Lucy Fédor já estava bem triste com o sumiço do seu pai, que um dia desapareceu misteriosamente. Alguns diziam que ele tinha ido embora, mas a garotinha não acreditava nisso. Imagine então quando certo dia ela acorda e descobre que em uma virada de noite todos os outros adultos também sumiram, sobrando apenas todas as crianças da cidade.
Enquanto para a maioria das crianças isso é um sonho, já que vão poder comer o que quiserem e dormir tarde, para Lucy isso é um mistério a ser resolvido, já que os adultos não podem simplesmente desaparecer assim. E outro fato que a motiva é que se antes ela tinha pelo menos a mãe, agora ela não tinha ninguém.
É aí que em uma noite, antes de dormir, Lucy vê 4 pares de olhos debaixo da cama. De início a garotinha achava que havia sido apenas um sonho, mas ao conversar com seu amigo Norman Espertalhõne e com Ella Echata eles percebem que não é bem assim, dando inicio a grande aventura de investigação e resgate.
Noturnos foi minha primeira leitura finalizada em 2025 e felizmente comecei com o pé direito. É um excelente livro que, apesar de ser infantil, tem potencial para alegrar todas as idades. Isso acontece porque não é só a história que é interessante, mas todo o universo e a forma que ele foi criado e passado complementam a leitura de um jeito que ele se torna quase um sistema multimídia.
Como? Simples.
Para começar, o livro é escrito pelo Tom Fletcher, que para quem não conhece é um dos criadores da banda Mcfly, então o livro conta com algumas músicas, mas não no formato de letras na página mas com QR Codes em momentos específicos que levam o leitor até uma conta no youtube com a música determinada do momento em que você está lendo, juntando a isso, temos as imagens, que são muito bem feitas e ao chegar nesses momentos musicais é quase impossível você não imaginar toda uma animação na sua mente.
Isso torna a leitura muito mais dinâmica e divertida, principalmente para os mais jovens que dificilmente vão querer largar o livro tendo tantos estímulos assim. Outra coisa que me deixou bastante animado é a interação do próprio autor com o leitor, muitas vezes quebrando a quarta parede e conversando com a gente e com a personagem, de uma forma bem divertida e única.
Inclusive, em relação aos personagens, eles são carismáticos e possuem os melhores sobrenomes, geralmente um que combina com alguma característica deles (um exemplo é que o pai de Lucy trabalha recolhendo lixo, por isso o sobrenome Fédor). E a história é bem divertida, tendo vários momentos de aprendizado ao decorrer da trama.
No fim, Noturnos é um excelente livro, que vale a pena ser lido por todos. Vai divertir, encantar e fazer você dar risada. Uma aventura completa.