Seeker

Seeker Arwen Elys Dayton




Resenhas - Seeker


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Roberto_Silva 30/08/2021

uma guerra de clãs decepcionante.
“Seeker: a guerra dos clãs” esse título faz imaginar que a história se trataria sobre conflitos entre clãs, guerreiros lutando por riquezas e poder. Entretanto não existem batalhas em longas escalas, porquê os clãs estão em declínio. Sobrando meras sombras do que eles já foram.

Você procura isso, certamente se decepcionara com o livro.

Para a minha supressa também, ele não se passa no período medieval. Existem carros voadores e dirigível na história, entretanto apesar de focar mais nesse estilo no segundo arco. As batalhas continuam sendo na maior parte do tempo com espadas.

Falando nisso, os combates nesse livro são muito bons. Padrão seguido também pelas descrições vivas das cenas. Mas peca na hora de explorar o mundo futurista do livro. Deixando dúvidas sobre o quanto futurista aquele universo realmente é.

Por toda a obra, o tom de mistério se mantém, não entregando todas as resposta, prejudicando principalmente no começo do livro, é bastante arrastado.

Algo que chamou a minha atenção, foi a personagem fiona, a mãe da protagonista. Apesar do pouco destaque, tem muitas camadas e nas cenas aparece roubar toda a cena. Deixando uma sensação de que deveriam ter explorado mais a personagem.

Para concluir, o trio amoroso tem pouquíssima química. Um deles recebendo bastante destaque no livro, enquanto o outro tem um desenvolvimento rushado no final, que eu não consegui digerir.

Apesar das muitas críticas, e o universo do livro fugir daquilo é esperado no título e sinopse.
o Livro não é ruim. No momento comecei a apreciar a obra pelo que ela é. consegui extrair alguma satisfação na leitura. Por conta disso, continuarei a ler, e recomendo a leitura para caso não tenha outro livro pendente mais interessante na lista. Quando for ler, esteja de mente aberta, para não cair na frustração das expectativas geradas no título.
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Tales 24/01/2023

a semana mais longa da minha vida
apesar de ter adorado a escrita da autora (as descrições, os diálogos e o cuidado com a escrita que ela tiveram tornaram a leitura interessante), o ritmo da história como um todo e o enredo extremamente não linear me incomodaram muito, tornando a leitura extremamente lenta e arrastada em basicamente 80% do livro.

outra questão que me incomodou foi o fato de que muitas informações não eram claras o suficiente. estamos nos dias atuais ou no futuro? porque a "fantasia" desse universo é tão rasa? porque tanta coisa acontece ao mesmo tempo? eu realmente tinha expectativas maiores em relação a essa história, e, apesar de achar o final interessante, não me senti interessado em ler as continuações da trilogia.
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VETOR 16/09/2020

Shinobu god
O livro parece um pouco monótono nas primeiras páginas, tu sente que não sai do lugar e o mistério da trama parece que nunca vai ser revelado, no entanto, assim que a história começa a andar tu simplesmente fica preso no livro sem qualquer vontade de parar de ler. É fácil se apegar aos personagens, eles são cativantes e muito expressivos. Achei a trama muito interessante, as cenas de lutas são simplesmente incríveis. É fácil conseguir imaginar os locais e os personagens descritos nas páginas. A trama é interessantíssima, não é monótona e tem algumas reviravoltas bem surpreendentes. A autora deixa algumas perguntas a serem respondidas, como por exemplo, o que exatamente seria um seeker ou o que ele deve fazer? Creio que encontrarei as respostas nos próximos livros, afinal, nem mesmo a protagonista achou a resposta pra isso. É um ótimo livro (aliás, muito melhor do que achei que seria).
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Tamirez | @resenhandosonhos 21/08/2018

SEEKER: A Guerra dos Clãs
A palavra que define o livro é confusão e, do começo ao fim do livro as perguntas e urgências por explicações claras sobre os detalhes vão se empilhando, e não são completamente respondidas. Cheguei ao fim da história sem saber explicar pra vocês o que realmente um Seeker é – ou era, quando fazia o que devia fazer. E, é claro que isso é um problema.

