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"Um livro nascido da expiação, feito em condições impensáveis, mas que ajudara a salvar aquele homem. Logo ele, que, por ironia, quase fora morto um dia por uma máquina de escrever jogada de um prédio. Era outra vez a salvação pela palavra, como acontecera na época da bebida - a mulher não tinha dúvida. E, se tinha, esta se desfez no dia em que o próprio homem admitiu: Meu medo não era morrer. Era não terminar de escrever o livro".
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Heloisa Seixas. O oitavo selo.
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Não tenho lembranças de um único livro da Cosac ❤ que tenha me decepcionado; esse daqui foi mais uma grata surpresa.
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Mais do que um romance biográfico, O Oitavo Selo mistura realidade e ficção à medida em que acompanhamos a vida de Ruy Castro, narrada pela sua companheira Heloisa.
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Os relatos se concentram em momentos determinantes, nos quais Ruy confrontou a morte - aqui retratada como 'selos' (daí o título).
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Aliás, o título é mais uma das inúmeras belezas desse livro: uma referência ao filme O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman (preciso nem dizer que já tenho esquema filmográfico para esse findi, ne?!).
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Heloisa consegue conduzir a narrativa de forma cativante, realçando a alegria e vivacidade do seu companheiro, apesar das situações difíceis que enfrenta.
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Simplesmente leiam!
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#03.
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Ficha Técnica
O oitavo selo: quase romance
Heloisa Seixas
Ed. Cosac Naify (livro físico)
(Quase) Romance Biográfico / Ficção (2014)
192pg
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