Anna e o Planeta

Anna e o Planeta Jostein Gaarder




Resenhas - Anna e o Planeta


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Michele Bowkunowicz 15/01/2018

Ao falar de Anna e o planeta, posso dizer que sinto o peso da responsabilidade que temos. Digo isso porque o livro propõe uma temática difícil de se apresentar, entretanto, Gaarder faz sua mágica e nos faz entender algo tão complexo: o aquecimento global.
O livro fala de Anna , uma jovem que irá completar dezesseis anos ,e ganha de presente de sua mãe um anel que está na família a anos , um anel que acredita ser mágico e um celular novo, ela tem uma imaginação muito fértil , por isso elevada a uma psicóloga que a encaminha para o dr. Benjamin. Ela conta a ele sobre seus sonhos e acredita que eles a levem para o futuro, um futuro que é visto pelos olhos de sua bisneta NOVA , que culpa ANNA e sua geração pelo caos natural em que vive . O aquecimento global já destruiu boa parte do planeta, as petrolíferas não abriram mão das extrações de petróleo e assim liberaram mais gás carbônico na Terra. Com os desmatamentos, não existem árvores suficientes para conter esse efeito, e com os biomas destruídos pelo homem, animais viram simples hologramas em zoológicos. Nova exige de Anna que devolva para aquela geração o que a geração de Anna tirou deles. E aí está o foco do livro. O que você faria? Será que é possível?


O livro, de uma forma singela, me fez pensar ... O que eu posso fazer para que o meu planeta não chegue nesse estado? Qual a minha contribuição para que meus bisnetos possam partilhar da mesma alegria que tive de ver um animal vivo, sem uso de hologramas? Ou será que esses futuros jovens só saberão os sons dos animais por meio de ruídos gravados e robôs animados? Estes questionamentos pairaram na minha cabeça, e o impulso de fazer algo também. Aconselharia a leitura deste livro nas escolas, recomendado pelos professores pois é de profunda importância para nossa sociedade.

Jostein Gaarder nos deu mais um presente... Cabe a nós aceita-lo ou não, eu aceitei, e você?

site: http://www.rotinaagridoce.com/2018/01/resenha-1559-anna-e-o-planeta-jostein.html
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Nini 03/08/2017

"Questões éticas não são necessariamente difíceis de responder, nossa capacidade de chegar às respostas é que costuma falhar."

Este livro estava na minha lista de desejados há bastante tempo e finalmente tive a oportunidade de comprá-lo... Não porque o tema aquecimento global seja um dos meus preferidos, mas porque seria mais um livro pra minha coleção do Jostein Gaarder e ele é sempre magistral no que diz respeito a nos fazer pensar... Mas a leitura não fluiu... Teve momentos em que me obriguei a continuar, achando que poderia melhorar... Mas era como se faltasse algo. A história é ótima, mas os personagens não têm profundidade e não consegui me identificar com nenhum deles. Recomendo pra quem gosta do tema, pois não deixa de ser relevante, mas confesso que esperava mais, principalmente por se tratar de um dos meus autores preferidos.
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Marina 02/08/2017

Um livro leve e super gostoso de ler! Como todos os livros do Jostein Gaarder, esse também nos leva a uma reflexão. Como ficará o planeta se nós não cuidarmos dele? Como ficarão as próximas gerações caso nada seja feito agora? Vale muito a pena a leitura.
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Ana 03/07/2017

Volta e meia me pego pensando em como estaremos daqui uns 50, 60 anos. Fico bem imaginando se ainda teremos tantas espécies animais e vegetais, se a água vai ser suficiente, até mesmo se comeremos o mesmo tipo de comida. Essa minha preocupação é a mesma de Anna, e o sentimento dela começa a piorar quando a protagonista começa a sonhar com um futuro — exatamente o ano de 2082 — onde o aquecimento global praticamente destruiu o mundo que conhecemos.

Nesses sonhos, que começaram depois que a menina ganhou uma joia de família, Anna é sua própria bisneta, Nova, ao mesmo tempo em que se vê bem velhinha, aos 86 anos. Por acreditar que tais sonhos são uma mensagem do futuro, Anna decide fazer alguma coisa, qualquer coisa, para que essa tragédia não aconteça. Essa empreitada parece praticamente impossível, mas ela contará com a ajuda do seu namorado Jonas e do psiquiatra Dr. Benjamin.