Meu interesse sobre esse livro veio da capa que é super bonita e do fato de ser uma fantasia. A premissa parecia interessante e eu estava empolgada, mesmo sendo uma trilogia e eu já tendo dezenas em andamento. Porém, fiquei um pouco decepcionada com a história.

A narrativa é super acelerada e já começamos o livro com uma cena de ação. Nesse aspecto a autora tem crédito, ela sabe escrever bem essas cenas e criar todo esse ar de urgência na trama. Não há demora e temos vários momentos onde os personagens lutam ou precisam sair de alguma enrascada e isso ajuda também a dar o tom acelerado.

“Antes acreditava que aquela marca seria um emblema de orgulho, mas agora o significado era completamente diferente. Ela havia sido amaldiçoada.”

Porém, toda essa destreza não se estende a explicar o mundo para o leitor. Começamos o livro na Escócia, mas não sabemos quando. Há elementos diferentes que remetem a um período futurista, mas não há exatamente uma certeza, pois há aspectos antigos também, então o leitor precisa estipular em sua imaginação uma realidade onde isso se encaixe, aliado aos elementos fantásticos do contexto dos “seekers” que também são inseridos.

Achei os personagens um pouco rasos, já que tem sempre as atitudes mais previsíveis e não se destacam em nenhum ponto. Acho que John é o que mais se sobressaltou para mim apesar de suas motivações dúbias. Shinobu tem um ótimo momento no fim do livro também, mas não passa disso. E Quin é completamente apática. Ela basicamente não toma nenhum decisão acertada – ou qualquer decisão – durante o livro, sendo carregada pela trama e pelos problemas que a envolvem.

Tendo apresentado para vocês três jovens, onde temos uma garota e dois meninos, o que é que vem a mente? Triângulo amoroso. E sim, ele está presente e praticamente norteia grande parte das decisões tomadas pelos personagens, prejudicando a história.

“A vida sem treinamento é como água derramada na areia.”

De forma resumida, o livro parece perder o peso por optar desenvolver conflitos complexos utilizando elementos bobos. E, com isso, perde o foco completamente. Como mencionei, a leitura é super fluída, mas isso não basta para segurar a história. Também não há nenhum grande cliffhanger no final, e a vontade de continuar lendo um segundo livro vem da esperança de que a história melhore e se torne mais esclarecida.

Portanto, apesar da capa muito bonita e de uma premissa que tinha tudo para entregar um livro cheio de complexidade e desdobramentos, o que Arwen Dayton nos traz é mais uma história adolescente, com jovens vivendo aventuras em um mundo que nos pertence mas que também é diferente. E ela não tira o tempo suficiente para explicar, deixando o leitor a ver navios na hora de se situar na história. Para alguns leitores sei que a apresentação do mundo fica em segundo plano, principalmente quando há romance envolvido, mas isso não funciona muito bem comigo. Dessa forma acredito que quem valoriza mais o outro aspecto da história poderá ter uma experiência melhor.

site: http://resenhandosonhos.com/seeker-guerra-dos-clas-arwen-e-dayton/
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Isa @afrofuturas 17/10/2016

Tentando descobrir o que é um seeker
《O Veredito》Ser um Seeker é legado e uma honra. Quin Kincaid treinou a vida toda para isso. Ela mal pode esperar para descobrir mais sobre a vibração do universo e trazer luz para um mundo sombrio ao lado de quem ama. Tiranos e malfeitores, temei.

Na noite de seu juramento, tudo mudaria. Mas não da forma que ela esperava. Sua vida se torna um purgatório. A verdade que lhe foi revelada é perturbadora. Ser uma Seeker não é uma honra e ela não quer seguir esse legado.

Quin não tem escolha, é tarde demais.

Tudo nesse livro é interessante. Os personagens e cenários apresentado nos instigam. Porém Arwen Elys Dayton não faz questão de nos introduzir à sua história, ela nos joga num canto da Escócia em meio a uma guerra de clãs e deixa que descubramos tudo à medida que os personagens façam o favor de nos situar. Mas eles mesmos estão bem confusos.

Esse mistério não é ruim, mas chegou a me incomodar. Passei metade do livro confusa e a outra metade desejando conhecer mais. É uma fantasia YA com um toque de steampunk. Queria entender cada parte desse mundo, as tecnologias e como a sociedade está organizada, mas só obtive vislumbres.

