Uma Verdade Simples

Uma Verdade Simples Jodi Picoult




Resenhas - Uma Verdade Simples


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Carolina 17/04/2021

Foi bom acompanhar esta história sem muita pressa, apesar de ter previsto o final. Ainda assim interessante e manteve entretida.
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Alcione 19/04/2020

Um misto de sensações
Uma escrita primorosa


Jodi usa um recurso que adoro: ausência de vilão.
Apenas seres humanos com seus erros e consequências.

Nesse caso uma jovem Amish é acusada de cometer infanticídio.
O que contraria o sistema de crenças da religião deles ditas pessoas simples no sentido literal da palavra numa vida dura com trabalho intenso.

Pairando sempre na dúvida já que a mãe não confessa ou sequer lembra do ocorrido.

A história vai decorrendo aos poucos com a advogada montando as bases da defesa enquanto enfrenta seus próprios demônios.

Foi interessante conhecer esse lado desse povo ao mesmo tempo que a autora nos joga um final no colo e literalmente saí de fino.

A leitura em si foi excelente com personagens bem construídos.

Hábitos saudáveis e trabalho árduo apenas por vontade e fé.



Início de spoilers:










Colocar a avó como assassina e ao mesmo tempo que deixa isso em aberto foi injusto.
Principalmente se levarmos em conta que contraria tudo o que a autora expôs em se tratando de Amish.
Ou de crenças de não matarás ou ainda não se pôr em primeiro lugar e sim o outro, sempre.

Simplesmente não gostei desse fato mas já esperava devido a uma fala de Kate e o sumiço da tesoura.

Sem contar que também houve contradição da avó ter matado e ficado calada vendo uma possível condenação da filha. Ou pior, ver a moça ser massacrada e obrigada a confessar um crime que não cometeu.

Talvez colocar o pai como irredutível não foi boa coisa pra mim.
Pois no final vemos uma meio aceitação a volta do filho.









***Final dos spoilers:



Enfim um final contraditório.

Que me fez pensar por horas após acabar.

Como sempre Jodi mexe com temas polêmicos e nos faz questionar.
O que é ótimo, claro

Uma leitura valiosíssima.

Demais até.

#Fica a dica.
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ritita 03/07/2020

Terrível e maravilhoso.
Numa comunidade Amish(1), ditas de pessoas simples e onde nunca houve homicídio, a polícia é chamada por conta de um recém nascido encontrado morto no celeiro da família Fisher. A primeira suspeita recai sobre Sarah, a mãe da família, logo descartada por não poder ter mais filhos. A outra suspeita é Kate, a filha de 18 anos que os policiais julgam ser a mãe e assassina do bebê.

Ellie Hathaway, prima distante dos Fisher e advogada conceituadíssima numa grande cidade, está de férias na Pensilvânia e aceita fazer a defesa da prima, a contragosto.

Embora a ideia do livro gire em torno do crime e da presumível culpa de Katie Fisher, toda a história permeia as diferenças entre as Pessoas Simples e as do mundo exterior,os Englischers, afinal os Amish tem sua própria forma de julgamento, onde basta o culpado confessar-se em público para ser perdoado, após uma “quarentena” onde fica incomunicável com o resto daquela sociedade.

Por ordem judicial e com uma licença especial da juíza do caso, Ellie vai morar na quinta dos Fisher, onde é incumbida de vigiar Kate 24 h/dia.
Ellen nunca teve que preparar uma defesa tão difícil, de uma pessoa que não mente, prefere ser culpabilizada do que desconhece, do que sentir-se à margem dos seus.

É difícil não sentir um misto de emoções contraditórias em relação Katie, a jovem acusada de ter assassinado o próprio filho, após o seu nascimento, o que poderá parecer estranho a início mas à medida que a história se vai desenvolvendo, e entramos no mundo Amish, através dos olhos de Ellie Hathaway, tudo começa a fazer sentido. As peças começam a encaixar, não só em relação ao caso, mas em relação à vida privada de todos os intervenientes, começamos a entender Katie e o seu comportamento errático, e até mesmo, a simpatizar com ela.

Eu não sou de ler um livro volumoso assim no Kindle, mas não consegui largar de jeito nenhum.

A narrativa vai bem além do típico suspense, o crime que tem que ser resolvido e julgado, introduzindo uma componente pessoal à narrativa e às personagens, de forma congruente, apelativa, credível e acima de tudo, emocionante.

O leitor ama e odeia todos os personagens, já que não existe vilão nem mocinho. Ama os amish pela empatia e não julgamento entre os seus. Detesta os amish pelo rigor de suas leis. Ama Ellie por proteger Kate de si mesma, detesta Ellie por mil outros motivos.

O final? Ah! Misericórdia, a autora mexe e remexe todas as pazinhas possíveis, mas não deixa um fiozinho solto para descobrirmos (confesso que não sou muito boa nisto, não). Só na última pagina ficamos sabendo se foi Kate quem matou o bebê, ou não.
Romance, suspense, drama, aprendizado de outra cultura - tudo junto e misturado.
(1)grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes ultraconservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis. Quando se fala dos amish hoje, quase sempre se refere aos amish da antiga ordem.
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