros bons. Prometo que vocês vão amar "Fábulas Cruéis".

site: https://www.instagram.com/p/BM2Z-ApB4Cw/
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Lelê 26/12/2016

Resenha:
Antes de falar de "Fábulas Cruéis", vou falar de fábulas.

Você sabe o que é uma fábula? Porque é diferente de conto, de crônica... Então, o significado é:

Fábula é uma composição literária em que os personagens são animais que apresentam características humanas, tais como: fala, costumes e etc. Estas histórias são geralmente para crianças e terminam com ensinamento moral de caráter instrutivo.

"Palavra de leão só vale para leão!"
Pág. 87

Bom, esclarecido isso, vamos ao livro.

"Fábulas Cruéis" não é tão cruel assim, o livro traz não só elementos do cotidiano, mas também assuntos que devem ser discutidos, como o bulliyng, a homossexualidade, violência... e tudo usando uma linguagem rica e de fácil entendimento, ao mesmo tempo o autor trouxe características encontradas nas fábulas de Fedro, porém de forma super simples, ou seja, tudo na medida da perfeição.

Algumas histórias trazem aquele: "- Onde vais, amiga formiga?", que eu acho delicioso de ler ♥


" - Uma família não é apenas os elementos que estão no ninho, mas todos aqueles que estão fora também..."
Pág. 22



site: https://topensandoemler.blogspot.com.br/2016/11/resenha-fabulas-crueis.html
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LOHS 22/12/2016

#LOHS: Bel - A que fugiu da mesmice
“Fábulas Cruéis”. Eu peguei o livro e fiquei curiosa desde a capa. O que seriam fábulas cruéis?

Todos já leram fábulas quando crianças. A formiga e a cigarra, A raposa e as uvas ou qualquer outra história com algum animal falante e uma moral não muito satisfatória para crianças muito novas. “Mas o que tem a ver as uvas verdes?”. Questionamentos assim tornavam fácil a identificação de fábulas.

Pois saibam que estas fábulas não têm nem um pouco a ver com as que conhecem. Talvez haja animais falantes, mas as morais são bem mais do que satisfatórias, e não há nada de infantil neste livro.

[...] elas eram mais fortes e tudo terminou num grande passarinhocídio. Milhares morreram, era uma tristeza ver os pequenos ovinhos estraçalhados pelo chão, e os filhotinhos piando perdidos pela mata, enquanto peninhas voavam levadas ao vento caindo em todas as direções...
[...]
— É, meu amigo, a união dos fracos os torna fortes, mas a união dos fortes e irresistível.
O coro dos passarinhos, P. 11-12

Admito que algumas fábulas não me apeteceram nem um pouco. Como um livro de contos, sempre há aqueles que não nos dizem nada, ou que pulamos porque o próximo parece mais promissor, e com Fábulas Cruéis não foi diferente. Algumas histórias, como Os homens que falavam estrela, me ganhou desde o princípio, mas outras não tiveram efeito nenhum. Muitas possuíam ótimos finais, já outras deixaram a desejar, mas, no geral, tem-se um bom fluxo e uma coletânea respeitável.

A escrita do autor é constante e equilibrada, com pontadas sarcásticas, enredos irônicos e simbologias interessantes (vide Uma família para Sara e Sônia), mas o lado negativo é que, com uma escrita tão linear, o diferencial é o enredo. E, se o enredo falha, ou é monótono, o interesse se esvai.

A premissa do livro é interessantíssima, e logo de cara o leitor atento percebe a intenção do autor com suas fábulas, então a criatividade é algo admirável. Ainda assim, creio que algo mais do que chamativo é a edição tão bem feita. A finalização e as páginas fazem a leitura ser algo mais prazeroso, porque a impressão é de o livro é de contos clássicos, algo que todos deveriam ter.

As ilustrações quase me fizeram derreter, e meu lado desenhista se levantou mais uma vez. Quase bati palmas para Eduardo Seiji e sua maravilhosa capacidade de capturar a essência de cada fábula em lindas ilustrações. É uma edição encantadora.