O ritmo da trama é intenso, não há um momento em que algo importante não esteja se desenrolando. Conhecemos John, Shinobu, Quin e Maud no momento mais caótico de suas vidas.

O narrador dividi a história em seus pontos de vista, nos mostrando como cada acontecimento os atinge. Tudo pelo que passam os faz questionar seu destino e sua identidade. Acompanhar o desenvolvimento desses quatro é a melhor coisa do livro. Suas reações aos acontecimentos e a forma como as coisas ocorrem é orgânica, crível.

A história tem mais de um protagonista (embora Quin seja a principal) e mais de um vilão. Não entender a motivação de alguns deles foi outro ponto negativo pra mim. Mas preciso me lembrar de que esse é só o primeiro livro da Trilogia.

Estou ansiosa pelas continuações!

site: https://www.instagram.com/blogparenteses
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Amanda 10/04/2020

Ótima estreia
Para um livro de estreia, a autora atingiu um nível impressionante! Cheio de aventura, surpresas, drama, comédia.. Completo!
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AndyinhA 20/01/2018

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

e tivesse que definir este livro, seria algo – não é ruim, só é exatamente sem noção.
O livro tinha tudo para ser muito bom, MUITO BOM, mas seus personagens, suas histórias, sua narrativa e referencias, simplesmente não fizeram nenhum sentido. A autora nos jogou na Escócia e depois em uma nave flutuante em Londres (por favor não pergunte, porque as explicações foram tão fracas e sem sentido que eu aboli essa ideia na minha leitura) e a sensação que tive é, porque estou lendo isso mesmo?

A ideia de Seeker é ter honra, é receber um dom especial, mas as primeiras páginas do livro não condizem com a realidade que nos é mostrada aos poucos. As explicações, de onde saiu isso, para onde iremos, as lutas, os personagens que aparecem e a história por trás não fazem o menor sentido. Mas se analisar os itens separados, a coisa é boa.

A narrativa é em terceira pessoa e pelo ponto de vista de vários personagens, a princípio três – os três jovens que iriam virar seeker, e mais para o fim, surge um quarto personagem (ele já aparece, mas só começa a narrar bem depois). É interessante ver os desejos e anseios antes de se tornarem seeker, mas depois de alguns acontecimentos as opiniões e ideias mudam e acompanhamos isso também, mas faltou uma ligação, melhor desenvolvimento e mais enredo em cima de tudo isso.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2016/10/SeekerPoison.html
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Kamis 13/03/2021

Razoável
Me lembra um pouco de Shadowhunters, até na questão de relacionamento raso.
O diálogo é muito fraco.
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Gabyh 30/03/2019

"Ao usar um athame, um Seeker poderia aparecer em qualquer lugar… em fortalezas cercadas de guardas, nos cômodos particulares de um rei, em uma grande universidade do outro lado do mundo. E assim poderia… auxiliar o destino. Ele poderia buscar o melhor caminho para a humanidade, não é? Eu acreditava que grandes mentes, munidas de ferramentas apropriadas, tinham o poder de mudar a história."

A história se passa em um mundo onde existem seekers - uma espécie de guardiões -, logo de cara conhecemos John, Quin e Shinobu, e os três parecem ser uma equipe inseparável, que se apoiam durante as lutas, eles estão terminando seu treinamento para serem os novos seekers, os novos protetores do mundo, ao menos é nisso que eles acreditam.

Mas ser um seeker não é algo fácil e cada vez mais os treinamentos vem sendo exaustivos e pesados, ensinando a cada um deles que além de saberem lutar muito bem, eles precisam ser fortes e inteligentes.

"Antes, acreditava que aquela marca seria um emblema de orgulho, mas agora o significado era complemente diferente. Ela havia sido amaldiçoada."

Quin foi treinada desde os oito anos para se tornar uma seeker e proteger os injustiçados, com esse propósito em mente é fácil ver como Quin se empenha e treina para ser uma das melhores seekers, até o dia do seu juramento quando ela descobre que o legado de honra dos seekers foi a muito tempo substituído pela sede de ganância e poder, mudando tudo aquilo em que ela sempre acreditou.

