O Julgamento de Páris é uma atualização do mito grego de Páris, o herói que, com o seu julgamento, provocou a Guerra de Tróia. Páris foi obrigado a julgar qual a mais bela: Hera, esposa do deus mais poderoso (Zeus), Atena, deusa da sabedoria e Afrodite, a deusa do amor. Uma lhe prometeu o poder; outra, inteligência e vitória em todas as guerras, e a terceira lhe garantiu o amor da mortal mais bela. Em O Julgamento de Páris não há nenhuma guerra. Há apenas o jovem americano Philip Warren, recém-formado em Direito, com dinheiro no bolso e um ano de férias na Europa pela frente. O tempo para decidir o que realmente quer da vida. Neste período, ele espera por algum tipo de revelação que lhe mostre quem é, na verdade Philip Warren. Entre aristocratas decadentes, homossexuais e estudantes, surgem três fascinantes mulheres: somente uma delas possui as respostas às suas buscas. Com várias referências à mitologia, algumas bastante sutis, Gore Vidal constrói um livro capaz de agradar a gregos e troianos: os que conhecem os antigos mitos se deliciarão em descobri-los por trás dos personagens; os que nada sabem de mitologia, ainda assim, têm nas mãos um romance ágil e profundo, uma obra admirável.
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Eugene Luther Gore Vidal
Gore Vidal nasceu em 1925 na Academia Militar de West Point. Era filho de um pioneiro da aviação norte-americana. Foi criado em Washington onde seu pai trabalhou para o governo Roosevelt e seu avô foi o senador T. P. Gore. Ingressou na literatura quando adolescente, escrevendo contos e poemas. Publicou seu primeiro romance aos 21 anos quando servia nas Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas nos anos 50 passou a sofrer perseguições por parte dos conservadores liderados pelo senador McCarthy. Tem sido um crítico cáustico das posturas belicistas adotadas pelos dirigentes norte-americanos.Gore Vidal é romancista e ensaísta e residiu muitos anos em Ravello, Itália, tendo retornado para os Estados Unidos, Los Angeles, quando da enfermidade e posterior morte de seu companheiro Howard Auster, em 2003. Continua a escrever livros e artigos para periódicos do mundo inteiro. Entre seus livros publicados em português, destacam-se: 1876, À Procura do Rei, Burr, Era Dourada: Narrativas do Império, Palimpsesto, Fundação Smithsonian, Kalki, Messias, Sonhando a Guerra, Myron, Criação, O Julgamento de Paris , Williwaw, "A Cidade e o Pilar" e Juliano.
