Um Cavalheiro em Moscou

Um Cavalheiro em Moscou Amor Towles


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Resenhas - Um Cavalheiro em Moscou


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Vivi 14/09/2018

Em 1917 mais ou menos houve o fim de 400 anos de monarquia e muitos aristocratas passaram a ser perseguidos alguns executados e por ai vai.
E é ai que entra o nosso queridíssimo Conde Aleksandr Ilitch Rostov.
Ele perde toda a sua fortuna, o seu poder , seu prestigio e é condenado a prisão domicilar pelo resto de sua vida no Hotel Metropol. E isso graças a algumas pessoas que lhe tinham carinho mesmo a distancia caso contrário seu fim ia ser terrível.
Eu me prendi muito a uma resposta dele sobre sua ocupação quando perguntado pelo juri e pensei.... esse livro vai ser um saco!
Afinal viver na nobreza e depois ter o resto de sua via em praticamente um porão minúsculo de um hotel vai ser só lamúrias.
A resposta foi. L.. Não convém um cavalheiro ter ocupação.
Pensei... nossa vai ser desgraça sobre desgraça. O cara vai ser um pedante e por ai vai. E ai foi a grande sacada do autor.
Ela mostra as transformações politicas ( bem de passagem) e como foram afetados com tudo isso.
Mas a guinada vai muito rápida para não se tornar deprimente a vida dele.
Momentos agradabilíssimos no hotel nos sao apresentados passa a ser o pano de fundo do enredo. O conde vive varias aventuras por lá , passamos a conhecer muitos tipos de funcionários, coisas que antes para Conde era só nos bastidores se torna a vida dele. Não temos um personagem X para marcar junto a ele todos vem e vão muito rapido. Como funciona o hotel. E ele nos mostra de uma maneira simples , culta e classica como levar a vida na suavidade apesar não parecer haver esperança alguma.
Quer relaxar e ter momentos prazerosos com essa leitura??
Um bom vinho ou chazinho delicioso e um momento tranquilo. Pois isso é a combinação perfeita para conhecer esse homem incrível.
Edméia 24/09/2018minha estante
*Vivi , li um trecho deste livro aqui na página de e-books da Amazon (gosto de livros digitais ) e senti que será uma leitura muito agradável ! Coloquei o mesmo na minha "Lista de Desejos " ! *Obrigada pela sua resenha ! Você me animou mais para lê-lo ! Boa segunda-feira , ótima semana e excelentes leituras pra você ! Fiques com Deus. Um abraço.




Marcos.Aurelio 19/04/2018

Maravilhoso
Que livro bom de se ler. Daqueles que quando acaba você sente falta. Adorei.
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Simone.Ribeiro 26/10/2018

Leve!
Uma leitura leve e fraterna que nos leva a era pós revolução russa.
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Mirella.Maldonado 25/04/2018

Que livro maravilhoso!! Leitura meio lenta no início, mas com um final surpreendente !
Juliana Baratti 19/10/2018minha estante
Ai eu nao estou conseguindo... desisto. Muito monótono ?




Camille.Pezzino 01/05/2018

OS DOMÍNIOS DE UM CAVALHEIRO
Certa vez, uma menina da minha turma de ensino médio questionou uma professora minha a respeito da diferença entre cavaleiro e cavalheiro. Sem aprofundamentos, essa minha colega de turma conseguiu a explicação que desejava, afinal, o primeiro é aquele que anda a cavalo e o segundo, é o educado, conhecido também como gentleman.

Embora ela estivesse saciada com a resposta, eu não estava - na verdade, geralmente uma afirmação simples me sacia - nem um pouco. E, automaticamente, acreditei que cavaleiro e cavalheiro fossem palavras de origem parecida ou comum, porque isso fazia sentido (sem aprofundamentos também, porque eu sempre fui preguiçosa). Depois de um tempo, eu esqueci, mas, com a leitura de Um Cavalheiro em Moscou, eu me recordei dessa história.

Ao invés de fazer uma mera explicação etimológica provinda direto do Houaiss - que também não deixa de ser a fonte desse texto -, vou tentar explicar o sentido dessa origem. A primeira palavra a surgir foi cavaleiro, do latim "caballarius, i", que era um palafreneiro (um homem que conduzia ou montava o palafrém, um cavalo dedicado aos nobres, reis e clero por ser essencialmente manso) ou um escudeiro.