John provavelmente é o que tem o passado mais complicado, já que presenciou a morte de sua mãe - ela foi assassinada por seekers e pavores - o que fez com que o menino jurasse que se tornaria um deles para se vingar, como também restaurar a honra e glória de seu clã.

Shinobu é aquele personagem que sempre acreditou no legado dos seekers, mas quando perceber que aquilo tudo não passava de uma grande mentira, ele se perdeu junto, tomando decisões erradas, se tornando um viciado e abandonando a família, fazendo com que ele chegasse ao fundo do poço. Apesar da tentativa de fuga do seu passado, e o receio de encarar os problemas de frente, Shinobu é um personagem que amadureceu de uma forma surpreendente ao longo da trama, fato que foi percebido por outros personagens.

Maud, ou jovem pavor, mesmo não sabendo ao certo como agir, é uma das personagens mais surpreendentes da trama. Ela junto com seu mestre e o pavor médio, são os responsáveis por ajudar o seekers ao longo do tempo para que eles tomem as decisões certas ao longo de suas vidas, assim como são os responsáveis por supervisionar o juramento deles. Maud vem se mostrando uma personagem essencial para a trama, com o passar da história conhecemos um pouco da vida dela antes e depois de se tornar uma Pavor.

"Era assustador o quanto era bom colocar o ódio para fora, assistir àquela construção arder em chamas."

Diferente de muitos livros com os quais já estamos acostumado, que a trama se desenvolve de uma forma lenta e vai evoluindo aos poucos esse é exatamente o contrário, a história já começa acelerada e a cada momento vemos que as coisas vão se ligando, mas essa aceleração o tempo todo também pode fazer com que a história pareça um pouco confusa, ou que seja necessário reler algumas partes para entender o que a autora queria passar naquele momento, não que seja prejudicial a leitura, mas em contrapartida tem algumas coisas que são feitas pelos personagens - saltos - que não são bem explicadas sobre como aquilo funciona, por mais que a história nos permita entender.

"A função dos Pavores era apenas observar, supervisionar os juramentos dos novos Seekers e, apenas em certas circunstâncias, envolver-se nas situações."

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos variam entre o ponto de vista dos três personagens principais, mais na frente vemos que surgira um quarto narrador - apesar de já ter sido mencionado no livro anteriormente. Um ponto interessante do livro é que mesmo sem ter a certeza de tudo o que está acontecendo ali, os jovens tem receios sobre se tornar um seeker, mas tudo ao redor disso é cercado de segredos, porém alguns acontecimentos mudam as opiniões e fazem com que tudo isso seja repensado.

"Agora não importa. Não queremos grandes mentes. Apenas bons corações. Bons corações escolhem com sabedoria."

Apesar de algumas partes do livro serem confusa, a autora consegue escrever de uma forma que te prende do início ao fim, o livro é cheio de reviravoltas que nos prende para que fiquemos a todos os momentos perguntando o que vai acontecer com o personagem. O livro ainda termina de uma forma que faz com que seja impossível não ficar ansioso pela continuação.

"Desde aquela primeira noite, Briac havia levado Shinobu e ela em mais cinco missões. Quin entendeu tudo: a riqueza por trás da fazenda, a maneira como a família sobrevivia. E não havia honra alguma nisso."
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Petri 24/03/2017

Seeker a guerra dos clãs
Na noite em que Quin Kincaid faz seu juramento, ela finalmente se tornará o que treinou para ser a vida inteira: uma seeker. É seu legado é uma honra. Como uma seeker, Quin lutará ao lado de seus dois companheiros mais próximos, Shinobu e John, para proteger os injustiçados. Juntos, eles trarão luz para um mundo mergulhado na escuridão. Além disso, ela poderá ficar ao lado de quem ama- seu melhor amigo. Mas, na noite do juramento, tudo muda. Ser uma seeker não é bem como Quin imaginava. Sua família não é como achava que fosse. Mesmo quem ela ama não é como ela acreditava. E agora é tarde demais para ir embora.
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LOHS 14/06/2017

Arwen Dayton criou um universo incrível
Olá, leitoras e leitores do LOHS! Dezembro finalmente chegou e com ele, nosso segundo mês temático do ano. Senhoras e senhores, bem-vindos ao II Mês da Fantasia! Ano passado, nosso dezembro foi um sucesso, e nós adoramos tudo o que pudemos proporcionar a vocês. Para 2016, estamos planejando surpresas incríveis! Fiquem de olho, acompanhem o LOHS e não deixem de contar para seus amigos e amigas literários!

