INFILTRADO NA KLAN

INFILTRADO NA KLAN Ron Stallworth




Resenhas - Infiltrado na Klan


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Lais Porto (@umaleitoranegra) 25/09/2020

Infiltrado na klan
Já tinha assistido ao filme Infiltrado na klan no cinema, ao ler o livro foi uma experiência completamente diferente. O filme é incrível e indico que assistam também. Ao ler o livro percebe-se as diferenças que foram colocadas no filme.

Um dos pontos principais na diferença é que o livro não tem tanta ação quanto o filme, no livro Ron traz muitos aspectos conceituais da atuação policial, do dia a dia como um policial infiltrado, o bom do livro acredito que é isso, nos apresenta detalhes que não conseguem ser passado no filme.

Ron tinha vontade de ser professor de educação física, mas nas condições que ele tinha aos 19 anos optou por se tornar cadete e foi construindo sua carreira de grande prestigio dentro da polícia, tornando-se uma referência no que se refere a Klan e ao mundo do gangsta rap.

Antes de tudo Ron é um policial, antes e ser homem Ron é um policial, antes de ser negro Ron é um policial. Ron fala sobre sua experiência de quando criança vendo a luta pelos direitos civis, mas ele não é ligado as questões civis ou raciais, fica um pouco explicito quando ele vai disfarçado ouvir o discurso de Stokely, mas não é algo que rege a sua vida e seus princípios.

Por isso, antes de tudo Ron Stallworth é um policial.

O livro também apresenta muito como foi pra Ron em quase todas as situações ser o primeiro ou um dos primeiros policias negros, ele também procura mostrar de forma mais geral essa questão, no final do livro ele apresenta a quantidade de pessoas negras, homens e mulheres, que ingressaram na DPCS.

Uma das grandes questões que ficou pra mim quando acabei a leitura foi saber porque o seu superior quis acabar com a investigação na Klan, não me convenceu a explicação do medo da retaliação publica da comunidade, ainda bem que Ron foi muito mais inteligente que seu superior e guardou boa parte do arquivo nos dando a oportunidade de hoje conhecer a sua história.

Eu particularmente não acredito que um policial negro consciente e envolvido com causas raciais consiga prestar um bom serviço para a instituição que trabalha, pra mim polícia e raça são antagônicos, acho que sou um pouco dos grupos de pessoas negras mais radicais que Ron não gostava rsrs

Ron desempenhou um excelente trabalho como policial, contribuiu e muito com sua investigação na Klan, cumpriu seu papel de homem negro dentro da polícia até onde conseguiu e ir e até onde ele acreditava, ou seja, a sua carreia foi coerente e dentro dos conformes.

A atuação de Ron não me surpreendeu, mas também não me decepcionou, estou dizendo isso com base na leitura do livro, porque pelo filme UAUUU! sua atuação enquanto policial foi incrível, ainda mais tendo o seu romance afrocentrado ♥

Uma sugestão que dou é, primeiro assista o filme e só depois leia o livro, essa vai ser a melhor sequência, se fizer o contrário é bem capaz de ficar chateado por mudarem muitas questões abordadas no livro rsrs olha que estou te avisando, não vai ser culpa minha heim rsrs

O livro é bom, o filme é bom, só cabe a nós leitores e telespectadores apreciarmos essas duas grandes obras.

site: https://leitoranegra.blogspot.com/
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Rafael.Prearo 29/08/2021

Esperava mais
Achei o começo mais envolvente, a história pessoal do agente antes da operação da KKK me prendeu mais do que a própria operação. Achei um pouco lento, as vezes ia um capitulo inteiro para contar uma coisa simples, acabei o livro com uma sensação de que esperava mais, mesmo sendo um relato, teve muita coisa repetitiva, a forma de escrita do autor é razoável e até que fluiu, mas acabei o livro não muito empolgado.
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Tati Vidal 26/02/2020

Em outras palavras....
A história do livro é interessante. De verdade. Não me entendam mal. A história é realmente boa. Porém...

Livro é bem mal escrito, as repetições nas cenas desanimam demais. Não sei quantas vezes eu li a expressão: em outras palavras.

Tem trechos que são enormes e altamente repetitivos. Alguém deveria ter assumido o livro e escrito no lugar do Ron. Ele viveu uma história massa. Porém que pena que tão curta e rápida.

