Palácio do Pavão

Palácio do Pavão Wilson Harris


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Palácio do Pavão





Nascido em 1921 em Georgetown (Guiana), Wilson Harris iniciou sua carreira literária com um volume de poemas, Eternity to Season (1954), onde revela imaginação criadora e acentuada preocupação com o mito. Palácio do Pavão (1960) juntamente com The Far Journey of Oudin (1961), The Whole Armour (1962) e The Secret Ladder (1963) compõem o Guiana Quartet. Seguiram-se a essas narrativas mais de uma dezena de outros romances e inúmeros ensaios críticos. Um debruçar-se sobre sua arte e a de outros autores, num esforço de compreender a manifestação do espírito criador, é uma das características de Harris.
Palácio do Pavão mostra como o autor amalgamou os elementos ameríndios e africanos do Caribe com os elementos europeus de sua formação, ele que tem os três em seu sangue e vivência. Nesta narrativa Harris resgata a alegoria do esquecimento e descrédito, dando-lhe tratamento original. Para ele, a alegoria do século XX, em vez de seguir o modelo “uma rosa é uma rosa é uma rosa”, altera o realismo de tal afirmação para “uma rosa é um laço é uma partícula é uma onda”. No Palácio do Pavão, alegoria múltipla, com ação, personagens e tempo fragmentados, ressoam ecos da peregrinação de Christian (The Pilgrim’s Progress, de John Bunyan, 1678); das aventuras do conquistador branco tentando encontrar o El Dorado; da busca do conhecimento de aspectos insondáveis, talvez malignos, da natureza humana (lembrando Heart of Darkness, de Conrad); ou, mais ainda, da experiência da morte e ressurreição de uma pessoa, ou civilização, numa confluência de paraíso e inferno verdes. Para sobreviver na selva densa da Guiana e do Brasil, Donne, o conquistador, o colonizador, o pioneiro, é a própria imagem da força. Mas Donne é também o poeta, o visionário: com os olhos interiores ele apreende o mundo ancestral, passando pelos diversos obstáculs, reais ou simbólicos, de rios caudalosos, florestas e cachoeiras, pelos “estreitos da memória”, “os umbrais do desconhecido”, “as portas da percepção interior”, “as janelas do universo”, numa viagem em que se misturam sonho e realidade.

Ficção / Literatura Estrangeira

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