Eu tenho a honra de abrir o Mês da Fantasia com uma resenha super especial, Seeker - a guerra dos clãs. Assim que vi o lançamento na News da Rocco, soube que o livro seria sob medida para mim: Fantasia, essa espada maravilhosa na capa, "guerra" no título já é motivo suficiente para essa ariana que vos escreve achar o livro lindo e resolver lê-lo. "Para fãs de Divergente, Jogos Vorazes e Jovens de Elite", como eu sou fã de todas essas sagas, eu aceitei!

O que eu encontrei? Muita luta, muito mistério, um pouco de romance, do qual não consigo escapar e não sei se quero, e uma protagonista, Quin, que me deixou um pouco incomodada. Apesar disso, fico feliz em constatar que existem outras personagens verossímeis, intensas e que fizeram essa leitura ser extremamente legal! Vamos lá?

"A esta altura você deve estar convencido de que talvez o universo tenha outras dimensões espaciais recurvadas; efetivamente, desde que sejam suficientemente pequenas, nada proíbe sua existência." Brian Greene, O universo elegante

Parte 1 - Escócia

No começo, esse livro foi um choque para mim. As fantasias com as quais estou acostumada se passam nos mundos medievais, onde a coisa mais tecnológica que temos é a roda. Em Seeker, somos apresentadas a uma sociedade extremamente tecnológica, com invenções como espadas-chicote (tipo a da Kira, de Teen Wolf, só que mais mágica), despedaçadores (bolhas de energia que podem te destroçar), carros voadores, naves, e o atheme (a relíquia mais protegida dos Seekers).

Toda a pegada do livro é a respeito dos clãs de Seekers lutando pelo controle dos athemes. Briac Kincaid é o responsável pelo treinamento de novos seekers e pelo uso do poder interdimensional dessa adaga de pedra. Sabemos, pela visão de Quin, que o propósito dos seekers é honrado, necessário e certo. No entanto, pela narração de John, já começamos a perceber que esse mundo não é tão puro assim.

"Desde aquela primeira noite, Briac havia levado Shinobu e ela em mais cinco missões. Quin entendeu tudo: a riqueza por trás da fazenda, a maneira como a família sobrevivia. E não havia honra alguma nisso." Quin, p. 101

O mundo dessa fantasia/ ficção-científica/romance é a casa dos Seekers. Quin, John e Shinobu. Eles são os três últimos treinees para seekers. Eles treinaram durante toda a sua vida para assumirem o legado de seus ancestrais, protetores da honra, com um passado cheio de glória, batalhas e segredos. A primeira parte do livro já dá todo o tom para o que virá a seguir: treinamento, lutas, invasões e morte.

Os pais de Quin e Shinobu, Briac e Allastair respectivamente, treinam os três garotos para prepará-los para a grande noite, aquela que mudará suas vidas, na qual jurarão seguir o caminho dos seekers. Por conta das mudanças gloriosas dos pontos de vista, temos a oportunidade de descobrir o que cada um está passando.

Acompanharemos a revelação da verdade aos olhos desses jovens que dedicaram suas vidas para servirem a uma causa mentirosa e não-honrável. As intrigas e os esquemas, porém, foram um dos pontos altos do livro! Leiam! Briac, apesar de sua duvidável postura, foi uma personagem importante para que o enredo do livro conseguisse seguir, assim como John Heart; seu desejo de vingança foi surpreendente.

"Era assustador o quanto era bom colocar o ódio para fora, assistir àquela construção arder em chamas." John, p. 116

Interlúdio - Outros Tempos e Lugares

Além dos diversos pontos de vista, nós temos também, uma parte do livro dedicada exclusivamente aos flashbacks, ou seja, uma parte que explicará muitos dos motivos de ações tomadas na Parte 1, na qual cada personagem acabou escolhendo seu próprio caminho!

Parte 2 - Hong Kong

Dezoito meses se passam. E nós podemos dizer que a história do livro começa realmente aqui. Tudo o que veio antes foi para nos apresentar certas histórias e nos preparar para o desenrolar épico.