Eu tinha na cabeça uma coisa pro final, e tive uma leve decepção. Mas leiam. Vale mega a pena ver o que um policial negro fez com um monte de branco burro. Achei sensacional e Ron é muito herói.
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Dyonathan 26/02/2021

Obrigado Ron, por fazer essa história ser conhecida. ??
"Cada vez que um homem defende um ideal, ou age para melhorar o destino dos outros, ou ataca a injustiça, ele transmite uma pequena onda de esperança." Robert Kennedy.

"Infiltrado na Klan" é um livro com uma história que NINGUÉM acreditaria se não tivesse a comprovação que ocorreu essa investigação de fato. Temos que agradecer Ron Stallworth que percebeu como essa história não merecia o sumiço, e sim ser conhecida pelo público.

Eu vi o filme, de mesmo nome, no início do ano e quando ele acabou fui imediatamente no Google ver se existia algum livro sobre a história. Existia. Tanto faz ler o livro antes do filme ou ver o filme antes de ler, a única coisa que recomendo FORTEMENTE para vocês é: Vejam o filme excelente de Spike Lee e Jordan Peele e leiam o livro, de mesmo nome, escrito pelo próprio Ron Stallworth.

Importante frisar que Ron foi o primeiro policial negro de Colorado Springs. Um feito histórico para uma cidade que só tinha brancos na polícia. E como esse Ron é bom! Durante a leitura você dá risada junto com ele enquanto ele conta como fazia David Duke de idiota e todos os membros da KKK. Uma investigação que ele deu seu nome verdadeiro porque achava que daria em nada, e no fim virou um livro e até um filme.

Só tem o seguinte: É muito triste ver como o que ocorria em 1978 ocorre atualmente. EUA tiveram Trump como presidente, alguém que David Duke se identifica. Algo impensável. O RACISMO continua forte e continua vivo. A morte de George Floyd e tantos outros mostra como isso não acabou. O próprio Ron Stallworth, em uma entrevista, falou o seguinte: "Em muitos aspectos, pioramos na questão racial" e é verdade. Infelizmente.

Nenhuma cruz foi queimada em Colorado Springs enquanto Ron Stallworth estava infiltrado na Klan, junto com Chuck, que era o rosto da investigação.

Quando Ron é questionado sobre o que realizou durante a investigação, sua resposta é a melhor possível: "(....) Nenhuma criança dentro dos limites da cidade de Colorado Springs jamais teve que vivenciar, ao vivo e a cores, o medo causado por esse ato de terror. (...)" Se referindo sobre o ato da KKK de queimar uma cruz.

"Muitas vezes, o sucesso encontra-se não no que acontece, mas no que você evita que aconteça. " Ron Stallworth.

É nosso dever combater o racismo. Era em 1978, é em 2021 e será até ele acabar. Porque ele não vai ganhar. E Supremacistas brancos idiotas como da KKK devem ser conhecidos como realmente são: Só um bando de palhaços idiotas e racistas.
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saiques 21/01/2021

Genial
Simplesmente genial. Sempre que pego um livro assim fico me perguntando o que me fez não ter lido antes
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Carolina DC 24/11/2018

Muito bom!
"Infiltrado na Klan" é uma biografia narrada em primeira pessoa. Ron Stallworth, conforme a sinopse explica, foi o primeiro detetive negro da história do Departamento de Polícia de Colorado Springs e entre suas atribuições estava a de procurar nas publicações diárias como os jornais, indícios de atividades criminosas, como prostituição, esquemas envolvendo dinheiro, entre outros. Então, imaginem a surpresa do detetive ao encontrar a seguinte mensagem:

"Ku Klux Klan
Para maiores informações contate:
Caixa Postal 4771
Security, Colorado
80230" (p. 13)

Ron nunca esperou que ao responder a mensagem ele receberia o retorno de Ken O'Dell, o organizador local da KKK e que a partir daí iria se infiltrar em uma das organizações mais assustadoras e radicais existentes.
O livro vai apresentando o desenvolver dessa investigação, mas também traz pedaços da vida pessoal de Ron Stallworth. As dificuldades que ele encontrou no trabalho e até mesmo o preconceito que enfrentou entre seus irmãos azuis.
A obra é avassaladora. Imaginar como Ron se sentiu comunicando-se com pessoas que demonstravam tanto preconceito e ódio e ter que se manter calmo e até mesmo reforçar esse discurso de ódio é inimaginável.
O fato de que Ron subiu rapidamente à hierarquia fez com que fosse necessário que outra pessoa se passasse por ele nos encontros presenciais e vamos observando que a organização foi evoluindo e a liderança mudou drasticamente. A nova cara da KKK é um homem culto, inteligente e com um discurso carismático, o que torna tudo ainda mais assustador.