Em suma, é um bom livro para se distrair de leituras mais densas, por dar a possibilidade de escolha, mas não deixa de ser um volume leve mesmo assim. Algumas fábulas exigem mais esforço e paciência, e o desfecho quase sempre deixa o leitor com uma sensação de inconformismo — da melhor maneira possível: quer-se mais do que se tem, o que por si só poderia ser um enredo de fábula!

Edição recomendada a todos que buscam uma boa leitura para fugir do lugar comum e da mesmice.

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/11/autor-luiz-vadico-editora-empireo.html
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Brenda Sousa 22/12/2016

Fábulas Cruéis - Resenha por Blog Postando Trechos
Fábulas... Quando li sobre o que se tratava o livro, fui levada de volta à minha infância, quando a professora de redação me apresentou ao conceito de fábula pela primeira vez. Talvez por isso ler esse livro me encheu de nostalgia e me trouxe de novo para uma parte do mundo literário ao qual eu estava a muito tempo afastada: a leitura de fábulas.

Em “Fábulas Cruéis” temos diversas histórias, com os mais variados rumos possíveis. Algumas mais longas, outras bem pequeninas e ainda assim com toda a sua magia. O objetivo das fábulas é sempre nos levar a reflexão através de histórias fictícias e, sem dúvidas, este livro cumpre muito bem com o objetivo. O mais legal de tudo, é ver que, apesar da intenção própria de Luiz Vadico com cada história, nós, como leitores, podemos refletir sobre uma imensidão de diferentes temas a partir de uma única história. Algumas das histórias não chamaram tanto a minha atenção, enquanto outras me conquistaram por razões bastante pessoais. O que posso dizer é que esse é um livro para leitores que tem mente aberta, que estão dispostos a refletir sobre o mundo, sobre a natureza humana, sobre tudo que estamos vivendo nos últimos tempos.

Para além da escrita do autor (que é de uma maestria incrível, já que escrever fábulas é um trabalho árduo e não é para qualquer um), preciso elogiar (mais uma vez) a edição do livro. O livro contém imagens como se fossem desenhadas à carvão, e às vezes eu passava a mão para saber se estava diante de uma original, de tão incríveis que ficaram. O exemplar físico tem capa dura, com a lateral das folhas pretas e, acredito eu, isso torna a leitura diferenciada.

Por fim, fica a dica. É um trabalho bastante interessante que vem para agregar valor para a literatura brasileira, nos apresentando Luiz Vadico e nos fazendo tornar seres humanos mais críticos e capazes de fazer mudanças.

site: http://postandotrechos.blogspot.com.br/2016/11/resenha-fabulas-crueis.html
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Queria Estar Lendo 13/12/2016

Resenha: Fábulas Cruéis
Faz muitos e muitos anos que eu não leio fábulas, mas a capa de Fábulas Cruéis, livro cedido em parceria com a editora Empíreo, me seduziu de uma jeito que foi impossível não abri-lo. E no fim tive uma ótima surpresa.

O livro conta com trinta fábulas curtas -- algumas chegam a ter apenas uma página -- e bem escritas, acompanhadas de belíssimas ilustrações do Eduardo Seiji. Em uma edição de capa dura e com bordas negras no miolo, a narrativa de Vadico é simples e, apesar de metafórica, direta.

Com delicadeza e criatividade, Luiz Vadico nos convida a analisar o comportamento humano atual através de metáforas rápidas, poderosas e, às vezes, também divertidas -- como não rir ao menos uma vez com o escaravelho no segundo conto?

Quanto mais pensamos sobre o que é ser humano, mais precisamos levantar questões como as que estão presentes em Fábulas Cruéis. O quão distante estamos dos animais, dos seres considerados "irracionais" quando pregamos verdades e morais inventadas por nós mesmos, ainda que elas machuquem um semelhante?

É impossível não identificar o medo como percussor do preconceito em fábulas como Os Homens que Falavam Estrela, sobre um planeta onde as palavras, causadoras de toda a discórdia, caíram em desuso e permaneceu apenas Estrela como forma de expressão -- até o dia em que um homem decide começar a usar a palavra Sol e o mundo sofre uma revolução na comunicação. No entanto, por que é tão difícil para nós identificarmos esse comportamento na fábula, mas não nos preconceitos diários que vivemos/infligimos?