Shinobu foi uma surpresa agradável. Ele foi o lado do triângulo amoroso (porque, sim, temos um) que pareceu a escolha óbvia. Eu não gosto quando a personagem fica muito indecisa, porque já passei dessa fase de "ah, todos precisam amar a protagonista". Não gente, personagens femininas não precisam ser amadas, elas só precisam ser incríveis. Aqui, por conta da falta de comunicação e por conta dos óbvios caminhos escolhidos, temos um outro tipo de protagonista, o que é ótimo, afinal, diversidade é uma palavra linda, não é mesmo?

"Se eu sou um monstro, pensou Shinobu, é por sua causa. Você estava lá e deixou que eu fizesse aquelas coisas.", p. 124

Eu fico muito irritada quando os personagens fazem escolhas erradas e culpam outros por conta disso. Pensei que encontraria muito disso em Seeker - a guerra dos clãs, mas não. As personagens percebem o que fazem, por que fazem e isso é ótimo! Shinobu, talvez, seja meu personagem favorito aqui.

No entanto, ele compete com Maud. Pois eu não poderia deixar os Pavores de lado! Até agora eu não sei se lemos 'pavor', como o português, ou se A Jovem Pavor, o Pavor Médio e o Velho Pavor são apenas sobrenomes. Se bem que, com aquelas habilidades, eu apostaria que se trata da primeira opção. O que me faz pensar: como são os nomes deles em inglês? Alguém? (Depois eu pesquiso!). Ela é uma garota que enfrentou sérias dificuldades e traições, mas mesmo assim continuou: porque amava seu mentor.

"A função dos Pavores era apenas observar, supervisionar os juramentos dos novos Seekers e, apenas em certas circunstâncias, envolver-se nas situações." Maud, p. 109

Outra coisa que eu achei super interessante! Os espaços nos quais a história se passa: Escócia, Hong Kong, Londres, ou seja, algo familiar para nós. Os mapas que encontramos no livro dão aquele gostinho a mais que todo livro de fantasia merece. A camada de ficção adicionada nesse mundo foi algo extremamente bem-vindo.

Parte 3 - Para Onde Levam Todos os Caminhos

Toda a jornada desse primeiro volume nos coloca nesse mundo novo, cheio de mistérios. Temos um propósito: retomar ao caminho seeker original, e chegar Lá. Em meio a tudo isso, vemos garotos se transformando e assumindo duras responsabilidades. "A verdade os destruirá" nunca fez tanto sentindo. 'A guerra dos clãs' é um subtítulo muito bem colocado. Logo de cara já percebi que a mágoa entre John e Briac criaria um plano de fundo incrível para os desdobramentos dos volumes posteriores!

E você, o que está esperando para conhecer esse universo incrível criado por Arwen Dayton?! O segundo e terceiro volumes já foram lançados nos EUA, então é só uma questão de tempo até que a Fantástica Rocco nos presenteie com as continuações! Será que o 1.5 volume também chega aqui? Um e-book talvez? Vamos averiguar e manteremos vocês informada(o)s!

site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2016/12/ii-mes-da-fantasia-seeker-guerra-dos.html
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Aline Marques 29/11/2017

Lealdade e honra. Ou não. [IG @ousejalivros]
Quando as crenças e objetivos de uma vida são destruídos, qual será o próximo passo?

Neste livro o leitor acompanhará a jornada de quatro jovens que anseiam pelo poder.

Da paz.
Da justiça.
Do esquecimento.
E também o da vingança.

Quin, John e Shinobu seguem a risca o treinamento imposto por seus mestres, a fim de continuarem o legado que permeia a existência de seus clãs.
Maud também treina e observa, impotente, o desenrolar dessa história.

Até que o impensável acontece e eles se vêem despreparados para prosseguir. Mesmo que seja a única opção.

A narrativa detalhada e confusa, mas não descritiva, contribui significativamente para a queda do ritmo de leitura.
Entre os momentos empolgantes e os previsíveis, o leitor consegue encontrar um equilíbrio e aproveitar o universo criado por Dayton. Bom, ao menos é o que espero.

As reflexões dos personagens nos aproximam de suas ações, possibilitando uma ligação que não ocorre facilmente.
Não há heróis aqui, apenas jovens imaturos lutando para concretizar suas vontades.