"Minha investigação era mais importante agora do que nunca, e mal sabia eu que "Ron Stallworth", esperançoso candidato a membro da KKK, avançaria muito mais rápido na Organização do que qualquer pessoa da minha equipe havia planejado". (p 71)

site: http://www.alempaginas.com/
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douglaseralldo 26/11/2018

10 CONSIDERAÇÕES SOBRE INFILTRADO NA KLAN, DE RON STALLWORTH OU SOBRE COMO MOSTRAR QUE IDIOTAS SERÃO SEMPRE IDIOTAS
1 - Em tom descontraído, até simples, Infiltrado na Klan são os relatos pessoais e verídicos do policial Ron Stallworth, primeiro negro do Departamento de Polícia de Colorado Springs (o autor frisa bastante esta marca), sobre uma peculiar investigação realizada por ele no calor dos finais dos anos 70, e quando as discussões raciais e dos direitos civis estava bastante quentes na sociedade norte-americana;

2 - A investigação, no caso, foi a infiltração do policial negro em um grupo local da Kux Kux Klan, grupo terrorista de supremacistas brancos cuja atuação tem um histórico de medo e conflitos nos Estados Unidos. A investigação liderada por Stallworth e com outros policiais em campo conseguiu adentrar um grupo local da KKK e ainda acompanhar desdobramentos regionais e aproximação de importantes líderes da KKK. À época a investigação atraiu atenção de diferentes órgãos de inteligência pelo fato de Stallworth, um negro, infiltrar-se na Klan, tendo inclusive sua carteira de membro;

3 - Aliás, a publicação além dos relatos do policial, traz junto imagens que corroboram e documentam os relatos do livro, inclusive a famosa carteirinha. Neste tipo de publicação, estes anexos sempre enriquecem a publicação;
+: http://www.listasliterarias.com/2018/11/10-consideracoes-sobre-infiltrado-na.html

site: http://www.listasliterarias.com/2018/11/10-consideracoes-sobre-infiltrado-na.html
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Marina 21/04/2021

A história real que inspirou o filme
O filme infiltrado na Klan, do Spike Lee, se baseia nessa história real contada pelo seu protagonista, Ron Stallworth, primeiro policial negro do seu estado que se infiltra na Ku Klux Klan nos anos 70 para investigar a organização.

Muito interessante ler sobre como se deu esse processo, os questionamentos e a difícil posição do autor enquanto um homem negro fazendo parte da instituição policial com suas muitas facetas racistas.

Vemos o quão profundamente a KKK estava e ainda está inserida nos centros de comando e poder americano, e o autor termina a narrativa refletindo sobre como essa organização e seus ideais ainda encontram ecos nos EUA de hoje (no contexto da eleição de Donald Trump e fortalecimento de supremacistas brancos).
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Cristiane 14/04/2021

Ron nos conta sobre uma investigação em que foi um policial negro infiltrado na Klan. De forma silmples ele nos conta como foi esse investigação.
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Nat 17/04/2020

"Se um homem negro, auxiliado por um punhado de brancos e judeus bons, decentes, dedicados, de mente aberta e liberais, pode conseguir prevalecer sobre um grupo de racistas brancos, fazendo-os parecer os idiotas ignorantes que realmente são, então imagine o que uma nação de indivíduos que compartilham das mesmas ideias pode conseguir. [...]"

Ron Stallworth foi o primeiro detetive negro de Colorado Springs, Colorado, EUA. Em 1970, ele decidiu participar do programa de cadetes do Departamento de Polícia, que recrutava minorias. Tendo consciência de que ele sofreria ofensas de todo tipo devido a sua cor de pele, Ron começa a trabalhar numa operação que se tornaria muito importante e onde ele conseguiria um feito inédito: um policial negro se infiltrando na Ku Klux Klan.
Sua carreira começa ao investigar os Panteras Negras, cujo líder, Stokely Carmichael, estaria em Colorado Springs para um discurso. Como o único negro no departamento, Stallworth era o único policial negro que poderia se infiltrar e trabalhar disfarçado. Três anos depois, ele encontra um anúncio no jornal da KKK recrutando cidadãos. Ele liga para o telefone do anúncio e começa aí uma investigação muito interessante.
Na época, a KKK buscava novos participantes, se declarando como uma organização não-violenta (mesmo pregando ódio aos judeus, negros todo tipo de intolerância). Com ajuda de todo o departamento, Ron conseguiu se infiltrar com sucesso, mesmo tendo que usar o rosto de Chuck, um policial que trabalhava disfarçado em Narcóticos, e começou suas conversas com David Duke, presidente da Ku Klux Klan.

