O homem que queria salvar o mundo

O homem que queria salvar o mundo Samantha Power


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O homem que queria salvar o mundo


Uma biografia de Sergio Vieira de Mello




Sergio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos e carismáticos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do país a partir dos dezessete anos de idade, quando seu pai, também diplomata, foi punido pelo regime militar brasileiro. Muito jovem, tornou-se funcionário da Organização das Nações Unidas, com cujos ideais sempre teve grande afinidade. Diferentemente da maioria de seus colegas com formação universitária e aspirações intelectuais, preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos em Nova York. Em situações especialmente dramáticas - como a de Ruanda, que terminou em uma das mais graves crises humanitárias do século xx, e a do Timor Leste, que culminou em bem-sucedida transição para a independência -, Vieira de Mello conseguiu contrabalançar seus princípios juvenis, moldados nas ruas de Paris em maio de 1968, com os da política e das relações internacionais.



Esse fascinante personagem, já descrito como uma mistura de James Bond com Bobby Kennedy, é analisado a fundo nesta biografia de Samantha Power, outra jovem figura da mais alta relevância na teoria e prática da política internacional. Sem abandonar o espírito crítico, Power descreve a vida de Vieira de Mello em detalhes e com inegável simpatia, mostrando como a experiência do diplomata nos massacres da Bósnia e de Ruanda alteraram sua visão de mundo. A partir deles, ele, que achava possível transformar situações difíceis à base quase exclusivamente do poder das idéias, passou a considerar também essencial, no limite, o uso de força militar para impor a paz. Foi dessa maneira que Vieira de Mello assumiu a difícil posição de chefe da missão da onu no Iraque após a invasão americana, num momento em que o governo dos Estados Unidos e seus representantes em Bagdá ainda consideravam a onu mais um empecilho do que um aliado (depois, com o fracasso incontestável das políticas de ocupação, essa atitude mudaria radicalmente). Vieira de Mello não teve muito tempo para reverter a situação. Em 19 de agosto de 2003, um atentado suicida destruiu parte do quartel-general da onu em Bagdá, e ele foi uma das suas vítimas fatais. Sua história, no entanto, permanece como ponto fundamental no debate sobre o futuro da onu e das relações internacionais.

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on 25/8/09


É uma biografia sem puxasaquismo. É direta e sincera, além de enriquecedora. Achei válidos principalmente os momentos de críticas a ONU e os detalhes mais afundo de uma missão de paz. Os problemas que existem para mobilizar contingente e fazer com que trabalhem juntos. Achei realmente sensacional, todas as colocações são muito bem justificadas. E apesar de ser um tema complexo, é levado de forma tranquila pela a autora, mesmo com o imenso volume de informação.... leia mais

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