Esse homem, já distinto de origem e com possibilidades de estudo, tinha certo refinamento ao contrário dos demais subalternos, que não andavam a cavalo e, muitos, eram considerados guerreiros até bárbaros (principalmente, os inimigos que estupravam e assassinavam camponeses).

No entanto, na língua portuguesa, a diferença entre cavaleiro e cavalheiro não veio diretamente do latim, na verdade, veio do espanhol "caballero" porque, na época em questão, na Península Ibérica, numa reconquista militar e religiosa, o termo começou a ser utilizado para diferenciar as classes sociais e também dar um status ao cavaleiro como um homem nobre, gentil e educado. Isso se dava porque o cavaleiro - que era um cavalheiro de acordo com a sua distinção social - era capaz de proteger os incapazes, ao contrário dos demais.

Contudo, Um Cavalheiro em Moscou, embora mostre em parte essa aristocracia cavalheiresca bem característica e presente durante todo o enredo, é um livro escrito por um americano chamado Amor Towles que titulou o livro A Gentleman in Moscow, logo, o que pode melhor definir é a etimologia da palavra gentleman.

PARA SABER MAIS: http://grupocanetatinteiro.com.br/resenha-35-os-dominios-de-um-cavalheiro/

site: http://grupocanetatinteiro.com.br/resenha-35-os-dominios-de-um-cavalheiro/
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cris.leal.12 20/10/2018

Sobre o cativante conde Aleksandr Ilitch Rostov...
A história de "Um Cavalheiro em Moscou" se passa na Rússia, poucos anos após a deflagração da Revolução comandada por Lenin, que derrubou o czarismo, perseguiu a nobreza e instalou o governo socialista dos bolcheviques. O personagem principal do romance é o conde Aleksandr Ilitch Rostov, um aristocrata, representante do regime deposto, que só escapou de ser morto pelos bolcheviques porque escreveu, na juventude, um poema que convocava as pessoas à ação. O conde foi poupado de ser morto, mas por pertencer a antiga classe dominante, foi condenado a prisão domiciliar pelo resto da vida. Caso saísse à rua, seria fuzilado.

Depois da sentença condenatória, Aleksandr Rostov voltou para o Hotel Metropol, em Moscou, onde vivia e foi obrigado a trocar a sua elegante suíte, por um quartinho de nove metros quadrados no sótão do magnífico edifício. Aos 33 anos, começou a cumprir a prisão domiciliar, uma restrição definitiva à sua liberdade e uma espécie de humilhação. Tal circunstância perdurou por 32 anos e durante todo este tempo o conde jamais perdeu a postura e a essência de um cavalheiro, sem, no entanto, ser pedante ou esnobe.

Tendo em mente que um homem deve ter domínio sobre suas circunstâncias para não ser dominado por elas, e que a prova mais clara de sabedoria é uma alegria constante, o conde se empenhou em extrair o melhor daquela situação. Nunca se queixava de seu confinamento, era otimista, sensível, e sempre gentil e educado com funcionários e hóspedes. Com dignidade e empatia, foi lentamente alinhavando amizades sinceras e uma vida plena dentro dos limites do hotel. E dali do saguão, acompanhou 30 anos da história política, econômica e social do seu país: de Lenin a Stalin, da Revolução Socialista à Guerra Fria.

A escrita de Amor Towles é fascinante e dá para notar que ele fez uma extensa pesquisa para apresentar a história da URSS como pano de fundo da história do conde Rostov, que, por sinal, foi um dos melhores personagens que encontrei este ano. Aliás, todos os personagens do livro são muito bem delineados. Só me ressenti um pouco do final de um deles, porque ficou muito vago, destoando dos demais que tiveram suas tramas bem amarradinhas. Mas, no geral, fica a dica de uma leitura envolvente.

site: https://www.newsdacris.com.br/2018/10/resenha-um-cavalheiro-em-moscou-de-amor.html
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Glau 08/09/2018

Um livro charmoso
"Um cavalheiro em Moscou" apresenta um personagem gentil e bem educado que recebeu a sentença de passar o resto da vida em um hotel de luxo, em Moscou. A rotina dele, então, passa a ser contada de maneira leve, de forma que podemos mergulhar no cotidiano dos personagens que vivem a história. O "Conde" é quele tipo de personagens que não esquecemos, com o qual temos vontade passar horas conversando.
Uma leitura que vale a pena!!! O desfecho surpreende!
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