O que você faria se procurasse uma aventura e acabasse presa nela? Não é tão difícil para nós, leitores, respondermos, afinal, mergulhamos de cabeça em uma nova aventura a cada livro. Então, vamos lá, pois lhe apresento “Olhos sangrentos”!
Ana, Meg e Sarah procuram aventuras, porém, para elas o que chama a atenção é o mistério. Em uma cidade de porte médio, as três iam atrás de algo que meninas “normalmente” não gostariam nem de sonhar.
[QUOTE] “Sentia-me bastante impelida a agir como louca em busca de aventuras macabras depois de haver lido, um atrás do outro, vários contos de terror. Também estava bastante propensa a assustar-me com qualquer coisa, por causa disso.” [...]
Elas saíram às escondidas e acharam uma casa onde parecia haver algo de estranho, algo que as chamavam para dentro, para descobrir os perigos e o que o destino reservava para aquelas inocentes meninas.
Entrando na casa abandonada, nada de anormal, apenas uma sala velha com retratos e coisas de uma família que já se foi. A não ser pelos barulhos feitos e ruídos como se um estranho estivesse à espreita esperando para atacar.
[QUOTE] “Não dei atenção, uma vez que percebi um álbum de fotos com o título ‘Elizabete’ entre a coleção. Não entendi se a energia que eu sentia emanar daquele livro seria fonte da minha imaginação, se eu estava bastante excitada com aquela empreitada, ou se era real.” [...]
Nada do que Sarah via parecia ser real, algo que alguém gostaria que ela visse ou até mesmo sentisse. Como uma casa podia ter tanto poder sobre ela? Agora com medo, Sarah e Meg procuravam Ana para dar o fora da casa. No entanto, não imaginavam que alguém não queria que elas saíssem.
[QUOTE] “– Sarah, Meg, me ajudem, por favor!” – Ana gritou. Ana falou de dentro do espelho. Ana estava dentro de um espelho. Eu não podia acreditar naquilo, não eram coisas aceitáveis, nada críveis. [...]
Para Sarah, nada daquilo podia ser real, mas para quem estava brincando era. Elizabete queria apenas brincar, mas Sarah queria apenas ir para casa com suas amigas e esquecer que um dia acharam que sair a noite era uma boa ideia.
Elizabete era um fantasma e queria amigas, aprisionada na casa onde foi morta, ela apenas queria alguém para lhe fazer companhia, alguém que a eternidade não pudesse lhe tirar. Sua história era mais macabra do que poderia parecer para uma menina tão inocente e pequena.
Sarah teria que arranjar um jeito de ir embora e levar consigo suas amigas, todavia, Ana e Meg haviam supostamente morrido pelos olhos de Elizabete e agora tudo parecia um grande pesadelo de horror.
Ela apenas queria ir embora, uma aventura que não fosse lhe custar sua vida. O que será que Elizabete poderia querer mais do que uma amiga?
Esse livro me chamou a atenção pelo fato de ser um romance sobrenatural, porém o que me deixou bem chateada foi à forma como a autora trocou quem estava narrando do nada. Fiquei perdida em algumas partes, porém o contexto, os personagens e o ambiente foi muito bem explicado e relacionado com tudo. Havia ligações em cada parte da história o que me envolvia muito e fazia querer saber o que aconteceria no final.
A leitura flui, no entanto, no começo, fica um pouco moroso pelo fato de ter que saber o contexto do passado e em alguns momentos, por conta da mudança de ponto de vista repentina e sem demarcação, as coisas ficam um pouco confusas, mas é um passa tempo bacana.
Não posso opinar muito sobre a edição, por tê-lo lido em e-book, mas posso dizer que é simples. Preciso dizer que não curti muito a capa. Encontrei alguns erros, mas não vai lhe tirar o entendimento do enredo, porém, pode incomodar um pouco ao decorrer da leitura. No mais, leiam e tirem suas próprias conclusões.
Resenhista: Analuiza Amorim.