A serpente cósmica

A serpente cósmica Jeremy Narby




Resenhas - A serpente cósmica


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Reds 03/06/2021

Entrelaçando a Ciência e a Magia
Ciência Mágica ou Mágica Científica
Tal como as serpentes cósmicas das lendas antigas, ou a dupla hélice de DNA, se entrelaçam neste livro os saberes dos povos indígenas amazônicos e o saber científico da biologia da cultura ocidental.
Ousado, buscando uma conexão entre o mágico e científico, (o saber da floresta e o saber da cidade), o autor movido por uma experiência pessoal com a ayahuasca é convocado a pesquisar e se aprofundar nas muitas conexões entre as serpentes cósmicas sagradas e a estrutura do DNA, ambas entidades geradoras da vida. Alternando entre a pesquisa da cultura xamânica indígena e estudos de biologia molecular, passando por temas como botânica, tabaco, funcionamento celular, alucinações do ritual de ayahuasca, fótons emitidos por DNA, mitos e lendas de culturas antigas e teorias da origem da vida na Terra, inclusive seu propósito e intencionalidade (contrapondo-se ao acaso).
Adorei este livro, e recomendo muito a quem se interessa pelo tema ou quer uma outra perspectiva que promova maior entendimento ou conexão com a natureza/vida.
Deixo alguns trechos que ficaram na minha cabeça:

“A cultura ocidental rompeu com a serpente/princípio vital, isto é, com DNA, desde que adotou o ponto de vista exclusivamente racional. Os outros povos que praticam que chamamos de 'xamanismo' se comunicam com DNA. Paradoxalmente, foi a parte da humanidade que se separou da serpente que conseguiu, 3 mil anos mais tarde, descobrir a existência material do DNA, em laboratório.”
(p.74)

"Como pode a biologia pressupor o DNA não consciente, sem nem mesmo compreender o funcionamento do cérebro humano, a sede da nossa consciência, também elaborada a partir de instruções contidas no DNA? Como pode a natureza não ser consciente, sendo nossa consciência fruto da natureza? (p.141)
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Pablo 26/11/2020

Por que demorei tanto?
Senti que Narby encontrou o campo harmônico, o ponto bom/honesto de servir o caldo que junta seu espanto e sua frustração com esses achados incríveis. E, se a serpente cósmica (em mim) só me alcançou agora, nesse ano pandêmico, mais de um quarto de século após a publicação do original, parece que tais conexões vão custar um pouco ainda a decantar nas nossas culturas de umbigamento. Mas saio desta leitura em todos os sentidos animado.

Vale a menção à Dantes e ao ciclo de estudos Selvagem pelo esforço de tradução/divulgação.
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