"É importante para mim explicar que David Duke foi e é um homem cujo nome até hoje é sinônimo de ódio no atual cenário político e midiático. Um homem que logo me consideraria um “amigo”. [...]
A aparência dele era a de um típico garoto americano que toda mãe desejaria como acompanhante de sua filha no baile de formatura. Ele sempre estava bem arrumado, era bem-comportado (pelo menos em público), articulado e instruído, com um mestrado. Sua aparência de doutor Jekyll desmentia a personalidade de senhor Hyde e seu ponto de vista em questões raciais comuns ao âmago do clima social e político dos Estados Unidos. Publicamente, ele não falava sobre ódio, mas sobre herança e história. Ele gerou um novo racismo para as massas de direita, que unia a antipatia aos negros e outras minorias à insatisfação geral com o governo e ao medo de um mundo complexo em constante mudança."

Eis o posicionamento de Duke:

"Como ele afirmou num artigo da revista Oui, por volta de 1979, “Eu não estou pregando a supremacia branca”, embora tenha dito que acreditava firmemente que os brancos são superiores aos negros e outras minorias. “Eu estou pregando o separatismo branco. Gostaria de ver todos os negros voltarem para a África, que é o lugar a que pertencem, mas eu estaria disposto a dar a eles parte deste país — alguns estados, talvez — contanto que tivessem uma sociedade separada.”"

Esse livro foi minha primeira opção para o desafio. Comprei ano passado, quando queria ter visto o filme que indicou Adam Driver ao Oscar, mas acabou não chegando aqui. Vi o filme antes de ler o livro, então fiquei esperando uma adaptação (livro para filme), mas não. O livro conta sim a história do filme (um policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan), mas dá muito mais detalhes. Foi bom descobrir a quantidade de coisas que eles descobriram na época sobre a Klan e o grau de burrice dos integrantes do grupo, cegos pela própria ignorância e prepotência. De certa forma, esse livro me lembrou muito um que eu li ano passado, A lista de Schindler, e de como foi fácil para Mietek Pemper desmentir, acusar e provar os relatos de acusação contra Göth e outros nazistas durante o julgamento deles (pois ele trabalhou muito perto de Göth enquanto foi prisioneiro).
Essa foi uma das expressões máximas da burrice do presidente da Ku Klux Klan nessa época:

"[...] Às vezes, meus telefonemas a David Duke eram conversas leves e pessoais [...] Às vezes, minha conversa era educativa, com um tom cômico e racista. Uma vez perguntei ao “senhor Duke” (todos se referiam a ele de forma reverente como “senhor”) se ele se preocupava que algum “crioulo” metido a esperto telefonasse para ele fingindo ser branco. Ele respondeu: “Não, eu sempre sei dizer quando estou falando com um crioulo”. Quando perguntei como ele poderia ter certeza disso, ele afirmou o seguinte: “Veja o seu caso, por exemplo. Sei que você é um homem branco puro e ariano pela maneira como fala, pelo modo como pronuncia certas palavras e letras”."

Foi engraçado e até irônico constatar o posicionamento de certos integrantes da KKK que Ron menciona no livro. O que mais me chamou atenção foi o do bombeiro Fred Wilkens:

"[...] Wilkens sempre fora claro ao separar suas ações profissionais de suas convicções pessoais, e as autoridades da cidade só podiam expressar seu descontentamento em relação a ele de forma limitada. Conforme afirmou com clareza no artigo da revista Denver, “Como bombeiro, estou numa posição difícil. Existem algumas pessoas que gostariam de me ver perder o emprego. Mas é meu direito constitucional acreditar no que acho ser certo, e vou continuar dando o máximo de mim para atuar como um bom bombeiro. Meu trabalho é proteger as vidas e propriedades de todos os cidadãos, tanto brancos como grupos minoritários. É exatamente isso o que vou fazer. As pessoas me perguntam se sou racista e eu digo que depende de como você define a palavra. Se você a define como alguém que odeia raças, eu definitivamente não sou. Se a define como alguém que ama sua própria raça, então com certeza sou”. [...]
Como Duke, ele queria popularizar a Klan, afirmando que “a Klan não deseja se opor ou suprimir qualquer raça, mas acredita que, para cada um desenvolver seu pleno potencial, elas deveriam fazê-lo separadamente. Por isso, a Klan é totalmente contra a integração racial e o casamento inter-racial... uma separação total das raças para benefício mútuo”."