O primeiro livro de uma trilogia voltada para o público jovem, com uma história cíclica que empolga pelas possibilidades do que virá a seguir.
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Lay 22/10/2016

Depois de muitos romances, estava na hora de ler um pouco de fantasia e nada melhor do que me aventurar em uma estória completamente nova. Seeker é a nova trilogia de fantasia da Rocco, e marca a estreia da Arwen no gênero Young Adult. Eu confesso que nunca ouvi falar dela, mas curti bastante a leitura.

De início somos levados à Escócia, onde três jovens treinam em uma fazenda para serem Seekers, uma função milenar de proteção à humanidade, mas sem que essa saiba de sua existência. Quin Kincaid e Shinobu MacBain são primos distantes, sempre viveram na fazenda e desde muito novos treinam para se tornarem merecedores de serem Seekers. Depois de alguns anos de treinamento, John Hart chegou à fazenda e passou a treinar com eles também. Ao que diziam seus instrutores, eles eram os últimos Seekers da história.

Briac Kincaid (pai de Quin) e Alistair MacBain (pai de Shinobu) são os instrutores dos jovens e quando o livro inicia, eles estão na fase final de seu treinamento, onde, passando no teste final, poderão enfim fazer o juramento que tanto esperaram e descobrir os segredos que ser um Seeker lhes reserva.

Desde o começo fica claro que são tratados de maneiras diferentes e que John não é muito bem vindo na fazenda pelo seu principal instrutor e detentor do poder de empossar outros Seekers o que nos leva a questionar qual o motivo de Briac ter aceitado treinar John, quando na verdade não o queria por lá.

John, que é um ano mais velho que Quin e Shinobu, parece ter muitos segredos e saber mais do que os dois ao que se refere aos segredos de ser um Seeker. Além disso, o fato de viver um romance com Quin é um motivo a mais para não voltar para Londres, para a segurança que o dinheiro de sua família lhe oferece.

Narrado em terceira pessoa e alternando os capítulos entre as perspectivas de Quin, John, Shinobu e Maud, a estória dá alguns saltos necessários no tempo para que possamos compreender melhor os personagens, indo ao passado para explicar seu histórico familiar e juntos num futuro próximo. O espaço de tempo dado pela autora é importante para que os personagens evoluam (ou não) e suas escolhas sejam reavaliadas.

Mas daí vocês me perguntam: Quem é Maud? Pois então, além dos moradores da fazenda, temos dois personagens misteriosos que vivem no local: os Pavores. Eles são pessoas que vivem através do tempo e são como vigilantes dos Seeker, para garantir que eles cumpram as leis de sua função. Maud é a Jovem Pavor e é através dela que conheceremos um pouco mais dessas curiosas pessoas.

Entre Escócia, Londres e Hong Kong, Arwen nos envolve em uma trama que envolve disputa por poder, vingança, romance, tradições milenares, um mundo futurístico, tudo em uma única estória. Com personagens muito verdadeiros, jovens que estão descobrindo o mundo, aprendendo, errando e acertando e seguindo em frente.

Gostei muito da estória e fiquei muito curiosa para ler o próximo livro da trilogia pela maneira como Seeker terminou, além de que, já soube que os direitos do livro já foram vendidos para a Columbia Pictures.

site: http://www.detudoumpouquinho.com/2016/10/resenha-seeker-guerra-dos-clas-arwen.html
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Clara 27/10/2016

Resenha Seeker
Seeker é o primeiro livro da trilogia homônima da autora Arwen Elys Dayton. Ganhei o livro da Rocco e de início fiquei meio receosa por não saber muito o que esperar, vi que usaram jogos vorazes e divergente pra divulgar e pensei: mais uma distopia? Só que não, ele é mais ficção cientifica. Gostei muito mesmo! Se a Rocco quiser me mandar a sequência super estamos ai… heheheh #VaiRoccoNuncaTePediNada

Emendei Mil Pedaços de Você da Claudia Gray com o Seeker e me vi numa linha de pensamento muito parecida, esse lance de mundos paralelos, enquanto Gray trouxe à tona a ideia de infinitas realidades que coexistem, Dayton levou mais para o lado da Faca Sutil do Philip Pullman, porém não abria novos universos e sim passagens, quase um meio de transporte. Vou explicar melhor, a Athame, faca utilizada pelos Seeker – cada clã tem o seu Athame cada qual com o símbolo especifico de cada família – abre um passagem que permite que você vá a qualquer lugar que desejar se você mantiver o foco e o local não estiver em movimento – tipo um avião. Se não for treinado e não tiver concentração você pode acabar se perdendo dentro desse espaço de tempo/passagem.

