Não Violência

Não Violência Mark Kurlansky


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Não Violência


a história de uma ideia perigosa




A história de uma ideia perigosa

Com prefácio do Dalai Lama

”A não violência, exatamente como a violência, é um meio de persuasão, uma técnica de ativismo político, uma receita para prevalecer. (...) Formas de persuasão que não usam força física, não causam sofrimento, são mais eficazes.”


Grandes conquistas, ao longo da história, foram alcançadas através da não violência. Desde suas origens aos grandes ativistas, passando por Jesus Cristo, Buda e Maomé, até Gandhi e Martin Luther King Jr., Mark Kurlansky traça o caminho da não violência e mostra que muitas ideias modernas, como a União Europeia, as Nações Unidas e a abolição da escravatura, originaram-se desse movimento.

Segundo o autor, a história do mundo é uma história de guerra. São ensinadas suas causas e consequências, além da sua importância na formação de culturas e estabelecimento de novos regimes. Assim, os conflitos acabaram consagrados como métodos dominantes de conquista e reconhecimento de territórios e ideias.

Seria possível, entretanto, chegar aos mesmos resultados de outra maneira? Aqui, Mark Kurlansky mostra que sim. Ações que dispensam a força física podem ser tão ou mais eficazes do que soluções bélicas. Articulado e questionador, o autor propõe um olhar no qual a guerra não é solução, mas a perpetuação do problema.

Ao longo de Não violência, ele aponta os diferentes motivos para as guerras ao longo do tempo. Junto a eles, estão as contradições em decisões como as cruzadas religiosas e o intervencionismo de George W. Bush, que fomentaram conflitos por razões questionáveis. Exemplos como o Vietnã, abordado com frequência no livro, foram catalisadores de movimentos civis a favor da paz.

Filósofos opositores das guerras e líderes de campanhas pacíficas foram alvo de grupos de poder, por meio de investigações, sabotagens e da própria violência. Exemplos que Kurlansky apresenta demonstram que a guerra é ineficaz para se alcançar a paz. Ele desconstrói também um argumento comum aos defensores dos conflitos bélicos: a ideia de que o homem é, em sua natureza, um ser violento.

Com um grande leque de referências, o autor deixa clara também a diferença entre a não violência e o pacifismo – o último não se compromete com a ideia de atuação ativa, enquanto a não violência é aplicada com o intuito de agir por mudanças. É, ao final, um estudo sobre as guerras e seu papel, interesses econômicos, as religiões e a forma como conflitos podem ser resolvidos.

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on 24/7/13


No primeiro capítulo, Seres Imperfeitos, desenvolve a ideia de que a não-violência esteve presente em praticamente todas as religiões, porém, é vista como algo a ser alcançado apenas pelos mais fortes e determinados a caminharem na direção do aperfeiçoamento. No segundo capítulo, "O problema dos Estados", ele demonstra que com o passar do tempo, quando a religião se imiscui com assuntos do Estado, a busca pelo poder acaba se tornando mais importante do que a busca pela perfeição e as ... leia mais

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Rodrigo.Barcaro
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02/06/2013 21:01:12

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