E aí galerinha, tudo na boa?
Hoje estou aqui para fazer a resenha da obra "Passarinho", um livro singelo e cheio de segredos. Um livro que prende o leitor do início ao fim.
Joia nasceu exatamente no dia que seu irmão John se jogou de um penhasco. Por que ele se jogou? Vovô deu um apelido para o garoto de 5 anos, Passarinho, e ele acreditou que poderia voar. Um tragédia com danos irreparáveis.
Vovô nunca mais falou depois daquele dia, Joia cresceu ouvindo o quanto a morte do irmão acabou com a vida de todos que viviam naquela casa. Ninguém dava atenção para a menina, ninguém se preocupava com o que ela sentia.
"Quando algo que você ama é tomado de você, as palavras são inúteis. De que adianta as palavras se elas são vazias, impotentes ou falsas? Por que não ficar em silêncio até o último minuto da eternidade?"
O pai, Nigel era jamaicano e acreditava em duppies, espíritos que podiam enganar e influenciar as pessoas a fazerem coisas ruins, como se jogar de um penhasco. Nigel era cheio de crenças, supersticioso, via tudo como sorte ou azar. Ele dizia que fora duppies que tinha feito Passarinho se jogar.
Um livro que aborta temas como luto, morte, família, infância, diferentes culturas e crenças, solidão, amizade e perda. Tudo isso em um pouco mais de 200 páginas. Sério, que livro fantástico. Sabe aquele livro que você começa a ler e não consegue parar? Que pensa o tempo todo na história e que precisa saber as verdades que estão escondidas nas páginas? Isso é "Passarinho". É uma leitura intensa que consegue prender a mente.
"É incrível como somos capazes de ver as coisas de maneira diferente. Quer dizer, alguém pode dizer "isso é o céu", e outra pessoa pode vir e dizer "ah, não, essa é a casa dos espíritos.". E ambos estariam observando exatamente a mesma coisa."
O livro é narrado pela visão de Joia, e é impossível não querer abraçar essa garota e dizer para ela que tudo vai ficar bem e que os adultos são cheios de problemas com arrependimentos e culpa.
[RESENHA COMPLETA NO BLOG QUATROSENTIDOS]