A única história

A única história Julian Barnes




Resenhas - A única história


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Cheiro de Livro 23/07/2018

A única História
As imperfeições da memória e seus caminhos são o que movem “A única História”(tradução de Léa Viveiros de Castro) vencedor do Man Brooker Prize, um dos mais importantes prêmios literários do mundo.

Paul, já adulto, relembra o seu grande e único amor, Susan, um romance proibido. Ele tinha 19 anos e ela 40. Ela era casa e tinha duas filhas mais velhas do ele. Paul vai contando em um fluxo de memória que não é linear todos os percalços de sua relação com Susan, seus altos e baixos, suas ilusões de adolescente. Suas incertas certezas sobre o que é o amor. O livro é uma grande reflexão sobre como o amor, os felizes e os infelizes, nos moldam, nos ferem e nos afetam para a vida.

O livro é dividido em três parte: o inicio do relacionamento; a crise e seu fim. Não espere grandes momentos românticos, grandes cenas arrebatadoras típicas de filmes da sessão da tarde, esse não é um livro assim. Barnes reconta o romance com a distancia dos anos, a imperfeição da memória, as repetições típicas de alguém que está se esforçando para lembrar como era mas é incapaz de voltar há um tempo em que sabia menos. É um revisitar de situações com o olhar do tempo, sem o calor do momento.

Não é uma leitura fluida mesmo que se tenha certeza de que se está lendo algo muito bem escrito. São menos de 250 páginas e mesmo assim demorei para conseguir ler tudo. É um remoer de culpas, muita auto analise, tudo bem escrito e contado e mesmo assim pesado, uma dessas leituras em que é necessário respirar entre páginas para se chegar ao fim.

site: http://cheirodelivro.com/a-unica-historia/
Daniel 20/08/2018minha estante
Gostei, mas achei muito triste também...
Muito real, sem maquiagem, como é a vida de verdade, fora da ficção.
Achei que o autor se saiu melhor em "O Sentido de um Fim".




cris.leal.12 05/04/2019

Ótima reflexão sobre o amor...
Em "A Única História", de Julian Barnes, vamos conhecer Paul, um estudante universitário de 19 anos, que no início dos anos 1960 se apaixonou por Susan, uma mulher casada de 48 anos, que tinha duas filhas mais velhas do que ele. Susan foi o primeiro e único amor de Paul. Um amor profundo e complexo que moldou toda a sua vida.

O romance é dividido em três partes. A primeira é escrita em 1ª pessoa e descreve o início da história de amor. É uma fase de contentamento e entusiasmo. A segunda parte é escrita em 2ª pessoa e lida com a crise do relacionamento, quando este começa a se transformar em um fardo. A angústia e a decepção de Paul ao se ver preso a um problema insolúvel, marcam o período. A 3ª parte, escrita em 3ª pessoa, mostra como anda a vida de Paul anos depois, distanciado de Susan, desapaixonado, mas ciente de que a experiência que viveu com ela foi tão especial que resultou na única história que importa.

Eu gostei bastante do livro, achei a história ao mesmo tempo terna e intensa, além de ter me identificado com as muitas citações e reflexões de Paul sobre a vida e o amor.


site: https://www.newsdacris.com.br/2019/04/resenha-unica-historia-de-julian-barnes.html
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Ivandro Menezes 01/05/2019

Uma história sobre o amor
O belo romance de Julian Barnes trata da relação amorosa entre Paul, um estudante de dezenove anos, e Susan, uma mulher casada de quarenta e oito anos.

Na primeira parte, Paul descreve como tudo aconteceu. É expresso o seu deslumbramento e sacralização da pessoa de Susan, quem, apesar da idade, a reputa por frágil e inocente, tola, inexperiente (aqui pondo-se ao mesmo nível dele). Na segunda parte, temos o declínio dessa relação, a realidade projetada do amor que resiste aos obstáculos apresenta desgastes. Gradativamente, vai perdendo espaço para uma série de problemas que põe em desafio a pouca maturidade de Paul.
A terceira parte, um maduro e distante Paul, faz a retrospectiva de suas vida ao lado de Susan, intercalando com suas elucubrações sobre o amor.

Barnes ironiza lugares e recursos comuns em histórias de amor para criar uma história de amor sem sentimentalismos e melodrama.

Vai desconstruindo a perspectiva do narrador a respeito de Susan, inserindo aspectos mais cruéis de sua personalidade e adicionando novo conflito. Se antes o antagonismo era entre o marido de Susan, o Senhor Calça de Elefante, e suas filhas, aqui passa a ser o grande fantasma que assombra Susan (porque se recusa a aceitar que ela seja o problema). É como se nos entregasse um outro Paul e outra Susan.

