Precisamos de Novos Nomes

Precisamos de Novos Nomes NoViolet Bulawayo




Precisamos de Novos Nomes





NoViolet Bulawayo nasceu em 1981, no Zimbábue, e fez parte da primeira geração nascida depois da independência oficial do país. Sua infância se passou, portanto, sob um clima de confiança, estabilidade e esperança. Muito diferente do cenário em que vivem Darling, Bastard, Chipo, Godknows, Sbho e Stina, as crianças com nomes peculiares que figuram em Precisamos de novos nomes, seu romance de estreia.

Essas crianças a cada dia tentam fugir de Paraíso, o aglomerado de barracos de zinco onde elas e suas famílias vivem desde que suas antigas casas foram demolidas violentamente a mando do governo. As fugas são para perto, para Budapeste, o bairro vizinho onde roubam as goiabas do quintal das casas das famílias brancas e ricas, ou ainda com as brincadeiras que criam para se distrair do cotidiano entediante sem escola nem comida: fingem procurar Bin Laden para ganhar a recompensa do governo americano; criam um jogo em que os países mais poderosos invadem os países menores. As fugas acontecem também quando sentem um misto de vergonha e empolgação ao se aglomerarem ao redor dos carros das ongs que lhes trazem presentes e roupas inadequadas.

Mas é a vida de Darling, a protagonista-narradora, que o romance acompanha. A menina de dez anos que conhecemos em suas brincadeiras no Paraíso, sonha com o dia em que morará na América. Esse dia finalmente chega e Darling terá de enfrentar o frio, a saudade de sua família e de seus amigos e a adaptação nesse país que nunca vai se tornar o seu país de fato, mas que mudará seu sotaque, moldará o olhar do mundo e a afastará, irremediavelmente, de sua terra natal.

Precisamos de novos nomes é um romance de formação, cuja protagonista ao mesmo tempo precisa enfrentar as novidades da adolescência e da vida adulta que chega e se adaptar a uma terra onde sempre será estrangeira.

Os assassinatos políticos, o estupro, o charlatanismo de alguns religiosos, a aids, a fome, enfim, tudo aquilo que a imprensa ocidental reafirma a respeito dos países africanos estão neste livro, mas muito distintamente contada por uma voz ao mesmo tempo cruel e inocente, a voz de uma criança sensível, esperta e sonhadora.

Edições (1)

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Precisamos de Novos Nomes

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Resenhas para Precisamos de Novos Nomes (2)

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Da raiva que se guarda
on 27/8/14


Como romance de formação que, sob o olhar inocente de uma menina, abrange todos os tópicos considerados tipicamente “africanos” pelo imaginário norte-americano (genocídio, mutilação genital feminina, violência política, fome, miséria, AIDS), We need new names (Precisamos de novos nomes, título no Brasil) poderia ser apenas mais uma obra que explora, à exaustão, com o auxílio de um recurso estilístico defasado (a narração de uma criança sobre a brutalidade que a rodeia), a estética do s... leia mais

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Desejam39
Trocam1
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Marcos
cadastrou em:
19/08/2014 19:13:26