Assim como qualquer pessoa normal, me preocupo muito com o futuro do planeta, não só porque ele está diretamente ligado com minha futura profissão, mas porque a Terra é a nossa casa. Foi por esse motivo que a premissa de Anna e o Planeta me intrigou tanto, já que a principal proposta da história é nos mostrar o que os nossos atos podem causar num futuro extremamente próximo. Temas como biodiversidade — ou a falta dela — e problemas climáticos, principalmente aquecimento global, são fortemente discutidos nesse livro de uma forma bem didática.

A história tinha de tudo para dar certo, mas a leitura simplesmente não flui. Apesar da narrativa fácil que mescla presente e futuro, tudo é muito repetitivo, nada acontece. Os personagens não são do tipo que nos fazem amá-los; na realidade, a maioria deles é totalmente dispensável, assim como vários trechos do livro. Porém, o livro cumpre com a proposta de nos fazer refletir e esse foi o único motivo de eu ter lido Anna e o Planeta até o fim.

Acredito que quem leu O Mundo de Sofia e gostou irá apreciar essa leitura também. O meu grande problema não foi o enredo em si, que é bastante interessante e aproveitável, é a escrita filosófica — veja, escrita filosófica e não didática — de Jostein Gaarder que não me agrada nem um pouco.

site: http://www.roendolivros.com.br/
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GETTUB 02/07/2017

Do que vocês mais tem medo?

Sei que não conheço vocês, mas posso imaginar várias respostas óbvias para essa pergunta, como: altura, aranhas, cobras, solidão, etc. Não tenho certeza se cheguei perto, mas tenho absoluta certeza de que sua resposta não foi nem um pouco parecida com a resposta da nossa personagem principal, que, no caso, foi: "Aquecimento Global".

"Tenho medo de que estejamos colocando o meio ambiente em jogo sem a mínima consideração pelos que virão depois de nós" Pág.18

Escrito em terceira pessoa, ANNA E O PLANETA conta a história de Anna Nyrud, que, prestes a completar 16 anos, ganha um anel de rubi vermelho, que pertence à sua família há várias gerações. Conta a lenda, que o "velho Carbúnculo", como gostavam de se referir à jóia, representava algo mágico, como se fosse uma maravilha destinada a eles. Desde o dia em que o recebeu, Anna começou a ter sonhos estranhos, como uma visão do futuro, mais especificamente do ano de 2082. Por acreditar que são reais, Anna resolve se consultar com um psiquiatra, o Dr. Benjamin, que assim como a garota, teme pelo futuro do planeta.

"Sonhei que era minha própria bisneta e me vi como uma bisavó velhinha."

Nos sonhos, Anna era sua própria bisneta de 16 anos, chamada Nova, que se sentia indignada pelo fato de milhares de espécies de animais e vegetais estarem extintos. Ela não entendia como o ser humano se tornou tão egoísta e deixou tantos animais desaparecerem do planeta e se tornarem apenas histórias. Mas, ao mesmo tempo, Anna também era Olla, uma senhora de oitenta e seis anos, que contava a Nova, histórias de quando os pássaros ainda viviam nas montanhas, de quando os grandes primatas, os leões, os tigres, os ursos polares, os lobos, e demais animais, ainda povoavam a terra.

Anna sente, sempre quando acorda, que tem uma ligação com o futuro, e que precisa fazer algo rapidamente para mudar essa triste realidade, que está para acontecer, e, juntamente com Jonas (o seu namorado), ela fará de tudo para conscientizar à população, o grande mal que estão fazendo para a natureza e para seus próprios descendentes.

"Ela se volta uma última vez para o mundo tal como era — as florestas tropicais infinitas, as savanas e os recifes de corais... Só que ecossistemas intactos como esses não existem mais. O que corta o coração é justamente vê-los brilhando na tela. É como se estivesse diante de paisagens de outro planeta, e não da sua terra debilitada e estéril."

O livro se inicia com uma lembrança da personagem de quando ainda era criança e gostava de esquiar com a família no alto da montanha, onde via frequentemente várias renas por entre as árvores. Seis anos se passam, e Anna percebe como a paisagem do local mudou, como a floresta não é mais a mesma e como os animais não aparecem facilmente como antes. Isso só traz para si uma enorme tristeza e preocupação com a natureza.

Confesso que o livro tem um objetivo muito nobre, que é conscientizar o leitor sobre a gravidade dos atos humanos e fazê-lo se questionar sobre isso. Por este motivo, ele aborda temas como o aquecimento global, a extinção de animais, os problemas climáticos, refugiados e, principalmente, a biodiversidade, o que eu achei bem interessante.

