O livro O Colar de Ignis – A Sociedade dos Mortos, é o primeiro volume de uma saga escrita por Eduardo Costa, em cuja narrativa, o autor dá asas a sua imaginação, enlaçando o leitor com a coragem dos protagonistas, ao desbravarem um território inóspito, desconhecido e cheio de mistérios. Eles são movidos inicialmente por um espírito aventureiro e destemido, tão característicos dos jovens, mas que se torna ao longo da trama, uma missão de fazer o bem, ajudando aqueles que cruzarem os seus caminhos.
Segundo a lenda, contada de geração em geração, ele era um Deus soberano e senhor dos mares, que ao enfurecer-se com tamanha violência, acabou por culminar sua própria família, como consequência, a dor e o remorso acometeu-o, e foi do seu sofrimento que surgiram três ilhas, as quais deu o nome de seus saudosos filhos: Zerik, Zárras e Zuntrum, que juntas, formam o arquipélago que leva seu próprio nome: Zástras.
E é em uma dessas ilhas que toda aventura e magia acontece, porque o Deus dos mares, em seus momentos finais, acabou por aprisionar centenas de espíritos de índole desconhecida em uma grande nuvem negra, que por tempos incontáveis, ficou a pairar pelo céu de Zuntrum, conhecido como Sociedade dos Mortos, sempre fora um dos maiores mistérios do arquipélago de Zástras.
Não bastasse essa peculiaridade no céu de Zuntrum, Zástras transferira todo o seu poder para um colar, arremessando-o para a ilha, não antes de deixá-lo sob a proteção de Caballu, um cavalo com asas de fogo, para em seguida, desaparecer. Essa é a lenda do Colar de Ignis, que diz que quem o possuir, irá libertar e liderar a Sociedade dos Mortos, assim como deter um grande poder.
As ilhas de Zerik e Zárras são habitadas por tribos distintas e com costumes diferentes, não mantendo qualquer contato entre si, o que era em partes proibido, podendo até ser motivo de sacrifício em uma delas. Zuntrum, por sua vez, é um verdadeiro mistério, visto que ninguém teve coragem ou fosse ousado o suficiente para invadir aquele território e desbravá-lo, conhecendo todos os seus segredos. Não somente as leis da tribo eram um impedimento, mas a vista que tinham da nuvem negra sobre a misteriosa ilha, era mais que um alerta de perigo, até ali, todos temiam o desconhecido.
No entanto, a jovem princesa da tribo de Zerik, Leirini, dona de um coração tão bom quanto aventureiro, ávido por respostas, decide aventurar-se sozinha pela ilha de Zuntrum, com a missão de desbravar os seus mistérios e quem sabe, encontrar o Colar de Ignis. Mas o destino acabou por unir à sua caminhada, o príncipe da ilha de Zárras, Lakrus.
Assim, em meio ao desconhecido, esses jovens guerreiros se deparam com um cenário fantástico, diferente de tudo aquilo que tinham imaginado, onde tudo que ali há, é um ser vivente – e falante, que literalmente tem que lutar para poder sobreviver, porque os perigos na ilha de Zuntrum são bem maiores do que Leirini e Lakrus poderiam prever, onde nada é o que parece e eles podem, até mesmo, se tornarem a comida de nativos cruéis e famintos, por isso, toda ajuda a esses dois jovens é bem-vinda, e adianto, que amigos não irão lhe faltar!
Por fim, nessa ousada jornada, alguns valores destacam-se através das decisões das personagens, como a lealdade, a amizade, a importância do elo familiar e principalmente, a persistência em alcançar um objetivo, no caso de Leirini e Lakrus, um objetivo puro, que mesmo com as adversidades enfrentadas, para eles, mesmo sem benefícios próprios, valeria a pena enfrentar!