O Encheirídon de Epicteto

O Encheirídon de Epicteto Epicteto


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O Encheirídon de Epicteto


Edição bilingue




O termo grego encheirídion se diz do que está à mão,sendo equivalente ao termo latino manualis, “manual” em
nossa língua. Significa também “punhal” ou “adaga”, equivalente ao latino pugio, arma portátil usada pelos soldados romanos atada à cintura. Simplício, em seu Comentário ao Encheirídion de Epicteto1, diz-nos que Arriano2, que escreveu o Encheirídion, “sintetizou as coisas mais importantes e
necessárias em filosofia a partir das palavras de Epicteto para que estivessem à vista e à mão” (192 20 s.). Assim, o Encheirídion serve não como uma introdução aos que ignoram
a filosofia estoica, mas antes àqueles já familiarizados com os princípios do Estoicismo, para que tenham uma síntese que possam sempre levar consigo e utilizar. Tal uso se relaciona à tradição estoica da meditação diária, para o que o Encheirídion serviria de guia e inspiração. Epicteto discorre sobre esse tema nas Diatribes em diversas ocasiões (I,1,25; I,27,6 ss.; II,1,29;III,10,1). Marco Aurélio Antonino, cuja obra póstuma, as Meditações, consiste justamente nessa atividade, compara os princípios da filosofia com os instrumentos da medicina, afirmando que “os médicos, que sempre têm à mão os instrumentos de sua arte, devem ser imitados” (III.13; cf. IV.3).
Sêneca se refere à prática da meditação diária na Carta a Lucílio XCIV e em Dos Benefícios VIII, 1. Cícero se refere igualmente a essa prática no De Natura Deorum6 (L.I.30) e no De Finibus (L.II.7).
(...) Simplício, notando que as palavras do Encheirídion são enérgicas e gnômicas, mantendo entre si certa relação e ordem lógica, objetivando a arte que retifica a vida humana e elevando a alma humana ao seu próprio valor (194 15 ss.), observa que o Encheirídion não se remete nem ao asceta, nem ao homem teórico, que se distanciam das coisas do corpo, mas visa o homem que tem o corpo como um instrumento e que deseja ser um genuíno ser humano, almejando reconquistar a nobreza de sua ancestralidade, com a qual Deus agraciou os homens.

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