From the wondrous mind of Brooke Bolander, the author of The Only Harmless Great Thing, who "shares literary DNA with Le Guin" (John Scalzi). After the world's end, the last young human learns a final lesson from Earth's remaining animals.
No Flight Without the Shatter -
Brooke Bolander
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Ver maisA humanidade continua a destruir o planeta a cada minuto de cada dia. Rios são poluídos, florestas são devastadas, animais são mortos. Somos parasitas de nosso próprio planeta. Mas, David Attenborough, um famoso biólogo e apresentador de TV já disse em um de seus vários programas que apesar de o ser humano ser finito e passageiro, a Terra continuará a existir depois que a Era do Homem tiver acabado. E esse momento pode chegar em um prazo acelerado se essa destruição persistir e não fizermos nada a respeito. Nessa bela narrativa, Brooke Bolander narra o alvorecer da humanidade representada na figura de Linnea, uma jovem e inocente menina criada por três tias que representam os últimos animais que restaram na Terra. Bolander tem uma escrita poética linda. Fiquei encantado com o ritmo e o encadeamento de palavras que ela faz. Experimentem ler em voz alta as frases dela. Percebam como existe sonoridade e ritmo nelas. Ao mesmo tempo não é uma leitura fácil. Aos leitores que sentirem dificuldade com o texto, não se intimidem com isso; releiam. Eu precisei ler pelo menos umas três vezes porque a cada nova leitura algumas passagens ficavam mais claras para mim. É desafiadora, mas vai te recompensar ao final com momentos belos. Em alguns momentos mais para o final, cheguei a me emocionar com a forma como tudo chega ao fim. Vejam esta passagem por exemplo (tradução livre feita por mim): "você é a terra, e você lê a mensagem alto e claro: uma missiva vinda do lugar entre ser e não ser; um sinal do espaço entre o sopro final e aquilo que vem depois." A narrativa é feita a partir de dois pontos de vista: o da própria Terra e um em terceira pessoa com Linnea. O ponto de vista da própria Terra é uma espécie de segunda pessoa e com isso eu trago para vocês outra característica desse conto da Bolander: o simbolismo presente em vários momentos da narrativa. Não quero contar os símbolos porque é legal a gente pegá-los enquanto fazemos nossa reflexão, mas um deles eu gostaria de comentar porque é algo que eu deduzi a partir da minha percepção. Linnea é criada por três tias: Marta, Rose e Anne. Podemos entender essas tias que a criam e a ensinam como as três fiandeiras também. As fiandeiras da mitologia grega, responsáveis pela vida dos seres humanos. E nada mais propício para as fiandeiras do que estarem presentes nos momentos finais dos seres humanos. Brooke Bolander foi uma descoberta para mim e não é à toa que ela tem sido muito elogiada por vários críticos de fantasia por onde ela publica. Pretendo acompanhar seus livros e contos sempre que possível.
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