"O espírito não tem sexo. Este princípio, que o espiritismo adiciona ao conhecimento humano, como expressão da natureza em outra dimensão, contrapõe-se a uma série de conceitos segundo os quais o homem seria a entidade supremas e a mulher uma serva sem alma. Desde a Codificação da doutrina Espírita, em 1857, por Allan Kardec, acelerou-se um processo de valorização da mulher, como das mais legítimas contribuições do espiritismo a sociedade..."
A mulher na dimensão espírita -
Jaci Regis, Marlene Rossi S. Nobre, Nancy P. Di Girolando
O mesmo é uma obra de estudos que aborda o papel da mulher e seu crescimento como ser humano na sociedade e no meio espírita. Sendo assim, possui 3 grandes partes onde cada autora escreve uma parte em específico com vários subtópicos, além da apresentação. Inicia com Jaci Regis e o tema A Mulher no Plano Existencial. Por aqui é comentado sobre o sexo dos espíritos, a luta pela igualdade, por que liberdade?, que diz a codificação, reprogramar a vida, as perspectivas do futuro e ainda a autora responde a algumas questões. Depois é a vez da autora Marlene Nobre com o assunto A Mulher no Plano Humano e comenta sobre As Mulheres no Cristianismo Nascente, rápida digressão histórica, o Espiritismo e a emancipação da mulher, depoimento valioso, a pílula, relações sexuais pré-matrimoniais, exemplo - alicerce de toda renovação, divórcio, também responde algumas questões e a bibliografia com dicas dos livros comentados durante a narrativa de Marlene. Por fim, é a vez de Nancy Girolamo e vem comentando sobre a Mulher no Plano Social e discorre sobre o "Espírito não ter sexo", feminilidade, direitos e funções, funções e profissões, relativismos, rápida visão histórica, a acelerada viagem da mulher, pausas no caminho e as respostas para algumas perguntas. Durante todo o livro, as autoras vão explicando as situações na atualidade e visão de mundo na época, inclusive até que está bem moderna para 1975, e embasadas nas obras clássicas espirituais e religiosas até então e também assuntos da sociedade de modo geral como a vida e obra de Marilyn Monroe, as pílulas, sexo, direito ao voto, machismo, entre outros. Lembrando que, neste período, eram poucas as mulheres escritoras, principalmente quanto aos livros de estudo. Tanto que é muito significativo Marlene Nobre estar presente nesta obra porque ela fazia parte desse pequeno grupo. Somente a pouco tempo que esse cenário vem mudando. Ainda bem, né não!? O texto é de fácil entendimento e a leitura é fluída, com pausas sendo necessárias para reflexões. É uma ótima obra para complemento de algum estudo ou de pesquisa aprofundada como tema mesmo. Além disso, merece demais uma versão bem mais atualizada em todos os aspectos e o único probleminha é que, atualmente, o livro só é encontrado na Estante Virtual.
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