Um dos momentos mais divertidos do filme e (para minha surpresa) do livro também é o momento em que o verdadeiro Ron Stallworth, atuando como segurança de David Duke, pede uma foto, enquanto Chuck, o falso Ron, é quem tira a foto. No livro, essa parte conseguiu ser mais tensa e transmitir toda a posição racista KKK. Me surpreendi de várias maneiras lendo esse livro, e todas de forma muito positiva. Leitura muito indicada.


site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com/2020/04/infiltrado-na-klan-ron-stallworth-dll.html
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Rebekah 13/12/2020

O livro é de certa forma, um pouco técnico, o autor se apega muito aos detalhes o que deixa a sua leitura mais lenta. Mas num geral, é um livro ótimo e a história absurda!
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Guynaciria 13/11/2018

Infiltrado na Klan é o mais novo lançamento da editora @seoman. Esse livro deu origem ao filme dirigido por Spike Lee, de mesmo nome.

Ron Stallworth, autor é também protagonista dessa história, nos narra os seus primeiros anos como policial no Colorado. Esse homem foi um desbravador, uma vez que não existia nenhum outro policial negro na unidade naquele período. Ele também foi nomeado o mais jovem investigador infiltrado de seu departamento. 

Mas além de um livro de conquistas pessoais e porque não dizer política e social, essa obra é também uma prova de que com inteligência e o apoio certo, somos capazes de enfrentar o mal de frente, eliminando os intentos mesquinhos praticados por homens preconceituosos.

Devo confessar que se não tivesse conhecimento que essa é uma obra autobiografia, seria difícil não categoriza-lá com de ficção. 

Imagine pois a seguinte situação: Um jovem homem negro, após ler um anuncio no jornal, decide se filiar a Ku Klux Klan, uma das maiores organizações racistas que já existiram no mundo, responsável por atos inomináveis de perseguição, tortura, aprisionamento ilegal, assassinatos e negação de direitos civis básicos a população negra.

Agora imagine que ele não só conseguiu ser bem sucedido, como também foi responsável por frustrar muito dos planos da KKK nos Estados Unidos. Só por esse motivo já vale a pena realizar essa leitura não é mesmo?

Para quem tem interesse na obra, recomendo que opte pela leitura, pois apesar do filme ser interessante, esse suprimiu muitos detalhes importantes a respeito do ponto de vista do autor, o que acabou por tornar o filme bastante estereotipado, onde todos os negros foram postos no papel de militantes, enquanto os bancos integrantes da Klan foram classificados como homens com pouca inteligência e muitas vezes alcoólatras. 

Recomendo a leitura! 
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Miry 06/05/2019

Tava impressionante até o último capítulo
Eu tava muito empolgada com esse livro e conforme ia lendo ele correspondia as minhas expectativas. Amei a experiência de saber o plano engenhoso que o policial Ron teve.

Mas o último capítulo foi um balde de água fria que eu não quero aceitar. Mas a experiência foi muito boa.
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rebecamarfim 16/09/2021

Tão fascinante quanto o filme
Infiltrado na Klan é, na minha opinião, um dos melhores filmes lançados em 2018. Foi eletrizante ler o livro com os relatos que deram origem a esse filme, é chocante lembrar que é uma história verdadeira, que Ron Stallworth, por meses, enganou a ku Klux klan, incluindo seu grande mago que era sempre exaltado por sua inteligência. Ver racista sendo feito de besta é muito bom
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12/07/2020

Tive contato com o livro através de um audiobook e tive a impressão de que não aproveitei a leitura como deveria. Tiveram muitas passagens que eu quis marcar pra voltar depois e, devido ao formato, não foi possível. Ficou muito marcado no livro o preconceito sofrido pelo Ron (motivos óbvios) e tornou a história muito mais interessante, visto que o livro é uma história real, cujos relatos são do primeiro investigador negro dos EUA. Pretendo ler nor formato físico, futuramente, e dar a devida atenção à história. Creio que minha nota foi mais pela experiência em si que pelo livro de fato.
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