outono azul a sul

outono azul a sul calí boreaz


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outono azul a sul


[poesia]




é travessia, clandestinidade(s), a partir de um lugar de erro entre os dois lados do Atlântico.
ilustrações de Edgar Duvivier e A. Martins-Ferreira. posfácio de João Almino. [caliboreaz.com]

< outono azul a sul [poesia], livro de estreia de calí boreaz, lançado no final de 2018 em Portugal e no Brasil pela editora Urutau, espalha pólens de luso-brasilidade. Desde logo, a autora, que sendo portuguesa, mora há vários anos — depois de uma passagem pela Romênia — no Rio de Janeiro. As ilustrações que acompanham os poemas são parte do artista brasileiro Edgar Duvivier e parte do artista português António Martins-Ferreira. O posfácio é do imortal da Academia Brasileira de Letras, João Almino, enquanto a orelha do livro traz recomendações da escritora portuguesa vencedora do Prêmio Oceanos 2017, Ana Teresa Pereira, e dos escritores brasileiros Paula Fábrio e Francisco Azevedo.

“Uma onda que nos arrasta desde a primeira linha até lugares impossíveis de prever”, observa Ana Teresa Pereira. “Uma estreia vigorosa, uma noite que grita, para dizer o mínimo”, comenta Paula Fábrio, também ela vencedora de um importante prêmio literário, o São Paulo de Literatura 2013. “No rumo ou à deriva, que importa se são seus versos a nos soprar as velas?”, desafia Francisco Azevedo, autor de O arroz de Palma, entre outros.

Por fim, ou para começo de conversa, o conceituado poeta português Daniel Maia-Pinto Rodrigues inicia assim sua resenha ao livro: “Quando lemos um livro, é bem provável que nos apeteça encontrar qualquer coisa nunca antes escrita. E não a mesma sopa, onde as lamúrias e as satisfações são exactamente o mesmo, de tão caldeadas e requentadas de autor para autor. Será, talvez, mais fácil escrever assim, com as palavras já mornas e alinhavadas. Para os leitores que não gostam dessa sopa de letras, dessa irmandade mal-amanhada, aparece outono azul a sul, de Calí Boreaz.” > [ in REVISTA MALLARMARGENS ]

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ler 8 poemas do livro na Revista Palavra Comum:
> palavracomum.com/8-poemas-de-cali-boreaz

assistir videopoemas:
> videopoemas.caliboreaz.com

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[ orelha do livro ]

"Entre Lisboa e Rio de Janeiro, desponta um novo canto, herdeiro do vento, do desconcerto e do lírico. Assim é a poesia de Calí Boreaz, geografia do tempo, em seu instante forte e delicado. Uma estreia vigorosa, uma noite que grita, para dizer o mínimo."
— Paula Fábrio
[Prêmio São Paulo de Literatura 2013]

"Belíssimo, outono azul a sul é como uma onda que nos arrasta desde a primeira linha até lugares impossíveis de prever. É tão raro encontrar um verdadeiro poeta."
— Ana Teresa Pereira
[Prêmio Oceanos 2017]

"Ao se dar a conhecer em versos de paixão precisa, Calí Boreaz é a poesia e nela aponta novos sentidos. Rosa dos ventos que, colhida de abismos marinhos, exala perfume de “maresia distante”. Seguimos viagem. No rumo ou à deriva, que importa se são seus versos a nos soprar as velas?"
— Francisco Azevedo
[autor de O arroz de Palma, Os novos moradores, Doce gabito]

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[ resenha ]

"Quando lemos um livro, é bem provável que nos apeteça encontrar qualquer coisa nunca antes escrita. E não a mesma sopa, onde as lamúrias e as satisfações são exactamente o mesmo, de tão caldeadas e requentadas de autor para autor. Será, talvez, mais fácil escrever assim, com as palavras já mornas e alinhavadas.

Para os leitores que não gostam dessa sopa de letras, dessa irmandade mal-amanhada, aparece outono azul a sul, de Calí Boreaz. Livro com uma criação própria, outono azul a sul dá-nos – além desse privilégio da criação genuína – a ler imagens de belo recorte, ou de recorte belo. Insólito nas vezes suficientes, bem raciocinado, bem proporcionado em arrepios de quase agradáveis afastamentos, em amavios de luz e cor –, leva-nos a fluir na leitura, a fluir e a divagar no tempo. Concorrem a isso filtros turquesa ou delíquios da cor entre as fracturas temporais; aprecio sobremaneira essa energia da calma que este livro reivindica.

O espaço geográfico é tenso; uma peculiar tensão enamorada do Vago. A identidade treme, então, na justa medida que ganha força. A mim parece-me que a autora leva essa força para a sua poesia, esse refúgio sereno do vento, onde as recordações e o oblívio ceiam à mesma mesa.

Ilustrações de elevado bom gosto acompanham o nível do livro.

Eu, velho marialva de títulos caducos, tenho vindo a rejuvenescer com a qualidade literária das recentes autoras. Eis, neste livro, um excelente exemplo dessa qualidade.

Daniel Maia-Pinto Rodrigues, poeta
Portugal, 20 de janeiro de 2019"

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