Enquanto lia o livro e, em alguns contos, me divertia com os personagens, me perguntei porque chamá-lo de Fábulas Cruéis, quando seus parágrafos não me assustavam e algumas de suas histórias são tão simples. Foi só quando parei para realmente pensar na resenha que me dei conta de que o cruel não é nada extraordinário, mas sim o que vemos no dia a dia.

O que é mais cruel do que duas pessoas sendo julgadas por amarem quem amam e serem quem são, como fica tão claro no contro Uma Família para Sara e Sônia? Ou ainda a crueldade da alienação? A crueldade de abrir mão de sonhos e fantasias para lidar com uma realidade onde a sobrevivência é mais importante?

O mundo real é cruel e estamos tão acostumados com ele, aprendemos desde cedo a aceitar isso, que no dia a dia passa batido, guardamos nosso medo para criaturas fantásticas, sobrenaturais. Para fantasmas e zumbis, e esquecemos que o nosso monstro é a vida real.

Gostei bastante delas, mesmo que contos curtos não sejam o tipo de história que leio todo mês -- guardo os contos para me livrarem de ressacas literárias! -- foi um frescor real ler ele e me sentir instigada a pensar em mais do que no meu forte amor por personagens e mundos fictícios. Uma leitura que recomendo a todos para sacudir um pouco o nosso ponto comum e a zona de conforto!
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Bruce 01/12/2016

Crueldade...
Ótimo livro, pra quem adora contos e fábulas é um passeio. Muito bem escrito, na medida certa, vc fica com pena quando os contos vão acabando. Recomendo muito.
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Geórgea 26/10/2016

Fábulas Cruéis
O livro é formado por 30 fábulas que focam principalmente nos animais, usando de situações corriqueiras deles para ensinar algo sobre a nossa própria realidade. Ele possui 187 páginas e cada fábula é muito curta, algumas de apenas uma página. Dentre elas, estão fábulas como “O coro dos passarinhos”, focando principalmente na união dessas aves e em como é dividido o sistema deles, fazendo assim uma alusão aos nossos políticos e em como é dividido o nosso próprio sistema. Cada texto vai ter uma moral no final.

Outra fábula que pode ser considerada bem contemporânea e que trata de um assunto polêmico é “Uma família para Sara e Sônia”, duas águias fêmeas que querem ter um filho e constituir uma família e não bem vistas pelas outras aves e para isso precisam lidar com todo o julgamento e a incompreensão de quem está de fora. Elas inclusive tentam pegar ovos de outras aves, o que é uma referência direta a adoção, mas isso é retratada como algo difícil assim como na vida real.

“- Sara, para! Você me desespera assim! Para de construir esse ninho!
– Não é apenas um ninho – respondeu, séria -, é o nosso lar.
– Que lar?! Não teremos filhotes! Não seremos uma família.
– Eu e você somos uma família! – respondeu convicta.”

Poucas fábulas trazem a figura do ser humano diretamente, seja como um homem em “Os homens que falavam estrela”, que vive em um planeta onde as palavras foram esquecidas com o tempo e a única que permaneceu para ser referência sobre tudo foi a palavra “estrela”. Conforme a narrativa dessa fábula avança, observamos a divisão de um povo através de outras palavras e a guerra que pode gerar disso tudo. Seja por uma simples participação no “A lebre, a tartaruga e o monge zen-budista”, que apesar de parecer tão insignificante para alguns, a aparição da figura do homem como monge é de grande importância, mesmo não sendo o protagonista dessa fábula.

Nas poucas histórias que não contam com animais ou até plantas, encontramos humanos sempre em condições especiais, nunca no nosso mundo real, mas em mundos diferentes, reinos com princesas ou até um lugar onde é possível falar com os animais. Tudo é bem fantasioso e os animais falam e possuem um senso de julgamento muito apurado e procuram aprender com as adversidades encontradas no seu caminho. Cada fábula conta com uma moral no final e cabe ao leitor tirar as suas próprias conclusões acerca de cada assunto que é tratado.

