o essencial

o essencial Rafael de Figueiredo




Resenhas - o essencial


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jumorgensten 10/07/2019

Em duas grandes partes, a obra traz uma reflexão sobre as tradições morais da humanidade e a trajetória do Espiritismo.

A primeira é um material histórico e riquíssimo sobre Jesus e as religiões que foram surgindo ao longo do caminho e manipulando os seus dizeres a bel prazer.

Como citado na obra: Jesus não deixou nada escrito e só queria espalhar a união, amor e fraternidade. E cada religião ou pessoa criou as situações que desejava do jeito que bem entendia.

Depois começa a falar sobre os efeitos mediúnicos ainda sem o Espiritismo, onde muitas personalidades na época já manifestavam e não sabiam. Giordano Bruno e Isaac Newton são dois desses exemplos.

A parte da Doutrina Espírita em si começa na segunda parte e ao contrário do tradicional e rotineiro, o livro mostra como o Espiritismo Russo e o Modern Spiritualism foram importantes para o que temos nos dias atuais.

O autor e seus parceiros comentam que se não tivesse tido propagação das ideias espiritualistas na Inglaterra, Estados Unidos e também na Rússia, o codificador não seria Allan Kardec pois faltaria "energia" para isso. E, para mim, faz todo sentido.

O livro também mostra a importância do, pouco lembrado, Alexander Aksakov. Ele, antes de Kardec, já estava estudando a fundo as questões espirituais e bancava do próprio bolso tudo que fazia em relação a esse assunto. Fala que ambos tiveram algumas picuinhas por causa de terceiros e só foram se entender no mundo espiritual.

Por fim, mostra os passos de Kardec rumo ao seu conhecimento da Doutrina e de como a essência nas religiões e no Espiritismo estão esquecidos.

Comenta que a essência é o amor e fraternidade e não a briga ferrenha por diversos motivos que andam acontecendo nos dias atuais. Tanto que o último capítulo do livro traz o título Jesus, Krishna e Moisés dando-se as mãos. E é bem isso.

A leitura vai num crescendo. No começo é bastante truncada, principalmente pelo tanto de informação e depois fica mais fluída. O texto em si é de fácil entendimento a todos.

Para quem gosta de livro de história é um prato cheio. Mostra todas as questões religiosas e espirituais desde o seu começo real oficial. E pena não ter rede social naquela época, né minha gente? Porque hoje saberíamos bem mais sobre os babados das fofoquinhas que faziam entre Aksakov e Kardec. :P

Foi meu primeiro contato com o Rafael e adorei. Terei mais obras dele com certeza.

site: http://hidratarvicia.com.br/2019/07/10/o-essencial-rafael-de-figueiredo/
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