O livro já começa com a seguinte frase: "Eu não lembro direito quando meu pai e minha mãe começaram a me enfiar livros garganta abaixo".
A partir daí, ele (Pedro) vai mostrando o quanto a literatura foi importante e lhe é decisiva em sua vida. Com isso, cada início de capítulo e cada fechamento, me prendeu para continuar até seu término. Queria muito lê-lo devagar, mais o li de uma dia para o outro.
Pedro, narra as transformações em sua vida, desde a infância, até sua fase adulta. Engraçado, como em algumas partes, a gente se identifica muito com ele (pelo menos comigo foi).
Ele nos prende mais em sua transição do Ensino Médio, para a faculdade. Com os desafios amorosos e existenciais. Além de lidar com a situação de considerar não ter escolhido o curso correto, que no caso dele é história.
Aparece em sua vida, uma figura muito emblemática que transforma seu modo de pensar, mas que na verdade, mostra a ele, que ele só precisava se descobrir dentro daquilo que ele acreditava, mas que ele não conseguia direcionar. O que nos faz pensar muito sobre o autoconhecimento.
O especial de tudo, é como sua vida vai se direcionando e se redescobrindo, através da literatura.
Um trecho que traduz muito o que senti neste livro, e foi como se eu estivesse realmente vivenciando o que diziam, foi "algumas pessoas, nos põem em contato com o passar do tempo, e que tudo o que nos emociona, tudo o que nos toca, é o tempo chegando e indo embora".
Tem muitos outros trechos que grifei e gostei muito. Mas não vou me delongar. Simplesmente, recomendo.