Na terceira parte, há uma mudança no narrador, que passa a usar a terceira pessoa, justificada pelo distanciamento que sente de sua própria história. Assim, enxergar sem tanta passionalidade o modo como foi infantil e analisa mais secamente a importância e relevância do amor para a vida de um homem. O Paul apaixonado cede ao cinquentenário, mais experimentado, distante, tateando entre as memórias àquelas que possam compor todo o cenário de sua história de amor e de seu desfecho.

Sutilmente, constrói um romance sobre o amor. O amor como uma história, um recorte da memória, uma perspectiva alterada pelo tempo, idade, circunstâncias, mas ainda real. Paul apaixona-se, sofre, distancia-se, segue adiante, sem conseguir livrar-se do amor.
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Bruno 24/07/2019

Esperava mais do grande Julian Barnes
É um livro deprimente. Na verdade, não desde o começo, mas ele tem um climão bem desagradável que se instala após umas cinquenta e poucas páginas. No capítulo TRÊS é quase difícil de seguir até o fim do livro. Não é uma história muito feliz, é desesperançosa e, apesar de coerente, com frases boas e reflexões que me interessam, a única coisa que me interessou no livro foi a Joan, que é uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos. Uma pena ela estar nesse livro. Fico imaginando se ela estivesse em "O sentido de um fim". Seria maravilhoso.
Mas ela está aqui. Pelo menos para me fazer dar 3 estrelas e não 2.
Não foi uma leitura para mim. O tema não foi o problema. Acho que eu queria ver menos tristeza e ter raios de esperança. O livro mostra apenas o lado pessimista do amor. Meu consolo foi um trecho de um poema de Drummond:

"Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca,
às vezes sara amanhã"

Enfim. Não gostei tanto. "O sentido de um fim" é bem melhor, na minha opinião.
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Nathalie.Murcia 15/09/2019

Profundo e impactante
"Você prefere amar mais e sofrer mais, ou amar menos e sofrer menos? Para mim, está é a única e verdadeira questão. Quem pode controlar o quanto se ama? Se consegue controlar, é porque não é amor".

No limiar do livro, o leitor já se depara com essa questão arrebatadora. Essa é somente uma delas, haja vista que muitas outras são lançadas no bojo na narrativa, por intermédio de reflexões lancinantes, que ecoam na nossa mente, durante e após a leitura, seguindo essa trilha de romance psicólogico bem urdido.

Longe dos inúmeros clichês já produzidos, a história gira em torno do relacionamento proibido entre um jovem de 19 anos e uma mulher de 48, casada, mãe de duas filhas. Além da relação de ambos, cujos sentimentos e nuances são retratados desde a fase do êxtase e da felicidade, acompanhamos as mutações advindas durante os anos, bem como as consequências desse escandaloso amor para os padrões sociais da época e seu impacto na vida de cada um dos amantes.

Outrossim, temáticas como violência doméstica, alcoolismo, casamento, hipocrisia social e fatalismo são exploradas com maestria por intermédio de uma prosa intensa e voraz.

Eu já havia me apaixonado por "Sentido De Um Fim", do mesmo escritor, e essa segunda obra me surpreendeu ainda mais.
Recomendadíssimo, sobretudo para quem deseja entender melhor o amor ou desentendê-lo.

Encerro com esses excertos:

"O amor, mesmo o mais ardente e o mais sincero, pode, quando devidamente agredido, se transformar em uma mistura azeda de piedade e raiva."

"Todo amor, feliz ou infeliz, é um verdadeiro desastre quando você se entrega inteiramente a ele."

"A cura para sexo é o casamento; a cura para amor é o casamento; a cura para infidelidade é o divórcio; a cura para a infelicidade é o trabalho; a cura para infelicidade extrema é beber; a cura para a morte é uma crença frágil na outra vida."

Mais resenhas no meu Instagram.

site: http://.instagram.com/nathaliemurcia/?hl=pt-br
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Rodrigo.Lorenzi 30/12/2019

Não me emocionou
Muito bom, algumas frases são um soco, mas não me encantei pelo protagonista, inclusive me aborreci.
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Elisangela 30/07/2020

Razoável
A impressão é que o protagonista deseja desabafar, é através de seu desabafo conquistar o leitor, mas não funciona... o protagonista não me encantou e apesar de a leitura ser curta por ser um livro pequeno, a leitura é um pouco massante...
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