O livro foi dividido 3 partes e um interlúdio que faz um flashback. E é contado em terceira pessoa, mas os capítulos se revezam entre os personagens principais: Quin, Shinobu, John Hart e a Jovem Pavor Maud. Eu estou mais acostumada a livros em primeira pessoa, mas para fazer funcionar essas mudanças de visão nos capítulos os personagens precisam ter uma personalidade tremenda, porque senão você precisa voltar constantemente ao início do capitulo pra saber “dentro de quem” você está no momento. Eu achei que essa jogada da autora de ser em terceira pessoa positiva, pois ela ampliou seus horizontes não focando apenas em um lado da história. Mas também se fosse em primeira pessoa o livro acabaria sendo mais intenso, porque cada um deles chegou ao fundo do poço de alguma forma e você ter uma visão mais interiorizada é muito diferente.

A história se inicia na Escócia é focada na personagem Quin Kincaid, que desde os 8 anos de idade é treinada junto com o seu primo de terceiro grau Shinobu MacBain para se tornar uma Seeker e lutar para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo imerso na escuridão. Quando já tinham mais ou menos 12 anos de idade John Hart passou a ser treinado junto com eles. Briac Kincaid e Alastir MacBain são Seekers e se responsabilizaram a treinar seus filhos de acordo com os ensinamentos dos clãs. Até ai tudo bem, porem no dia em que fizeram o juramento descobriram da pior forma que a honra e o legado dos Seekers contado por seu pais haviam sido substituídos por ganancia e poder. Mudando tudo. #BriacSux

John tem um passado difícil, pois viu sua mãe sendo morta por Seekers e Pavores e jurou que se tornaria um deles e traria de volta toda a honra e gloria que seu clã havia perdido, além de justiça, obviamente. Mas, Briac não permitiu que o mesmo se tornasse um, o mandando de volta para o seu avô em Londres. É um personagem complicado, pois ao mesmo tempo que sentimos pena e queremos que ele consiga. As atitudes dele são do tipo “os fins justificam os meios” e na boa, a banda não toca assim. Porque mais cedo ou mais tarde você acaba se perdendo e não tem volta.

Em toda a história a gente tem sempre um badboy e triângulos amorosos e tal, essa não fugiu muito disso. Shinobu é o “badboy” com problemas de consciência. Ele é um personagem que eu queria ter uma visão mais profunda e interiorizada, pois ele é um menino bom que pela pressão do juramento feito tomou atitudes das quais não se orgulha e entrou um bad vibe total. Se tornou viciado e tentou esquecer seu amor pela Quin e abandonou sua família. Chegou ao fundo do poço mesmo, mas conseguiu sair. Esse momento de fraqueza e esse sentimento ruim o impulsionaram a viver de uma forma entorpecida. Mas no fim das contas não encarar a coisa de frente é muito pior, essa tentativa de fuga diz muito sobre a personalidade dele. POREM, eu gostei muito do Shinobu, acho que assim que ele teve o estalo para vida, o personagem amadureceu e as outras pessoas reconheceram esse amadurecimento. A própria Quin enxergou ele de outra forma.

É meio bizarro, porque não dá para julgar muito a posição dele, pois a Quin passou por uma amnésia pós traumática. Então de certa forma, o corpo dela passou por um choque tão grande que a fez se esquecer de tudo o que ele teve que conviver sozinho. Mas o passado sempre acaba batendo em sua porta.

Com uma trama dinâmica a trilogia Seeker promete muitas aventuras e uma busca mais aprofundada sobre suas verdadeiras identidades e posicionamentos sobre o mundo. Gostei muito da leitura. O desfecho foi um pouco previsível, mas ainda tem muita história pela frente.

site: https://nomeumundo.com/2016/10/26/resenha-seeker-a-guerra-dos-clas-trilogia-seeker/
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