A capa do livro é linda e demostra, com exatidão, as duas partes da história: presente e futuro. Mas, apesar de ter uma escrita de fácil entendimento, a leitura não fluiu. Os capítulos se intercalam entre Anna e Nova, onde pude acompanhar tanto a tristeza de Nova, por não conhecer o mundo como era antes, tanto o trajeto de Anna para mudar isso. Achei a história mal desenvolvida e muito repetitiva, talvez seja por causa da tradução, não sei, mas, realmente, me decepcionei com esse livro. Em alguns momentos me senti perdida, como se alguns trechos não devessem estar inseridos ali.

Para piorar, os personagens são vagos e suas falas são visivelmente forçadas. Essa história não me prendeu e tão pouco me apresentou algo para que eu pudesse me agarrar para continuar.

Enfim, o tema do livro é muito interessante, mas se abordado corretamente e desenvolvido de forma mais complexa, mais detalhada e descrito com personagens mais marcantes, tenho certeza que teria conseguido me cativar e deixado outra impressão, o que não foi o caso.

Não indico esse livro, mas se você, leitor, gosta do tema em questão, sugiro que dê uma chance a ele. E espero realmente que sua opinião seja diferente da minha, e que não se decepcione.

site: http://www.gettub.com.br/2017/06/anna-e-o-planeta.html
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Notas.Literarias 28/04/2017

E mais uma vez Jostein nos leva a pensar
Na trama somos apresentados a Anna Nayrud, ela está a um dia de seu aniversário de 16 anos, a menina é um tanto peculiar, ela muitas vezes se desliga deste nosso mundo e permanece dentro de seus sonhos, seu mundo interior.

A garota tem uma principal preocupação, as questões ambientais que a levam estar sempre antenada a respeito das questões climáticas, da vida dos animais e plantas e acaba achando em seu caminho um garoto que não a vê como uma maluca, Jonas seu namorado, entende sua forma de pensar e refletem juntos a fim de buscar soluções para salvar o mundo para seus futuros descendentes em especial sua bisneta Nova, com quem tem longos diálogos em seus sonhos que lhe mostra no futuro um mundo devastado.

Seus pais, porém, não conseguem compreender esse dom especial de Anna e a levam para ver um psiquiatra, Dr. Benjamim, que na realidade consegue compreender tão bem os pensamentos de Anna que juntos adentram numa reflexão sobre as questões climáticas e como ficará o mundo se não acharem uma solução para que os seres humanos passem a se preocupar com o mundo que os cercam e deixem de lado um pouco do egoísmo que tanto toma conta das sociedades.

“O homem é um animal leviano, egocêntrico e individualista. Todas as tentativas de salvar a humanidade e o planeta onde vivemos devem partir dessa premissa. ”

Então juntos com Anna, Nova, Jonas e Benjamin, adquirimos um número sem fim de informações sobre as questões climáticas e como nosso tão precioso mundo está sendo cada vez mais devastado e estamos fazendo exatamente o que? Nada. Juntos refletimos, sobre porquê afinal estamos aqui? E o que estamos fazendo sem lutarmos por um futuro melhor para nossos filhos, netos e bisnetos.

“ – Você está otimista? Ou pessimista? - Não sei. Talvez as duas coisas. E você? - Estou otimista. E sabe por que? Acho imoral ser pessimista. - Imoral? - Pessimismo não passa de um sinônimo para preguiça. Tenho minhas preocupações, claro, mas os pessimistas já desistiram. - Você tem razão. - Não podemos perder a esperança. ”

É mais uma vez Jostein nos leva a pensar e o faz de uma maneira tão única, que você se sente na necessidade de criar mudanças muito depois de acabar a leitura.

O romance é simplesmente delicioso e definitivamente vale a pena ser lido, com pouco mais de 100 páginas contém uma escrita fluida e simples mesmo diante de um assunto tão complexo.

Para Anna e seu planeta dou quatro notas musicais, e deixo uma questão que não sai da minha mente desde que iniciei a leitura, o que nos seres humanos fizemos com a nossa humanidade?


site: http://www.notasliterarias.com/2017/04/resenha-anna-e-o-planeta-editoraseguinte.html
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Presente do Ler 03/03/2017

Anna e...?! Nem parece Jostein!
Saiba mais em: https://www.presentedoler.com

site: http://www.presentedoler.com
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