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    Os Espíritos Contaram -

    Maria Elisabeth Barbieri

    FERGS
    2020
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788571300279
    Português Brasileiro
    4.4
    4 avaliações
    Leram5Lendo1Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    Os Espíritos contaram é uma obra que transita no limiar entre os dois mundos. Nestas narrativas simples, de vidas que sustentam suas lutas, plasmam seus ideais e prosseguem a jornada de ascensão encontramos o legado de muitas lições que confortam a alma e ampliam a visão sobre as dores e alegrias terrenas.

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    Juliana Morgensten de Souza17/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ao todo a obra possui 2 grandes partes, onde a primeira tem 14 capítulos com contos espíritas dos espíritos diversos, a segunda parte com 17 capítulos junto com o prefácio e é uma história completa que tem Siá Tonha como protagonista. A primeira parte são de amigos espirituais já desencarnados como Saulo, Mendes, Egydio, Pompílio, R.P. Michelena, Humberto de Campos e Joaquim Nabuco que escreveram algumas narrativas. Umas possuem uma parte somente e outras de 3 a 5 capítulos como as histórias de Semeando Espinhos e Um Natal Diferente. Nesta fase, os contos que mais chamaram a minha atenção foram Um Soldado na Guerra e na Paz que contou a história de um comandante de guerra que viveu por 95 anos e ficou refletindo sobre todas as mortes que aconteceram no período, Um Natal Diferente que narra sobre Juvenal e o pequeno orfão inesquecível Moedinha e os fatos sobre Francisco Spinelli e como o mesmo chegou ao Brasil e deu início a uma revolução literária com o surgimento da Feira do Livro, Congressos Espíritas e sua tremenda importância dentro do meio espírita. Já a segunda parte é uma obra completa, que se passa nos tempos antigos e onde Siá Tonha é uma benzedeira conhecida na região e sempre que pode está ajudando os moradores, em especial Antônia. Com o passar dos dias, Tonha vem a desencarnar e, a partir de então, o leitor vai acompanhando as consequências deste fato entre os moradores. Com o desencarne da senhora, alguns personagens vão abrindo seus olhos espirituais, mediúnicos e emocionais, entre eles, a própria Antônia e Hilário. Depois de um tempo, Siá Tonha retorna e passa a se comunicar através de médiuns, principalmente para ajudar aos índios e outras pessoas tão necessitadas de auxílio. Sendo assim, é possível ver o desenrolar dos fatos com a evolução e entendimento de Antônia em todos os aspectos, inclusive de vidas passadas. Uma parte muito bonita é um poema escrita para Siá Tonha que é extremamente delicada e sensível ao mesmo tempo. As partes espirituais, em grande parte do tempo, ficam a cargo de Sepé que tanto ajudou aos índios da região quanto na evolução de Antônia. O texto é de fácil entendimento e a leitura é fluída e envolvente do começo ao fim. Para quem gosta de ótimos contos espíritas reflexivos maduros é uma ótima pedida. Fora que é uma obra 2 em 1, pois você termina a primeira parte e já entra em outro mundo complementa diferente. Vibes diferentes, porém, bastante iguais. Muito bom! Um ponto importantíssimo a ser mencionado e já tradicional nos livros da Fergs é a belíssima e maravilhosa diagramação e as ilustrações entre os capítulos. Uma delicadeza sem fim.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 4
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Maria Elisabeth da Silva Barbieri profile picture

    Maria Elisabeth da Silva Barbieri

    Maria Elisabeth da Silva Barbieri, Nascida em Lavras do Sul, no dia 04 de outubro de 1957. Bacharel em Direito, servidora da Justiça Federal de 1ª Instância do Rio Grande do Sul. Conheceu a Doutrina Espírita logo após consorciar-se com José Ernesto Barbieri que lhe apresentou o Espiritismo, levando-a a uma sessão pública doutrinária na Sociedade Espírita Vicente de Paulo, em Bagé, RS. Desde esse dia a racionalidade da Doutrina Espírita passou a fazer parte indissociável da sua vida. Exerceu atividades no Movimento Espírita em Bagé, Santa Maria, onde integrou o quadro de voluntários do Abrigo Espírita Oscar José Pithan. Dirigiu o Departamento Doutrinário da UME Santa Maria e presidiu o Conselho Regional Espírita da 4ª Região Federativa. Chegou a Porto Alegre em 2006, tornando-se trabalhadora do Centro Espírita Leon Denis. Foi convidada a exercer a Direção do Departamento Doutrinário da FERGS em 2008. Presidiu a FERGS de 01 de janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 2015.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Maria Elisabeth da Silva Barbieri