Minha Opinião

Infelizmente não consegui dar uma nota maior para esse livro. Quando comecei a ler, pensei que seria um livro realmente sobre fábulas cruéis e, a promessa de ser assustador, deixou a desejar desde a primeira história. Achei, inclusive, que é um livro bem infantil a julgar pela sua escrita. A maioria das fábulas é bem sem graça e não notei muito desenvolvimento do que estava sendo escrito. Um detalhe que observei é que a maioria dos animais possui nome e tem uma parte de sua vida narrada, o que creio ter sido usado para fazer uma aproximação com o leitor e dar mais veracidade ao que estava sendo passado.

Em contra partida, o trabalho feito nessa edição está impecável. O livro é em capa dura e suas laterais são em preto, o que dá um visual sombrio para o volume, mas não condiz com o seu conteúdo. A capa é linda, e possui lobos e borboletas que estão presentes em determinadas histórias, fazendo assim uma referência ao que encontraremos durante a leitura. Ao final de algumas fábulas temos desenhos, alguns que remetem ao que já foi tratado até então e outros que não encontrei muito significado. É um trabalho muito lindo e adulto, mas que foi feito para um livro que, na minha humilde opinião, seria para crianças. Dei três estrelas mais pelo trabalho gráfico do que pelo conteúdo literário em si.

“Existem casas vazias, não importa quão belas sejam por fora, e em suas portas é inútil bater. E não importa o quão bom você seja, perseverante, trabalhador, fiel e leal.”

O texto que eu mais gostei foi o “A casa vazia” que conta a história de uma princesa, um dos poucos textos que usa o ser humano diretamente na história, que vai em busca do seu grande amor e faz tudo para encontrá-lo e agradá-lo. Inclusive, levar anos da sua vida, juventude e sanidade a esperar sua volta em uma casa vazia. Notei uma crítica as pessoas que são consideradas “vazias” e o velho ditado de não fazer muito por quem não faz nada pela gente. Observamos o declínio de uma jovem juntamente com as suas esperanças.

Seguindo esse mesmo tema de usar o homem como modelo direto, também acho interessante ressaltar o texto “A esperança”, a história de um doente em estado terminal que é induzido ao padre a mentir sobre algo para os que estão presentes. Dessa forma, ele tenta reafirmar a esperança dos que estão a sua volta em um assunto tão importante e misteriosos quanto a morte. E observamos o dilema que esse doente passa nos seus últimos momentos de vida, entre mentir fazendo o que é ordenado pelo padre ou falar a verdade e, provavelmente, acabar com a esperança de quem ele ama.

“- Ninguém precisa de Deus, meu filho, só de esperança. O resto é excesso de informação.”

Creio que podemos concluir que o título que ficou tão deslocado com o conteúdo do livro, pode ser empregado na hora de fazermos a transição do que está sendo lido para o nosso cotidiano. O próprio leitor faz essas referências e usa o que está sendo passado para fazer a análise com a realidade atual. Essa analogia feita entre os animais e as situações enfrentadas pelo homem moderno é o que faz o título ter sentido, mas esse sentido só vem depois que você termina o livro. Em um primeiro momento, não é fácil fazer essa ligação. Esse é um livro feito para se pensar e extrair um significado maior do que está escondido nesses textos.

Ao final de cada uma das fábulas ficamos tentando encontrar a ligação com situações que já passamos ou que já ouvimos falar, buscamos uma moral. Notei grandes referências a elementos da natureza, animais e seres que habitam o nosso imaginário, tentando fazer uma conexão com a nossa própria vida. Confesso que o livro não me prendeu, mas acabei lendo ele bem rapidamente por ser um livro curto e possuir as suas fábulas de no máximo três ou quatro páginas. Particularmente, não gostei do livro, mas acredito que ele poderia agradar crianças que estão começando a entender como funcionam as nuances da humanidade.

site: http://resenhandosonhos.com/fabulas-crueis-luiz-vadico/
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