pajubá - terapia

pajubá - terapia Sofia Favero


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Ensaios Sobre A Cisnorma




Escrito pela psicóloga Sofia Favero, o livro Pajubá-Terapia: ensaios sobre a cisnorma chega ao público leitor com a proposta de ampliar o debate sobre um recorte da perspectiva psico-clínica tradicional e apresenta diferentes possibilidades de subversão no campo da saúde mental. A participação cada vez mais frequente de pessoas trans e travestis na psicologia tem feito com que os saberes psicopatológicos sejam desestabilizados. Ao mesmo tempo, novas disputas estão em surgimento, situando a “diversidade” no centro de determinados processos terapêuticos.

Sofia, em seu livro, faz uma crítica ao que está sendo chamado de “clínica LGBT” – reconhecendo como esse âmbito não tem se desligado de uma tradição essencialista, na qual as posicionalidades de gênero, sobretudo, seriam vistas desde sempre enquanto adoecimentos ou expressões de um sofrimento interno. A autora se dedica a desmantelar a crença de que as transexualidades, travestilidades e transgeneridades se tratariam de demandas terapêuticas em todo e qualquer caso, a partir de uma escrita sarcástica, biográfica e pouco comprometida com uma “verdade” sobre a identidade.

Pajubá-Terapia: ensaios sobre a cisnorma reúne dez textos que abastecem os leitores interessados em novas abordagens possíveis no campo da psicologia para a população trans. A obra já deixa claro no título que essa abordagem bebe com força da cultura LGBTQI+ brasileira: pajubá é um termo que designa o “dialeto secreto” praticado por parte dessa população, rico em apropriações do iorubá.

Sobre a obra, Ariane Senna, a primeira mulher trans formada em psicologia na cidade de Salvador (BA), escreve: “Com um olhar despatologizante, este livro nos apresenta uma psicologia que é feita por travestis e pessoas trans. A sua linguagem precisa, despida de códigos e nomenclaturas teóricas, deixa evidente o objetivo de (re)pensarmos os modos que a psicologia tem funcionado historicamente, enquanto ciência e profissão. Aqui, temos uma releitura dos conhecimentos e práticas psicológicas existentes, apontando paradigmas sobre a ‘saúde mental’ e suas implicações nas vidas de mulheres trans e travestis. Reflexões sobre o que é e o que deixa de ser lido enquanto conhecimento acadêmico, assim como o distanciamento entre pesquisadora e ‘objeto’ que se combina à proposta de imaginarmos uma terapia pajubada. Podemos fazer psicologia e ousar sair do lugar de patologia ou de paciente para assumir outras posições? São as apostas de Sofia Favero, que pretende emergir uma visão transfeminista sobre o manejo clínico com a proposta de fornecer debates a uma profissão mais inclusiva”.

Ensaios / Literatura Brasileira

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